£rotâpatti
Ver Srotâpatm. Zrotas ou Srotas (Sânsc.) -- Ouvido; órgão dos sentidos; corrente de água. Zrota (Sânsc.) — Ouvido, a fase auditiva da matéria vital, (Râma Prasâd)
Glossário Teosófico
Ver Srotâpatm. Zrotas ou Srotas (Sânsc.) -- Ouvido; órgão dos sentidos; corrente de água. Zrota (Sânsc.) — Ouvido, a fase auditiva da matéria vital, (Râma Prasâd)
Sétima letra do alfabeto inglês e décima sétima do sânscrito. “Nas línguas gre- ga, caldéia, sirfaca, hebraica, assíria, samaritana, etrusca, copta, no moderno romaico e gótico, ocupa o terceiro lugar no alfabeto, enquanto que nas línguas cirílica, glagolítica, croata, russa, sérvia e valaca figura em quarto lugar.” Como o nome de “Deus” começa com esta letra em numerosas línguas (em sirfaco, Gud; em alemão, Gott; em inglês, God; em persa, Gada etc.), existe uma razão oculta para isso, que a compreenderão unica- mente os estudantes de filosofia esotérica e da Doutrina Secreta, explicada esoterica- mente, Refere-se aos três Logoi — o Último, os Elohim e à emanação destes últimos, o andrógino Adão Kadmón, Todos esses povos derivaram o nome de “Deus” de suas res- pectivas tradições, ecos mais ou menos claros da tradição esotérica. À linguagem falada e “silenciosa” (escritura) são um “dom dos deuses”, dizem todas as tradições nacionais, desde o antigo povo ariano, que fala o sânscrito e pretende que seu alfabeto, o devanã- gari (literalmente, “linguagem dos devas ou deuses”), foi-lhe dado pelo céu, até 08 ju- deus, que falam de um alfabeto, pai único que sobreviveu, como um simbolismo celeste e místico dado pelos anjos aos patriarcas. Portanto, cada letra tem sua significação málti- pla. Um símbolo próprio de um ser ou objetos celestiais era, por sua vez, representado na Terra por objetos iguais correspondentes, cuja forma simbolizava a figura da letra, À le- tra G, chamada em hebraico de gimel e simbolizada por um grande pescoço de camelo, ou melhor, por uma serpente erguida, está associada com o terceiro nome divino sagra- do, Ghadol ou Magnus (grande), Seu equivalente numérico é quatro, o Tetragrammaton é o sagrado Tetraktys, daí seu caráter sagrado, Entre outros povos representava 400 e com um traço em cima representava 400.000, [G é o símbolo de um dos vasos que par- tem do coração (Râma Prasâd). O G sânscrito, como o alemão, tem sempre um som sua- ve, como em gota, guerra, gula, O G (gamma) do alfabeto grego é o símbolo da Terra (Gaia).]
Segundo os gnósticos, o “Espírito” ou Christos, o “mensageiro da vida”, e Gabriel são um só. O primeiro é chamado algumas vezes de anjo Gabriel — em hebrai= co, “o poderoso ou herói de Deus”, e ocupava, entre os gnósticos, o lugar do Logos, en- quanto o Espírito Santo era considerado um com o Éon Vida (ver Irineu, 1, XID. Por isso vemos que Teodureto (em Heeres, Fab. OT, VIT) diz: “Os hereges estão de acordo conos- co (os cristãos) sobre o princípio de todas as coisas... porém, eles dizem que não há um só Cristo (Deus), mas um acima e outro abaixo. E este último antigamente residia em muitos outros; porém o Jesus ora dizem eles que é de Deus e ora o chamam de Espírito”, A fi- losofia esotérica dá a chave disso, O “espírito”, entre os gnósticos, era exotericamente uma potência feminina, o rato procedente do Manas superior, o Ego, é aquele a quem se referem os esoteristas com o nome de Káma-Manas ou o Ego inferior pessoal, que é ir- radiado em cada entidade humana pelo Ego superior ou Christos, o Deus que reside em nosso interior, Por conseguinte, disseram justamente: “Não há um só Cristo, mas um acima e outro abaixo”, Todo estudante de Ocultismo compreenderá isso e também que Gabriel — ou o “poderoso de Deus" — é uno com o Ego superior. (Ver Ísis sem Véu.) Gaea ou Gea (Gr.) — Matéria primordial na Cosmogonia de Hesfodo; a Terra, como pensam alguns; a esposa de Ouranos, Urano, o firmamento ou céu. O personagem femi- nino da Trindade primitiva, composta de Ouranos, Grea e Eros. [No mundo de-mani- festação é igual a Aditi, ou seja, o grande Abismo cósmico. (Doutrina Secreta, II, 281))
Alquimista e filósofo que viveu em meados do séc. XVII, É o pri- meiro filósofo conhecido que sustentou que todo objeto natural (plantas, seres viventes etc.), após sua queima, conservava sua forma em suas cinzas e que tal forma podia delas ressurgir outra vez, Esta pretensão foi justificada pelo eminente químico Du Chesne e, 200
Nome do inferno, no Talmud, Gaja (Sânsc.) — Elefante. Gajânana (Sânsc.) -— Ganeza, por ter a cara ou cabeça de elefante. Gajâsya (Sânsc.) - O mesmo que Gajânana. Gajendra (Gaja-Indra) (Sânsc.) — Literalmente, “rei dos elefantes”; um elefante nobre. (Bhagavad-Gitrá, X, 27) Galar (Esc.) — Ver Fialar.
Ave de natureza muito oculta; muito apreciado no augúório e simbolismo an- tigo. Segundo o Zohar, o galo canta três vezes antes da morte de uma pessoa e, na Rússia e em todos os países eslavos, sempre que uma pessoa está enferma, nas casas onde há um galo, o canto deste é considerado como sinal de morte inevitável, a não ser que à ave Cante à meia-noite ou imediatamente após, quando este canto É considerado natural. Como o galo era consagrado a Esculápio e sendo este último denominado o Soter (Salva- dor), que trazia os mortos à vida, é bastante significativa a exclamação de Sócrates “de- vemos um galo a Esculápio”, imediatamente antes da morte de tal sábio. Por estar o galo sempre relacionado, na simbologia, ao Sol (ou com os deuses solares), com a morte e a ressurreição, seu lugar apropriado foi encontrado nos quatro Evangelhos, na profecia sobre o fato de São Pedro negar seu Mestre antes de o galo cantar três vezes. O galo é a mais magnética e sensível de todas as aves; daí seu nome grego alektryon. Gamaheu ou Gamathei (Alg.) — Pedras com caracteres e pinturas mágicas, dotadas de poderes recebidos de influências astrais. Podem ser feitas através da arte ou de modo natural. Amuletos; encantos, (F. Hartinann) Gamathei -Ver Gamaheu.. Gambatrin (Esc.) - Nome da “vara mágica” de Hermodur, no Edda. Gammadia (Gr.) — Espécie de cruz formada pela reunião de quatro gammas (a le- tra grega f” ) sob a formade 3s ,eque figurava nas vestes e outros ornamentos ecle- siásticos na antiguidade cristã, Anastásio, o Bibliotecário, frequentemente faz menção destas vestimentas, as quais designa comumente de gammadice vestes. (Martigny, Dicr. des Antiq. Chrét.) — Gammadion — Às vezes designa-se com este nome a cruz chamada de svástika. (Ver Svástika) Gamya (Sânsc.) — Exeqúível; que se há de alcançar. : Gana (Sânsc,) — Multidão, legião, grupo, associação etc. À multidão de divindades inferiores, especialmente as que estão a serviço de Shiva, regidas por Ganeza. 201
Ver Gaudapâda. Gandha (Sânsc.) — Olfato, odor, perfume. Gandhamâtri (Sânsc.)—- À Terra, mãe dos odores. Gandhãâra (Sânsc.) — Um país e uma cidade situados na margem ocidental! do Indo, Gândhãâra (Sânsc.) — Uma nota musical de grande poder oculto na escala hindu, a terceira da escala diatônica. Gandhari (Sânsc.) — O nâdi (nervo ou vaso) que vai ao olho esquerdo. (Râma Pra- sãd) Gândhâri (Sânsc.) — Princesa de Gandhâra. Esposa do rei Dhritarâchta e mãe dos príncipes Kurus. Gandharva-loka (Sânsc.) — Literalmente, “o mundo dos Gandharvas”, À região ou o mundo dos espíritos celestes (um dos oito mundos). Gandharvas ou Gandharbas (Sânsc.) — Cantores ou músicos celestes da Índia. Nos Vedas, estas divindades revelam aos mortais os arcanos do céu e da Terra e a ciência esotérica. Cuidavam da planta do Soma sagrado e de seu suco, a ambrosia ou néctar, que se bebia no templo e que dá a “onisciência”, [O Gandharva do Veda é a divindade que sabe e revela aos mortais os segredos dos céus e as verdades divinas em geral. Cosmica- mente, os Gandharvas são as potências agregadas do Fogo solar e constituem suas for- ças; psiquicamente, são a inteligência que reside no Suchumnã, o Raio Solar, o mais emi- nente de todos os sete Raios; misticamente, são a Força oculta no Soma, a Lua ou planta lunar e a bebida feita com ela; fisicamente, são as causas fenomenais e, espiritualmente as causas numenais do Som e a “Voz da Natureza”, Por isso são denominados os 6.333 cantores celestes é músicos do paraíso de Indra, que personificam, até em número, os vários e múltiplos sons da Natureza. Nas alegorias posteriores, diz-se que têm um poder místico sobre as mulheres e que são a elas afeiçoados, O significado esotérico é claro. Constituem uma das formas, senão os protótipos dos Anjos de Enoch, os Filhos de Deus, que viram que as filhas dos homens eram formosas (Gênese, VI), com elas se casaram e ensinaram às filhas da Terra os segredos do céu. (Doutrina Secreta, 1, 569)) Gandharva-veda ou Gandharva-vidyâ (Sânsc.) — “A ciência dos Gandharvas”, À música, o canto.
Ver Gandharva-veda, Gandhavatt (Sânsc.) — “Local do cheiro”, A Terra, mãe dos odores. (Urtara-Gi- 1á, 1, 22) Gândiva (Sânsc.) — Literalmente, “que fere no rosto”, Nome do arco que Arjuna recebeu do deus Agni. Este arco era dotado de virtudes maravilhosas, 202
Ver Gangã. 203
Sacerdote cingalês que não chegou a ser ordenado. Esse nome deriva de gana, associação ou fraternidade. Os sacerdotes superiores ordenados “são denomi- nados de therunnânse (ou terunnânse), nomes derivados do pali thero, dignatário”, (Har- dy)
À caça dos gansos é uma representação simbólica e mística, frequente nos templos egípcios e mencionada no Livro dos Mortos. Uma das cerimônias da grande festa em honra de Ammón consistia em soltar quatro gansos, que tinham o nome dos quatro gênios funerários e que, em seu vôo, tinham de se dirigir aos quatro pontos cardeais, (Pierret, Dict. dArch, Egypt.) Gantavya (Sânsc.) — Que deve ser alcançado, Gaokerena Masd.) — A árvore da vida eterna o branco Haôma, (Doutrina Secre- ta, 11, 544) Garbha (Sânsc.,) — Selo, matriz; ovo, germe, embrião, fruto. Gârhapatya (Sânsc.) — Um dos três fogos domésticos. (Râma Prasãd) Gariman (Sânsc.) — Peso, gravidade; poder adquirido pelo vogf de se tornar muito pesado, Garm (E£sc.) — O Cérbero do Edda. Este cão monstruoso vivia na caverna de Gny- pa, defronte à morada de Hel, a deusa do mundo inferior. Garuda (Sânsc.) — Ave gigantesca [com forma de águia) mencionada no Râmáyana e que serve de cavalgadura para Vishnu. Esotericamente, é o símbolo do grande céu, [Mahã- Kaipa]. [Garuda é conhecida também pelos nomes de Khagezvara (rei das aves), Nâgântaka (destruidor de serpentes), Vishnu-ratha (veículo de Vishnu), Vainateya (filho de Vinatã) etc. (Ver Bhagavad-Giá, X, 30) Garva (Sânsc.) - Orgulho, arrogância. Gatâgata (gata-âgata) (Sânsc.) — Literalmente, “aquele que vai e vem”. O transi- tório, a transmigração; felicidade passageira ou instável. Gatasandeha (Sânse.) — Sem qualquer dúvida. Gatasanga (Sânsc.) — Livre de apego, isento de afeições,
“Sem vida”, exânime, morto. Gatavyyatha (Sânsc.) — Livre de dor, de inquietude ou de temor. Gâthà (Sânsc.) — Hinos ou cantos métricos, compostos de sentenças morais. Um gârhã de 32 palavras chama-se Aryâágiri. Gati (Gâti) (Sânsc.) — Às seis (esotericamente sete) condições da existência sen- ciente, Estão divididas em dois grupos: os três gatis superiores e os três inferiores. Ao primeiro correspondem os devas, 08 asuras € homens (imortais); ao segundo (nos ensi- namentos exotéricos) as criaturas que estão no inferno, os pretas ou demônios famintos e os animais. Explicado esotericamente, contudo, os três últimos são as personalidades que 204
Ver Bubasté, Gâtra (Sânsc.) — Membro. No plural, os membros (de Brahimâ), dos quais nasceram os filhos “nascidos da mente", os sete Kumáras, Gâtu (Sânsc.) — Nome de um dos Gandharvas, Gaudapâda (Sânsc.) — Célebre preceptor brahmânico, autor dos Comentários sobre o Sânkhya-Kâriká, Mândúkya-Upanichad e outras obras. Gauna (Sânsc.) — Adjetivo derivado de guna. Relativo ou pertencente às qualida- des; secundário, subordinado, não-essencial, Gaunika (Sânsc.) — Relativo ou pertencente às qualidades (gunas). Gaupâyanas (Sânsc.) — Filhos ou descendentes de Gopa, Com este nome são desig- nados quatro Richis, autores de quatro notáveis hinos do Rig- Veda. Gauri (Sânsc.) — “Da cor de ouro brilhante”, Nome da esposa de Shiva, Gautama (Sânsc.) — O príncipe de Kapilavastu, filho de Zuddhodana, rei Síkya do pequeno reino dos confins do Nepal. Nasceu no séc. VII a.C. e atualmente é chamado de “Salvador do Mundo”, Gautama ou Gotama era o nome sacerdotal da família Sâãkya e Siddbârta era o nome de Buddha antes de chegar a ser um Buddha. Sâákya-muni significa “o santo da família Sâíkya”, De simples mortal, elevou-se à condição de Buddha por seu próprio mérito pessoal e sem qualquer ajuda. Um homem verdadeiramente maior que qualquer deus! (Ver Buddha Siddhârta.) [Gautama é também o nome do sábio Zaradvat, autor S um Dharma-Shâstra e o do fundador do sistema filosófico nváya. (Ver Filosofia nyáãza, Gautami (Sânsc.) — Epíteto de Durgâ e nome de uma feroz râákchas! ou demônio- fêmea. Gayâ (Sânsc.) - Uma das sete cidades sagradas; é ainda hoje um lugar de peregrina- ção. Gâyatrf (Sânsc.) — Também chamado de Sávirri, Um verso muito sagrado dirigido ao Sol, no Rig- Veda, e que os brâhbmanes têm que recitar mentalmente todos os dias, pela manhã e ao final da tarde, durante suas devoções. [O nome Sávitri, com o qual € designa- do tal verso, deve-se ao fato de se dirigir ao Sol na qualidade de Sávitri, “o engendra- dor” (Dowson: Dicionário de Hindu Clássico). Personificado comodeusa, Gâyatri é uma torma métrica, que consta de três divisões de oito slabas cada, E a principal, segundo Sankarâchârya, porque conduz ao conhecimento de Brahma. (Ver Bhagavad-Gitãá, X, 352
Ver Gera, Geber (fHlebr.) ou Gibborim — “Homens poderosos”; o mesmo que os Kabirim. No céu, são considerados como anjos poderosos e, na Terra, como os gigantes mencionados no capítulo VI do Gênese.
Chamado, na literatura, Avicebrón., Israelita de nascimento, filósofo, poeta e cabalista, fecundo escritor e místico, Nasceu em Málaga, no séc. XI (no ano de 1021), foi educado em Zaragoza e morreu em Valencia, em 1070, as- sassinado por um maormetano, Seus correlizionários chamavam-no de Salomón el Se- phardi ou O Espanhol e os árabes de Abu Ayyub Suleiman ben ya'hya Ibn Dgebirol, en- quanto os escolásticos denominavam-no de Avicebrón (ver Mvyer, Gabhbalah). Ibn Gebi- 205
Não é, de modo algum, o inferno, mas um vale próximo a Jerusalém, onde os israelitas imolavam seus filhos a Moloch, Em tal vale si- tuava-se um lugar denominado Tophet, no qual era mantido permanentemente aceso um fogo para fins sanitários. Segundo o profeta Jeremias, seus patrícios, os judeus, costu- mavam sacrificar seus filhos em tal lugar. Geha (Zend.) — Orações dos parses. Gelukpa (Tib.) — Literalmente, “Turbantes Amarelos”; a mais importante e mais ortodoxa seita búdica do Tibet; a antítese dos dugpa (ou “Turbantes Vermelhos”), os antigos “adoradores do diabo”, À seita dos gelukpas foi fundada pelo grande reformador tibetano Amitâbha, o Dhvyâni-Buddha de Gautama Sâkyamuni (Doutrina Secreta, L, 134), (Ver Dorge,e Dugpas.) Gemara (Hebr.) — Última parte do Talmud judeu, iniciada pelo rabino Ashi e com- pletada pelos rabinos Mar e Maremar, até o ano 300 d.C. (W. W. W.) — Literalmente, “consumação” ou “perfeição”. É um comentário sobre o Mishna.
No budismo do Sul, são os livros sagrados, os Bud- dhas e o clero ou sacerdócio, No budismo do Norte e suas escolas secretas, são o Bud- dha, seus ensinamentos sagrados e os Narjols (Buddhas de Compaixão). Gematria (Hebr.) — Uma divisão da Cabala prática, Expõe o valor numérico das palavras hebraicas, somando os valores das letras que as compõem e, além disso, através desse meio, manifesta as analogias existentes entre as palavras e as frases. (W. W. W.)
Gêmeos constitui o terceiro signo do Zodfaco e re- presenta, segundo a opinião mais admitida, Castor e Pólux. Leda, esposa de Tíndaro, rei de Esparta, foi seduzida por Júpiter, em figura de cisne, nas margens do sagrado Rio Eurotas; como resultado de tal união, Leda pôs dois ovos; de um deles nasceram Helena e Clitemnestra; do outro, Castor e Pólux, conhecidos também pelo nome comum de Dióscuros.
Todo o livro do Gênese até a morte de José é uma versão alterada da cosmogonia dos caldeus, como se demonstrou várias vezes através do estudo dos la- drilhos assírios. Os três primeiros capítulos são transcritos dos relatos alegóricos das ori- gens comuns a todas as nações. O quarto e quinto capítulos constituem uma nova adap- tação alegórica do mesmo relato do Livro Sagrado dos Números; o sexto capítulo € uma narração astronômica do ano solar e dos sete Cosmocratores, retirada do original egípcio do Poinandres e das visões simbólicas de uma série de Enoichioi (Videntes) — das quais procedeu o próprio Livro de Enoch. O princípio do Éxodo e a história de Moisés é a do babilônico Sargon (ver), que, tendo florescido (como nos diz Dr, Sayce) no ano de 3,750 a.C., precedeu o legislador hebraico em cerca de 2,300 anos, (Ver Doutrina Secreta, II, 691 e ss). Não obstante, o Gênese é, sem dúvida, uma obra esotérica, Não copiou nem desfigurou os símbolos universais e os ensinamentos nos versículos de que foi escrito, mas adaptou simplesmente as verdades eternas em seu próprio espírito nacional e as 206
Nome utilizado para designar os Eones ou anjos, entre os gnósticos. Os nomes de suas hierarquias e classes são muito numerosos.