Glossário Teosófico

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Verbetes: A

Amun (Cop,)

O deus egípcio da sabedoria, que possufa apenas Intelados ou Hie- rofantes, como sacerdotes, para servi-lo, Ani (Caid.) — O “céu invisível” ou Luz Astral; a mãe celeste do mar (Mar) terres- tre; é provavelmente a origem do nome Ana, mãe de Maria, Anscalipsis (Gr.) — “Tentativa de retirar o véu da Ísis de Saís”, de Godfrey Hig- gins. É uma obra extremamente valiosa, que atualmente só pode ser adquirida à preços fabulosos. Trata da origem de todos os mitos, relisiões e mistérios e mostra um imenso caudal de erudição clássica, (W, W, W.)

Analogia

Intermediária entre a dedução e a indução, apolando-se alternativa- mente em uma das duas, sem se restringir às regras especiais de cada uma delas, Como método, à analogia encontra-se tão ligada ao ocultismo como a pele aos corpos. À Jei geral da analogia é assim definida por Trismegistos (que, para nós, é a totalidade da Uni- versidade do Egito) na Tábua da Esmeralda: “O que está no alto «essucscciscsscosssserscrssccsasasanes É COMO seccosssscsasesasescasescenes O que está embaixo Para se cumprir o milagre da Unidade.” Note que, embora o autor da Tábua da Esmeralda distinga absolutamente, e desde o início, a analogia da semelhança, este é um engano difícil de ser evitado pelos iniciantes. Coisas análogas raramente são semelhantes. À analogia da constituição do homem em três princípios (espírito, alma e corpo) com aquela da constituição de um equipamento (cocheiro, cavalo e viatura) é bastante clara para permitir a resolução de problemas cu- riosos e Deus sabe se há semelhança entre estas duas coisas. Assim Trismegistos disse: “O que está no alto é como o que está embaixo”, Ele não disse: “O que está no alto está embaixo” (Pappus, Tratado Elementar de Ciência Oculta, 153-4),

Analogistas

Os discípulos de Ammonio Saccas (ver), assim denominados devido à sua prática de interpretar todas as lendas, mitos e mistérios sagrados através de um prin- cípio de analogia e correspondência, cuja regra encontra-se agora no sistema cabalístico e principalmente nas Escolas de Filosofia Esotérica do Oriente. (Ver Os Doze Signos do Zodtaco, de Subba Row, em Cinco Anos de Teosofia.) Ânanda (Sânsc.) — Bem-aventurança, alegria, felicidade. Nome do discípulo predi- leto de Gautama, oSenhor Buddha, [O estado de bem-aventurança no qual a alma se soma ao Espírito. Ananda significa também o estado espiritual da atmosfera táftvica. (Râma Prasâd)) Ânanda-káya (Sânsc.) — Corpo, casca ou envoltório de bem-aventurança. | . Ânanda-labhari (Sânsc. — “À onda de gozo”, bonito poema escrito por Shankarâ- chârya, um hino a Pârvati, místico e oculto, Ânandamaya (Sânsc.) — Literalmente: “formado de bem-aventurança” ou “da na- tureza da bem-aventurança”, Ánandamaya-koza (Sânsc.) - “À capa ou invólucro ilusório de bem-aventurança”, isto é, a forma mayávica ou ilusória, a aparência do que é semforma. O bem-aventurado, a alma superior. O “nome vedantino” utilizado para designar um dos cinco Kozas (ko- shas) ou “princípios” humanos; idêntico ao nosso Amá-Buddhi ou Alma Espiritual, Este quinto invólucro ou capa da alma, no sistema vedantino, corresponde ao Buddhi, sexto princípio humano, de acordo com a Teosofia,

Ananga (Sánsc,)

O “sem corpo”, Epíteto de Kâma, deus do amor. Ananta (Sânsc.) — An-anta, “sem fim”. Rei dos Nágas. Ao fim de cada Kalpa, vo- mita um fogo devorador, que destrói toda a criação. E o emblema da eternidade, Epfteto 36

Anão da Morte

No Edda dos antigos escandinavos, LIwaldi1, o Anão da Morte, es- conde a Vida nas profundezas do grande oceano e a faz subir à terra em seu devido tem- po. Esta Vida é Iduna, formosa donzela, filha do “Anão”. É a Eva dos cantos escandina- vos, pois dá aos deuses do Asgard as maçãs da eterna juventude; porém, ao invés de se- rem castigados por as terem comido e serem condenados à morte, conferem todos os anos uma renovada juventude à Terra e aos homens, após cada breve e doce sonho nos braços do Anão. Iduna é retirada do oceano, quando Bragi (ver), o Idealizador da Vida, sem marcas nem imperfeições, cruza dormindo a silenciosa imensidão das águas. Bragi é a ideação divina da Vida e Iduna € a Natureza viva, Prakriti, Eva, (Ver Bragi e Iwaldi.) Anastasis (Gr.) — À existência continuada da alma, [Literalmente, anastasia signifi- ca levantamento, ressurgimento, ressurreição; daí a supravivência da alma após a morte do corpo.) Anâtmã ou Anâtman (Sánsc.)- O não-Eu, em contraposição ao Eu (ou Ármô). Anâtmaka (Sânsc.) — Entre os budistas, irreal, ilusório, puramente fenomenal, Anatu (Cald.) — O aspecto feminino de Anu e Representa a Terra e o Abismo, enquanto seu esposo representa o Céu e a Altura, a mãe do deus Hea e produz o Céu e a Terra. Em Astronomia, é Ishtar, Vênus, o Ashroreth dos judeus. Anaxágoras (Gr.) — Célebre filósofo jônico, que viveu há 500 anos a.C. Foi discf- pulo de Anaxímenes de Mileto e estabeleceu-se em Atenas, no tempo de Péricles, Entre seus discípulos encontramos Sócrates, Eurípedes, Arquelau e outros filósofos e homens eminentes. Sábio astrônomo, foi um dos primeiros a explicar publicamente o que Pitá- goras ensinava em segredo, ou seja, o movimento dos planetas, os eclipses do Sol e da Lua etc. Foi quem ensinou a teoria do Caos, baseando-se no princípio de que “nada sur- ge do nada” (ex níhilo nihil fit), ensinou também a teoria dos átomos, considerando-os como a essência e substância fundamental de todos os corpos e “com a mesma natureza dos corpos que formam”. Estes átomos — dizia — foram colocados inicialmente em mo- vimento pelo Nous (Inteligência Universal, o Maha: dos hindus), uma entidade imaterial, eterna, espiritual. Graças a esta combinação, formou-se o mundo, fundindo-se os corpos materiais grosseiros, elevando-se e estendendo-se às mais altas regiões celestes os áto- mos etéreos (ou éter ígneo), Adiantando-se à ciência moderna em mais de dois mil anos, ensinava que os astros eram formados pela mesma matéria de nossa Terra e o Sol uma massa incandescente; que a Lua era um corpo opaco, inabitável, que recebe sua luz do Sol; os cometas eram astros errantes e, adiantando-se ainda mais à ciência, declarou-se inteiramente convencido de que à existência real das coisas percebidas por nossos senti- dos não pode ser provada de modo demonstrável. Morreu desterrado em Lampsaaco, aos setenta e dois anos.

Anciães (Os)

Nome dado pelos ocultistas aos Sete Raios Criadores, nascidos do Caos ou “Abismo”, Ancião dos Dias -— Ain-soph, o Eterno. “E, por acaso, o Velho Tempo dos gregos, com sua foice e ampulheta, não é idêntico ao Ancião dos Dias dos cabalistas, sendo este último “Ancião” idêntico ao Ancião dos Dias hindu, Brahmã, em sua forma trina e una, cujo nome é também Sanar, o Ancião?”(Doutrina Secreta, 1, 946). 37

Andrógino

Ver Baphomet (Chivo-cabra andrógino), Raio andrógino etc,

Anéis e Rondas

Termos empregados pelos teósofos na exposição da Cosmogonia oriental. São utilizados para indicar os diversos ciclos evolucionários nos reinos elemen- tal, mineral etc., pelos quais a Mônada passa em algum dos Globos, usando-se a palavra Ronda apenas para denotar a passagem cíclica da Mônada ao redor de toda a cadeia de sete Globos. Os teósofos, em geral, empregam o termo anel ou cfreulo como sinônimo de ciclo, seja cósmico, geológico, metafísico ou qualquer outro,

Anéis mágicos

Estes anéis existiram como talismãs nas tradições e lendas de to- dos os povos, Na Escandinávia, tais anéis relacionavam-se sempre com duendes e anões, que, segundo se diz, eram os possuídores desses talismãs e, algumas vezes, davam-nos a seres humanos, que desejavam proteger. Eis as palavras de um cronista: “Estes anéis mágicos traziam boa sorte ao seu proprietário, enquanto fossem cuidadosamente euarda- dos; porém, sua perda era seguida por desgraças terríveis e tormentos indescritíveis”,

Anel “não passa” (O)

Círculo dentro do qual se encontram todos aqueles que, continuamente são aflisidos pela ilusão da separação. Anga (Sânsc.) — Membro, rama, parte, elemento, Angâra ou Angâraka (Sânsc.) — A Estrela de Fogo; o planeta Marte; em tibetano, Mig-mar, Angas (Sâánsc.) — Ver Vedângas.

Anel de Giges

O anel de Giges chegou a ser uma metáfora comum na literatura européia, Giges era um Ilídio que, após assassinar o rei Candaules, casou-se com sua viú- va. Platão conta-nos que, certa vez, Giges desceu à uma profunda fenda da Terra e ali descobriu um cavalo de bronze, dentro de cujo costado aberto estava o esqueleto de um homem gigantesco, que tinha no dedo um anel de bronze. Este anel, uma vez colocado em seu próprio dedo, tornava-o invisível,

Anfdi (Sánsc,)

“Sem princípio", Não-criado. Anfidinidhana (Sánse.) — “Sem princípio nem fim”; eterno. Anfdi-pravabha-sattá (Sênsc.) — “Existência cuja corrente não tem princípio”; eternidade. Anidvyanta (an-fdi-anta) (Sânsc.) — “Sem princípio nem fim”. Sinônimo de aná- di-nidhana. Anâgâmin (Sânsc.) — Aquele que não deve renascer no mundo do desejo. Um grau antes de chegar a ser Arfhat e estar condicionado para o Nirvâna. O terceiro dos quatro graus de santidade no sendeiro da Iniciação final, [Ao ultrapassá-lo, a alma não tem ne- cessidade de reencarnar=se.) Anagrânivas (Sânse.) — No sistema vedantino, Parabrahim, Anaham (Sânsc.) — An-aham: não-eu; não-ego, Anfhata Chakra (Sâárnsc.) — O assento, centro ou “roda” da vida; o coração, [O quarto centro, padma, chakra ou plexo ganglionar dos vyogis], segundo alguns comenta- ristas. Situa-se no coração. [Ver Aforismos de Patafijali, LI, 34,] Anfhata-nâda (Sánsc.) — “Som não produzido por concussões", O som Om,

Angiras

Um dos dez Prajâpatis. Um filho de Daksha; um jurisconsulto etc. Angirasas (Sâánsc.) — Nome genérico de várias pessoas e colsas purânicas;, UMa classe de Pitris, antecessores do homem; um rio do Plakcha, um dos Sapia dwípas (ver), Os Angirasas constituíram uma raça intermediária de Seres elevados entre os deuses e os homens. “Angirasas” era um dos nomes dos Dhyânis, ou Instrutores dos Devas (Guru- Devas), Iniciados das remotas terceira, quarta e até quinta Raças. (Doutrina Secreta, II, 640,) Angra Mainyus (Zend.) — Nome zoroastriano de Abrimán; o mau espírito da des- truição e oposição, o qual, diz Ahbura Mazda (no Vendidãad, Fargard D, “falsifica, através de seu prestígio” toda a terra formosa cue Deus cria, pois "Angra Mainvyus é todo mor- te”, 38

Anijala (Sánsc,)

Um dos poderes personificados, que surgem do corpo de Brahmã: os Prajâpatis. ABjali (Sânse.) — Atitude de adoração e respeito, que consiste em juntar as duas mãos, formando um oco, e levantá-las à altura do peito. À isto se denomina “fazer o ahjail”, (Ver Bhagavad-Ghá, 41, 14 e 35.) 39

Animais

Ver Os Quairo Animais, Anima Mundi (Lar.) — “Alma do Mundo”; o mesino que o Alaya dos budistas do Norte; a essência divina que a tudo preenche, penetra, anima e informa, desde o átomo mais diminuto da matéria até o homem e o deus, Em certo sentido, é a “Mãe de sete pe- les" das estâncias da Doutrina Secreta, a essência dos sete planos da inconsciência, cons- ciência e diferenciação moral e física. Em seu aspecto mais elevado, é o Nirvâna e, no inferior, é a Luz Astral. Era feminina entre os gnósticos, os cristãos primitivos e os na- zarenos; bissexual nas demais seitas, que a consideravam apenas ein seus quatro planos inferiores. De natureza Ígnea, etérea no objetivo mundo da forma (e, portanto, éter), e divina e espiritual em seus três planos mais elevados, Quando se diz que cada alma hu- mana nasce ao se desprender da Ânima Mundi, isso significa, esotericamente, que nossos Eus superiores são de idêntica essência àquela da Alma do Mundo, que é uma irradiação do Absoluto Universal, sempre desconhecido, as Animan (Sánsc. — “Pequenez”, “sutileza”, Um dos oito siddhis ou poderes ocultos mais elevados, O poder de se reduzir a um grau extremo de pequenez ou de se asseme- lhar ao átomo. Animar (Alg.) — Dar ao mercúrio filosófico uma alma metálica, Anirdezya (Anirdeshya) (Sánsc.) — Indefinível, indescritível, inexplicável. Aniruddha (Sânsc.) — Livre, sem sujeição. Anirvachantva (Sânsc.) — Indefinível, indescritível, Sinônimo de Anirdezya, Anitya (Sánsc.) — “Não-eterno”, não-permanente, perecível, destrutível, transitó- rio. Como substantivo, significa limitação. (Bhagaván Dás) Anfyâimsam-anivasam (Sánsc.) — “O mais sutil (ou o atômico do sutiD”, Na filo- sofia vedantina este nome é aplicado a Parabrahm, a Divindade Suprema, cuja essência encontra-se em todas as partes, Compara-se à expressão do Bhagavad-Ghá, VII, 9: anor anfyâmsam, mais sutil que o átomo, Anizvara (Sánsc.) — An-Ízvara, “sem senhor” ou “sem Deus”; ateu.

Ankh

Uma forma de cruz ansada; assim: *t Anna-kàya (Sânsc.) — O corpo físico ou de carne, Annamaya koza (ou Kosha) (Sánsc.) — Termo vedantino equivalente a Sthúla Zarf- ra (Sharira), ou seja o corpo grosseiro, físico ou material, Éa primeira “casca” da Mô- nada entre as cinco admitidas pelos vedantinos, entendendo-se por “casca” o que, em Teosofia, é conhecido pelo nome de “princípio”, Annapurna (Sádnsc.) — Ver And. Ánnaya (Sânsc.) — Processo ou estado em que, apesar de não haver consciência material, percebe-se a presença do Atrmá como testemunha de tal estado. (Ver comentá- rio de D. K. Labheri ao Uttara-G&tá, 11, 9.) Annedotus (Gr.) — Nome genérico dos Dragões ou Homens-Peixes, dos quais exis- tiram cinco. O historiador Beroso relata que, em várias ocasiões, surgia do mar Eritreu um semidemônio denominado QOannes ou Annedotus, que, embora sendo em parte ani- mal, ensinou aos caldeus várias artes Úteis e tudo quanto pudesse civilizá-los. (Ver Le- normant, Magia Caldéia, p. 203, e também o artigo “Oannes”.) (W. W. W.) Annufn ou Announfn (Celt.) — “O que não tem fundo”, o Abismo, Tal palavra equivale ao Tohu-bohu da Bíblia, ao Chaos da Teogonia de Hesíodo, ao Tiamat da cos- mogonia caldéia-assíria e ao Múla-prakriti dos filósofos hindus. (E. Bailly)

Ano de Brahmãâ

Período de tempo muito vasto, igual a 360 Dias de Brahmãâ, com suas Noites de mesma duração, que em conjunto formam 3.110.400,000,000 anos sola- res. Cem Anos de Brahmãâá constituem a “Idade de Brahmãá” ou um mahâkalpa.

Anões Negros

Este é o nome dos Elfos das Trevas, que se arrastam pelas caver- nas obscuras da Terra e fabricam armas e utensílios para seus pais divinos, os AB&sir ou Ases. São também denominados “Elfos Negros”,

Anôhata-zabda (ou shabda) (Sâánsc,)

As vozes é sons místicos que o yogê ouve no período inicial de sua meditação. À terceira das quatro condições do som, também denominada Madhyamã (a quarta condição apresenta-se quando o som é perceptível ao 35

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