Glossário Teosófico

Consulte um termo

Verbetes: D

D

Tanto no alfabeto inglês quanto no hebraico é a quarta letra, cujo valor numéri- co é quatro. O significado simbólico do Daleth na Cabala é “porta”.Éodeba À grego, através do qual surgiu o mundo (cujo símbolo é a tétrade ou número quatro), produzindo o sete divino. O nome da Tétrade era Harmonia entre os pitagóricos, * porque é um dia- tessaron em sesquitercia”, Entre os cabalistas, o nome divino associado com o Daleth era Daghoul. [Há, em sânscrito, dois tipos de d: um dental, como o nosso, e outro cerebral (como na palavra chanda), que em quase todas as transliterações é indicado com um ponto sob tal letra, e se pronuncia tocando com a ponta da Yíngua o fundo do palato, ou seja, colocando-se a língua na mesma posição que se faz ao pronunciar o n que precede o d na palavra citada acima. Há, além disso, o dh dental, que se pronuncia como o 4, acom- panhada de leve aspiração (como na palavra dharma) e o dh cerebral, que costuma ser Indicado também com um ponto sob o 4.) Daath (Hebr.) — Conhecimento; a conjunção de Chokmah e Binah, “sabedoria e entendimento”; algumas vezes é erroneamente chamado de Sephira. (W. W. W.) Dabar ou Dabarim (Hebr.) — D (a) B (a) R (im), que significa a “Palavra” e as “Palavras”, na Cabala caldéia, Dabar e Logoi., (Ver Doutrina Secreta, 1, 350, e Logos ou Palavra neste Glossário.) [O Logos do Mundo (Doutrina Secreta, 1, 374; 11, 42 da nova ed. inglesa).)

Dáctilos (Dactyli, em grego)

De dáktylos, dedo. Nome dado aos hierofantes frí- gios de Cibeles, que eram considerados como os maiores magos € exorcistas. Eram em número de cinco ou dez, devido aos cinco dedos de uma mão que bendizia e dos dez de ambas as mãos que evocavam os deuses. Também curavam através da manipulação ou mesmerismo, [Dactilos era também o nome de um povo fabuloso, espécie de Pequenos Polegares ou anões mitológicos, que viviam no Monte Ida, na ilha de Creta, aos quais Goethe alude na segunda parte do Fausto.)

Dactyli

Ver Dáctilos. Dad-dugpas (Tib.) — Também chamados de "“Irmãos da Sombra”, (Ver À voz do Silêncio, 111.) Seguidores que praticavam as piores formas de feitiçaria ou magia negra. (Ver Bhons é Dugpas.) Dadouchos (Gr.) — O porta-tocha, um dos quatro celebrantes nos Mistérios de Eleôsis. Havia vários agregados aos templos, porém apresentavam-se em público apenas nos Jogos ou Festas Panatenaicas, que se celebravam em Atenas, para presidir a chamada “raça da tocha”. (Ver Mackenzie, R. M. Cyclopoedia.) 128

Daenam (Pelvi)

Literalmente: “conhecimento”. [O quarto princípio, o princípio de entendimento no homem, a Alma racional ou Manas, segundo o Avesta,)

Dafnomancia

Adivinhação através de um ramo de louro (daphne), o qual, se cre- pitasse quando lançado ao fogo, constituía um sinal de bom agouro. Dag, Dagon (Hebr.,) — “Peixe” e também “Messias”, Dagón era Oannes, o homem- peixe caldeu, o misterioso ser que surgia diariamente das profundezas do oceano para ensinar às pessoas toda ciência útil. Era também denominado de Annedotus (ver). Dagdhã (Sânsc. — À região do céu ocupada pelo Sol. Dâgoba (Tope) ou Stúpa (Sênsc.) — Literalmente: um sagrado montículo artificial de terra ou torre para guardar relíquias sagradas búdicas. São montículos de forma pira- midal ou pontiaguda disseminados por toda a Índia e países búdicos, tais como o Ceilão, a Birmânia, a Ásia Central etc, Podem ter várias dimensões e geralmente contêm algu- mas pequenas relíquias de santos ou aquelas que se presume tenham pertencido a Gau- tama, o Buddha. Como se supõe que o corpo humano seja constituído por 84,000 dhátus (células ou elementos orgânicos dotados de funções vitais definidas), diz-se que, por esta razão, o rei Azoka mandou erigir 84,000 dhátu gopas ou dâgopas em honra de cada cé- lula do corpo do Buddha, sendo que cada um desses monumentos tornou-se agora um dharma-dáthu ou relíquia sagrada, Há, no Ceilão, um dhânegopa em Anurâdbhapura, que, segundo se diz, data de 160 a.C. Atualmente são construídos em forma piramidal, porém os dágobas primitivos eram dispostos como torres com cúpula e vários chhatras (para-sóis) no alto dos mesmos, Eitel diz que os dágobas chineses têm todos de sete a quatorze chhatras em sua parte superior, número do corpo humano que é simbólico. [Ver Tope.]

Dagon

Ver Dag. Daimon (Gr.) — Não é o demônio ou o diabo, como entendem os autores eclesiásti- cos. (Ver os dicionários de Planche e de Alexandre.) Tal termo significa: deus, divindade, gênio (bom ou mau), destino ou fortuna; e, no plural, sombras dos mortos. Como se lê em Doutrina Secreta, 1, p. 308 da última ed. inglesa, os daimons são os espíritos guar- diões da raça humana, “aqueles que moram nas proximidades dos imortais e dali velam pelos assuntos humanos”, segundo a expressão de Hermes. Em linguagem esotérica, são denominados de Chiktala, alguns dos quais são aqueles que, de sua própria essência, do- taram o homem de seus quarto e quinto princípios, e outros são chamados de Pitris. (Ver Daemom.) 129

Dahbharim ou Dbrim

Ver Dabar. Dabistan (Pers.) — À terra de Irã; a antiga Pérsia. Dache-Dachus (Cald.) — À emanação dual de Moymis, a descendência do dual ou o Princípio andrógino do Mundo, o masculino Apason e a feminina Tauthe, Como todas as nações teocráticas que têm Mistérios do Templo, os babilônios nunca mencionaram o Princípio “Uno” do Universo nem lhe deram nome. Isso fez com que Damascio (Theo- gonias) observasse que, como os demais “bárbaros”, os babilônios passaram-no em si- lêncio. Tauthe era a mãe dos deuses, enquanto que Apason era o autogerador poder mas- culino dela, Moymis, o Universo ideal, sendo seu filho unigênito e emanando por sua vez à Dache-Dachus e, por último, a Belo, o demiurgo do Universo objetivo.

Daimon ou Demônio de Sócrates

Ver Daemon. Daimonion Phôs (Gr.) — Hluminação espiritual. Daitya-guru (Sânsc.) = Instrutor dos Sigantes chamados daityas (ver), Alegorica- mente, é o título dado ao planeta Vênus-Lúcifer ou, melhor dizendo, a seu Regente que nele reside, Sukra, uma divindade masculina. (Ver Doutrina Secreta, 11, 30.) Daityas (Sânsc.) — Gigantes, titãs e, exotericamente, demônios; porém, na realidade, são idênticos a certos Asuras, deuses intelectualmente adversários dos inúteis deuses do ritualismo e inimigos dos puja ou sacrifícios. [Gigantes ou titãs filhos de Diti. Para obter a soberania dos céus, fizeram guerra contra os deuses; porém, vencidos por estes, fugi- ram para o inferno (Párâla). Seu chefe é Prahlãda (Bhagavad-Gitã, X, 30). Geralmente os Daityas estão associados com os Dânavas, dos quais apenas se distinguem. (Ver Chandravanza.)) Daiva (Sânsc.) — Divino, celestial. Como substantivo significa: divindade, obra reli- giosa, providência ou decreto divino etc, Daivas (Sânsc.) — Ver Chandra-vanza. Daivi-máyá (Sânsc.) — Husão divina. Daivi-prakriti ou Dalviprakriti (Sânsc.) — A luz primordial, homogênea, chama- da por alguns ocultistas hindus de “Luz do Logos", (Ver Subba Row, Notas sobre o Bhagavad-Gitã.) Quando está diferenciada, esta luz converte-se em Fohat. [Daiviprakriti é também sinônimo de Paraprakriti, à natureza superior da Divindade, (Ver Bhagavad- Gitá, VII, 52] Dakcha (Daksha) (Sánsc.) — Uma forma de Brahmãá e seu filho nos Furânas. Po- rém o Rig- Veda estabelece que “Dakcha nasceu de Aditi e Aditi de Dakcha"", o que pro- va que é a personificação de uma Força criadora que está em correlação e opera em to- dos os planos. Os orientalistas parecem muito perplexos sobre o que pensar a respeito dele. Porém, de todos eles, Roth é o que mais se aproxima da verdade, quando diz que Dakcha é o poder espiritual e, ao mesmo tempo, a energia masculina, que engendra os deuses na eternidade, representada por Aditi. Os Purânas, como é natural, antropomorfi- zam esta idéia e apresentam Dakcha instituindo “a relação sexual nesta Terra” depois de ensaiar todos os outros meios de procriação. À Força geradora, espiritual no início, che- ga à ser, por conseguinte, no fim mais material de sua evolução, uma Força procriadora no plano físico e tanto mais exata é a alegoria Purânica quanto a Ciência Secreta ensina que nosso modo atual de procriação começou no final da terceira Raça-mãe, [Ver Chan- dra e Rohink] — [Dakcha tem também outros significados: poder, energia, vontade, des- treza, inteligência; e, como adjetivo: forte, poderoso, inteligente, justo, reto etc.] Dakchã (Sânsc.) — A Terra, Dakchajâ (Sânsc.) — Asterismo ou constelação lunar, Dakchajâpati (Sânsc.) — “O Senhor dos asterismos”: a Lua. Dakchakratu (Sânsc.) — Que tem uma inteligência poderosa ou uma vontade enér- gica. Dakcha-sâvarna (Sânsc.) — O nono Manu, filho de Savarnã (esposa de Vivasvat). Diâkchâyini (Sânsc.) — “Filhas de Dachas”. As vinte e sete constelações lunares. (Ver Chandra e Chandradàárâs.) 130

Dammapada

Ver Dhammapada. Dâna (Sânsc.) — Literalmente, “caridade”, O ato de dar esmola aos mendigos. É a primeira das seis perfeições (Paramitãs) do budismo. [A chave da caridade, do amor e terna compaixão; a chave da primeira porta, a qual dá entrada ao Sendeiro (A Voz do Si- lêncio, III, Dâna significa também: dom, dádiva, esmola; liberalidade, generosidade etc.1 Dâna-dharma (Sáânsc.) — O dever ou a prática da caridade. Dána kriyà (Sânsc.) — Ato de caridade. Dânavas (Sâánsc.) — São quase idênticos aos Daityas; gigantes e demônios, adversá- rios dos deuses do ritualismo. [Gigantes ou demônios descendentes de Danu. Estavam associados aos Daityas. Segundo a Doutrina Secreta (II, 526), os Daityvas e os Dânavas são os titãs, demônios e gigantes que encontramos na Bíblia (Gênese, IV), a descendên- cia dos “Filhos de Deus” e das “Filhas dos homens”. O nome genérico mostra seu pre- tenso caráter e revela, ao mesmo tempo, a intenção oculta dos brâhmanes, uma vez que os primeiros são os Kratu-dwichas (os “inimigos dos sacrifícios”) ou ficções exotéricas. São as “Hostes” que lutaram contra Bribhaspati, representante das religiões exotéricas populares e nacionais, e contra Indra, deus do firmamento ou céu visível.) Dâna-vira (Sâánsc.) — Herói de caridade, Dança -— Na Índia, Caldéia, Egito, Grécia, Roma e outros tantos países, as danças constituíam uma parte importante do culto religioso. A história sagrada menciona David, que dançava nu diante da Arca, e as danças das filhas de Shiloh; são também citadas as danças das À mazonas nos Mistérios, as das pastoras (gopfs) ao redor de Krishna (o deus- Sob), as dos coribantes e dos dáctilos, as danças dionisífacas e calfacas, os saltos dos pro- fetas de Baal etc. Estas danças sagradas são alegóricas e estão relacionadas com as fun- ções da geração, com o movimento dos planetas ao redor do Sol etc. Também são conhe- cidas as danças que, ao som de uma flauta, são executadas pelos derviches nos países maometanos, as quais, por sua rapidez quase incrível, produzem um estado vertiginoso, de entusiasmo divino, segundo se pretende, durante o qual o dançarino, algumas vezes, pronuncia oráculos. (VerCírculo.) Danda (Sânsc.) — Vara, bastão, cetro. Danda-dhara (Sânsc.) — “Que porta uma vara”, Epíteto de Yama, deus da morte. Dangma (Sánsc.) — No esoterismo, é uma Alma purificada. Um Iniciado e Vidente, aquele que alcançou a sabedoria plena. Dánta (Sánsc.) — Disciplinado, subjugado, refreado; aquele que dominou seus senti- dos ou paixões. Danu (Sânsc.) — Esposa de Kazyapa e mãe dos Dânavas. 132

Dárdano (Dardanus, em latim)

Filho de Júpiter e Eletra, que recebeu, como um presente os deuses Cabires e os levou à Samotrácia, onde foram adorados muito tempo antes de que o herói lançasse os cimentos de Tróia e antes que se ouvisse falar de Tiro e Sidon, embora Tiro fosse edificada 2.760 anos a.C, (Para maiores detalhes, ver Cabires e Kabiri,) Darha (Sánsc.) — Espíritos dos antecessores das tribos kolarianas da Índia central. Darpa (Sânsc.) — Orgulho, arrogância, insolência.

Darsana ou Darshana

Ver Darzana. Darza (Sânsc.) — Visão. O dia da Lua nova, Darzana (Darsana ou Darshana) (Sânsc.) — Visão, percepção, vista; consciência, inteligência, compreensão, consideração; sistema, método, sistema filosófico, Darzanas (Darsanas ou, mais propriamente, darzanâni, plural de darzana) — Es- colas [ou sistemas] de filosofia hindu, das quais há seis (chad-darzanâni). [As seis escolas ou sistemas de filosofia da Índia são as seguintes: 19) a Vaizechika, 2º) a Nyâya, 3º) a Páúrva-Mimânsã, 4º) a Sânkhya, 3º) a Yoga, de Patafijall, e 6º) a Uttara-Mimânsã ou Vedânia. Às três primeiras escolas, que formam o grupo da Prakriti, tratam do conheci- mento e domínio da Matéria; as três últimas, que constituem o grupo do Purucha, tratam principalmente do Espírito.) Dasa-stila (Pál.) — Os dez mandamentos ou preceitos obrigatórios e aceitos pelos sacerdotes budistas: [1º9) abster-se de destruir a vida dos seres; 2º) abster-se de roubar; 3º) abster-se de todo o comércio sexual ilícito; 4º) não mentir; 5º) não usar bebidas em- briagantes e drogas soporíferas; 6º) não comer em tempo indevido; 7º) não dançar e cantar de maneira inconveniente; 8º) não usar essências, perfumes, cosméticos e adornos; 9º) não usar camas altas e compridas; 10º) não receber ouro ou prata. Tal é o decílogo obrigatório do sacerdote budista e do samanera (noviço). Os laicos só são obrigados a cumprir os cinco primeiros preceitos (pan-sfla ou paricha-stla).) Dasra (Sânsc.) — Literalmente,formoso. Um dos irmãos gêmeos Azvins. Dasyus (Sânsc.) — Segundo os Vedas, são seres ou demônios malignos, inimigos dos deuses e dos homens, Provavelmente se trata das populações ímpias e bárbaras (não- árias), que os arianos védicos, em sua imigração, encontraram na Índia. Dava (Tib.)- À Lua, na astrologia tibetana. Davkina (Cald.) — Esposa de Hea, “deusa das regiões inferiores e consorte do Abismo”, a mãe de Merodach, o Bel dos tempos posteriores e mãe de muitos deuses- rios. [Ver Ea e Hea,] Daya (Sânsc.) — Compassivo, afetuoso, terno. Dayâ (Sânsec.) — Piedade, misericórdia, compaixão, 133

Dayus

Ver Dyaus. Dazâkuzala (Sânsc.) — No budismo, assim é chamado o conjunto dos dez pecados capitais. Dazan (Sânsc.) — Dez. Dazâvatâra (Sânsc.) — “Aquele de dez avatáras ou encarnações”. Epíteto de Vish- nu. Dazendriya (Sânsc.) — “Os dez indrivas”. Os dez órgãos (potências ou faculdades) de sentido e de ação. (Ver Indriyas.)

Dbrim

Ver Dabarim. Deab (Alg.) — Ouro comum entre os químicos e ouro filosófico, quando se trata de Ciência Hermética. Dealbação (Alg.) — Cozer a matéria até que ela tenha perdido sua cor negra e se torne branca como a neve. Também é chamada de loção. Decocção (Alg.) — Em termos de Química Hermética, significa a ação de digerir, circular a matéria pelo vaso, sem a adição de qualquer elemento externo. Decomposição (Herm.) — Redução do corpo de ouro dos Sábios à sua primeira ma- téria, O que se faz através da dissolução pelo mercúrio dos filósofos.

Deadus

Ver Hech primum. Hech crudum (Aíg.) — À combinação de um corpo formado por seus três princípios constituintes, representados pelo sal, o enxofre e o mercúrio, ou seja: corpo, alma e espf- fito, respectivamente, os elementos da Terra, da água e do fogo. (F. Hartmann) 243

Dedo idaeico

Dedo de ferro fortemente magnetizado e usado nos templos para fins curativos. Produzia maravilhas na direção assinalada e, portanto, dizia-se que tinha virtudes mágicas. Deha (Sânsc.) — O corpo físico. Dehab, Deheb e Deheheb (Alg.) — Ouro dos filósofos. Dehabhrit (Sânsc.) — “Que tem corpo”, “encarnado”. Homem, ser vivo, a alma ou espírito encarnado. Dehagrahana (Sânsc.) — Que adquire uma forma corpórea ou visível. Dehântaraprâpti (Sânsc.) — Aquisição de um novo corpo; transmigração. Debantavant (Sânsc.) — Significado idêntico ao de Dehabhrit. Dehâtma-vâdin (Sânsc.) — Aquele que afirma que o corpo e a alma são uma coisa só. Um materialista. (P. Hoult) Dehezvara (Deha-fzvara) (Sânsc.) — O senhor do corpo. O Eu ou Espírito. Dehin (Sânsc.) — Corpóreo; que tem corpo; o homem, a alma ou Espírito encarnado no corpo. Dei termini (Lat.) — Assim eram chamados alguns pilares ou colunas com cabeça humana, que representavam Hermes, os quais os romanos € os gregos colocavam nas en- cruzilhadas. Com este nome geral também eram designadas as divindades que presidiam os limites e fronteiras. 134

Deísta

Aquele que admite a existência de um deus ou de deuses, porém que pre- tende não saber nada de umou de outros e nega a revelação. Um livre-pensador dos tempos antigos.

Demérito

Na linguagem oculta e búdica, é um fator constituinte de Karma. Atra- vés da avidyã (ignorância) ou da vidyá (sabedoria ou iluminação divina) produzem-se respectivamente o demérito e o mérito. Uma vez que o Arhat adquire a iluminação plena e o perfeito domínio sobre sua personalidade e natureza inferior, cessa de criar o “mérito e o demérito”, Demeter (Gr.) — Nome helênico da Ceres latina, deusa das colheitas e da lavoura. O signo astronômico de Virgem. Os Mistérios eleusinos eram celebrados em honra dessa deusa, Ver Ceres, Demiurgos (Gr.) - O Demiurgo ou Artífice; o supremo Poder que construiu o Uni- verso, Os franco-maçons derivam desta palavra a sua expressão de “Supremo Arquite- to”. Entre os ocultistas, é o terceiro Logos manifestado ou “segundo deus” de Platão, sendo o segundo Logos representado por ele como o “Pai”, a única Divindade que ousa- va mencionar como Iniciado nos Mistérios.

Demônios

Segundo a Cabala, os demônios residem no mundo de Assiah, o mundo da matéria e dos “invólucros” dos mortos. São os Klippoth. Há sete Infernos, cujos ha- bitantes demonfacos representam os vícios personificados. Seu príncipe é Samael e sua companheira feminina é Isheth Zenunim — a mulher de prostituição; unidos em aspecto, são denominados de “a Besta”, Shiva, (W. W. W.) [Demônio (do grego Daimón, Daimo- nos, deus, gênio tutelar, destino). Segundo sua etimologia, é um gênio ou ser sobrenatu- ral que as religiões colocam como intermediário entre a Divindade e o homem, (M, Tre- vino) (Ver Daemon é Daimón.)s)

Demônios elementares

Platão alude a eles no Timaeus, ao falar dos Elementos irracionais e turbulentos, “compostos de fogo, ar, água e terra”. (Doutrina Secreta, 1, 619)

Círculo de leitura

Receba novos textos e percursos de estudo.