Glossário Teosófico

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Verbetes: M

Maia

Mãe de Mercúrio (Budha, Thot, Hermes), Maia, entre os gregos, veio a sig- nificar “mãe” e deu seu nome ao mês de maio, que era consagrado a todas as deusas, antes de ser consagrado a Maria, (Ver Maya, Mâyâ e Maria.) Maitra (Sânsc.) — Amigo, amistoso, amável, benévolo, bondoso, afetuoso, Maitrabha (Sânsc.) — Nome do 17º asterismo ou mansão lunar. (Ver Maitrf.) Maitrâkchajyotika (Sânsc.) — Um tipo de espírito maligno, que se nutre de maté- rias purulentas, (Leis de Manu, XL, 72) Maitreya (Sânsc.) — Benévolo, amável, afetuoso. Nome de um Bodhisattva, (Ver: Maitreya Buddha.) Maitreya Buddha (Sânsc.) — O mesmo que o Kalkf Avatar de Vishnu (o Avatar do “Cavalo Branco”) e de Sosiosch e outros Messias, À única diferença está nas datas de suas aparições respectivas, Assim, enquanto se espera que Vishnu apareça em seu cavalo branco, no final do atual Kali-yuga, “para extermínio final dos malvados, renovação da criação e restabelecimento da pureza”, Maitreya é esperado antes. O ensinamento popu- lar ou exotérico, diferenciando-se muito pouco da doutrina esotérica, afirma que Sák- yamuni (Gautama Buddha) visitou Maitreya em Tuchita (uma mansão celeste) e o co- missionou para sair dali e se dirigir à Terra, como seu sucessor, ao término de cinco mil anos após a sua morte (de Buddha), Para que isto ocorra, faltam menos de 3.000 anos. À filosofia esotérica ensina que o próprio Buddha aparecerá durante a sétima (sub-)raça desta Ronda, Fato é que Maitreya é sequaz de Buddha, um célebre Arhat, embora não seu discípulo direto, e que foi fundador de uma escola filosófica esotérica. Segundo de- clara Eitel (Dicionário Sânscrito- Chinês), “erigiram-se estátuas em sua honra, numa época tão longíngia quanto 350 a,C.”., [Maitreya é o nome secreto do quinto Buddha e o Kalki Avatara dos Brâhmanes, o derradeiro Messias, que virá na culminação do Grande Ciclo. Em todo o Oriente, é crença universal que este Bodhisattva aparecerá com o nome de Maitreya Buddha, na sétima Raça. (Doutrina Secreta, 1, 412, 510)] Maitri, Maitrâyani (Sânsc.) — Título de um dos Upanichads.

Maitrf (Sâánsc,

Amizade, benevolência, caridade: a caridade universal. O 17º as- terismo lunar. Maitrya (Sânsc.) — Amizade, Makara (Sânsc.) — “Crocodito”, Décimo signo do Zodíaco, equivalente ao Capri- córnio dos europeus. Esotericamente, é uma classe mística de devas. Entre os hindus, é veículo de Varuna, deus das águas. [Makara significa crocodilo, ou melhor, um monstro aquático, sempre associado com a água. (Doutrina Secreta, 1, 412) É um monstro mari- nho provido de uma espécie de tromba um pouco parecida com a de um elefante e no qual Varuna, deus do oceano, cavalga, Signo do Zodíaco equivalente ao nosso Capricór- 346

Mâkâras (Sânsc)

As cinco M M dos tântrikas. (Ver: Tantra.) Estas cinco M M aludem aos cinco requisitos para o culto tântrico, que são: Madya (vinho), Mansa (carne), Matsya (pescado), Mudrã (grão seco e gesticulações místicas) e Maithuna (comércio se- xual). (Dowson, Dicionário Clássico Hindu.) Mala (Sânsc.) — Impureza, sujeira, mancha, pó, mácula. Máãla (Sânsc.) — Vil, abjeto, ruim. Malachim (Hebr.,) — Mensageiros, anjos. Maladoram (Alg.) — Sal-gema. Malâpakarchana (Sânsec.) — Limpeza, purificação. Malaribio (Alg.) — Ópio. Malaya (Sânsc.) — Jardim; o paraíso de Indra. Malech (Alg.) — Sal comum, Malina (Sânsc.) — Sujo, negro, manchado pelo pecado, criminal. Como substantivo: mancha, pecado, crime, vício, defeito, imperfeição. Malina-mukha (Sânsc.) — “De rosto negro”. Selvagem, feroz, cruel. Qualificativo dos ráâkchasas e outras espécies de demônios. Malkuth (Hebr.) — O Reino, o décimo Sephira, correspondente à H (he) final do Tetragrammaton ou 1 H V H. É a Mãe inferior, a esposa do Microprosopo (ver), chama- da também de “Rainha”, Em certo sentido é o Shekinah. (W.W.W.) Miâlya (Sânsc.) — Colar, diadema, grinalda, flor, Mãâm (Sânsc.) — Pronome pessoal: “a mim”. Mama (Sânsc.) — Pronome possessivo: “meu”, Mamitu (Cald.) — À deusa do Destino, Uma espécie de Nemesis, Mâna (Sânsc.) — Medida, peso; ponderação, consideração, respeito, honra, apreço, opinião, conceito, intenção, indiferença ou raciocínio; arrogância, soberba, orgulho, alto apreço de si mesmo; vontade, capricho; néscio, fátuo, Maná (Alg.) — Mercúrio dos filósofos; chamado também de Maná Divino, pois di- zem que o segredo de sua extração é um dom de Deus, como a própria matéria deste mercúrio. Máânakara (Sânsc.) — Que forma ou constitui autoridade. Manana (Sânsc.) — De um modo cuidadoso, atento ou reflexivo, Mânana ou Mânanãâ (Sânsc.) — Veneração, respeito. 347

Manas inferior

À mente ou inteligência terrestre, aquela que atualmente predo- mina na espécie humana. Está intimamente relacionada com a alma animal (razão pela qual se designa o Manas inferior pelo nome de Kâma-Manas) e, profundamente egoísta e passional como é, aplica a inteligência na satisfação dos sentidos, das paixões e dos ins- tintos da besta humana, para obter um refinamento dos prazeres dos sentidos e o1iginar cértas aberrações e anomalias, que colocam o homem abaixo dos seres brutos. Mefistó- feles referia-se a isso, quando, ao falar do homem, dirigiu ao Senhor estas palavras: “Vi- veria um pouco melhor se não lhes houvesse dado esse vislumbre da luz celeste, à qual dá o nome de Razão, e que utiliza apenas para ser mais animal do que o animal”, (Fausto, Prólogo no céu) O Manas inferior é o que faz com que a personalidade se considere co- mo Eu e, enganada pelo sentimento de separação, se julgue diferente e isolada dos de- mais Eus, sem enxergar a unidade, que está acima de tudo aquilo que os sentidos podem alcançar. O Manas inferior atua, nos animais, como instinto, (Ver Manas, Manas-Kâma, Manas superior etc.) Manas-Kâma (Sânsc.) — Literalmente, “a mente do desejo ou passional”. Entre os budistas, é o sexto dos chadâyatanas (ver), os seis órgãos de percepção ou de conheci- mento e, daí, o mais elevado destes, sintetizados pelo sétimo, chamado Kfichta, a percep- ção espiritual do que vicia este Manas Gnferior) ou, por outro nome, a alma humano- animal, como a denominam os ocultistas. Assim como o Manas superior ou o Ego está diretamente relacionado com o Vijiâna (o décimo dos doze nidânas), que é o conheci- mento perfeito de todas as formas de conhecimento, seja referente ao objeto ou ao su- jeito no encadeamento nidânico de causas e efeitos, o inferior, o Kâma-Manas, É apenas 348

Manas superior

Apenas muito raramente se manifesta no período atual da evolu- ção humana. É aspecto mais nobre e sublime da mente, o princípio imortal da Egoidade, o Ego permanente e imperecível, que, em sua marcha evolutiva, vai recolhendo todas as experiências mais elevadas e tende, sem cessar, a retornar para a Alma espiritual (Bud- dhi), 20 eterno, ao divino. Após renascimentos repetidos, o Manas inteiro adquire uma condição sublime, reconcentra-se na individualidade e o homem, já purificado, cheio de altruísmo absoluto, iluminado pela luz do Marias superior, goza da visão do “olho inter- no”, da intuição pura, e se converte num gênio verdadeiro, em um Mahâátmáã, Então, o homem adquire plenamente o livre-arbítrio e sua vontade atua sempre de acordo com a Lei divina, Outro dos poderes do Manas superior é o chamado Krivasakti, ou seja, o misterioso poder de pensamento, que permite a produção de resultados fenomenais ex- ternos e perceptíveis, graças à sua própria energia inerente. (Ver Manas, Manas inferior etc.) Manas-sútrâtmã (Sânsc.) — Esta palavra composta significa: “mente” e “alma- fio”. É sinônimo de Ego ou a entidade que se reencarna. É um termo técnico da filosofia vedantina., (Glossário de Chave da Teosofia) (Ver Sátrâtmã.) Manas-taijasa (Manas taijasD) (Sânsc.) — Literalmente, o “Manas radiante”; um estado do Ego superior, que só os maiores metafísicos são capazes de conceber e com- preender, [É a alma humana (Manas) iluminada pela emanação do Buddhi,) Mânasa ou Manaswin (Sânsc.) — “À emanação da mente divina”, explicada no sentido de que tal emanação significa os mânasa ou filhos divinos do Braluná- virá] (ver). Nilakantha, que é a autoridade para esta declaração, explica mais adequadamente o ter- mo Mânasa no sentido de manomátra-sharíra (“corpo puramente mental”), Estes Mâ- nasa são os filhos sem corpo (arápa) do Prajâpati Virãy, segundo outra versão, Porém, sabendo que Arjuna Mizra identifica Virâ] com Brahmã e sabendo que Brahmãâ é Mahar, a Mente Universal, o véu exotérico torna-se claro. Os Pitris são idênticos aos Kumâáras, os Vairaja, os Mânasa-putras (Filhos da Mente) e, finalmente, são identificados com os Egos humanos. Mânasa significa “nascido da mente”, mental, espiritual; e como subs- tantivo: alma, ânimo, mente, coração, pensamento, sentido interno. No Mahâbhârata, tal nome aplica-se ao “deus primitivo, sem princípio nem fim, indivisível, imutável e imor- tal”. Também é o nome de um lago sagrado do Himâlaya e local de peregrinação. (Ver. Mânasa-sarovara.) Manasã (Sânsc.) — Nome da divindade que reina sobre as serpentes e protege contra sua mordedura. (Ver Manasâ-devi.) Mânasãâ (Sânsc.) — Mente, ânimo, alma, coração. Mânasa-devas (Sánsc.) — Os devas rúpa ou arâpa do mundo mental, (P. Hoult) Manasâ-devi (Sânsc.) — Irmã do rei das serpentes Zecha e esposa do sábio Jarat- kâru. Tinha o poder especial para neutralizar o veneno das serpentes. (Ver Manasà.) Mânasa Dhyânis (Sânsc.) — Os mais elevados Pitris nos Purânas; 05 Agnichvâttas ou Antecessores solares do homem, que fizeram deste um ser racional, encamando-se nas formas desprovidas de sentido dos semi-etéreos homens de carne da terceira Raça. (Doutrina Secreta, 1) 349

Manásico, plano

Ver Plano manásico. Manasija (Sânsc.) — “Nascido no manas"; mental; o amor; Kâma. Manasizaya (Sânsc.) - O mesmo significado de Manasija. Manaskâra (Sânsc.) — “Operação do manas”, Atenção, percepção interior, sentido interno. Manasvin (Sânsc.) — Inteligente, razoável, atento, (Ver Mânasa.) Manaí(s)prasâda (Sânsc.) — À paz do coração. Mânava (Sânsc.) — Um país da Antiga Índia; um Kalpa ou Ciclo, Nome de uma ar- ma utilizada por Râma. Adjetivo derivado de Manu. (Homem, ser humano, gente, huma- nidade; humano. Nome de uma escola védica,] Mânava-dharma-shâstra (Sânse.) — Antigo código de leis de Manu, [Literalmente, Livro de leis de Manu, Este código é atribuído ao primeiro Manu, intitulado Svâvam- bhuva, que floresceu 30 milhões de anos atrás e é a primeira e principal obra classificada 350

Mandrágora

Planta cuja raiz tem forma humana. No Ocultismo, é utilizada pelos magos negros para vários fins ilícitos e alguns dos ocultistas “da mão esquerda” fazem homúnculos com ela. Segundo a crença popular, lança gritos quando é arrancada do solo. [A Mandrágora, de que fala o Gênese (XXX, 14 e seguintes), é uma planta cujas raízes são carnosas, peludas e forquilhadas, representando toscamente os membros e até a ca- beça de um homem, Suas virtudes mágicas e misteriosas foram proclamadas na fábula e no drama, desde os tempos mais remotos. Desde Raquel e Lea, que com ela se entrega- ram à feitiçaria, até Shakespeare, que fala de seus arrepiantes chiados, a mandrágora é planta mágica por excelência. Aparentemente das raízes não parte nenhum caule e de sua cabeça brotam folhas grandes, como uma gigantesca cabeleira, Apresentam pouca se- melhança com o homem, quando colhidas na Espanha, Itália, Ásia Menor ou Síria; porém na ilha de Candia e na Caramania, próximo à cidade de Adan, apresentam uma forma humana, que assombra, e são extremamente apreciadas como amuletos. Também são le- vadas pelas mulheres à guisa de amuleto contra a esterilidade e outros diversos fins, São especialmente eficazes na magia negra. (Doutrina Secreta, II, 30) Os antigos germanos veneravam, como lares, ídolos feios e disformes, semelhantes a pequenas figuras, fabri- cados com a raiz de mandrágora; dal seu nome de alrunes, derivado da palavra alemã AL raune (mandrágoras), Aqueles que possufam em sua casa uma dessas figurinhas, acredi- tavam-se felizes, pois elas velavam pela casa e por seus moradores, preservando-os de todo mal, e prediziam o futuro, emitindo certos sons ou vozes, O possuidor de uma man- drágora, além disso, obtinha bens e riquezas, através de sua influência. (Ver Drusos.) 351

Manes ou Manus (Lat)

“Deuses” benévolos, isto é, “espíritos” do mundo inferior (Kâmaloka); as sombras dos mortos divinizadas pelos antigos profanos € os espiritus “materializados” dos espíritas modernos, que, segundose acreditava, eram as almas dos defuntos; assim sendo, são apenas suas imagens ou invólucros vazios. [Ver Pitris.) Mangaila (Sânsc.) -— O Marte hindu, O planeta Marte, identificado com Kârttikeya, deus da guerra. Mangonaria (Ocult.) — Poder mágico, através do qual os corpos pesados podem ser levantados sem grande esforço físico; suspensão mágica; levitação. Comumente este fe- nômeno é executado mudando-se a polaridade de tais corpos, em relação à atração (gra- vidade) da Terra. (F. Hartmann) (Ver Levitação e Etrobacia.) Manheb (Alg.) — Escórias de metal, Mania (Gr.) — Entusiasmo, furor divino, transporte religioso, inspiração dos deuses. Platão enumera quatro tipos de mania: 1º) musical; 2º) teléstica ou mística; 3º) profética e 4º) aquela pertencente ao amor, O entusiasmo, na verdadeira acepção da palavra, surge quando aquela parte da alma, que se encontra acima do intelecto, é exaltada até os deu- ses, de quem provém sua inspiração. Uma destas manias (especialmente a amorosa) pode ser suficiente para fazer a alma remontar à sua divindade e bem-aventurança primitivas, porém existe uma união Íntima entre todas elas, e a progressão comum, pela qual a alma se eleva, é primeiramente o entusiasmo musical, em seguida o teléstico, depois o proféti- co e, finalmente, o entusiasmo do Amor, (Zanoni, Introdução) Mantchin (Sânsc.) — Sábio, douto, pensador, devoto, Mânin (Sânsc.) — Orgulhoso, sober5o, presunçoso. Manipúra (Sânsc.) — Um dos sete padmas ou plexos do corpo, Situa-se no umbigo e é O mais importante de todos no que se refere à disposição dos nervos do corpo, pois constitui o eixo de todo o organismo. Assim, lemos num dos Aforismos de Patafijati (LIL, 29): “Pela prática do Samyama sobre o círculo (chakra ou plexo) do umbigo, obtém-se o conhecimento da disposição ou estrutura do corpo”. É o terceiro lótus ou padma dos yo- gs, aquele oposto ao coração, (Swâmi Vivekânanda)

Maniqueus

Uma seita do séc. III, que acreditava em dois princípios eternos, do bem e do mal; o primeiro dá à humanidade as almas e o segundo, os corpos. Esta seita foi fundada por um certo místico semicristão, chamado Mani, que se fazia passar pelo espe- rado “Confortador”, Messias e Cristo, Muitos séculos depois, após a extinção da seita, surgiu uma Fraternidade, que se intitulava de “Maniqueus”, que tinha um caráter maçô- nico, com vários graus de Iniciação. Suas idéias eram cabalísticas, porém foram mal in- terpretadas, Maúju e Maúijula (Sânsc.) — Belo, agradável; famoso, reputado; de som agradável, Manjukezin (Sânsc.) — De formosa cabeleira, Epíteto de Krishna, Manjushri (Manjusri ou Mandjusri) (Tib.) — O deus da Sabedoria. Na filosofia esotérica é um certo Dhtyân Chohan. [Bodhisattva humano. (Doutrina Secreta, II, 37) No Budismo do Norte, é o terceiro Logos, o Criador, (P. Hoult.)]

Manmanas (Sânse,)

Que tem o coração ou o pensamento posto em mim ou dirigi- do à mim. (Bhagavad- Gftá) 352

Mansão de dor

À terra; o “vale de lágrimas”, como foi qualificado (A Voz do Si- lêncio, D) No plano físico, é onde reina a dor mais intensa. Por essa razão deu-se à nossa terra o nome de “inferno”. (Ver. Myalba.)

Manticismo ou Frenesi Mântico

Durante tal estado, desenvolve-se o dom da profecia. Às duas expressões são quase sinônimas. Uma era tão honrada quanto à outra. 354

Mantra, Período

Ver Período Mântrico. Mantra-bija (Sânsc.) — “Semente mágica”, À primeira sílaba de um manira, em que se dá a nota fundamental. (£. Hoult) Mantra-gandaka (Sânsc.) — Ciência ou conhecimento dos mantras. Mantra-prabhâva (Sânsc.) — Poder da magia. Mantra-sanhitá (Sánsc.) — Coleção de binos védicos. Mantra-shakti (Sânsc.) — O poder ou um meio de encantamento. Mantra-shâstra (Sânsc.) — Escritos brahmânicos sobre a ciência oculta ou encan- tamentos. 355

Mantrika shakti

Ver: Mantrikâshakti. Mantrikâshakti (Sânsc.) — O poder ou a potência oculta dos sons, palavras, letras ou números místicos dos mantras, [À influência da música é uma de suas manifestações. O poder do mirífico nome inefável é a coroa deste shakti. (Doutrina Secreta, 1, 312)] Manu (Sânsc.) — O grande legislador hindu. Este nome deriva da raiz sânscrita man, “pensar”, humanidade; porém, realmente, significa Swâyambhuva, 0 primeiro dos Ma- nus, que surgiu de Swayambhu, “aquele que existe por si mesmo”, e é, portanto, o Logos e o progenitor da humanidade, Manu é o primeiro legislador, quase um ser divino. [O Código ou livro de Leis de Manu (Mânava-dharma-shâstra) é atribuído a este grande le- gislador, ao qual, para o diferenciar dos Manus restantes, foi dado o nome de Manu Swâyambhuva, (Ver Manus e Mânava-dharma-shastra.)) Manubhu (Sânsc.) — “Nascido de Manu”; homem, Manu-já (Sânsc.) — Literalmente, “Nascido de Manu"; homem, Manus (Sânsc.) — Os quatorze Manus são os patronos ou guardiões dos ciclos de ra- ça de um manvantara ou Dia de Brahmâ. Os Manus primitivos são sete, porém, nos Pu- rânas, seu número chega à quatorze. [Os Manus — propriamente Manavas, no plural — são em número de quatorze em cada Kalpa e cada um deles preside seu período corres- pondente de tempo ou Manvantara (Manu-antara, ou período entre dois Manus), Esote- ricamente, cada Manu, como patrono antropomorfizado de seu ciclo (ou Ronda) especial, não é mais do que a ideação personificada do “Pensamento divino” (como o Poimandres hermético); sendo, portanto, cada um dos Manus o deus especial, o criador e modelador de tudo quanto aparece em seu próprio ciclo respectivo de existência ou Manvantara, (Doutrina Secreta, 1, 93) Manu é o Ser concebido como substratum do terceiro princípio do Universo, contando de baixo para cima, À idéia da humanidade de um dos ciclos co- nhecidos pelo nome de Manvantara (Râma Prasâd)) Manu-sanhitã (Sânsc.) — “Coleção de Manu”, (Ver Mânava-dharma-shâstra ou Livro de Leis de Manu.) Manu-Swãàyambhbhuva (Sânsc.) — O homem celeste, Adão Kadmon, a síntese dos quatorze Manus [ou Prajâpatis. Filho de Swayvambhú ou Brahmã, segundo o Bhâgavata Purâna É o primeiro dos Manus. “Deste Manu Swâyambhuva (nascido do Ser existente por si mesmo) descendem outros seis Manus, dotados de alma sublime e de grande po- tência emanadora, tendo cada um deles emitido sua criação própria, e são: Svârochicha, Auttami, Tâmasa, Raivata, o gloriosíssimo Châkchucha e o filho de Vivasvat” (Mânavá- 356

Mão

Nos monumentos cristãos dos quatro primeiros séculos, a idéia, a ação, a onipotência ou a intervenção da Divindade eram expressas por uma mão isolada, que, em geral, safa de uma nuvem. Assim, então, dava-se a entender que Deus era um Ser incor- póreo e invisível, que só se nos manifesta por suas obras, Tudo quanto se pareça a uma materialização ou personificação de Deus repugnava essencialmente ao espírito cristão e o próprio Santo Agostinho condenava toda prática dessa natureza, com as seguintes pa- lavras: “Tudo aquilo que possa, tratando-se de Deus, despertar a idéia de uma semelhan- ça corpórea, deve ser rechaçado de teu pensamento, deves repudiar, renegar e fugir de- le”. Embora nos primeiros tempos do Cristlanismo não houvesse nascido ainda a heresia dos antropomorfitas, tais prevenções eram, contudo, necessárias contra outros hereges e contra os estóicos, que figuravam um Deus corpóreo. Porém, em vários monumentos cristãos posteriores ao séc. IV vemos já antropomoríizada a figura da Divindade, repre- sentada como um velho, como um homem de idade madura € até um jovem. (Ver Mar- tigny, Diet, des Antig. Chréi,, verbete “Deus” — Dieu.) Maquom (Caid.) — “Lugar secreto”, na fraseologia do Zohar, um lugar oculto, seja referente a um objeto sagrado de um templo, seja a “Matriz do Mundo” ou à matriz hu- mana, E um termo cabalístico. Mar de Fogo -— Com este nome designa-se a Luz superastral (isto é, numenal), a primeira radiação da Raiz Múlaprakriti, Substância cósmica indiferenciada, que passa a ser Matéria astral. O Mar de Fogo é também denominado Serpente Ígnea ou de Fogo. Mãra (Sánsc.) — O Deus da Tentação, o Sedutor, que tratava de afastar Buddha de seu Sendeiro. É denominado “Destruidor” e “Morte” (da Alma). É um dos nomes de Kâma, deus do amor. [O grande Enganador, o Tentador ou Destruidor, Nas religiões exotéricas, Mâra é um demônio, um asura;, porém, na filosofia esotérica, é a Tentação personificada pelos vícios humanos, e traduzindo literalmente esta palavra, temos: “o que mata” a Alma, E representado como um Rei (Rei dos Mãáras), com uma coroa na qual brilha uma jóia com um resplendor tal que cega a todos os que a olham, significando este brilho a fascinação produzida pelo vício sobre certas naturezas. (A Voz do Silêncio, DE o Diabo dos budistas.)

Maoriah, Monte

Lugar em que se situava o primeiro templo de Salomão em Jeru- salém, de acordo com a tradição, Foi para este monte que Abrahão se encaminhou para sacrificar seu filho Isaac,

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