“Separado” ou “afastado”, Uma classe monástica tem- poral de celibes mencionados no Antigo Testamento, que não se casavam nem bebiam vi- nho durante o tempo de seu voto; possufam o cabelo comprido, cortado unicamente no ato da Iniciação. São Paulo deve ter pertencido a esta classe de Iniciados, porque, como ele mesmo disse ao gálatas (1, 15), foi separado ou “posto de lado” desde o momento em que nasceu e que cortou o cabelo em Cencreas, porque “tinha um voto” (Atos, XVIII, 18), isto é, havia sido Iniciado como nazareu, depois do que passou a ser “mestre-cons- trutor” (E Corint., 1II, 10), José é título nazareu (Gênese, XIX, 26), Sansão, Samuel e muitos outros também eram nazareus. Nâzita (Sânsc.) — Destruído, desvanecido, perdido, morto. Nazitri (Sânsc.) — Destruidor, matador, exterminador.
O mesmo que Nirvâna; Nippang, no Tibet. Nebim -— Ver! Nabia. Nebo [ou Nebu] (Cald.) — O mesmo que o Budha hindu, filho de Soma, a Lua, e do planeta Mercúrio, (Ver: Nabu.) [Nebo era, na Babilônia e Mesopotâmia, o deus-profeta da Sabedoria e criador das quarta e quinta Raças, Como personificação da Sabedoria Se- creta, era um vidente e profeta, (Doutrina Secreta, II, 477) (Ver Mendaitas.))
Mercúrio. (Ver Nazarenos.) Necessidade, Ciclo ou Círculo de- Também chamado de “Círculo inevitável”. É a contínua e dilatada série de metempsicoses e renascimentos de uma mesma Individuali- dade, através de seu ciclo de vida, graças à qual vai se desenvolvendo até chegar à maior perfeição possível, (Ver Cielo de encarnação e Universo.) Nechtri (Sânsc.) — Condutor; em linguagem védica, é um dos sacerdotes oficiantes, Necrocômica (Ocult.) — Visões de acontecimentos futuros no ar. (F. Hartmann) Necrocômico (Herm.) — Termo inventado por Paracelso para a alma animal do ho- mem, Diz que ela habita a água que se encontra ao redor do coração e que não é maior do que a grossura do dedo mínimo da mão de um homem. Acrescenta que há três vidas ou essências no homem: Espírito, saber, espírito do céu ou ar; espírito do microcosmo, que é propriamente a alma animal, e o espírito de todos os músculos, Necrolatria (Gr.) — Veneração aos mortos, (M, Trevião) Necromancia (Gr.) — Evocação das imagens dos mortos, considerada na Ántigui- dade e pelos ocultistas modernos como uma prática de magia negra. Jâmblico, Porfírio e outros teurgos estigmatizaram tal prática, assim como Moisés, que condenava à morte “feiticeiras” de seu tempo, feiticeiras que eram apenas nigromantes, como no caso da pitonisa ou feiticeira de Endor e Samuel, [Feitiçaria, bruxaria, a arte de evocar os ele- mentares inconscientes dos mortos, infundindo-lhes vida e utilizando-os para maus ob- jetivos. (F. Hatmann) À evocação dos mortos para obter revelações sobre os aconteci- mentos futuros, (M, Trevirio)]
À percepção do interior (a alma) das coisas; psicometria; clarivi- dência, Pela arte da nectromancia, o homem percebe as coisas interiores; não há mistério no que se refere ao ser humano que não se possa conhecer, através desta arte, e pode-se obrigar os flagae (ver) a revelá-lo, seja através da persuasão, seja pela força de vontade, porque os flagae obedecem à vontade do homem, do mesmo modo que um inferior obe- dece a um superior. (F, Hartmann, Os Elementais) 405
Irmã de Ísis e, filosoficamente, apenas um de seus aspectos. Como Osíris e Tifon são apenas um sob dois aspectos diversos, assim Ísis e Neftis são um mesmo símbolo da Natureza sob seu aspecto dual, Assim, pois, en- quanto Ísis é a esposa de Osíris, Neftis é a esposa de Tifon, inimigo de Osíris e seu as- sassino, ainda que ela por ele chore. É representada muitas vezes junto ao féretro do grande deus Sil, tendo sobre a cabeça um disco entre os dois chifres da meia Lua. Neftis é o gênio do mundo inferior e Anúbis, o Pluto egípcio, € seu filho. Plutarco deu uma ex- plicação bastante esotérica das duas irmãs, Diz assim: “Neftis designa aquilo que está sob a Terra e que não se vê (isto é, seu poder de desintegração e'de reprodução) e Ísis re- presenta o que está sobre a Terra e é visível (ou seja, a natureza física)... O círculo do horizonte, que divide estes dois hemisférios e que é comum a ambos, é Anúbis”, A iden- tidade das duas deusas é demonstrada pelo fato de que Ísis é chamada também de mãe de Anúbis, Assim uma e outra constituem o Alfa e Omega da Natureza,
Para nossa limitada inteligência, a Única Realidade, Parabrha- man, o Absoluto, a Essência que está fora de toda relação com a existência condicionada, é a Negação Absoluta. (Doutrina Secreta, 1, 43) Porém este Nada é o Tudo. (Ibidem, L, 462) Negro mais negro que o próprio negro (Alg.) — É a matéria da obra em putrefa- ção, visto que se assemelha à resina fundida. Nehaschim -—- Ver Nehhaschim,
Personagem simbólico com cabeça de víbora, representado também sob a figura de uma serpente sustentada por duas pernas humanas, Segundo parece, personifica o rejuvenescimento. (Pierret, Dict, dArch. Égypr.) Nehhaschim (Hebr.) — “As obras da Serpente”, Nome dado à Luz astral, “a grande Serpente enganadora”" (Mâvã), durante certas operações práticas de magia, [Como ex- pressa o Zohar, “chama-se Nehhaschim esta prática mágica, porque os magos (cabalistas práticos) atuam rodeados da luz da Serpente primordial (Luz astral), que percebem no céu como zona luminosa composta de mirfades de pequenas estrelas.” (Doutrina Secreta, 1,427)
Vert Nebban, Neilos (Gr.) — O rio Nilo e também um deus, Neith, Neithes (Eg.)- A Rainha do céu; a deusa Lua, no Egito. É conhecida com vários outros nomes: Nout, Nepte, Nur. (Para seu simbolismo, ver: Nour.) [Neith ou Neit é uma deusa freqilentemente representada armado com arco e flechas. Os gregos a asse- melhavam a Minerva. Personificava o Espaço celeste e, no culto de Sais, desempenhava papel parecido ao de Hathor, De fato, foi chamada de “a vaca geradora” ou a “mãe ge- radora do Sol”, (Pierret, Dict, dArch. Egypt.) Nekheb (Eg.) — Deusa de figura humana, tocada com o atew. É representada tam- bém sob a forma de um abutre provido dos emblemas da vida e da serenidade, É a deusa do Meio-dia, (Pierret, Diet. Arch, Esgypto Nema (Sânsc.) — Parte, porção; época, perfodo, limite; engano, fraude, Nemesias (Gr.) — Festas em honra da deusa Nemesis celebradas antigamente na Orécia.
Noviço, postulante ou candidato aos Mistérios. Havia vários métodos de Iniciação, Os neófitos, em suas provas, tinham de passar atra- vés dos quatro elementos, para sair, no quinto, como Iniciados glorificados, Assim, de- pois de passarem pelo fogo (Divindade), pela água (Espírito divino), pelo ar (Alento de Deus) e pela terra (Matéria), eram marcados com um signo sagrado, um fal e um tau ou uma-t- e um T. Este último era o monograma do ciclo denominado Naros ou Neros. Segundo demonstra E, V. Kenealy, em seu Apocalipsis, a cruz, em linguagem simbólica (uma das sete significações) “-|- representa, por sua vez, três letras primitivas, com as quais se compõe a palavra Lvx [Lux] ou Luz... Os Iniciados eram marcados com este sig- no, quando admitidos nos Mistérios perfeitos. O Tau é o Resh são encontrados sempre unidos desta forma + . Estas duas letras, no antigo samaritano, tal como as encontra- mos em algumas moedas, representam, a primeira, 400, e a segunda, 200 = 600, Este é o báculo de Osíris”, Assim é, de fato; mas isto não prova que o Naros fosse um ciclo de 600 anos, mas que simplesmente a Igreja apropriou-se de mais um signo pagão. (Ver Naros e Neros e também LHS.) — [Neófito: “aquele nascido de novo”, o novo prosélito; o recém-convertido a uma religião, (M. Trevifão))
Festa celebrada pelos antigos no reaparecimento de cada Lua nova, Era uma das práticas mais antigas e universais antes do Dilúvio, No fim do quarto minguante, quando a Lua em conjunção havia cessado de aparecer, o povo ja para um lugar alto para perceber melhor a nova fase, sendo depois praticado o sacrifício.
Prosélitos do neoplatonismo, escola de filosofia que apareceu en- tre o segundo e terceiro séculos de nossa era e foi fundada por Ammonio Saccas, de Alexandria. E a mesma escola dos filaleteos e dos analogistas. Dava-se-lhes também o nome de teurgistas e vários outros, Eram os teósofos dos primeiros séculos, O neoplato- nismo é a filosofia platônica com a adição do êxtase, o Rája-yoga divino. (Glossário da Chave da Teosofia) (Ver. Neoplatonismo.) 407
Literalmente, “novo platonismo” ou nova escola platônica. Era uma eclética escola panteísta de filosofia, fundada, em Alexandria, por Ammonio Saccas, da qual foi chefe seu discípulo Plotino (anos 189-270 d.C.). Esta escola procurava conci- liar os ensinamentos de Platão e o sistema aristotélico com a Teosofia oriental. A pura filosofia espiritual, a metafísica e o misticismo constitufam sua principal ocupação, A teurgia foi introduzida em seus últimos anos. Foi o último esforço de inteligências eleva- das para resistir à superstição ignorante sempre crescente e a fé cega dos tempos; o últi- mo produto da filosofia grega, que foi finalmente destruído pela força bruta, [Entre seus prosélitos encontram-se Plotino, Porfírio, Jâmblico, Orígenes e outros sábios não menos distintos,] Nepa (Sânsc.) — Sacerdote de família; diretor, guia espiritual. Nephesh (Hebr.) — Alento de vida. Anima, Mens, Vita. Apetites. Este termo é em- pregado de modo muito vago na Bíblia. Geralmente significa prâna, “vida”; na Cabala, equivale a paixões animais e a alma animal. (W. W. W.) Portanto, segundo os ensina- mentos teosóficos, Nephesh é sinônimo do princípio prâna-kármico, ou seja, a alma ani- mal do homem. [É alento do céu ou de vida, a Vida ou Alma vital, que existe em todos os seres vivos, em toda molécula animada e até em cada átomo mineral. É alento de Vida animal no homem e instíntiva no bruto. É a faísca vital, o elemento animador, a Alma vi- vente, o alento de vida animal insuflado em Adão. Não é o Manas nem tem espiritualida- de. (Ver Ruach e Neshamaho) Nephesh Chia (Cab.) — Alma animal ou vivente. Nephilim (Hebr.) — Gigantes; titãs; os Anjos caídos.
Ver Caos. Nergal (Cald.) — Nas tábuas assírias é descrito como o “gigante rei da guerra, se- nhor da cidade de Cutha”. Nergal é também o nome hebraico do planeta Marte, associa- do invariavelmente com a má sorte e o perigo. Nergal- Marte é o “derramador de san- gue”. Em astrologia oculta, é menos maléfico do que Saturno, porém é mais ativo em suas associações com os homens e sua influência sobre eles. Neros (Hebr.) — Segundo demonstrou E. V. Kenealy, este “ciclo narônico” era um mistério, um verdadeiro “segredo de Deus", cuja revelação, durante o predomínio dos mistérios religiosos e da autoridade sacerdotal, era castigada com a morte. Tal autor pa- recia supor que o Neros tinha a duração de 600 anos; porém estava errado. (Ver Naros.) À instituição dos Mistérios e dos ritos da Iniciação também não foi devida simplesmente à necessidade de perpetuar o conhecimento do verdadeiro significado do Neros e de manter este ciclo oculto aos olhos dos profanos, porque os Mistérios são tão antigos quanto a atual raça humana e devia ocultar segredos muito mais importantes do que ci- fras de ciclo nenhum, (Ver Neófito, LHS. e Naros.) O mistério do 666, “número do grande coração”, como foi chamado, é muito melhor representado por Tau e Resh do que 600,
À deusa da Terra, do amor e da beleza, entre os antigos germanos, O mesmo que Freya ou Frigga entre os escandinavos. Tácito menciona as grandes honras tributadas a Nerthus, quando sua imagem foi levada triunfalmente em um carro, através de vários territórios.
Festas que os romanos celebravam em honra de Netuno, no dia 23 de julho, Durante tais festas, os cavalos e mulas, coroados de flores, eram afastados de todo trabalho e gozavam de um repouso que ninguém ousava perturbar, porque se acreditava que Netuno havia formado o primeiro cavalo e havia ensinado aos homens a maneira de utilizar este nobre animal, Hoje existe entre nós um costume parecido: a festa religiosa- popular celebrada no dia de Santo Antonio Abad (17 de janeiro).