Um dos mais célebres alquimistas que já existiram. Nasceu em Pontoise, aproximadamente no ano de 1330, Era escritor público e livreiro juramentado da Universidade de Paris. Através da descoberta da pedra filosofal, segundo se afirma, adquiriu imensas riquezas, grande parte das quais converteu em fundações (igrejas, hos- pitais, asilos etc.), algumas delas ainda não destruídas pela mão implacável do tempo. Atribuem-se-lhe várias obras sobre a arte hermética: Livro das figuras hieroglíficas de Nicolás Flamel, Sumário filosófico, Tratado das Lavaduras ou Desejo desejado. Esta úl- tima obra existe manuscrita em duas bibliotecas de Paris, Flamel, de costumes simples, viveu sempre muito modestamente, Morreu em 1418. Na fachada de sua casa da rua de Marivaux (Paris), encontram-se esculpidos preciosos símbolos herméticos. 410
À serpente “do mundo”, [Também se escreve Nidhoegg.] Nidri (Sânsc.) — Sono. É também a forma feminina de Brahmã, [A deusa do sono; o sono sem sonhos.) Niftheim [ou Nift-Heim] (Esc.) — O inferno frio do Edda. Um lugar de eterna in- consciência e inatividade, (Ver! Doutrina Secreta, 11, 256) [Ver também: Hel.] Nigada (Sânsc.) — Palavra, discurso, recitação, interpelação. Nigama (Sânsc.) — Local de reunião; mercado; comércio, tráfico; evidência; verda- de demonstrada; o Veda, a Sagrada Escritura, Nigana (Sânsc.) — A fumaça da oferenda,
Ver Noctrâmbulo, sonâmbulo. Nida (Sânsc.) — Peçonha, veneno, Nidã (Sânsc.) — Reprovação, desprezo. Nidâgha (Sânsc.) — Calor ardente; a estação quente (maio e junho), Nidâghakara (Sânsc.) — “Que produz calor”: o Sol. Nidâna (Sânsc.) — Às doze causas da existência ou uma cadeia de causas; “um en- cadeamento de causa e efeito em todo o transcurso da existência, através de doze elos, Este é o dogma fundamental da doutrina búdica, “cuja compreensão resolve o enigma da vida, revelando a inanidade da existência e preparando a mente para o Nirvâna”, (Eitel, Dicionário Sânscrito- Chinês) Eis aqui os doze elos: 1º) Jâri ou nascimento, conforme um dos quatro modos de entrar na corrente da vida e reencarnação ou chatur-yont(ver); 2º) Jarâmarana, “decrepitude e morte” ou morte por velhice, que segue a maturidade dos Skandhas (ver); 39) Bhava, o agente kármico que conduz cada novo ser senciente a nas- cer neste ou naquele modo de existência no Trailokya e Gati; 4º) Upâdâna, à causa cria- dora de Bhava, que assim se torna a causa de Jâti, que é o efeito, e esta causa criadora de nescimento É o apego à vida, 5º) Trichná, amor, seja puro ou impuro; 6º) Vedâna ou sensação; percepção pelos sentidos; este é o quinto Skandha; 7º) Sparza, o tato; 8º) Cha- dâyatana, 08 órgãos dos sentidos; 9º) Nâma-rúpa, a personalidade, isto é, uma forma com seu nome correspondente, símbolo da irrealidade das manifestações dos fenômenos materiais; 10º) Vijiâna, perfeito conhecimento de todas as coisas perceptíveis e de todos os objetos em seu encadeamento e unidade; 11º) Samskâra, ação no plano da ilusão; 12º) Avidyá, falta da verdadeira percepção ou ignorância. Como os nidânas correspondem às mais sutis e abstrusas doutrinas do sistema metafísico oriental, é impossível aprofundar mais este assunto. [[víidâna ou causa de existência é o princípio fundamental de toda a doutrina de Buddha, Tal palavra significa: cadeia de causas ou, melhor, “origem de de- pendência”, Em seu Catecismo Búdico, H. S. Olcott enuncia os doze nidânas, com seus nomes pális, da seguinte maneira: Avi/já, ignorância da verdade da religião natural; Sam- khãrã, ação causal ou Karma; VifiiGnha, consciência da personalidade, o “eu sou eu”; Nâma-râpa, nome e forma; Salayatana, seis sentidos; Phassa, contato; Vedaná, senti- mento, sensação; Tanhã, desejo de gozo; Upâdâna, apego; Bhava, existência individuali- zante; Jati, nascimento, casta; Jará, marana, sokaparideza, dukkha, domanassa, upâvâsa: decaimento, morte, dor, lamento, desespero. (Op. cit., 42º ed., p. 72.) (Para maiores de- talhes, ver Doutrina Secreta, III, pp. 544 e 585.) Nidâna significa também: causa, ori- gem, causa primeira ou principal, essência, forma original, conhecimento das causas; pu- rificação; pureza; corda, atadura etc.) Nidâna-sútra (Sânsc.) — Obra antiga que trata da métrica dos Vedas. Nidarzana (Sânsc.) — Exemplo, demonstração. Nideza (Sânsc.) — Indicação, instrução; ordem, mandato; autoridade, poder; proxi- midade, Nidhana (Sânsc.) — Fim, morte, destruição. Nidhâna (Sânsc.) — Depósito, arca, tesouro, vaso, recipiente; mansão, Nidhi (Sânsc.) — Tesouro, Os nove tesouros do deus Kuvera (o Satã védico); cada um deles estã confiado à guarda de um demônio, Tais tesouros estão personificados e são outros tantos objetos de culto entre os tântrikas, [Nidhi significa também: oceano, cole- ção, reunião etc.) 411
À auréola que circunda a cabeça de Cristo e dos santos das Igrejas grega e romana é de origem oriental, Como sabe todo orientalista, Buddha é representado com a cabeça rodeada por uma auréola brilhante de seis codos de exten- são. Segundo demonstrou Hardy (Monarquismo Oriental), “seus discípulos principais são representados pelos pintores com um sinal semelhante de eminência”. Na China, no Ti- bet e no Japão, as cabeças dos santos são sempre rodeadas de um níimbo. [Nímbo ou halo é o nome dado ao disco ou aura parcial, que emana da cabeça de uma divindade ou de um santo. Às divindades da Índia, China, Japão, Egito, Grécia, Yucatan, Peru e outras na- ções são representadas com uma aura simbólica, que circunda suas cabeças, No Egito, o nimbo ou aura da cabeça foi atribuído, no início, ao deus solar Ra; mais tarde, na Grécia, foi adotado pelo deus Apolo, Na Índia, pode se ver atualmente, nas grutas de Ellora, a figura de Indraní, esposa de Indra, que, em outros tempos, foi o deus principal da Índia, tendo nos braços o menino deus-Sol e, num dos antigos templos da Índia, há uma pintura de Krishna amamentando por sua mãe, a virgem Devaki. O halo que rodeia as cabeças da mãe e do menino é idêntico ao que vemos atualmente em todas as famosas pinturas da 413
Ver Nimecha, Nimitta (Sânsc.) — 1) Iluminação interior desenvolvida pela prática da meditação; 2) a causa eficiente espiritual, em contraposição à causa material, Upâdâna, na filosofia vedantina. (Ver também pradhâna, na filosofia sânkhya.) [Nimitfa tem, além disso, as se- guintes acepções: marca, sinal, selo, vestígio, indício; condição; causa, motivo, causa efi- ciente ou instrumental; instrumento, augáúrio, presságio.] Nimitta-mâtra (Sânsc.) — Instrumento da causa; simples instrumento; simples ou única causa, (Ver Mátra.) Nindãà (Sânsc.) — Censura, opróbrio, vitupério, infâmia, desonra; ultraje, ofensa, injúria. Nindant (Sâánsc. — Infamante, enxovalhante,
Elementais das plantas da água, (EF. Hartmann) As ninfas são divindades subalternas que povoam todo o Universo. Havia ninfas celestes (uranias), que governa- vam a esfera do céu, e terrestres (epigeas); estas últimas subdividiam-se em ninfas das águas, que eram designadas com os nomes de oceânicas ou nereidas (ninfas do mar), na- yades (das fontes), potâmidas (dos rios) etc., e ninfas da Terra, chamadas de oréadas (das montanhas), dríadas e hamadrtadas (das selvas), napeas (das florestas) etc. Niserd ou Niôrd (Esc.) — Um dos deuses (assírios) da mitologia escandinava. Era pai de Freya e tornou-se o Netuno na mitologia romana, Nippang (Tib.) - Termo equivalente a Nirvâna, (Ver. Nebban.) Nir (Sânsc.) — Prefixo sânscrito que significa: livre, isento, privado, alheio, fora de, carente; falta, carência, sem, (Ver Naiích, nair, nis, niz, ni(s), nich etc.) Níra (Sánsc.) — À gulha, suco, Kquido, licor. Nirabâdha (Sânsc.) — Livre de perturbação ou de tormento; tranquilo, sossegado. Nirâchâra (Sânsc.) — Sem costumes; sem regra de conduta; imoral, depravado, Niragni (Sânsc.) — Que não tem fogo ou lar; que se descuida ou não acende o fogo sagrado (o do sacrifício). Nirabhankâra (Sânsc.) — Livre de egoísmo, egotismo ou personalismo; não egoísta, Nirâhâra (Sânsc.) — Que não come, que jejua; abstinente, Niraja (Sânsc.) — “Nascido na água”; aquático; lótus. Niráâjana (Sânsc.) — Purificação. 414
“Privado de forma”. O Espírito Divino; o Não Manifestado. Nirfkriti (Sânsc.) — Sem forma ou figura; não perceptível; não manifestado. Nirálamba ou Nirflambha (Sánsc.) — Sem ajuda, apoio ou sustentação; sustentado por si mesmo, Nirâlamba-samâdhi (Sânsc.) — “Samádhi apoiado por si mesmo.” Sem ajuda, apoio ou sustentação. “Quem contempla o Espírito (Átman) como se nada houvesse aci- ma, nada abaixo, nada no meio, nada ao redor, encontra-se naquela condição denomina- dade Samádhi”. (Isto é, o Nirâlamba-samâdhi,) (Uttara-Gitâ, 1, 33) Niraújana (Sânsc.) — Sem mancha, imaculado, limpo, puro. Niraújand (Sânsc.) — Literalmente, “sem obscuridade”: o dia da Lua cheia. Nirafijanapada (Sánsc.) — Um lugar (loka) do mundo divino; o plano paranirvâni- co. (P. Hoult) Nirankuza (Sánsc.) — Sem freio; livre; dono de si mesmo. Nirantara (Sânsc.) — “Que não oferece intervalo”; contínuo, imediato; cheio, sem vazio, Nirapatrapa (Sánsc.) — Sem pudor; desavergonhado, Nirapâya (Sânsc.) — Que não engana; infalível; certo; indestrutível. Nirarbuda (Sânsc.) - O segundo inferno gelado. Nirargala (Sânsc.) — Não impedido, não obstruído. Nirarthaka (Sânsc.) — Vão; sem valor, significado ou importância, Nirasa (Sânsc.) — Sem sabor, insípido. Nirata (Sánsc.) — Contente, satisfeito, feliz, gozoso, deleitado; dedicado, aplicado, atento, Niravadya (Sânsc.) — Que não se pode desdenhar: belo, apreciável, Niravadya (Sânsc.) — Beleza, valor, bondade, Niravagraha (Sânsc.) — “Que não se pode colher”; independente, livre. Niraya (Sânso.) — “Sem êxito”, Inferno. Nirázis (Sânsc.) — Sem esperanças ou desejos, , Nirâzraya (Sânsc)- Sem refúgio, amparo ou sustentação; sem lar ou abrigo; sem dependência; confiante em si mesmo, Nirbandha (Sânsc.) — Obstinação; inoportunidade, Nirbhara (Sânsc.) — Excessivo, desmedido, sem limites. Nirbhartsana (Sáânsc.) — Ameaça; burla, zombaria, Nirbhaya (Sânsc.) — “Sem medo”; impávido, ousado. Nirbija ou Nirvija (Sânsc.) — Sem semente. Nirbija-Samâdhi (Sánsc.) — Meditação “sem semente” ou inconsciente. É aquela meditação inconsciente ou sem uma consciência definida, em que, pelo efeito da com- pleta suspensão das transformações (vrítfis), a mente ou princípio pensador permanece num perfeito estado de equilíbrio e resta apenas o sempre inalterável vidente (o Espírito ou Purucha), o único percebedor, em perfeito estado de Sartva. Este é o verdadeiro esta- 415
Apagado, retirado, extirpado, Nirdhútakalmacha (Sânsc.) — Que tem seus pecados apagados; que está limpo de pecados, Nirdoacha (Sânsc.) — Imaculado, puro, limpo, inocente; sem culpa, sem pecado, sem manchas, incorruptível, Nirdvandva ou Nirdwandwa (Sânsc.) — Livre de dúvida; livre dos pares de opos- tos ou indiferente a isso; sem falsidade, sincero, Nirgara (Sânsc.) — Entre os jainas, é a eliminação de todos os desejos, (P, Hoult) Nirgrantha (Sânsc.) — “Livre dos laços do mundo”, Nome aplicado aos partidários da seita jaina. (Vet) Niggantha.)