Glossário Teosófico

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Verbetes: M

M

Décima terceira letra dos alfabetos hebraico e inglês, vigésima quarta do árabe, [trigésima nona do sânscrito]. Como algarismo romano representa 1000 em arábico. Com um traço sobre a parte superior (M) significa um milhão. No alfabeto hebraico, Mem [nome da letra M] simboliza à água, é como número equivale a 40. O Ma [nome da letra M] sânscrito é equivalente ao número 5 e é, do mesmo modo, relacionado com a água, através do signo zodiacal Makara (ver), Além disso, nas numerações hebraica e la- tina, a letra M expressa “um número definido em lugar de uma quantidade indefinida” (Mackenzie, Mason, Cyclop.) é “o nome sagrado de Deus adaptado a esta letra é Mebora- ch, Benedíctus". Entre os esoteristas, a letra M é o símbolo do Ego superior, Manas, à Mente. [Mem simboliza a cor azul e é uma letra-mãe porque juntamente com Aleph (a- marelo), que gerou o ar e Schin (vermelho), que gerou o fogo, constitui o Ternário Uni- versal que se transformou no Quaternário (como lev se transformou em leve.) O ponto de equilíbrio das três letras-mães é Aleph,] MP Ma, Mut (Eg.) — À deusa do mundo inferior, outra forma de Ísis, posto que é a Natureza, a Mãe Eterna. Era soberana e regente do vento norte, precursora da inunda- ção do Nilo e designada pelo nome de “abridora dos vestíbulos nasais dos viventes”. Era representada oferecendo o ankh (ou cruz), emblema da vida física, para seus adoradores. Era também chamada “Senhora do Céu”, Ma (Sânsc.J— Á gua, boa sorte; tempo, estação, Lua, a quarta nota da escala musical; verso ou fórmula mágica; veneno, Mã (Sânsc.) — Sobrenome de Lakshmi. [Significa ainda: medida; morte; luz; conhe- cimento; um dos cinco metros inferiores ao gâáyatirf; mã é, ademais, advérbio de negação 6 equivale a “não””.) Maât (Eg.) — Equivalente à Nemesis dos gregos, ao Faruwn dos latinos e, de certo modo, ao Karma hindu.

M’bul (Hebr,)

As “águas do dilúvio”, Esotericamente, as emissões periódicas de impurezas astrais sobre a Terra; períodos de iniqlidades e crimes psíquicos ou de cata- clismas morais, que se apresentam de maneira regular, Medha (Sânsc.) — Sacrifício, imolação. Medhãâ (Sánsc.) — Inteligência, conhecimento, sabedoria, sagacidade; prêmio, re- compensa. Medhâvin (Sânsc.) — Inteligente, sagaz, sábio. Medinf (Sânsc.) — À Terra; assim chamada por causa da medula (meda) dos demô- nios fchamados Kaitabha e Madhul. Estes monstros, saindo do ouvido de Vishnu, en- quanto este dormia, preparavamese para matar Brahmã, que estava deitado no lótus, que nasce do umbigo de Vishnu, quando o deus conservador despertou e os matou, Seus cor- pos foram lançados ao mar e produziram tamanha quantidade de gordura e medula que Nãârâyana utilizou-as para formar a Terra.

Mâári (Sânsc,)

Morte, destruição, ruína, pestilência. Maria —- Maria, Maia e Maya constituem um nome genérico. Maia provém da raiz ma (nutriz) e, entre os gregos, passou a significar *mãe”, e ainda deu seu nome ao mês de maio, consagrado a todas as deusas, antes de ser consagrado a Maria, De fato, o pa- gão Plutarco expõe que “maio é consagrado a Maia ou Vesta, nossa mãe terra, nossa nutriz e sustentadora personificadas”, (Doutrina Secreta, 1, 426) Maria, mãe de Jesus, é também chamada de Mãáyá, pois Maria é Mare, o mar, a grande Ilusão, simbolicamente falando, Maria, além disso, tem por inicial a letra M, a mais sagrada de todas, que simbo- liza a Água em sua origem, o Grande Abismo, e, em todas as línguas, tanto ocidentais como orientais, representa graficamente as ondas e, no esoterismo ariano, bem como no semítico, tal letra representa as À guas, (Doutrina Secreta, 1, 412)

Machagistia

Magia, tal qual se ensinava, antigamente, na Pérsia e Caldéia, e ele- vada em suas práticas ocultas à categoria de magismo-religião, Platão, ao falar de Ma- Chagistia ou Magismo, faz notar que é a mais pura forma do culto das coisas divinas. Mach-chitta (Mat-Chitta) (Sânsc.) — Que pensa em mim; que tem o pensamento fixo em mim, (Bhagavad-Gitã) Macrocosmo (Gr.) — Literalmente, o “Grande Universo” ou Cosmos. [É o Uni- verso, o grande mundo, incluindo todas as coisas visíveis e invisíveis, (F. Hartmann) O Universo em contraposição ao homem (Microcosmo, ou pequeno Universo), Tanto o macrocosmo como o microcosmo têm uma constituição setenária,) Macroprosopo (Macroprosopus) (Gr.) — Termo cabalístico formado por duas pa- lavras gregas que significa: “ Vasta ou Grande Face” (ver Faces Cabalísticas); um título de Kether, à Coroa, o Sephira mais elevado. É o nome do Universo, chamado Arikh-An- pin, a totalidade daquele de que o Microprosopo ou Zauir-Anpin, “a Face menor”, é a parte e a antítese. Em seu sentido metafísico mais elevado ou abstrato, o Microprosopo é Adão Kadmon, o veículo de Ain-Suph, e a coroa da Árvore Sephirotal, como Sephira e Ádão Kadmon são, na realidade, um sob dois aspectos, isto é, a mesma coisa, Várias são as interpretações dadas a este respeito, diferindo umas das outras. Na Cabala caldai- ca, Macroprosopo é uma pura abstração, o Logos ou a Palavra. Palavra que na verdade vem a ser um número plural (ou “Palavras”), quando reflexa a si mesma, ou desce até adquirir o aspecto de uma Hosta Angélica ou Sephirot - o “Número” é, entretanto, cole- 332

Madhasúdana

Ver Madhu-súâdana, Mâdhava (Sânsc.) — (1) Epíteto de Vishnu ou Krishna; (2) o mês de abril. [Literal- mente, “Senhor ou matador de Madhu”.] Mâdhavi (Sânsc.) — Sobrenome de Lakshmi. Madhu (Sânsec.) — Literalmente, “doce”, Nome de um daitya, gigante ou demônio morto por Krishna. À primavera, o mês de chaitra (março-abril); leite, mel, açúcar. Madhujit (Sânsc.) — “Vencedor de Madhu"”. Epíteto de Krishna ou Vishnu. Madhumat (Sânsc.) — Literalmente, doce, Madhuparka (Sânsc.) — Oferenda de hospitalidade constituída por mel, leite coa- lhado e fruta, Madhupratikã (Sánsc.) — Designa-se por este nome alguns siddhis (poderes) ocul- tos que Patafijali descreve nos aforismos 44 a 48 do livro terceiro. Madhupuri (Sáânsc.) — “À cidade de Madhu"; Mathurã. Madhusakha (Sânsc.) — Literalmente, “amigo da primavera”, Epíteto de Kâma, deus do amor. Madhu-sâdana (Sânsc.) — “Matador de Madhu”, Sobrenome de Krishna, devido ao fato de ter matado tal demônio. Madhya (Sâánsc.) — Dez mil bilhões, [Meio, centro, intervalo; situado no meio ou centro.) Madhyadeza (Sânsc.) — País central, Região situada entre os montes Himalaia e Vindhya, a leste de Vinasana é à oeste de Prayâga, (Leis de Manu) Madhyaga (Sánsc.) — Que vai ao centro; centrípeto, Madhyama (Sânsc.) — Termo aplicado a algo sem princípio nem fim, Assim, de Vá- ch (Som, o Logos feminino, ou seja, a parte feminina de Brahmã) afirma-se que existe em vários estados, um dos quais é o de Madhyama lou Mádhyama), o que é equivalente a dizer que o Vách é eterno, de certo modo: “O Verbo (Vâch) era com Deus e em Deus” porque ambos são um. [No sistema vedantino, Madhyama é o terceiro aspecto de Vich.] Madhyama-loka (Sânsc.) — O mundo intermediário; a Terra. 333

Mãe do Mundo

Outro nome de Kundalint-shakti, “Deixa que o ígneo poder [Kundalint-shakti] se retire ao recinto mais interior, a câmara do coração e morada da Mãe do Mundo.” (A Voz do Silêncio, D) [Nome pelo qual é referida a Senhora, a Deusa Branca tríplice, anterior ao Deus e lembrada ainda pelos cultos votados à fertilidade. Trata-se daquela que serve para manifestar o Deus, Este, preexistente (segundo as dou- trinas patriarcais) em Espírito, revela-se através da Mãe do Mundo, como Filho de si mesmo e se torna Pai. Substrato, assim, do dogma da Trindade, a Senhora ou Mãe do Mundo tem sido interpretada de muitas maneiras, inclusive, como, na doutrina cristã, co- redentora com o Cristo.) (Azàro) Magadha (Sânsc.) — Um antigo país da Índia, que se encontrava sob o domínio de reis budistas. Mâgadha (Sânsc.) — Nas Leis de Manu designa-se sob este nome um homem nasci- do de um vaizya e de uma kshatriva. Mâghadas é também o nome dos habitantes de Ma- gadha, o país de Behar (meridional), onde se falava palinês. Magas (Sânsc.) — Sacerdotes do Sol /Súárya] mencionados no Vishnu Purâna, São os Magos posteriores da Caldéia e do 1rã, Os antecessores dos modernos parsis. Magha (Sânsc.) — Felicidade, dom, recompensa. Nome de um dos grandes dvípas ou continentes. Mâgha (Sânsc.) — O décimo asterismo ou mansão lunar, Maghã (Sánsc.) — O mês hindu equivalente à nosso janeiro -fevereiro. Maghavat ou Maghavân (Sânsc.) — Epíteto de Indra. Usada como adjetivo: insti- tuidor ou chefe de um sacrifício; liberal, generoso. Maghdim (Caíd.) — Termo equivalente a “alta sabedoria” ou filosofia sagrada e do qual derivam magismo ou magia.

Magia

À grande “Ciência”, Segundo Deveria e outros grandes orientalistas, “as nações mais antigas, mais cultas e ilustradas consideravam a Magia como uma ciência sa- Erada inseparável da religião”. Os egípcios, por exemplo, constituíam um dos povos mais 334

Magia branca ou “benéfica”

À Magia assim designada é a Magia divina, livre de egoísmo, de vontade de poder, de ambição, de lucro e que tende unicamente a fazer o bem ao mundo em geral e ao próximo em particular. O mais leve intento de utilizar os próprios poderes anormais para a satisfação pessoal faz de tais poderes feitiçaria ou ma- gia negra.

Magia cerimonial

À Magia, segundo os ritos cabalísticos, operava, como afirma- vam os rosacruzes e outros místicos, invocando Poderes espiritualmente mais elevados que o homem e exercendo império sobre os elementais que são muito inferiores a ele na escala da existência. (Glossário de À Chave da Teosofia) Magia negra (Ocult.) — Feitiçaria, necromancia, evocação dos mortos e outros abusos egoístas ou interessados de poderes anormais. Este abuso pode ser feito sem in- tenção, contudo, mesmo assim, é “magia negra” quando e sempre se produzir fenome- nalmente algo objetivando a mera satisfação pessoal. (Ver Magia.)

Magismo

À filosofia ou doutrina dos antigos sacerdotes (magos) persas. [O Adepto do Magismo deve ser impassível, sóbrio e casto... desinteressado, impenetrável e inacessível a todo o tipo de preconceito e terror; à prova de todas as contradições e de todas as penas. À primeira e a mais importante das obras mágicas é chegar a esta rara superioridade.” (Levi, E., Dogma e Ritual de Alta Magia)) Magistério (Magisterium) (Lat.) — À virtude curativa das substâncias medicinais, conservada em um veículo (F. Hartmann) [Trata-se de uma obra da Grande Obra em que se separa o puro do impuro, volatiliza-se o fixo e se fixa o volátil, um através do outro. Os alquimistas afirmam que seu magístefio tem por princípio um, quatro, três, dois e um. O primeiro um é a matéria prima; quatro são os elementos, três são os princí- pios (sal, enxofre e mercúrio); dois é o Rebis (o volátil e o fixo) e o um é a Pedra (ou Medicina). fAziux)) Magna Mater (Lat.) — “Grande Mãe”. Título que nostempos antigos dava-se a to- das as principais deusas das nações, tais como a Diana de Efeso, isis, Muth e muitas ou- tras.

Magnes

Expressão empregada por Paracelso e teósofos medievais. É o espírito da luz, ou Akâza. Termo muito usado pelos alquimistas da Idade Média. [Algumas vezes se chamou Magnes ao Caos (Doutrina Secreta, 1, 367) (Ver Luz Astral.)] [Em Alquimia in- dica a matéria do mercúrio filosófico. O magnes encerra em si um sal que serve para cal- cinar o ouro filosófico. Este sal devidamente preparado permite que se faça o magistério dos Sábios. (Aziux)] 336

Magnética, Maçonaria

Também chamada “Maçonaria iátrica”, É descrita como uma fraternidade de curadores (taumaturgos) (de iatriké, palavra grega que significa “arte de curar”) e é muito frequentada pelos “Irmãos da Luz”, como afirma Kenneth Mackenzie em Royal Masonic Cyclopadia. Parece haver uma tradição em certas obras secretas maçônicas (assim o diz, pelo menos, Ragon, a grande autoridade maçônica) quanto ao fato de que havia um grau maçônico intitulado Oráculo de Cos, “instituído no séc. XVIII a.C, pelo fato de que Cos foi o lugar em que nasceu Hipócrates”. O iatriké era uma qualidade característica distinta dos sacerdotes que tinham a seu cargo os en- fermos nas antigas Asclepias, templos onde se acredita que o deus Asclépios (Esculápio) curava pacientes e feridos,

Magnetismo

Uma força que existe na Natureza e no homem, No primeiro caso é um agente que dá origem aos diversos fenômenos de atração, polaridade etc. No segundo caso, converte-se em magnetismo “animal”, em contraposição ao magnetismo cósmico e terrestre, [O magnetismo, bem como a eletricidade, nada mais é que manifestação do Kundalint Shakt, que inclui as duas grandes forças de atração e repulsão.]

Magnetismo Animal

Enquanto a ciência oficial qualifica-o de “suposto” agente e afasta por completo sua realidade, os numerosos milhões de pessoas dos tempos antigos € as nações asiáticas que vivem atualmente, ocultistas, teósofos, espíritas e místicos de toda a espécie proclamam-no como um fato bem comprovado. O magnetismo animal é um fluído, uma emanação, Algumas pessoas emitem-no para fins curativos pelos olhos e pelas pontas dos dedos, enquanto todas as demais criaturas, homens, animais e ainda todo objeto inanimado, emanam-no seja como uma aura, seja como uma luz variável, de um modo consciente ou não. Quando aplicado a um paciente por contato ou pela vontade de um operador humano, recebe o nome de “Mesmerismo” (ver),

Magnetismo Cósmico

A força universal de atração e repulsão conhecida desde os tempos de Empédocles de À grigento e perfeitamente descrita por Kepler. Os chama- dos “sete filhos-irmãos” de Fohat representam e personificam as sete formas de magne- tismo cósmico denominadas em Ocultismo prático os “Sete Radicais”, cuja geração coo- perativa e ativa são, entre outras energias, a eletricidade, o magnetismo, o som, a luz, o calor, a coesão etc. (Doutrina Secreta, 1, 169, 540) Magnum Opus (Lar.) — Em Alquimia é a consumação final, a “Grande Obra” (Grand OEuvre), a produção da “Pedra Filosofal” e o “Elixir de Vida” que, embora seja considerado um mito por alguns céticos, é pleno de significação mística e deve ser admi- tido simbolicamente. [É um dos nomes que os filósofos químicos deram à sua Arte, pela dificuldade de aprendê-la, de obter sucesso e dos dois grandes objetivos a que se propõe: fazer um remédio (Medicina) universal para as moléstias dos três reinos da Natureza; transmutar metais imperfeitos em ouro, mais puro inclusive que aquele das minas.] (D. Pernety) E frequente os alquimistas referirem-se a várias obras, Na verdade há apenas uma, dividida em etapas ou obras intermediárias. À obra simples é a preparação da ma- téria que precede a obtenção da medicina de segunda ordem, o elixir da longa vida e a obra da Arte (obra média). À terceira, a Grande Obra propriamente dita, é a obra da Árte e da Natureza que, segundo Filaleto, está totalmente encerrada nestes quatro nó- meros: 448, 344, 256 e 224, isto é, impossível obtê-la sem o conhecimento do regime do fogo indicado por estes números, Gostaria de acrescentar, para uso dos pesquisadores do arcano da Natureza, a seguinte e correta correlação: 313,6-Do; 333,65-Ré; 354,8-Mi; 368,6-Fá; 396-Sol;, 423,5-L4; 440,60-ShL] (Azlox) E necessário que a grande obra seja uma coisa muito fácil de fazer, posto que os fi- lósofos tanto se aplicaram a ocultá-la e, ao mesmo tempo, chamaram-na de capricho de mulheres e um jogo de crianças. Quando disseram que se tratava de um trabalho de mu- lheres, aludiram - frequentemente - à concepção do homem no ventre de sua mãe posto 337

Magnus Limbus ou Yliaster de Paracelso

É o “Pai-Mãe” no Espaço, antes de nele aparecer; é a matriz universal do Cosmos, personificada no caráter dual do Macro- cosmo e Microcosmo,isto €, o Universo e nossa Terra (de acordo com a filosofia antiga), por Aditi-Prakriti, a Natureza espiritual e física. Segundo a explicação de Paracelso, “o Limbus Magnus é a sementeira da qual se desenvolveram todas as criaturas, do mesmo modo que uma árvore desenvolve-se de uma pequena semente; com a diferença, entre- tanto, de que o grande Limbus origina-se do Verbo de Deus, enquanto que o Limbius me- nor (a semente ou esperma terrestre) recebe-o da terra. O grande Limbus é O germe de que procedem todos os seres e o pequeno Limbus é cada ser primário (ultimate) que re- produz sua forma e que por sua vez foi produzido pelo grande. O Limbus pequeno possui todas as qualidades do grande, assim como um filho possui uma organização similar à de seu pal” (Doutrina Secreta, 1, 364),

Mago ou Mágico

De Mag ou Maha. Esta palavra € a raiz de que deriva o termo “mágico”. O Maha-âmá (grande Alma ou Espírito) da Índia tinha seus sacerdotes em tempos anteriores aos Vedas. Os magos eram sacerdotes do deus do fogo; encontramo- los entre os assírios e os babilônios, tanto quanto entre os persas adoradores do fogo. Os três Magos, também chamados Reis, de que se diz presentearam ouro, incenso e mirra ao menimo Jesus, eram adoradores do fogo, como os demais, e astrólogos, posto terem visto a estrela do recém-nascido. O sumo sacerdote dos parsis, em Surat, é designado com o nome de Mobed. Outros derivam este nome de Megh; Meh-ab sigmífica algo gran- de e nobre. Os discípulos de Zoroastro eram chamados meghestom, segundo diz Kleuker. O termo Mago ou Mágico, em outros tempos um título honorífico e de distinção, decaiu completamente de seu verdadeiro significado. Sendo, antigamente, sinônimo de tudo quanto era honorável e digno de respeito, do que possufa ciência e sabedoria, dege- nerou num epíteto para designar um impostor, farsante e pelotiqueiro; um charlatão, numa palavra, ou quem “vendeu sua alma ao diabo”, que faz mau uso de seu saber e o emprega para fins reprováveis e perigosos, segundo os ensinamentos do clero e uma massa de néscios supersticiosos que acreditam ser o mago um bruxo e um “encantador”. Tal palavra deriva de Magh, Mah, em sânscrito Maha (grande) e significa um homem muito versado na ciência esotérica, Mas os cristãos, segundo parece, esquecem que Moisés também era um mago, e Daniel, “Príncipe dos magos, astrólogos, caldeus e adi- vinhos" (Daniel, V, ID, (sis sem Véu, 1, XXXIV)

Magos (Magi, em latim)

Nome dos antigos sacerdotes hereditários e Adeptos ins- truídos da Pérsia e da Média, Palavra que deriva de Maha, grande , que posteriormente se transformou em mog ou magh, que em pelvi significa sacerdote. Porfírio descreve-os (Abst., IV, 16) dizendo: “Os homens instruídos que entre os persas dedicam-se ao servi- ço da Divindade são chamados Magos” e Suídas informa-nos que “entre os persas, os amantes da sabedoria (páilalethai) são conhecidos pelo nome de Magos”, O Zend-Avesta (II, 171, 261) divide-os em três graus: 19) os Herbeds ou “noviços”; 2º) Mobeds ou “mestres” e 3º) Destur Mobeds ou “mestres perfeitos”. Os caldeus tinham colégios pare- cidos, como também os egípcios, cujos hierofantes dos Mistérios, tais como praticados na Grécia e no Egito, eram idênticos aos Destur Mobeds. Magus (Lat.) — No Novo Testamento significa sábio, um homem sábio dos caldeus, Em inglês usado com frequência para designar um mago, um promotor de prodígios 338

Mahâ-ishvara

Ver Maheshvara, Mahâjivala ou Manhâjwala (Sâánsc.) — Literalmente, “grande chama ou fogo”. No- me de um inferno. Mahâkâla (Sânsc.) — “Grande Tempo”, Título de Shiva como “Destruidor” e de Vishnu como “Conservador”, [O inferno em que as qualidades do Prithivf Tattva estão em doloroso excesso. (Râma Prasãd)) Mahâákaipa (Sânsc.) — “Grande Era”. [Ou “Grande Ciclo”, Uma Idade ou Era de Brahmã, equivalente a 100 anos de Brahmâ, ou seja, o enorme número de 311.040,000.000,000 de anos solares, de acordo com o cômputo brahmânico do tempo.) Mahâkarana-sharira (Sánsc.) — “O grande corpo causal”, o corpo búdico. Mahâ-kâvyas (Sânsc.) — Grandes poemas. Há seis, entre os quais em primeiro pla- no: À Dinastia de Raghu, O Nascimento do Deus da Guerra, é A Nuvem Mensageira, Mahâkâza (Mahãâ-âkasha) (Sânsc.) — Literalmente, “Grande Espaço”. O Espaço. Mahâlaya (Sânsc.) — Mansão suprema, o mundo de Brahbmá: o Ser supremo; san- tuário; lugar de peregrinação. Mahâmanvantara (Sánsc.) — Literalmente, “o grande intervalo de tempo entre dois Manus”, O período de atividade universal, Manvantara implica aqui, simplesmente, um período de atividade, em contraposição ao Pralaya, ou período de repouso, sem referên- cia alguma à longitude do ciclo de tempo. Mahâmaya (Sânsc.) — À grande ilusão ou manifestação. Este Universo e tudo quanto há nele em suas mútuas relações é denominado Grande Ilusão, ou Mahâ-mâyá. Este também é o título comum dado à imaculada mãe de Gautama, o Buddha, Máhácdevi, ou “Grande Mistério”, como a denominam os místicos. [O Universo objetivo, (A Voz do Silêncio)) 341

Maheshvara (Mahâ-lzvara) (Sânsc)

“Grande Deus ou Senhor”, Um dos títulos de Shiva, Mahesvara-Purâna (Sânse.) — Título de um dos Purânas. Mahi (Sânsc.) — À terra; solo, país, reino; vaca. 345

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