Glossário Teosófico

Mantrika shakti

Ver: Mantrikâshakti. Mantrikâshakti (Sânsc.) — O poder ou a potência oculta dos sons, palavras, letras ou números místicos dos mantras, [À influência da música é uma de suas manifestações. O poder do mirífico nome inefável é a coroa deste shakti. (Doutrina Secreta, 1, 312)] Manu (Sânsc.) — O grande legislador hindu. Este nome deriva da raiz sânscrita man, “pensar”, humanidade; porém, realmente, significa Swâyambhuva, 0 primeiro dos Ma- nus, que surgiu de Swayambhu, “aquele que existe por si mesmo”, e é, portanto, o Logos e o progenitor da humanidade, Manu é o primeiro legislador, quase um ser divino. [O Código ou livro de Leis de Manu (Mânava-dharma-shâstra) é atribuído a este grande le- gislador, ao qual, para o diferenciar dos Manus restantes, foi dado o nome de Manu Swâyambhuva, (Ver Manus e Mânava-dharma-shastra.)) Manubhu (Sânsc.) — “Nascido de Manu”; homem, Manu-já (Sânsc.) — Literalmente, “Nascido de Manu"; homem, Manus (Sânsc.) — Os quatorze Manus são os patronos ou guardiões dos ciclos de ra- ça de um manvantara ou Dia de Brahmâ. Os Manus primitivos são sete, porém, nos Pu- rânas, seu número chega à quatorze. [Os Manus — propriamente Manavas, no plural — são em número de quatorze em cada Kalpa e cada um deles preside seu período corres- pondente de tempo ou Manvantara (Manu-antara, ou período entre dois Manus), Esote- ricamente, cada Manu, como patrono antropomorfizado de seu ciclo (ou Ronda) especial, não é mais do que a ideação personificada do “Pensamento divino” (como o Poimandres hermético); sendo, portanto, cada um dos Manus o deus especial, o criador e modelador de tudo quanto aparece em seu próprio ciclo respectivo de existência ou Manvantara, (Doutrina Secreta, 1, 93) Manu é o Ser concebido como substratum do terceiro princípio do Universo, contando de baixo para cima, À idéia da humanidade de um dos ciclos co- nhecidos pelo nome de Manvantara (Râma Prasâd)) Manu-sanhitã (Sânsc.) — “Coleção de Manu”, (Ver Mânava-dharma-shâstra ou Livro de Leis de Manu.) Manu-Swãàyambhbhuva (Sânsc.) — O homem celeste, Adão Kadmon, a síntese dos quatorze Manus [ou Prajâpatis. Filho de Swayvambhú ou Brahmã, segundo o Bhâgavata Purâna É o primeiro dos Manus. “Deste Manu Swâyambhuva (nascido do Ser existente por si mesmo) descendem outros seis Manus, dotados de alma sublime e de grande po- tência emanadora, tendo cada um deles emitido sua criação própria, e são: Svârochicha, Auttami, Tâmasa, Raivata, o gloriosíssimo Châkchucha e o filho de Vivasvat” (Mânavá- 356

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