Alma-diamante
Vairasativa. É um título do Buddha supremo, o “Senhor dos Mistérios”, chamado Vajradhara e Adi-Buddha, (Voz do Silêncio)
Glossário Teosófico
Vairasativa. É um título do Buddha supremo, o “Senhor dos Mistérios”, chamado Vajradhara e Adi-Buddha, (Voz do Silêncio)
Ver Sutrâtná,
Tratado de teurgia ou magia branca escrito por autor europeu desconhecido, na Idade Média. Não raro encontramo-lo em volumes manuscritos cha- mados Ciavículas de Salomão. (W. W, W.)
Ver Nantehes. Alogos (Gr.) — O princípio irracional, em contraposição ao Logos ou razão, Alokana (Sânsc.) — De aloche, ver, perceber, considerar, Na filosofia sânkhya, é a vaga sensação das vibrações do mundo físico ao trabalhar sobre a consciência. Alombari (Áig.) — Chumbo queimado, (Planiscampi) Alos (Alg.) — Sal em geral. Aloset (Alg.) —- Mercúrio dos filósofos. Alpha Polaris (Lat.) — O mesmo que Dhruva, a Estrela Polar de 31,105 anos atrás,
Em árabe Ul-Khemi é, como o nome indica, a química da Natureza. Ut- Khemi ou Al-Kímia, seja como for, é apenas uma palavra arabizada tomada do grego chemeia, de chumos (sumo), suco extraído de uma planta, Diz o Dr. Wynn Wescott: “o uso primitivo do termo atual Alguimia encontra-se nas obras de Julio Firmicus Maternus, que viveu nos tempos de Constantino, o Grande. A Biblioteca Imperial de Paris possui o mais antigo tratado de Alquimia existente na Europa; foi escrito em grego por Zózimo, o Panopolitano, cerca de 400 anos d.C, O tratado que o segue em antiguidade deve-se a Eneas Gazeus, 480 anos d.C.””. À alquimia trata das forças mais sutis da Natureza e das diversas condições em que operam, Pretendendo, sob o véu da linguagem mais ou menos artificial, comunicar aos não-iniciados a parte do Mysterium Magnum que pode ser posta com segurança nas mãos de um mundo egoísta, o alquimista estabelece como primeiro princípio à existência de um certo Solvente Universal, através do qual todos os corpos compostos podem ser resolvidos na substância homogênea da qual foram produzidos, substância esta que recebe o nome de “ouro puro” ou summa materia. Este solvente, também denominado mensiruum universale, tem a virtude de expelir do corpo humano todo germe de enfermidade, de renovar a juventude e prolongar a vida. É o Lapis phito- sophorum ou Pedra Filosofal. A Alquimia penetrou na Europa através de Geber, o gran- de sábio e filósofo árabe, no oitavo século de nossa era. Porém, era conhecida e praticada há muitos séculos na China e no Egito, Inúmeros papiros sobre Alquimia e outras pro- vas, que demonstram ter sido este o estudo favorito de reis e sacerdotes, foram exuma- dos e conservados sob o nome genérico de tratados herméticos, (Ver Tabula Smaragdi- na.) À Alquimia é estudada sob três aspectos diversos, suscetíveis de interpretações dis- tintas, e que são: o Cósmico, o Humano e o Terrestre. Estes três métodos são represen- tados pelas três propriedades alquímicas: enxofre, mercúrio e sal. Muitos autores afir- maram que há três, sete, dez e doze procedimentos respectivamente; porém, todos con- cordam em que há apenas um único objetivo na Alquimia, que é a transmutação em ouro dos metais mais grosseiros. Contudo, no que se refere ao que é realmente esse ouro, muito poucos o sabem com exatidão. Não resta dúvida de que existe na Natureza uma transmutação dos metais mais vis naquele mais nobre, ou seja, o ouro. Porém este é ape- nas um dos aspectos da Alquimia, o terrestre ou puramente material, pois compreende- mos logicamente que o mesmo processo seja executado nas entranhas da Terra, Contudo, além desta interpretação, há na Alquimia um significado simbólico, puramente psíquico e espiritual, Enquanto o alquimista cabalista procura a realização do primeiro, o alquimista ocultista, desdenhando o ouro das minas, volta toda a sua atenção e concentra todos os seus esforços unicamente na transmutação do quaternário inferior na divina trindade su- perior do homem, que, quando finalmente se fundem, formam apenas um, Os planos es- piritual, mental, psíquico e físico da existência humana são comparados, em Alquimia, aos quatro elementos: fogo, ar, água e terra, e cada um deles é suscetível de uma consti- 30
Palavra derivada de Al e Chemi, fogo, ou o deus e patriarca, Kham, também nome do Egito. Os Rosacruzes dos tempos medievais, tais como Roberto de Fluctibus (Robert Fludd), Paracelso, Thomas Vaughan (Irineu Filaleto), Van Helmont e outros eram todos alquimistas, que buscavam o espírito oculto em toda matéria inorgâ- nica, Algumas pessoas, melhor diremos, a maioria acusou os alquimistas de charlatães € impostores. Com toda certeza, homens como Roger Bacon, Agrippa, H.,Kbunrathe o árabe Geber (o primeiro a introduzir na Europa alguns dos segredos da química) dificil- mente podem ser qualificados de impostores e muito menos de loucos, Os modernos atomistas, discípulos da teoria de John Dalton, esquecem que este se baseou nas doutri- nas de Demócrito de Abdera e que este era alquimista, claro que uma inteligência ca- paz de penetrar tão profundamente nas secretas operações da Natureza, numa determi- nada direção, devia ter tido boas razões para estudar e chegar à ser um filósofo herméti- co. O. Borrichio diz que a pátria da Alquimia deve ser procurada em tempos mais re- motos. (Ísis sem Vêu) 31
“ Velocíssimo”. Nome do cavalo da Lua, nos Eddas. Altafoc (Alg.) — Cânfora. Altambus (Alg.) — Pedra vermelha ou pedra do sangue humano; é o elixir filosófi- co.
Derivação da palavra latina alter, outro, Qualidade oposta ao egoísmo. Ações que visam o benefício do próximo e não o próprio.
Fenômeno algumas vezes produzido por desordens fisiológicas, ou- tras pela mediunidade e outras por embriaguez. Porém, é preciso procurar a causa das visões em algo mais profundo. Todas as visões, especialmente quando causadas pela me- diunidade, são precedidas por um relaxamento do sistema nervoso que, invariavelmente. origina um estado magnético anômalo, atraindo para o paciente ondas de Luz Astral, Ê esta que produz as diversas alucinações, que nem sempre constituem sonhos vãos e ilu- sórios, como pretendem os médicos. Ninguém pode ver o que não existe (isto é, o que não está impresso) nas ondas astrais. Contudo, o vidente pode perceber objetos e cenas (passadas, presentes ou futuras), que não têm a menor relação consigo, e, além disso, perceber ao mesmo tempo várias coisas inteiramente não relacionadas entre si, produzin- do, desta forma, as combinações mais grotescas e absurdas. O bêbado e o vidente, o mé- dium e o Adepto vêem suas respectivas visões na Luz Astral, Porém, assim como o bê- bado, o louco e o médium não-desenvolvido, ou então aquele que tem uma febre &ere- bral, vêêm porque não o podem evitar e evocam suas visões de modo inconsciente, sendo incapazes de dominá-las, o Adepto e o Vidente treinado escolhem e dominam essas vi- sões. Sabem onde fixar o olhar, como dar firmeza às cenas que querem observar e ver além dos envoltórios superiores e exteriores da Luz Astral, Para os primeiros tais visões nas ondas são alucinações. Para os últimos, são a reprodução fiel do que aconteceu, acontece ou acontecerá, Os vislumbres percebidos ao acaso pelo médium, bem como suas vagas visões naquela luz enganosa, transformam-se, sob a vontáde do Adepto e do Vi- dente, em cenas fixas, representação fiel daquilo que deseja se apresente dentro do foco de sua percepção, Aluech (Alg.) - O corpo puro espiritual (o Átma), (F. Hartmann) Alzafar (Alg.) - Cobre queimado.
Tratado alquímico escrito por um autor ale- mão desconhecido; data do ano de 1677, Deve ter sido reimpresso no Museu Hermético. Nele encontra-se o tão conhecido desenho de um homem com as pernas estiradas e o corpo oculto por uma estrela de sete pontas. Eliphas Lévi apresentou uma cópia do mes- mo em uma de suas obras. (W. W, W.) Ama (Hebr.) Amia (Cald.) — “Mãe”. Título de Sephira Binah, cujo “nome divino é Jeohvah” e que se chama “Mãe Suprema”, Âma-bhãô (Sânsc.) — Existência anímica ou que existe como alma, (Ver Alaya.) [O que existe por si mesmo, isto é, Brahmãâ e outros deuses.] Amânasa (Sânsc.) — Os “destituídos de mente”; as primeiras raças deste planeta. Também certos deuses hindus. Amara-Koza (Amara Kosha) (Sânsc.) - O “vocabulário imortal”, O mais antigo dicionário conhecido no mundo e o mais perfeito vocabulário de sânscrito clássico, Foi composto por Amara Sinha, sábio do segundo século,
A cidade de Indra, “À esquerda do Suchumná e próxima à ponta do nariz encontra-se a região de Indra, denominada Amarâvati” (Uttara-Gtá, 11, 20).
“Senhor dos imortais” (amara-lzvara). Título de Vishnu, Shiva e Indra. 32
O Sol. É também um dos cinco infernos dos hindus. Às qualidades do Apas Tattva ali se encontram em doloroso excesso. Ambhâmsi (Sânsc.) -- Nome do chefe dos Kumãras, Sanat-Sujáta, que significa “as águas”, Este epíteto torna-se mais compreensível ao recordarmos que a última repre- sentação de Sanat-Sujáta foi Miguel Arcanjo, que, no Tabnud, é denominado “Príncipe das Águas” e, na Igreja Católica Romana, é considerado o patrono dos golfos e pro- montórios. Sanat-Sujáta é o filho imaculado da mãe imaculada (Ambá ou Adiri, caos e espaço) ou as “águas” do espaço sem fim, (Ver Doutrina Secreta, 1, 460.) Amdo (Tib.) — Uma localidade sagrada, a terra natal de Tson-kha-pa, o grande re- formador tibetano e fundador dos Gelupka (capuzes amarelos). É considerado como um avatar de Amita-Buddha, :
Em hebraico, esta palavra é formada pelas letras A M N = 1,40, 50 = 9], sendo similar a “Jehovah Adonai” = 10, 5, 6, Se 1,4, 50, 10 = 91, É uma forma da palavra hebraica equivalente a “verdade”. Na linguagem comum, Amen significa “Assim seja”. (W. W. W.) Mas, na linguagem esotérica, Amêén significa “o oculto”. Maneton de Sebennito diz que tal palavra significa o que está escondido e sabemos, por Hecateu e outros, que os egípcios empregavam o termo para invocar seu grande Deus de Mistério, Ammon (ou Ammas, 0 deus oculto), para que este se tornasse visível e a eles se manifes- tasse. Bonomi, célebre decifrador de hieroglifos, acertadamente denomina os adoradores de Ammon de “Amenoph”, Bonwick cita um autor que diz: “Ammon, o deus oculto, permanecerá oculto para sempre até que se manifeste antropomorficamente; os deuses que estão muito distantes são inúteis”, Améên recebe o título de “Senhor da festa da Lua nova”, Jehovah-Adonai constitui uma forma nova do deus de cabeça de carneiro, Amoun ou Amon (ver), que era invocado pelos sacerdotes egípcios sob o nome de Amên, Amene (Álg.) — Sal marinho ou comum. Amenti (Eg.) — Esotérica e literalmente, a morada de deus Amên ou Amoun, o deus secreto, “oculto”. Esotericamente, o reino de Osíris dividido em quatorze partes, sendo cada uma delas destinada a um fim relacionado com a vida futura do defunto. Entre ou- tras coisas, em uma destas divisões encontra-se a Sala do Juízo. Era a “Terra do Oci- dente”, a “Mansão Secreta”, a “Terra Tenebrosa" e a “Casa sem Porta”. Mas também significa Kerneter, a “Morada dos Deuses” e a “Terra dos Espíritos ou Sombras”, como o Hades (ver) dos gregos. Da mesma forma é a “Casa do Deus-Pai” (na qual há “muitas mansões”), As quatorze divisões compreendiam, entre outras coisas, Aanroo (ver), a sala das Duas Verdades, a Terra da Bem-Aventurança, Neter-xer, “o cemitério”, Otamer- xer, “Campos de Silêncio Aprazível” e muitas outras salas e mansões místicas, tals como o Sheol dos hebreus, o Devachán dos ocultistas etc. Além disso, das quinze portas da morada de Osíris, há duas principais: a “porta de entrada” ou Rustu, e a “porta de saída” (reencarnação) ou AmAh, Porém, não há no Amenri nenhum local que represente o inferno cristão ortodoxo. À pior de todas as salas é a Sala das Trevas e Sono eternos, Segundo Lepsius, os defuntos “dormem (ali) em formas incorruptíveis, não despertam para ver seus irmãos, não reconhecem nem pai nem mãe, seus corações nada sentem por suas 33
Amshaspendes. Os seis anjos ou Forças divinas personi- ficadas como deuses, que servem à Ahura Mazda, dos quais este é a síntese e o sétimo, Constituem um dos protótipos dos “Sete Espíritos” católico-romanos ou Anjos, cujo chefe é Miguel, ou “Hoste Celestial”; os “Sete Anjos do Senhor”. Constituem, entre os gnósticos, os criadores do Cosmo e são idênticos aos Sete Prajâpatis, 0s Sephiroth etc. [No Zorcastrismo, um dos Sete Espíritos ou Logos Planetários.]
Ver Ama. Amianthe (Alg.) — Pedra inconbustível. Os filósofos deram o nome de Amianthe à sua pedra, pois ela resiste aos ataques mais violentos do fogo. [Donde: amianto.)
Corruptela chinesa da expressão sânscrita Amrita Buddha ou “Imortal Luminado”, nome de Gautama Buddha. Este termo possui variações diversas, tais como Amita, Abida, Amitâya (ou Amitáyus) etc., e é explicado através da significação dupla de “Idade sem limites” e “Luz sem limites” ou “esplendor infinito”: amita-ábhád, Com o tempo, o conceito primitivo do ideal de uma luz divina impessoal foi antropomorfizado. [No simbolismo búdico do Norte, diz-se que Amitâbha, ou “espaço sem limites” (Parabrahm), tem em seu paraíso dois Boddhisartvas gêmeos: Kwan-shi-vin e Tashishi, Os quais irradiam constantemente luz sobre os três mundos em que viveram, inclusive o nosso (ou seja, os três planos da existência: terrestre, astral e espiritual), visando contri- buir com sua luz (do conhecimento) para a instrução dos yogis, que, por sua vez, salva- rão homens. Sua elevada posição no reino de Amitábha deve-se aos atos de compaixão de ambos, como yogis, quando viveram na Terra, (Ver Yoz do Silêncio.)] [Amitâbha, “luz ou esplendor infinito”, o imortal Iluminado, ou seja, Buddha. Esta palavra significa tam- bém “Idade ou Espaço sem Limites”, Amitâbha é igualmente Parabrahm, o Não- Mani- festado (Voz do Silêncio, UD.J Ammon (Eg.) — Um dos deuses maiores do Egito. Ammon ou Amoun é muito mais antigo do que Amoun-Ra e é identificado com Baal-Hammon, o Senhor dos Céus, Amoun-Ra era Ra, o Sol Espiritual, o “Sol da Justiça” etc., pois o “Senhor Deus é um Sol”. É o Deus de Mistério e os hieroglifos de seu nome encontram-se frequentemente invertidos. É Pan, Toda-Natureza (esotericamente), e por isso é o Universo e o “Senhor da Eternidade”. Ra, como declarado numa antiga inscrição, “foi produzido por Neith, mas não engendrado", Diz-se de Ra como “produzido por si mesmo”, e que criou a bon- dade com um olhar de seu olho ardente, assim como Set-Typhon criou o mal. Da mesma forma que AÀmmon (Amoun, Amun e Amen), Ra é o “Senhor dos mundos, entronizado sobre o disco do Sol e aparece no abismo dos céus”, Um hino antiquíssimo decifra o no- me Amen-Ra e proclama o “Senhor dos tronos da Terra... Senhor da Verdade, Pai dos deuses, Criador do Homem, Criador dos animais, Senhor da Existência, Iluminador da Terra, que navega tranqiiilamente nos céus... Todos os corações se abrandam ao contem- plá-lo, Soberano da vida, da saúde e da força! Adoramos teu Espírito, o único que nos criou etc, (ver Bonwick, Fé Egípcia). Ammon-Ra é denominado “esposo de sua mãe” e 34
Grande e eminente filósofo, que viveu na Alexandria entre o segundo e terceiro séculos de nossa era, Foj o fundador da Escola Neoplatônica dos fila- léteos ou “amantes da Verdade”, Nasceu pobre e de pais cristãos, porém era dotado de uma bondade tão grande, quase divina, que o chamaram Theodidaktos, o “ensinado por Deus”, Venerou tudo o que havia de bom no Cristianismo, mas rompeu com ele e com as igrejas desde tenra idade, por não conseguir encontrar no mesmo a superioridade pro» clamada sobre as antigas religiões, Amrita (Sânsc.) — Néctar, ambrosia ou alimento dos deuses; o alimento que confere imortalidade, O elixir da vida retirado do Oceano de Leite, na alegoria Purânica, Antigo vocábulo védico aplicado ao suco sagrado Soma, nos Mistérios do Templo.
Ver Etrobacia.
Causa menor ou secundária, Amtlam Málam (Sânsc.) — Literalmente: a “raiz sem raiz”, O Múlaprakriti dos Vedantinos, a “raiz espiritual da Natureza”. [O material do Universo; Prakritt.)