Glossário Teosófico

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Verbetes: N

Namas

Ver Namah. Namaskâra (Sânsc.) — Saudação, acatamento, adoração. Namata (Sâánsc.) — Senhor.

Namoguru (Sánsc,)

Instrutor, mestre espiritual. Nâmvya (Sânsc.) — Renomado; célebre, famoso. Nânã (Sânso.,) -- Vário, diverso, diferente, múltiplo: separado; muitos. Nanak ou Nannak (Cald.) « Também chamado de Nanar e Sin. Um nome do deus Lua, Segundo se diz, era filho de Mulil, o Bel mais antigo e o Sol, na mitologia posterior, Na mais primitiva, a Lua é mais antiga do que o Sol, Nânâprakâra (Sânse.) - De formas variadas, 398

Nanar

Ver Nanah. Nânfârúpa (Sânsc.) — De muitas ou diversas formas, Nânâtva (Sânsc.) — Variedade, diversidade, Nânâvidha (Sânsc.) — Dividido em várias partes; múltiplo, variado, diverso, distin- to. Nanda (Sânsc.) — Um dos reis de Magadha (cuja dinastia foi deposta por Chandra- gupta). [Nanda é também o nome do vaqueiro que amparoue criou Krishna, livrando-o da perseguição de seu tio Kansa. Um dos nove tesouros de Kuvera,) Nandã (Sânsc.) — Gozo, regozijo, alegria, O primeiro, sexto, ou décima primeiro dia da quinzena. Sobrenome de Pârvatt. Nandana (Sânsc.) — Aquele que alegra ou regozija; alegria, felicidade; rebento, fi- lho; o paraíso de Indra. Nandapâla (Sânsc.) — Sobrenome de Varuna, Nandaputrí (Sânsc.) — “Filha de Nanda”: Durgâ, Nandi (Sânsc.) — O sagrado touro branco de Shiva, que lhe serve de veículo (vâ- han). [É o guardião de todos os quadrúpedes.] Nandií (Sânsc.) -— Gozo, alegria; o paraíso de Indra. Nandikãâ (Sânsc.) — O jardim ou paraíso de Indra. Nândi-mukhas (Sânsc.) — Uma classe de Pitris ou manes. Nândi-mukhi (Sânsc.) — Sopor, sono. Nandiní (Sâánsc.) — À vaca da abundância, pertencente ao sábio Vasichtha. Nandi-purâna (Sânsc.) — Título de um dos Purânas. Nandivardana (Sânsc.) — Filho; amigo; o dia do pleniláónio e do novilánio. Nandiza ou Nandizvara (Sânsc.) — “Senhor de Nandi”, Epfteto de Shiva.

Nanna (Esc,)

À bela esposa de Baldur, que lutou com o cego Hodur (“aquele que reina sobre as trevas”) e foi morta por ele através de arte mágica. Baldur é a personifica- ção do Dia; Hodur, da Noite e a formosa Nanna, da Aurora,

Nannak

Ver Nanak, Nantri (Sânsce.) — Modificador; uma coisa que altera outra, Nânuchtheya (Sânsc.) — Que não se deve imitar ou seguir.

Não-Ser

Esté termo não se refere à negação do Ser Abstrato, mas à negação da- quilo que os sentidos apresentam à mente como Ser, que é tudo absolutamente ilusão, (Fyotis Prâcham) O Não-Ser é o Absoluto, a Existência Absoluta; o Um e etemo Não- Ser é o único e verdadeiro Ser; Não Ser é Ser absoluto, Isto pode parecer um paradoxo a quem não se lembre que limitamos nossas idéias do Ser à nossa consciência presente na Existência, dele fazendo um termo específico ao invés de um termo genérico. Um exem- plo esclarecerá um pouco este ponto: a existência do oxigênio e do hidrogênio como água pode ser considerada como um estado de não-ser, que é um ser mais real do que sua existência como gases, (Doutrina Secreta, 1, 85) 399

Nara-Nárâyana (Sânsc,)

Eplteto de Vishnu, de quem Nara e Nârâyana são o du- plo avatar. Estes dois nomes aplicam-se algumas vezes a Krishna (Nâárâyana) é a Arjuna (Nara). Nara-Nârâyana são também dois antigos Richis, filhos de Dharma e A hinsa. Narapungava (Sânsc.) — Literalmente, “touro entre os homens”. Título honorífico que equivale a rei, príncipe, o mais eminente dos homens, guerreiros ou heróis, poderoso entre os homens etc. Narás (Sânsc.) — Centauros; homens que têm corpo humano e membros ou extre- midades de cavalo. 401

Nara-vyâghra (Sânsc,)

“Homem»-tigre”, Homem eminente, poderoso, Náráyana (Sânsc.) — Aquele “que se move sobre as Águas” do Espaço. Epíteto de Vishnu, em seu aspecto de Espírito Santo, que se move sobre as Á guas da Criação, (Very Manu, livro II.) Na simbologia esotérica, representa a primeira manifestação do princípio vital, difundindo-se no Espaço Infinito. “As águas foram chamadas de nârâs porque foram produzidas por Nara (o Espírito Divino, o Espírito nascido de si mesmo) e, por serem elas o primeiro lugar do movimento (ayana) de Nara, este foi denominado de Nâ- râyana (o que se move sobre as águas) (Leis de Manu, 1, 10). É preciso notar que por Nara ou Nárâyana deve se entender Brahmãá, o Criador. (Ver Nara.) Entre os Iniciados do Norte, a ciência sagrada ou sabedoria secreta é representada pela Água; esta última é a produção ou corpo de Nara (Paramáâtman) e assim Nfráyana significa: “aquele que re- side no abismo” ou está submerso nas Águas da Sabedoria. (Doutrina Secreta, 11, 5201] Nargal (Cald.) — Este nome designava os chefes dos Magos caldeus e assírios (Rab- Mag). Nâári (Sânso.) -— Mulher; coisa ou palavra feminina. Niâridúchana (Sânsc.) -- Vício feminino. Há seis deles: fazer uso de bebidas fortes, abandonar o marido, freqlientar más companhias, andar de casa em casa frequentemente, permanecer ou dormir fora de casa. Narjol (Sânsc.) — Um Santo, um Adepto glorificado. [Um homem limpo de pecado; homem santo, mestre de Sabedoria Secreta, (A Voz do Silêncio, ID (Yert Cha.) Narmadã (Sânsc.) - O Nerbudda, um dos rios sagrados. Narmatha (Sânsc.) — Diversão; prazer; união sexual, Libertino. Naros ou Neros (Hebr.) — Um céu que, segundo os orientalistas, consta de 600 anos. Porém, que anos? Havia três tipos de neraos: o maior, o médio e o menor. Apenas este último ciclo era o que constava de 600 anos, (Ver! Neros.) Nâsad âsit (Sânsc.) — Um dos hinos do Rig- Veda, o 129º da décima Mandala (se- ção), que começa com tais palavras. Neste hino encontra-se o germe da Ciência do Alento. (Râma Prasãd) Násatya (Sânsc.) — “ Verídico”, Nome do primeiro dos irmãos gêmeos Azvins, No plural (dual) aplica-se aos dois.

Nascida do Ovo

No Livro de Dzyan, este nome é dado à terceira Raça-mãe, em seu período médio.

Nascida do Suor

Qualificativo aplicado à primitiva terceira Raça-mãe, que deu origem à Nascida do Ovo, Nâsti (na-asti) (Sânsc.) — Literalmente, “não há”, Não existência, inexistência. Sar- yât nâsti paro dharma: Não há religião mais elevada do que a verdade (Lema da Socieda- de Teosófica). Nâstika (Sâánsc.) — Ateu, ou melhor, aquele que não adora nem reconhece os deuses e Ídolos, [Cétiçco, incrédulo. À Doutrina Secrêta não prega o ateísmo, salvo no sentido da palavra sânscrita nástika, ou seja, rechaçamento de ídolos, inclusive todo deus antropo- mórfico. Em tal conceito, todo ocultista é um nástika. (Doutrina Secreta, L, 300) 402

Natal

Ver Hórus, Natântikãâ (Sânsc.) — Pudor, recato, modéstia, Natezvara (nata-izvara) (Sánso.) — “Senhor da dança”, Epíteto de Shiva. Nâth ou Nâtha (Sánsc.) — Senhor. Palavra que se aplica aos deuses e aos homens. É um título que se agrega ao primeiro nome de homens e coisas, como Badarí«nâth (Se- nhor de montanhas), famoso local de peregrinação, e Gopínath (Senhor de pastoras), aplicado a Krishna ete.

Nâtha

Ver Náth. Nâtimânitá (na-atimânitã) (Sânsc.) — “Falta de orgulho ou de presunção.” Mo- déstia, humildade, Nãâtra (Sânse.) — Elogio, louvor.

Natureza

É preciso estabelecer uma diferença entre a Natureza objetiva, material, ilusória, que é à “soma total das coisas existentes que nos rodelam, o agregado de causas e efeitos no mundo da matéria, a criação ou Universo, conjunto de coisas e Ilusões, e por outro lado a Natureza eterna e não criada, contemporânea da Divindade, da qual é o cor- po ou a manifestação visível, externa”, (Ver Chave da Teosofia, 64, ed. inglesa.) Segun- do a Teosofia, a Divindade objetiva-se como Natureza e assim é que Parabrahman e a Natureza são respectivamente a Alma e o Corpo do Grande Todo, (Doutrina Secreta, É, 278; 11, 199) A Natureza é a Grande Mãe Universal, de cujo selo surgiu o Universo ma- nifestado; € a Esposa do Espírito, o elemento cósmico feminino ou passivo, personificado na deusa Ísis. (Ver Pradhâna, Prakriti etc.) Nau (navis, em latim; nau, em sânscrito) — É um sfimnbolo cristão, Nos monumentos cristãos mais antigos, a Igreja é representada por uma nau e os apóstolos são pescadores e pilotos que a guiam, Nas Constituições Apostólicas pode se ler estas palavras: “Bispo, quando reunires a assembléia de Deus, procures patrono desta grande nati.., antes de tudo, o edifício será comprido, em forma de nau e voltado para o oriente...". Nos cemi- térios de Roma, há naus esculpidas que marcham na direção de um farol, que brilha à distância, e que, em alguns casos, é substituído pelo monograma de Cristo, (Martigny, Dior. des Antiga. Chrétien.)

Nau de cristal

Para os celtas, a morte era uma viagem para um mundo maravi- lhoso, uma ilha misteriosa para onde se dirigiam as almas, navegando numa nau de vidro ou cristal, (E. Bailly) Naubandhana (Sânsc.) — Literalmente, “sujeição (bandhana) à nau (navio), O ponto do Himâálaya onde se fixou a nau do dilúvio. (Ver Diltvio.)

Naufrágio (Herm,

Os filósofos herméticos designam assim os erros dos Quími- cos na procura da pedra dos Sábios, uma vez que chamam seu mercúrio de mar e que este mercúrio e suas propriedades são absolutamente desconhecidos dos químicos co- muns,

Nautches

Dançarinas do tempio e públicas. O mesmo que Aimeh (Arab). Nava (Sânsc.) — Novo, recente: louvor, Navachhátra (Sânsc.) — Noviço, 403

Nazarenos (palavra derivada do hebraico)

São os cristãos de São João, também chamados de mendaitas ou sabeus. Aqueles nazarenos que abandonaram a Galiléia, há muitos séculos, para se estabelecerem na Síria, a leste do monte Líbano, também se cha- mam galíileus, embora qualifiquem a Cristo de “falso Messias” e reconheçam apenas São João Batista, a quem chamam de “Grande Nazareno”, Os nabateus, com muito pouca diferença, aderiram à mesma crença dos nazarenos ou sabeus, E mais: os ebionitas, que, segundo Renán, contam entre sua seita todos os alegados sobreviventes de Jesus, pare- cem ter sido prosélitos da mesma seita, se acreditarmos em São Jerônimo, que escreve estas palavras: “Eu recebi permissão dos nazareus, que, em Berea da Síria, usavam este (Evangelho de São Mateus, escrito em hebraico), para traduzi-lo... O Evangelho que os nazarenos e ebionitas usam, que recentemente traduzi do hebraico para o grego” (Jerô- nimo, Coment, a São Mateus, livro II, capítulo XII, e Jerônimo, De Viris Illust., cap. 3), Este suposto Evangelho de Mateus, quem quer que seja aquele que o tenha escrito, “exi- bia matéria — como disso se queixa São Jerônimo (Op. cit.) — não para a edificação, mas para a destruição” (do cristianismo), Porém o fato de que os ebionitas, os genuínos cris- tãos primitivos, “rechaçando os demais escritos apostólicos, utilizavam exclusivamente este Evangelho (hebraico de São Mateus)" (Adv, Haer, 1, 26), é muito significativo, Por- que, como declara Epifânio, os ebionitas acreditavam firmemente, assim como os naza» renos, que Jesus era apenas um homem “da semente do homem” (Epif., Contra Ebioni- tes). Além disso, sabemos, pelo Codex dos nazarenos, do qual fazia parte o “Evangelho segundo Mateus”, que estes gnósticos, sejam galileus, nazarenos ou gentios, levados por seu ódio à astrolatria, em seu Codex chamavam Jesus de Nabu-Maschiha ou “Mercúrio”, (Ver Mendaitas,) Isso não revelava muito cristianismo ortodoxo, tanto por parte dos na- zarenos como dos ebionitas; ao contrário, parece provar que o cristianismo dos primeiros séculos e a moderna teologia cristã são duas coisas diametralmente opostas, 404

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