Noon
Ver Nun. Noor Nahee (Ár.) — Literalmente, “A luz dos Elohim”, Esta luz, segundo acreditam alguns muçulmanos, foi transmitida aos mortais “através de cem guias-profetas”, Co- nhecimento divino; a Luz da Sabedoria Secreta.
Glossário Teosófico
Ver Nun. Noor Nahee (Ár.) — Literalmente, “A luz dos Elohim”, Esta luz, segundo acreditam alguns muçulmanos, foi transmitida aos mortais “através de cem guias-profetas”, Co- nhecimento divino; a Luz da Sabedoria Secreta.
Ver Nur. Nornas (Esc.) — Às três deusas irmãs do Edda, que transmitem aos homens os de- cretos de Orlog ou Destino. São representadas saindo cas desconhecidas distâncias en- voltas num vêu obscuro, em direção ao Freixo Yggdra- ! (ver), para "regá-lo diariamente com a água da Fonte de Urd, para que não seque. elo contrário, mantenha-se sempre verde, fresco e vigoroso" (O Asgard e os Deuses,. Os nomes das normas são: Urd, o Passado, Werdandi, o Presente e Skuld, o Futuro, “que ou é rico em esperanças ou triste em lágrimas”. Assim, elas revelam os decretos do Destino, “porque do passado e do presente nascem os acontecimentos e as ações do futuro” (loc. cit.). [São divindades se- melhantes às Parcas e que presidem a vida dos homens. (Edda)] Nosk (Zend.) — Nome dado às diversas partes ou divisões do Avesta.
Aquele que adivinha, à primeira vista, as enfermidades e as curas com remédios secretos. (M. Trevifio)
Hábil médico e astrólogo famoso do séc. XVI, Nasceu em Saint Remi, a 14 de dezembro de 1503. Estudou em Montpellier, de onde passou para Tolouse e Bordeaux. De volta a Provença, publicou, em 1555, suas sete primeiras “Centúrias”, tão apreciadas por Henrique Il, que chamou o autor à sua presença e o gratificou com 2,000 escudos de ouro. Catarina de Medicis tinha muita fé nas predições de Nostradamus, e Charles IX nomeou-o seu médico particular. Tornou públicas suas três últimas “Centúrias” em 1558 e morreu em Salon no dia 2 de julho de 1566, Notaricon (Cab.) — Uma divisão da Cabala prática. Trata da formação das palavras valendo-se das letras iniciais e finais das palavras de cada oração ou, ao contrário, for- ma-se uma oração das palavras cujas letras iniciais ou finais são as da própria palavra. (OW. W, W) 424
Ver: Chnoufis.
Ver: Chnoufis. Noumeno (Gr.) — À verdadeira natureza essencial do ser, diferente dos objetos ilusórios dos sentidos [ou, em outros termos: a coisa, essência ou substância desconheci- da, tal como é em si mesma, opostamente ao fenômeno, ou seja, a forma através da qual se manifesta aos sentidos ou à compreensão, Assim, a faísca elétrica é um fenômeno da eletricidade etc.] Nous (Gr.) — Com este termo, Platão designava a Alma ou a mente superior. Signi- fica Espírito, opostamente à alma animal (Psyche);, à mente ou consciência divina no ho» mem. Nous era o nome com o qual Anaxágoras designava a Divindade suprema (o ter- ceiro Logos). Tomado do Egito, onde se chamava Nous, foi adotado pelos gnósticos para seu primeiro Eon consciente, que, entre os ocultistas, é o terceiro Logos, cosmicamente, € O terceiro “princípio” (contado de cima para baixo), ou seja, o Manas no homem, (Ver Nour.) [Para observar melhor a diferença existente entre Nous, a divina Sabedoria supe- rior, e Psyche, à inferior e terrestre, ver o que diz São Tiago, em sua Epístola, IM, 15-17: “... esta sabedoria não é a que desce do alto, mas é a terrena, animal, diabólica... Mas a sabedoria que é do alto, primeiramente é pura, depois pacífica, modesta, benigna, cheia de misericórdia e de bons frutos, não julgadora nem fingida”. (Ver Doutrina Se- creta, 1, 219,)] Nout (Eg.) — No Panteão egípcio, esta palavra significava o “Um-só-um”, porque, em sua religião popular ou exotérica, os egípcios não iam além da terceira manifestação, que procede do Desconhecido e Incognoscível, o primeiro Logos não manifestado e o segundo Logos na filosofia esotérica de todas as nações. O Nous de Anaxígoras era o Mahar dos hindus, Brahmã, a primeira Divindade manifestada, “a Mente ou o Espírito potente por si mesmo” e assim,por conseguinte, este Princípio criador é o primum mo- bile de tudo o que existe no Universo: sua Alma e Ideação. (Ver Os Sete Princípios do Homem.) [A deusa egípcia Nout personifica o Espaço celeste, porém especialmente à abóbada celeste, sob a forma de uma mulher encurvada sobre a Terra. É chamada “Mãe dos Deuses". Pintada sobre a tampa do féretro, estende-se sobre a múmia a quem prote- ge. Num papiro do Louvre, diz ao defunto: “Tua mãe Nout recebeu-te em paz. Ela põe seus braços por detrás de tua cabeça a cada dia; protege a ti dentro do féretro, guarda-te na montanha funerária; estende sua proteção sobre tuas carnes; vela sobre a vida e toda integridade de saúde” (Pierret, Études Égyptologiques, 1, 71). Esta deusa é também re- presentada num sicômoro oferecendo às almas a água celeste, que as regenera. Para me- lhor estabelecer sua identificação com Hathor, é pintada, às vezes, com cabeça de vaca.]
“Divina região inferior”, designação hieroglífica da mansão das almas, (Ver Amenitt.) — Assim também era designada a necrópole. (Pier- ret, Études Égyptologiques)
À “Cabala das Nove Câmaras” é uma forma de escritura secreta em cifras, que teve sua origem entre os rabinos hebreus e foi utilizada por diversas sociedades com o objetivo de guardar segredo do sentido daquilo que foi escrito. Tal forma de escrita foi adotada especialmente por alguns graus da Maçonaria, São traçadas duas linhas paralelas horizontais e outras duas verticais, que cruzam as duas primeiras, o que forma nove câ- mMaras, das quais a central é um quadrado comum e as restantes são figuras de dois ou três lados, destinadas a representar as diversas letras em qualquer ordem que seja conve- niente, Há também uma aplicação cabalística dos dez Sephiroth para estas nove câmaras, porém não foi tornada pública (W. W. W.). [O número nove é o triplo temário e se re- produz sempre sob todas as formas e números em toda multiplicação. É o signo de toda 425
Sacrifícios e festas celebradas pelos antigos romanos, durante nove dias, para propiciar a seus deuses. Este nome também era dado aos funerais, porque estes eram celebrados nove dias após a morte. O cadáver era guar- dado durante sete dias, queimado no oitavo e as cinzas enterradas no nono. Nowré-Toum (Eg.) — Deus, filho de Ptah é Sejet, e cujo título mais conhecido é o de “protetor ou diretor dos dois mundos”. Costuma ser representado de pé sobre um leão, tocado com uma flor de lótus, da qual saem longas plumas, e tendo apoiado sobre o ombro o bastão mágico chamado our-kekau. O papel desta divindade, segundo os egip- tólogos, é difícil de se precisar. (Pierret, op. cit.)
Os santos Padres e, em particular, São Gregório Filon, consideraram a noz como símbolo da perfeição. Assim vemos que, na igreja primitiva, colocavam-se nozes nas tumbas de alguns cristãos para indicar sua consumada virtude, Porém os escritores dos primeiros séculos acreditavam ver em tal fruto o símbolo de Cristo, segundo se de- preende'de certas passagens curiosas de Santo Agostinho e São Paulino, Eis o que diz o segundo autor: “Na noz está Cristo; a matéria lenhosa da noz é Cristo, porque no inte- rior da noz está o alimento; a casca é o exterior; porém sob ela há um córtex verde que é amargo. Eis aqui Deus-Cristo velado por nosso corpo, que é frágil pela carne, alimento pelo verbo e amargo pela cruz”. (Ver Martigny, Dict. des Antiq, Chrét.) No zoud (Zend.) — Iniciado parse. (Ver Zend-Avesta, Tradução de M, Anquetil du Perron, t. II, 533.) No zoudi (Zend.) — Iniciação parse. (Ibidem) Nrasthimâlin (Sânsc.) — Epíteto de Shiva, devido ao colar de ossos humanos por- tado por ele, Nri (Sânsc.) — Homem, herói. No plural: gente, homens. Nri-loka ou Nara-loka (Sánsc. -- O mundo dos homens ou mortais: a Terra. Nri-sinha ou Nara-sinha (Sânsc.) — “Homem-leão”. O quarto avatar de Vishnu. Este deus tomou forma mista, meio homem e meio leão, para livrar a Terra da tirania do terrível daitya (demônio) Hiranyakazipu, que era invulnerável aos ataques dos deuses e animais, Nri-yajãa (Sânsc.) — Também chamado de Manuchvayajãa (“sacrifício aos ho- mens”) ou sacrifício de hospitalidade, (Ver Mahâyajfia.) Nu ou Noo (Eg.) — As águas primordiais do Espaço, chamadas “Pai-Mãe”; a “face do abismo” da Bíblia; porque sobre o Nu alimenta-se o alento de Knef, que é represen- tado tendo na boca o Ovo do Mundo, Nuah (Cald.) — É o Noé caldeu, que “flutua sobre as águas” em sua arca. Alegoria do Espírito caindo na Matéria e, uma vez nela aprisionado, fica como que embriagado. Sob outro aspecto, Nuah é a “Mãe universal” (o Noé feminino, considerado como um COm sua arca). 426
Um elfo, rei poderoso do Riesengebirge (Montes dos Gigantes), o mais potente dos gênios do folclore escandinavo e alemão. Este elfo, também chamado de Riibezahl, é celebrado em numerosas baladas, lendas e sagas, onde é representado sob formas diversas (mineiro, caçador, anão, gigante etc.). Conta-nos que socorre os pobres e oprimidos e mostra o caminho aos viajantes que se extraviaram durante a noite; porém abre guerra encarniçada contra os soberbos e malvados. À origem de seu nome é obscu- ra.
Existe uma ciência sagrada dos números, conhecida por diversos nomes, queera ensinada nos templos da Ásia e do Egito, Esta ciência é de suma importância para o estudo do ocultismo, uma vez que nos fornece a chave de todo o sistema esotéri- co. O mistério de todo o Universo baseia-se, salvo algumas poucas exceções, nas Hierar- quias e nos verdadeiros números destes Seres, invisíveis para nós. (Doutrina Secreta, L, 116, 188 etc.) A chave numérica aplica-se à Bíblia e a todas as Escrituras Sagradas em geral. Para apoiar este segredo, que os fanáticos partidários da letra morta sem dúvida condenariam como heresia, citarei a seguinte passagem do Abade Martigny: “Não há dúvida de que, nas Santas Escrituras, em razão do duplo sentido que encerram, os nú- meros não tenham fregiientemente um significado simbólico. Podemos invocar aqui o testemunho de Filon o Judeu, assim como o de São Clemente de Alexandria, a epístola atribuída a São Barnabé e o Pastor de Hermas. Quem não sabe que Santo Ambrósio e Santo Agostinho empregavam, a cada passo, em suas homílias o simbólico sentido dos números? Prova evidente de que tal linguagem era familiar à maior parte dos fiéis, pois, se assim não fosse, as explicações evangélicas dos doutores da Igreja teriam sido carta fechada para eles”. (Dict. des Antig. Chret., p. 503) Nummus (Alg.) — Matéria da obra ao negro. Nun (Noon) (Eg.) — O rio celestial que corre no Nur, o abismo cósmico, ou Nu. Por terem sido todos os deuses engendrados no rio (o Pleroma gnóstico), recebeu o nome de “Pai-Mãe dos deuses”, Nuntius (Lat.) — O “Sol-lobo”, um dos nomes do planeta Mercúrio. É o acompa- nhante do Sol, Solaris luminis particeps (partícipe da luz solar). (Ver Doutrina Secre- ta, 1,31)
O Abismo celeste, segundo o Ritual do Livro dos Mortos. É'o espaço infinito personificado, nos Vedas, por Aditi, a deusa que, como Nun (ver), é a “mãe de todos os deuses”.
Ver Dharma megha. Nyâda (Sânsc.) — Alimento. Nyagrodha (Sânsc.) — Figueira sagrada (Ficus religiosa). Nyakceha (Sânsc.) —- Completo, inteiro, total, Nyarna (Sânsc.) — Atormentado, molestado. Nyâsa (Sânsc.) — Ação de confiar ao Espírito; depósito; renúncia, abandono, desis- tência. 427
Ver Filosofia nyáya. Nyâyya (Sânsc.) — Conveniente, próprio, justo, devido, regular, lógico, natural, bom, Nyima (Tib.) — O Sol, astrologicamente. (Ver A Voz do Silêncio, 11) Nyingpo (7ib.) — O mesmo que Alaya,a Alma do Mundo”, também chamada de Tsang.
Ver Ninfas, Nyochana (Sánso.) — Combustão, Nyôna (Sânsc.) — Defeituoso, incompleto, mutilado; vil,desprezível,
“Agradável”". À ação de repetir seis vezes o monossílabo sa- grado Om. O Sâma- Veda. 428