Glossário Teosófico

Daimon ou Demônio de Sócrates

Ver Daemon. Daimonion Phôs (Gr.) — Hluminação espiritual. Daitya-guru (Sânsc.) = Instrutor dos Sigantes chamados daityas (ver), Alegorica- mente, é o título dado ao planeta Vênus-Lúcifer ou, melhor dizendo, a seu Regente que nele reside, Sukra, uma divindade masculina. (Ver Doutrina Secreta, 11, 30.) Daityas (Sânsc.) — Gigantes, titãs e, exotericamente, demônios; porém, na realidade, são idênticos a certos Asuras, deuses intelectualmente adversários dos inúteis deuses do ritualismo e inimigos dos puja ou sacrifícios. [Gigantes ou titãs filhos de Diti. Para obter a soberania dos céus, fizeram guerra contra os deuses; porém, vencidos por estes, fugi- ram para o inferno (Párâla). Seu chefe é Prahlãda (Bhagavad-Gitã, X, 30). Geralmente os Daityas estão associados com os Dânavas, dos quais apenas se distinguem. (Ver Chandravanza.)) Daiva (Sânsc.) — Divino, celestial. Como substantivo significa: divindade, obra reli- giosa, providência ou decreto divino etc, Daivas (Sânsc.) — Ver Chandra-vanza. Daivi-máyá (Sânsc.) — Husão divina. Daivi-prakriti ou Dalviprakriti (Sânsc.) — A luz primordial, homogênea, chama- da por alguns ocultistas hindus de “Luz do Logos", (Ver Subba Row, Notas sobre o Bhagavad-Gitã.) Quando está diferenciada, esta luz converte-se em Fohat. [Daiviprakriti é também sinônimo de Paraprakriti, à natureza superior da Divindade, (Ver Bhagavad- Gitá, VII, 52] Dakcha (Daksha) (Sánsc.) — Uma forma de Brahmãá e seu filho nos Furânas. Po- rém o Rig- Veda estabelece que “Dakcha nasceu de Aditi e Aditi de Dakcha"", o que pro- va que é a personificação de uma Força criadora que está em correlação e opera em to- dos os planos. Os orientalistas parecem muito perplexos sobre o que pensar a respeito dele. Porém, de todos eles, Roth é o que mais se aproxima da verdade, quando diz que Dakcha é o poder espiritual e, ao mesmo tempo, a energia masculina, que engendra os deuses na eternidade, representada por Aditi. Os Purânas, como é natural, antropomorfi- zam esta idéia e apresentam Dakcha instituindo “a relação sexual nesta Terra” depois de ensaiar todos os outros meios de procriação. À Força geradora, espiritual no início, che- ga à ser, por conseguinte, no fim mais material de sua evolução, uma Força procriadora no plano físico e tanto mais exata é a alegoria Purânica quanto a Ciência Secreta ensina que nosso modo atual de procriação começou no final da terceira Raça-mãe, [Ver Chan- dra e Rohink] — [Dakcha tem também outros significados: poder, energia, vontade, des- treza, inteligência; e, como adjetivo: forte, poderoso, inteligente, justo, reto etc.] Dakchã (Sânsc.) — A Terra, Dakchajâ (Sânsc.) — Asterismo ou constelação lunar, Dakchajâpati (Sânsc.) — “O Senhor dos asterismos”: a Lua. Dakchakratu (Sânsc.) — Que tem uma inteligência poderosa ou uma vontade enér- gica. Dakcha-sâvarna (Sânsc.) — O nono Manu, filho de Savarnã (esposa de Vivasvat). Diâkchâyini (Sânsc.) — “Filhas de Dachas”. As vinte e sete constelações lunares. (Ver Chandra e Chandradàárâs.) 130

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