Qualificação dos homens que ignoram a Sabedoria e as verdades esotéricas, em A Voz do Silêncio, II. Morya (Sânsc.) — Uma dascasas reais budistas de Magadha, à qual pertenciam Chandragupta e seu neto Azoka, E, também, o nome de uma tribo râájput.
O mesmo que ils, lodo ou barro, o caos primordial, Palavra emprega- da na cosmogonia etrusca, (Ver fHlus e Suídas) [Em Alquimia, Mot (ou Moot) indica a matéria prima dos sábios, ou a chamada pedra ao branco.) Mount ou Muth (Eg.) — À deusa-mãe; a deusa primordial, posto que “todos os deu- ses nasceram de Muth”, como se disse. Astronomicamente, a Lua. (Ver Chnouphis.) Mrigaziras (Sânsc.) — O quinto asterismo lunar, figurado por uma cabeça de antflo- pe (mriga). Mrigazirshá (Mrigashirchã) (Sânsc.) — Mesmo significado que o verbete anterior, Mrit (Sânsc.) — À terra, barro, Mrita (Sânsc.) — Morte, mendicidade, Usada adjetivamente: morto, Mrityu (Sánsc.) — A morte, Epíteto de Yama, deus dos mortos, Mrityusainya (Sânsc.) — Literalmente, “exército da morte”: as paixões, na lingua- gem budista, Mu (Sen.) — À palavra mística (ou melhor, uma parte dela) no Budismo do Norte. Significa a “destruição da tentação” durante a prática da Yoga. Mú (Sânsc.) — Laço, vínculo. Mud (Sânsc.) — Alegria, júbilo, delírio, embriaguez, Mudã (Sânsc.) — Alegria, gozo, júbilo; deleite. Múdha (Sânsc.) — Turbado, confuso; errado, cego; iludido, insensato, irracional, Múdhagrâha (Sánsc.) — Que tem a imaginação extraviada; idéia ou intenção desa- certada; compreensão errônea. Múdhasattva (Sânsc.) — Insensato, Mudita (Sânsc.) — Alegre, contente, gozoso, deleitado. Entre os budistas, uma das cinco categorias de meditação; a meditação da alegria ou gozo. Mudrãâ (Sânsc.) — Selo Místico. Sistema de signos secretos feitos com os dedos, Tais signos imitam antigos caracteres sânscritos de eficácia mágica. Usado primeiramente pela escola Yogâcharia do Budismo do Norte, foram adotados posteriormente pelos tân- trikas hindus, que Ireqtientemente os utilizaram mal — para fins de magia negra, [Mudrâ é também uma prática do Hartha-yoga, que consiste em certo número de atitudes e contorsões de membros do corpo.) Muhira (Sânsc.) — Amor, desejo; Kâma, 385
Ver Eter. Mther (Gr.) — Entre os antigos era a divina substância luminífera, que impregna to- do o Universo, a “vestimenta” da Divindade suprema, Zeus-Zên ou Júpiter, No esote- rismo, o Ather é o terceiro princípio do Setenário Cósmico, sendo o mundo material o inferior e seguindo depois a Luz Astral, o Éter e o Ákâza, que é o superior, lEMher é o elevado Princípio da Entidade deífica, adorado pelos gregos e latinos com o nome de “Pai onipotente Ether” e “grande Ether” em seu agregado coletivo, em sua potência e aspecto imponderável. O Proteu-gigante Ether, “Alento da Alma Universal”, é o quinto Elemento, a síntese dos outros quatro; é o Ákàza dos hindus. O Ather, tal como 20
Nome dado aos corpos humanos emvalsamados e conservados segundo o antigo método egípcio. À mumificação é um rito de suma antiguidade na terra dos Fa- raós e era considerada como uma cerimônia das mais sagradas. Era, além disso, uma operação que demonstrava grandes conhecimentos de química e cirurgia. Vemos múmias que têm mais de cinco mil anos tão bem conservadas e frescas como quando acabaram de sair das mãos dos parashistas, [As múmias de Tebas conservam uma flexibilidade notável e podem ser dobradas sem que se rompam; em algumas delas, pressionando-se um dedo sobre a carne, nota-se que esta ainda cede, À mão esquerda é adornada com anéis e es- caravelhos. (Ver Escaravelho.) Às múmias de Mênfis estavam, frequentemente, carrega- das de amuletos de escaravelhos e a seu lado, ou entre suas pernas, depositavam-se pa- piros (exemplares do Livro dos Mortos) no ataúde; vários desses manuscritos estavam meio desenrolados e estendidos da cabeça até aos pés da múmia. (Dict. dÁrch., Egypr.)]
Ver Munukechatwa. Mumukchatwa (Sânsc.) — Desejo de liberação (da reencarnação e da escravidão da matéria). Mumukchau (Sánsc.) — Desejo de liberação. Munda (Sânsc.) — Literalmente, “calvo”, Nome de um demônio (daitya), morto por Durgê, Mundaka (Sánsc.) — Título de um Upanichad. Mundakya-Upanichad Mundakopanichad) (Sâxse.) — Literalmente, “Doutrina esotérica Murndaka"”. Obra muito antiga. Foi traduzida pelo rajá Rammohun Roy,
Árvore OU ovo OU qualqueroutro objeto simbólico nas mitologias do mun- do. Meru é a “Montanha do Mundo"; a Arvore Bodhi ou Ficus religiosa é a Árvore do Mundo dos budistas, bem como o Yegdrasil é a Árvore do Mundo dos antigos escandi- DAVOS,
Título do primeiro livro que tratou de Teosofia, de sua história e de algumas de suas doutrinas. Foi escrito por A, P, Sinnett, editor, naquela época, do im- portante periódico hindu The Pioneer de Allahabad, Índia.
Os ocultistas e cabalistas concordam em dividir o Universo em mundos superior e inferior, os mundos da Idéia e da Matéria. “Como é acima, assim é abaixo”, afirma a filosofia hermética. O mundo inferior é formado segun- do seu protótipo: o mundo superior e “todas as coisas do inferior são apenas imagens (ou reflexos) do superior”, (Zohar, II, fl. 20 a.) Munen ou Munin (Esc.) - Hugen e Munen são os dois corvos mensageiros do deus principal da Mitologia escandinava, Odin, a quem informavam de tudo o que viam e ou- viam no mundo, Muni (Sánsc.) — Santo sábio. [Literalmente, “silencioso”, Solitário, asceta, contem- plativo; santo iluminado. Anacoreta ou monge solitário, que observa o voto do silêncio e vive no retiro, entregue à vida contemplativa. Por sua santidade e suas grandes austeri- dades, participa de uma natureza semidivina e é dotado de grande sabedoria e poderes sobrenaturais.) Muníndra (Sânsc.) — Literalmente, “Senhor dos santos ou munis”. Um Buddha, um ÁArhat ou sábio budista em geral. Munisthâna (Sânsc.) — Literalmente, “residência ou morada de um Muni”; ermida. Mura (Sânse.) — Nome de um daitya ou asura. Murâri (Sânse.) — Epíteto de Krishna ou Vishnu. Literalmente, “inimigo de Mura”,
Os cabalistas reconhecem quatro Mundos de existência, a sa- ber: Atziluth ou arquétipo; Briah ou eriador, primeira reflexão do supremo; Yetzirah ou formativo e Assiah, o mundo das cascas ou Klippoth, é o universo material, À essência da Divindade, concentrando-se nos Sephiroth, manifesta-se inicialmente no mundo de Arzi- luth e seus reflexos produzem-se sucessivamente em cada um dos quatro planos com uma radiação e pureza que vão diminuindo gradualmente até chegar ao universo mate- rial, Alguns autores dão a estes quatro planos os nomes de Mundos intelectual, moral, sensitivo e material. (W. W. WJ
Nome sugestivo dado à legião de Adeptos (Narjols) ou Santos coletivamente, que, se supõe, velam pela humanidade, ajudando-a e protegen- do-a. No Budismo místico do Norte, esta é a chamada doutrina Nirmânakâáva, IConfor- me se ensina, os esforços acumulados de longas gerações de yogês, santos e Adeptos e, especialmente, de Nirmânakâdyas criaram, por assim dizer, em torno da humanidade, um muro de proteção, que a defende de males ainda piores. (A Voz do Silêncio, 1D)
Ver: Muro guardião, Mãôrta (Sânsc.) — Que tem corpo; corpóreo; material, massivo. Máârti (Sânsc.) — Forma, signo e também face. Assim, Trimúrti significa: as “três fa- ces” ou imagens. [Corpo, forma corpórea, figura, imagem, aspecto, pessoa.] 389
Ver Gandharvas. Muspel (Esc.) — Um gigante do Edda, o deus do fogo é o pai das chamas. Os filhos maus do bom Muspel, depois de ameaçarem destruir Glowheim (Muspelheim), juntaram- se, formando um exército formidável, e realizaram a “última batalha” no campo de Wi- gred. A palavra Muspel é traduzida no sentido de “Fogo do Mundo”, À idéia de Dark Surtur (Fumaça Negra), da qual partem línguas flamígeras cintilantes, estabelece uma conexão entre Muspel e o deus hindu Agni. [Também se designa com o nome de Muspel ou Muspelhem uma região de fogo situada ao Sul.)
Ver Mourt. Mutham ou Mattam (Sânsc.) — Templos da Índia com claustros e mosteiros para estudantes e ascetas regulares. Myalba (Tib.) — Na filosofia esotérica do Budismo do Norte, é o nome da nossa Terra, chamada de inferno, destinado àqueles que se reencarmam para seu castigo. Exo- tericamente, a palavra Myalba é traduzida no sentido de wnmn inferno. [Myalba é à nossa Terra, propriamente chamada “Inferno” e o maior de todos os infernos, pela escola eso- térica. À doutrina esotérica não reconhece um inferno, ou lugar de castigo, maior do que uma Terra ou planeta habitado por homens. (A Voz do Silêncio, 1ID)
Esta palavra é explicada pelo Dr. Hartmann, segundo os textos originais de Paracelso, da seguinte maneira: Segundo este grande rosacruz, Mysterium é tudo aquilo à partir do que pode desenvolver-se algo, que nele está contido apenas germinalmente, Uma semente é o Mysteriwn de uma planta; um ovo, o Mysterium de uma ave etc. (Doutrina Secreta, 1, 304) Mysterium magnum (Lat.) - “O grande Mistério”, expressão usada em Alquimia e relacionada com a preparação da “Pedra Filosofal” e o “Elixir da Longa Vida", [Myste- rium magnum é também a matéria original, a matéria de todas as coisas; a última essên- cia; a essencialidade da Natureza interior; a qualidade específica da parte semimaterial das coisas, Todas as formas procedem originalmente do Mysterínm magnum e todas a ele retornam; o Parabrahman dos vedantinos. Segundo Jacobo Boeshme, o Mysterium mag- num é Deus. “Deus é o mais secreto e também o mais revelado, A obscuridade está diante dos olhos, mas a angústia, que nela existe, é incompreensível, a menos que a von- tade nela penetre e, então, será sentida e experimentada, se a vontade perde sua luz.” (Quarenta Perguntas, 1, 51) “Os que encontrarem o Mysterium magnum saberão o que é, porém, para o ateu, é incompreensível, porque não quer nem deseja compreendê-lo. En- contra-se aprisionado pela essência terrestre a ponto de não poder atrair a vontade para o mistério de Deus.” (Ibidem, XVII, 13) (F. Hartmann) Akãza;, a Luz astral é a matriz do Universo, o Mysterium magnum do qual nasce por separação ou diferenciação de tudo quanto existe. (Doutrina Secreta, II, 538) Este nome também foi dado ao Espírito e ao Caos (Paracelso). (Ver Ideos.))] Mystes (Gr.) - Na Antigiiidade, este nome era dado aos novos Iniciados, atualmente é dado aos cardeais romanos, que, tendo tomado seus ritos e dogmas dos “pagãos” aria- nos, egípcios e gregos, ofereceram-se também para o mysis (palavra grega que significa 390
Comumente estas palavras são traduzidas no sentido Abanico místico; porém, numa antiga terracota do Museu Britânico, o abanico é uma Cesta, a qual os mistérios dos antigos exibiam com conteúdos místicos; Inman diz que com testíenlos emblemáticos. (W. W. W.) 391