Glossário Teosófico
Noz
Os santos Padres e, em particular, São Gregório Filon, consideraram a noz como símbolo da perfeição. Assim vemos que, na igreja primitiva, colocavam-se nozes nas tumbas de alguns cristãos para indicar sua consumada virtude, Porém os escritores dos primeiros séculos acreditavam ver em tal fruto o símbolo de Cristo, segundo se de- preende'de certas passagens curiosas de Santo Agostinho e São Paulino, Eis o que diz o segundo autor: “Na noz está Cristo; a matéria lenhosa da noz é Cristo, porque no inte- rior da noz está o alimento; a casca é o exterior; porém sob ela há um córtex verde que é amargo. Eis aqui Deus-Cristo velado por nosso corpo, que é frágil pela carne, alimento pelo verbo e amargo pela cruz”. (Ver Martigny, Dict. des Antiq, Chrét.) No zoud (Zend.) — Iniciado parse. (Ver Zend-Avesta, Tradução de M, Anquetil du Perron, t. II, 533.) No zoudi (Zend.) — Iniciação parse. (Ibidem) Nrasthimâlin (Sânsc.) — Epíteto de Shiva, devido ao colar de ossos humanos por- tado por ele, Nri (Sânsc.) — Homem, herói. No plural: gente, homens. Nri-loka ou Nara-loka (Sánsc. -- O mundo dos homens ou mortais: a Terra. Nri-sinha ou Nara-sinha (Sânsc.) — “Homem-leão”. O quarto avatar de Vishnu. Este deus tomou forma mista, meio homem e meio leão, para livrar a Terra da tirania do terrível daitya (demônio) Hiranyakazipu, que era invulnerável aos ataques dos deuses e animais, Nri-yajãa (Sânsc.) — Também chamado de Manuchvayajãa (“sacrifício aos ho- mens”) ou sacrifício de hospitalidade, (Ver Mahâyajfia.) Nu ou Noo (Eg.) — As águas primordiais do Espaço, chamadas “Pai-Mãe”; a “face do abismo” da Bíblia; porque sobre o Nu alimenta-se o alento de Knef, que é represen- tado tendo na boca o Ovo do Mundo, Nuah (Cald.) — É o Noé caldeu, que “flutua sobre as águas” em sua arca. Alegoria do Espírito caindo na Matéria e, uma vez nela aprisionado, fica como que embriagado. Sob outro aspecto, Nuah é a “Mãe universal” (o Noé feminino, considerado como um COm sua arca). 426