Glossário Teosófico
Noum ou Khnoum
Ver: Chnoufis. Noumeno (Gr.) — À verdadeira natureza essencial do ser, diferente dos objetos ilusórios dos sentidos [ou, em outros termos: a coisa, essência ou substância desconheci- da, tal como é em si mesma, opostamente ao fenômeno, ou seja, a forma através da qual se manifesta aos sentidos ou à compreensão, Assim, a faísca elétrica é um fenômeno da eletricidade etc.] Nous (Gr.) — Com este termo, Platão designava a Alma ou a mente superior. Signi- fica Espírito, opostamente à alma animal (Psyche);, à mente ou consciência divina no ho» mem. Nous era o nome com o qual Anaxágoras designava a Divindade suprema (o ter- ceiro Logos). Tomado do Egito, onde se chamava Nous, foi adotado pelos gnósticos para seu primeiro Eon consciente, que, entre os ocultistas, é o terceiro Logos, cosmicamente, € O terceiro “princípio” (contado de cima para baixo), ou seja, o Manas no homem, (Ver Nour.) [Para observar melhor a diferença existente entre Nous, a divina Sabedoria supe- rior, e Psyche, à inferior e terrestre, ver o que diz São Tiago, em sua Epístola, IM, 15-17: “... esta sabedoria não é a que desce do alto, mas é a terrena, animal, diabólica... Mas a sabedoria que é do alto, primeiramente é pura, depois pacífica, modesta, benigna, cheia de misericórdia e de bons frutos, não julgadora nem fingida”. (Ver Doutrina Se- creta, 1, 219,)] Nout (Eg.) — No Panteão egípcio, esta palavra significava o “Um-só-um”, porque, em sua religião popular ou exotérica, os egípcios não iam além da terceira manifestação, que procede do Desconhecido e Incognoscível, o primeiro Logos não manifestado e o segundo Logos na filosofia esotérica de todas as nações. O Nous de Anaxígoras era o Mahar dos hindus, Brahmã, a primeira Divindade manifestada, “a Mente ou o Espírito potente por si mesmo” e assim,por conseguinte, este Princípio criador é o primum mo- bile de tudo o que existe no Universo: sua Alma e Ideação. (Ver Os Sete Princípios do Homem.) [A deusa egípcia Nout personifica o Espaço celeste, porém especialmente à abóbada celeste, sob a forma de uma mulher encurvada sobre a Terra. É chamada “Mãe dos Deuses". Pintada sobre a tampa do féretro, estende-se sobre a múmia a quem prote- ge. Num papiro do Louvre, diz ao defunto: “Tua mãe Nout recebeu-te em paz. Ela põe seus braços por detrás de tua cabeça a cada dia; protege a ti dentro do féretro, guarda-te na montanha funerária; estende sua proteção sobre tuas carnes; vela sobre a vida e toda integridade de saúde” (Pierret, Études Égyptologiques, 1, 71). Esta deusa é também re- presentada num sicômoro oferecendo às almas a água celeste, que as regenera. Para me- lhor estabelecer sua identificação com Hathor, é pintada, às vezes, com cabeça de vaca.]