Glossário Teosófico
Dafnomancia
Adivinhação através de um ramo de louro (daphne), o qual, se cre- pitasse quando lançado ao fogo, constituía um sinal de bom agouro. Dag, Dagon (Hebr.,) — “Peixe” e também “Messias”, Dagón era Oannes, o homem- peixe caldeu, o misterioso ser que surgia diariamente das profundezas do oceano para ensinar às pessoas toda ciência útil. Era também denominado de Annedotus (ver). Dagdhã (Sânsc. — À região do céu ocupada pelo Sol. Dâgoba (Tope) ou Stúpa (Sênsc.) — Literalmente: um sagrado montículo artificial de terra ou torre para guardar relíquias sagradas búdicas. São montículos de forma pira- midal ou pontiaguda disseminados por toda a Índia e países búdicos, tais como o Ceilão, a Birmânia, a Ásia Central etc, Podem ter várias dimensões e geralmente contêm algu- mas pequenas relíquias de santos ou aquelas que se presume tenham pertencido a Gau- tama, o Buddha. Como se supõe que o corpo humano seja constituído por 84,000 dhátus (células ou elementos orgânicos dotados de funções vitais definidas), diz-se que, por esta razão, o rei Azoka mandou erigir 84,000 dhátu gopas ou dâgopas em honra de cada cé- lula do corpo do Buddha, sendo que cada um desses monumentos tornou-se agora um dharma-dáthu ou relíquia sagrada, Há, no Ceilão, um dhânegopa em Anurâdbhapura, que, segundo se diz, data de 160 a.C. Atualmente são construídos em forma piramidal, porém os dágobas primitivos eram dispostos como torres com cúpula e vários chhatras (para-sóis) no alto dos mesmos, Eitel diz que os dágobas chineses têm todos de sete a quatorze chhatras em sua parte superior, número do corpo humano que é simbólico. [Ver Tope.]