Décima quarta letra do alfabeto inglês e hebraico, Nesta última língua, a letra N chama-se Nún e significa “peixe”. E simbolo da matriz ou princípio feminino, Seu valor numérico é 50, no sistema cabalístico, porém os peripatéticos tornaram-no equivalente a 900 e, com um traço horizontal em cima (900), equivale a 9.000. Entre os hebreus, con- tudo, o Nún final era 700. [Em sânscrito, há três tipos de N: dental, cerebral e gutural, que se articulam tocando com a ponta da Éngua os dentes incisivos superiores (no pri- meiro caso), tocando com a ponta da língua o palato (no segundo caso) e lhe dando um som nasal (no terceiro caso). Nas transliterações, estas letras diversas costumam ser ex- pressas com um ponto colocado em cima ou embaixo do n; porém, para fins de pronún- cia, raramente há necessidade de estabelecer diferenças entre elas, uma vêz que, sem nos darmos conta, pronunciamos de modo distinto o « das palavras nôdi, prâna & anga, Das quais o som é dental, cerebral e gutural, respectivamente, H4, além disso, em sânscrito, outra letra equivalente ao 3 do espanhol, como nas palavras vajiia, Patanjali, que muitos escrevem como *.)
Gs quatro Dragões de Sabedoria ocultos, que os chineses denomi- nam: Guerreiro negro, Tigre branco, Áve vermelha e Dragão azul, (Doutrina Secreta, L, 440) 395
Seita cristã gnóstica, cujos indivíduos, intitulados “a- doradores de serpentes”, consideravam a constelação do Dragão como símbolo de seu Logos ou Cristo. Nabaswat ou Nabhasprâna (Sánsc.) — O vento,
Uma seita que, por suas crenças, era quase idêntica à dos nazarenos € sabeus, e cujos membros professavam maior veneração a João Batista do que a Jesus. Maimônides os identificava com os astrólatras, “No que se refere à crença dos sabeus — diz — o mais famoso é o livro intitulado Agricultura dos Nabateus.* E sabemos que os ebilonitas, os primeiros dos quais eram amigos e parentes de Jesus, segundo a tradição, ou em outros termos, os primeiros é mais primitivos cristãos, “eram os prosélitos e discípu- los diretos da seita nazarena”, segundo Epifânio e Teodoreto. (Ver Contra Ebionitas, de Epifânio, e também Galileus e Nazarenos.) Nabhas (Sâánsc.) — Nuvem, atmosfera, céu, Nabha(s)chakchus (Sânxsc.) — Literalmente, “olho do céu”. O Sol. Nabhaís)chamasa (Sársc.)— A Lua. Nabha(s)prâna (Sânsc.) — Ver Nabhaswal, Nabha(s)sad (Sánsc.) — Literalmente, “sentado sobre uma nuvem”; um deus, Nabhastala (Sânsc.) — À região inferior da atmosfera; o espaço. fndi Nabhi (Sânsc.) — Pai de Bharata, que deu seu nome ao Bhârata-varcha, ou seja, à ndia, Nâábhi (Sânsc.) — Umbigo, Kehatriya, rei, chefe. Nábhichakra (Sânsc.) — Plexo umbilical, o mais importante dos plexos, no que se refere à disposição dos nervos do corpo humano, visto que é 9 eixo de todo o sistema. (M. Dvivedi, Comentário dos Aforismos de Patafijali) É também o local do princípio do desejo, situado próximo do umbigo. 392
Ver: Nâda. Nâda (Nada) (Sânsc.) — Som, voz, À “Palavra insonora” ou “Voz do Silêncio”. “Aquele que pretenda ouvir a voz do Nãda, o “Som insonoro” e compreendê-la, tem que aprender a natureza do dháâranã. (A Voz do Silêncio, D Nâdi (Sânsc.) — Rio, torrente, corrente, corrente de água, Nôdi (Sánsc.) — Condutor, tubo, vaso (veia ou artéria), nervo, órgão condutor de corrente vital, nervosa ou outra força do corpo humano, Esta palavra aplica-se indistin- tamente aos vasos sangiiífneos e aos nervos. À idéia que representa é a de um tubo, vaso, conduto ou uma linha ao longo da qual flui algo, seja líquido, seja uma corrente de força. (Râma Prasãd), Também se dá o nome de nãdi aos plexos, gânglios, nós e, em geral, a todos os centros de força vital ou nervosa do corpo. Os nâdis sagrados são aqueles que correm ao longo do Suchumnáà ou por cima dele. Seis deles são conhecidos da ciência e outro, situado próximo da vértebra cervical “atlas”, é desconhecido. Até os yogês do Tá- raka-Rajá falam apenas de seis, sem mencionarem o sétimo sagrado. (Doutrina Secre- ta, III, 547) (Ver 1dá, Pingalã, Suchumnãâ etc.) Nadi (Sânsc.) - Água, corrente de água, rio. Nâdi Brahma (Sânsc.) Também chamado Suchumná (ver), 393
Titulo do principal feiticeiro ou bruxo de algumas tribos mexicanas, Estas têm sempre um daimon ou deus em forma de serpente, e, às vezes, algum outro animal sagrado — de quem recebem inspirações, segundo se diz,
Foi vulgarmente qualificado de culto diabólico, (Doutrina Secreta, 11, 192) Nâgaloka (Sânsc.) — “Residência dos Nágas”, O Pátála (ver), Nâgamalla (Sânsc.) — O elefante de Indra. Nâgamâtri (Sáânso.) — Manasá, deusa dos Nâgas, Nâgântaka (Sânsec.) — “Destruídor de Serpentes”, Epfteto de Garuda, Nagapati (Sânsc.) — Literalmente, “Rei das montanhas”: o Himílaya. Nâgapura (Sânsc.) -— Nome da antiga Delhi, Nágara (Sânsc.) — HALbII, astuto, Como substantivo: desejo de liberação final; a es- critura devanâgari. Niágarâja (Sânsc.) — Rei das Serpentes, Nãgarâjas (Sânsc.) — Nome usual dado a todos os supostos “espíritos guardiões” de lagos e rios e que significa literalmente: “Reis Dragões”, Segundo as crônicas budistas, todos eles foram convertidos à vida monástica do budismo, isto é, de Yogfs que eram passaram a Arhats, Nâgarita (Sânsc.) — Libertino, dissoluto, licencioso, relaxado, Nôâgarjuna (Sánsce.,) — Um Arhart, um eremita (natural da Índia OcidentaD converti- do ao budismo por Kapimala e décimo quarto patriarca, atualmente considerado como um Bodhisamva-Ninmânakáva, Tornou-se célebre por sua sutileza dialética em argu- mentos metafísicos, Foi o primeiro mestre da doutrina Amitâbha e um representante da escola Mahâvyâna. Considerado como o maior filósofo dos budistas, diz-se que-foi “um dos quatro sóis que iluminam o mundo”, Nasceu no ano de 223 a,C, Depois de sua con- versão, dirigiu-se para a China, onde converteu todo o país ao budismo,
Literalmente, “isenção de ação”; não-ação, inatividade, quietude, repouso; isenção de toda obra ou ação. Naichkritika (nis-kritika) (Sânsc.,) — Mau, malvado, perverso, ruim; ocioso, negli- gente, Naichthika (Sânsc.) — Final, último, extremo, supremo, definitivo; perfeito, com- pleto. Brâhmane que permanece até o fim sob a direção de seu mestre. Naichthurya (Sânsc.) — Dureza, severidade, Naigama (Sânsc.,) — Guia, direção; via, caminho. Um dos Upanichads. Naika (na-eka) (Sânsec.) — Literalmente, “não único”; numerosos, vários, diversos. Naimicha (Sânsc.) - Nome de um bosque consagrado a Vishnu. Naimichâranya (Sânsc.) — Significado idêntico ao do verbete anterior. Naimittika (Sánsc.) — Ocasional, acidental, fortuito, casual, incidental. Aplica-se a uma das quatro classes de pralayas (ver). [Que tem alguma causa particular; produzido por uma causa extraordinária.) Naimittika-pralaya (Sânsc.) — Destruição ou dissolução acidental,
Falta de compaixão; dureza de coração, crueldade. Nairgunya (Sânsc.) — Falta de qualidades ou virtudes, Nairmalvya (Sânsc. — “Ausência de mancha ou impureza”, Pureza, limpeza, Nairrita (Sânsc.) — Demônio, rákehasa, gênio mau, O Regente do Sudoeste. Nome de uma mansão lunar. Nairrita-deva (Sánse.) — “Próximo do ouvido direito, há a região da Morte... e à seu lado encontra-se a esfera doNairrita- deva, conhecida pelo nome de “região de Nair- rita * (Uttara-Giá, 11,21), Nairrita-loka (Sânsc.) — “Junto à região da Morte há um local cujos nervos per- mitem a mastigação de alimentos duros, como a cárne etc., razão pela qual este local re- cebeu o nome de Nairrita-loka on Rátkeha-loka” (Utiara-Gitáã, 11, 21; Comentário de D, kK. Laheri). Terá isso alguma relação com o grande desenvolvimento do arco zigomático que os animais carnívoros apresentam? Nairriti (Sâánse.) — À região do Sudoeste, Nairukta (Sánse.) — Comentador, etimologista; baseado na etimologia.
Bruxa, feiticeira. Náka (Sánsc.) — Céu, atmosfera: paraíso, Nákanâtha (Sânsc.) — “Senhor do céu”: Indra. Nakchatra (Nakshatra) (Sênsc.) — Asterismo ou mansão lunar, Astro, luzeiro, constelação; asterismo; cada uma das vinte e sete mansões celestes, que a Lua percorre em seu curso mensal. Os mais antigos manuscritos sânscritos, referentes à astronomia, começam sua série de vinte e sete Nakchafras com o signo de Krittiká. (Doutrina Secreta, II, 581) Com o tempo, seu número chegou a vinte e oito, Segundo se conta, os Nakcha- fras são as vinte é sete Dákcháyinis (ou filhas de Daikcha), casadas com o deus Lua. (Ver. Dákohâvinipati.) Nakchatramálã (Sánsc.) — Zodiaco lunar ou sistema dos vinte e sete asterismos lu- nares, Nakchatranemi (Sânsc.) — À Lua; a estrela polar. Nakchatranemf (Sánsec.) — O último asterismo lunar, Nakchatreza (Nakchatra-fza) (Sânsc.) — Literalmente, “rainha dos astros notur- nos”: a Lua, que ultrapassa a todos em brilho, Nákchatrika (Sânsc.) — Mês de aproximadamente vinte e sete dias ou a revolução da Lua. Nakha (Sânsc.) — Unha; parte, porção. 397
Ver Nakchaira. Naktamukhêâ (Sáânsc.) — À noite, Nâãku (Sânsc.) — Montanha; montículo, Nakula (Na-kulta) (Sânsc.) — Literalmente, “sem família” (?). Quarto príncipe Pân- dava, filho de Mâdri, segunda esposa de Pându, porém engendrado misticamente por Nãâásatya, um dos gêmeos Azvins, Nala (Sânsc.) — Rei de Nichadha e esposo de Damayantl, Sua história constitui um dos mais interessantes episódios do Mahábhárata, Nala é também nome de um chefe de macacos, que militavam no exército de Râma e cuja história é relatada no Râmâvana. Nãâla (Sâánrsc.) — Tubo, vaso, veia, artéria.
Nome, título, Como adjetivo: nominal, proveniente de nome; vão; hipócrita; chamado, intitulado. Namah ou Namas (Sânsc.) — Em páli, namo. Primeira palavra de uma invocação diária entre os budistas, que, traduzida, diz assim: “Humildemente eu creio, adoro ou re- conheço” ao Senhor; como: Namo tasso Bhagavato Arahato etco., dirigida ao Senhor Buddha. Os sacerdotes são chamados “Senhores de Naman” — tanto os budistas quanto os taofetas —, porque esta palavra é empregada na liturgia e nas preces na invocação do Triraina (ver) e, com uma leve modificação, nos encantamentos secretos dos Bodhisait- vas e Nirmânakâáyas. [Namah significa: saudação, acatamento, a ação de se inclinar em sinal de respeito, reverência, adoração etc.) Nâman (Sánse.) — Nome, título, designação.