Glossário Teosófico

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Verbetes: D

Dhyâni

Ver Dhyânis. Dhyâni-Bodhisattvas (Sânsc.) -— No Budismo, são os cinco filhos dos Dhyâni- Buddhas, Têm um significado místico na filosofia esotérica. Dhyâni-Buddhas (Sânsc.) — Aqueles de “coração compassivo”, venerados espe- cialmente no Nepal, Têm, além disso, um significado oculto, [1º) Um Espírito planetário; um Dhyân-Chohan;, 2º) uma expressão do Buddhi nos mundos inferiores, isto é, através de Dhyâna. (P. Hoult) Os Dhyâni-Buddhas são os Buddhas de Conternplação, em con- traposição aos Mânuchi-Buddhas ou Buddhas humanos. (Dicionário de Bumouf) Dhyâni-páza (...pasa) (Sânsc.) — “A corda ou laço dos Dhyânis" ou Espíritos; o anel “Não se passa”. (Ver Doutrina Secreta, estância V, t. 1, p. 129) Dhyânis (Sânsc.) — Anjos ou espíritos angélicos. “Nome genérico aplicado a alguns Seres espirituais ordenados, desde o Logos planetário até alguns dos Arâpa-Devas.” (P. Hoult) 145

Dhyânis inferiores

Nome que se dá aos Pitris solares (ver). Dia de Brahmãâ [Brahmâá-dina, em sânscrito.] — Período de 2.160,000,000 anos, durante aos quais Brahmãá, tendo surgido de seu Ovo de ouro (Hiranyagarbha), cria e forma o mundo material (por ser simplesmente a força fecundante e criadora da Nature- za). Depois deste perfodo, ao serem os mundos destruídos por sua vez pelo fogo e pela água, Brahmâ se desvanece com a natureza objetiva e vem, em seguida, a Noite de Brahmã. [O Dia de Brahmãâ € o vastíssimo período de manifestação ou atividade do Uni- verso, oposto à Noite de Brahmã, período de dissolução e repouso. (Ver Manvantara.)] Diabo (do grego diábolos, caluniador, enganador, difamador, delator.) — Gênio do mal, caluniador e intrigante, (M, Treviãio) Com este nome são designados os anjos rebel- des que, segundo a teologia cristã, Deus precipitou nos infernos como castigo à sua de- sobediência. É o Ahriman dos persas. Para os cristãos, diabo e demônio são a mesma coisa. “A Igreja Católica, em sua luta com o maniqueísmo, inventou o Diabo e, para apa- gar teologicamente o radiante Deus-estrela, Lúcifer, o “Filho da Manhã", criou o mais colossal de todos os seus paradoxos, uma Luz negra e tenebrosa.* (Doutrina Secreta, 11, 249); “... € transformou o divino Alter Ego no grosseiro Satã da Teologia” (Idem, 11, 499); *num Anjo do Mal, um ridículo bfpede com chifres, meio bode, meio macaco, com cascos e rabo” (Idem, II, SOO), Para compreender bem o sentido filosófico que se en- contra no fundo da alegoria dos “Anjos caídos”, tão torturada e desfigurada pela Igreja romana, consulte a Doutrina Secreta, II, pp. 237 e 498 e ss, da última ed, inglesa,

Diakka

Designados pelos ocultistas e teósofos com os nomes de “fantasmas” e “cascas”, isto é, sombras ou fantasmas do Kama-loka, Palavra inventada pelo grande vi- dente americano Andrés Jackson Davis para designar o que ele considera como “espíri- tos” indignos de confiança, Segundo suas próprias palavras: “Um Diakka (do Summer- land) é alguém que encontra prazer insano em desempenhar papéis, fazer travessuras, representar personagens opostos; aqueles para quem as orações e as expressões profanas têm o mesmo valor, apaixonado pelos relatos líricos... moralmente defeituoso, carece dos sentimentos ativos de justiça, filantropia ou terna afeição. Nada sabe daquilo que os ho- mens chamam de sentimento de gratidão; para ele, os objetos de amor e de ódio são iguais; sua divisa é freglientemente espantosa e terrível para os demais; Eu é o todo da vida particular e a aniquilação sublime é o fim de toda vida particular. Muito recente- mente, disse a uma senhora médium alguém, que se apresentava como Swedenborg, o seguinte: “Tudo o que é já foi, será ou pode ser aquele que Eu Sou; e a vida particular não é nada além do que o conjunto de fantasmas de pequenos latidos pensantes, que se lançam, em sua ascensão progressiva ao coração central da morte eterna!” (Os Diakka e suas vítimas: “explicação do que é falso e repulsivo no Espiritualismo”) Estes Diakka são, pois, simplesmente os “Espíritos” que se comunicam e materializam com os médiuns e espíritas. Diamante (Alq.) — Pedra ao branco.

Dianoia (Gr)

É o mesmo que o Logos. À eterna fonte de pensamento, “ideação divina”, que é a raiz de todo pensamento. (Ver Ennoia.)

Dido ou Elissa

Astarté; a Virgem do Mar, que esmaga o Dragão sob seu pé. À padroeira dos marinheiros fenícios. Uma rainha de Cartago que, segundo Virgílio, ena- morou-se de Enéias, Digambara (Sânsc.) - Um mendigo nu. Literalmente: “que não tem nenhuma roupa além do espaço”. Um dos nomes de Shiva em seu caráter de Rudra, o Yogê. 146

Dikchâ

Ver Dikshá, Dikchin ou Dikchita (Dikshit) (Sânsc.) — Iniciado [consagrado, preparado]. Dikpâlas (Sâánsc.) — Nome dado pelos budistas e escritores hindus aos Ádityas e cujo significado é “defensores ou protetores das regiões”, isto é, dos oito pontos car- deais. (Ver Dig-gaja.) Dikshã ou Diksha (Sânsc.) — Iniciação, [Preparação ou consagração para uma ce- rimônia religiosa; dedicação, devoção.) Diktamnon (Gr) ou Dictamnus (Lat.) — Dictamo, É uma planta curiosa muito co- nhecida desde tempos antigos e que possui virtudes místicas e muito ocultas. Era consa- grada à deusa Lua, Astarté, Diana. O nome cretense de Diana era Diktynna e, como tal, a deusa portava uma guirlanda feita com esta planta mágica. O diktamnon é uma planta vivaz, cujo contato, segundo se pretende em Ocultismo, produz e cura e sonambulismo,. Misturada com a verbena produz a clarividência e o êxtase, A farmácia atribui ao dicta- mo propriedades sedativas e cambiantes enérgicas. [Daí seu emprego na histeria, epilep- sia e outras neuroses.) Cresce abundantemente no monte Dicte, em Creta, e entra em muitas composições mágicas, das quais até hoje os cretenses ainda se utilizam,

Dilúvio

Entende-se geralmente por Dilúvio aquele que ocorreu no tempo de Noé e do qual só se salvaram este patriarca e sua família, juntamente com os animais que ha- via encerrado na arca a mando de Deus, que (segundo o relato bíblico), arrependido de haver criado os homens, resolveu exterminar a linhagem humana como castigo por sua maldade. Porém, além deste dilúvio, que Moisés descreveu, baseando-se na relação cal- deu-acadia, mencionam-se muitos outros, sendo os mais memoráveis aquele da Samotrá- cia, ocorrido antes da época dos argonautas, no qual todo o país submergiu, alcançando as águas do Euxino o cume dos montes mais elevados. Também foi notável aquele da Grécia, ocorrido no tempo de Deucalião, filho de Prometeu e rei da Tessália. Júpiter, ao ver a maldade dos homens aumentar, resolveu acabar com a linhagem humana, exceto Deucalião e sua esposa Pirra, as duas únicas pessoas que, por serem justas e virtuosas, salvaram-se de tal castigo. Para este fim, Deucalião construiu uma arca, na qual se en- cerrou com sua esposa e seus filhos, juntamente com um par de animais de cada espécie. Poe esta razão os gregos eram denominados de deucaliônidas, por serem descendentes de Deucalião, a quem os beócios consideram como antecessor das raças humanas, Se- gundo a mitologia eslava, ocorreu outro dilúvio em que se afogou-todo o gênero huma- no, restando apenas um homem e uma mulher, Os povos do Brasil contam que um es- trangeiro muito poderoso, que odiava extremamente os seus antecessores, fê-los morrer através de uma violenta inundação, exceto dois, que reservou para engendrar novos ho- mens, dos quais se consideram descendentes, Vários outros dilívios são mencionados, como o da Atlântida, o da India, no tempo de Vaivasvata Manu (o Noé ariano), o da 147

Dinastias

Na Índia existem duas dinastias: a Somavanza (ou dinastia lunar) e a Sôryavanza (ou dinastia solar). Na Caldéia e no Egito também havia duas dinastias: a divina e a humana, Em ambos os países o povo era governado, em tempos primitivos, por dinastias de deuses. Na Caldéia reinaram cento e vinte saris, ou seja, em conjunto, 432.000 anos, que chega às mesmas cifras de um Mahayuga hindu (4.320.000 anos). À cronologia, que encabeça o livro do Gênese (trad. inglesa) é apresentada como “4,004 a.C. porém tais cifras expressam anos solares. No original hebraico, que conservou o cálculo lunar, as cifras são 4,320 anos. Esta “coincidência” é bem explicada em Ocultis- mo. Dingir e Mul-lil (Acad.) — Os deuses criadores,

Dinur (Hebr,)

O Rio de Fogo, cujas águas abrasam as almas dos culpados, na ale- goria cabalística.

Dionisfacas

Festas celebradas pelos gregos em honra de Dionysos (Baco). Às ce- rimônias principais consistiam em procissões, nas quais eram levados vasos cheios de vi- nho e coroados de pâmpanos, cestas de ouro abarrotadas de todo tipo de frutas etc, Ne- las figuravam também os falófaros, com umas varas longas rematadas pelas partes viris, emblema da fecundidade da Natureza, Tais festas eram análogas às bacanais romanas.

Dionysio dal Bargo

Astrólogo italiano, professor de teologia da Universidade de París, no séc. XIII. Segundo Villani (livro X), predisse com exatidão a morte de Cas- truccio, tirano de Pistóia, Dipnysas (Gr.) — [Nome dado pelos gregos ao deus Baco] O Demiurgo que, como Osíris, foi morto pelos titãs e destroçado em quatorzePedaços. Era o Sol personificado, ou, como diz o autor de O Grande Mito Dionisfaco: “E Fanes, o espírito da visibilidade material, cfclope gigante do Universo, com um brilhante olho solar, o poder de produção do mundo, o onipenetrante animismo das coisas, filho de Semele... ”". Dionysos nasceu em Nysa ou Nissi, nome dado pelos hebreus ao Monte Sinai (Exodo, XVII, 15), local de nascimento de Osíris, que suspeitamente identifica a ambos com Jehovah Nissi. (Ver sis sem Véu, II, 165, 526 da ed. inglesa.) [Ver Baco.) Dióscuros (Gr.) — Sobrenome de Castor e Pólux, filhos de Júpiter e Leda. Suas festas, denominadas Dioscuria, eram celebradas com grande regozijo pelos habitantes da Lacedemônia, [Nos tempos da Lemáúria, os Dióscuros, os “Nascidos do Ovo”, eram os sete Dhyân Chohas (Agnichvâtta- Kumâáras), que se encarnaram nos sete Eleitos da ter- ceira Raça; porém, mais tarde, entre os gregos, ficaram reduzidos apenas a dois: Castor e Pólux. (Doutrina Secreta, UI, 377, ed. inglesa.)] Dipa (Sânsc.) = Luz, lâmpada. Dipamkara (Sânsc.) — Literalmente, “O Buddha de luz fixa”, um predecessor de Gautama, o Buddha. 148

Disco

Ver Chakras e Culto do Disco. Dises (Esc.) — É o nome utilizado, posteriormente, para designar as mulheres divinas chamadas Valkírias, Normas etc., no Edda. Diti (Sânsc.) — “Divisão”, “desmembramento”, Esposa de Kashyapa, o sábio, e mãe dos Daityas, Segundo o Vishnu-Purâna, tendo Diti perdido seus filhos, pediu a Kashya- pa um filho dotado de um valor irresistível, capaz de destruir Indra, deus do firmamento, Foi-lhe concedida tal graça, com a condição de que, com pensamentos inteiramente pie- dosos e uma pessoa totalmente pura, levasse o produto da concepção em seu ventre pelo espaço de cem anos, Diti observou fielmente tal condição, porém, no último ano do pra- zo fixado, retirou-se uma noite para descansar sem lavar os pés. Indra, sabedor do que contra ele se tramava, aproveitou esta oportunidade e, com seu raio, dividiu o feto, den- tro da matriz, em sete partes. Assim mutilada, a criança chorava amargamente e o deus, não podendo acalmá-la, ficou encolerizado e dividiu cada uma das sete partes em outras sete, formando assim as divindades dotadas de movimento rápido chamadas Maruts (os ventos), da expressão má-rodíís), “não chores”, que Indra usava para aplacá-los. Como se pode compreender, isso alude ao rumor do vento, que parece um gemido. Em Ocul- tismo, Diti representa o sexto princípio da Natureza metafísica, o Buddhi do Akáza. Diti, mãe dos Maruts, é uma de suas formas terrestres, feita para representar ao mesmo tempo a Alma divina no asceta e as aspirações divinas da humanidade mística até a liberação das redes de Máyà e, por conseguínte, a Liberação final. (Doutrina Secreta, 11, 649.) Div (Sánsc.) — Céu, firmamento; luz, dia. (Ver Dayus ou Dyaus.) Diva (Sánsc.) — Céu, firmamento; dia. Divertellum (Alg.) — A matriz dos elementos, da qual estes são engendrados. As- sim, por exemplo, cada metal tem sua matriz elementar onde se desenvolve. As minas de Ouro, prata etc. esgotam-se e, depois de séculos (ou milênios), pode-se encontrar outra vez um rico veio; do mesmo modo, a alma de um país que se tornou estéril por esgota- mento, depois de algum tempo de descanso, tornar-se-4 fértil outra vez. Em ambos os casos verifica-se uma decomposição e um desenvolvimento dos elementos inferiores na- queles superiores. (EF. Hartmann) Divinatio (Lat.) -- Ver Adivinhação. Divya (Sânsc.) — Divino, celeste, maravilhoso; brilhante, glorioso, belo. Divyachakchus (Sânsc.) — Literalmente: “Olho celeste”, “visão ou percepção divi- na”, É o primeiro dos seis abhijids (ver); a faculdade desenvolvida mediante a prática do Yoga, para perceber qualquer objeto do Universo, a qualquer distância que esteja, Divyasrotra (Sânsc.) — Literalmente: “Ouvido celeste” ou “audição divina”, É o segundo abhijfid, ou seja, a faculdade de entender a linguagem ou som produzido por qualquer um dos seres vivos na Terra. 149

Djáti

Ver Jâri. Djin (Ár.) — Elemental; espírito da Natureza; gênio. Os Djins ou Jins são muito te- midos no Egito, Pérsia e outros países.

Dnyana

Ver Jâna. Doal (A/g.) - Ouro hermético. | Docetae (Gr.) — Literalmente: “Os Wlusionistas”, Com este nome os cristãos ortodo- xos designam aqueles gnósticos que sustentavam que Cristo não padeceu nem pode pa- decer a morte na realidade e que, se tal coisa houvesse ocorrido, era simplesmente uma ilusão, que explicavam de várias maneiras,

Dodecaedro (Dodecahedron, em grego)

Segundo Platão, o Universo é construído pelo “primeiro engendrado”, seguindo a figura geométrica do dodecaedro. (Ver Ti moeus.) Dodona (Gr.)— Antiga cidade da Tessália, famosa por seu templo de Júpiter e por seus oráculos. Segundo as antigas lendas, tal cidade foi fundada por uma pomba. Dom celeste (Herm., — É a matéria do magistério, que Morien chama de o dom de Deus, o segredo dos segredos do Todo-Poderoso, que revelou à seus santos Profetas, que colocou as almas em seu Paraíso.

Domingo

Entre os cristãos, este dia substituiu o sábado dos judeus, como dia de descanso e oração. Esta mudança é resultante da Ressurreição de Cristo, Nos primeiros tempos do Cristianismo, o domingo não era apenas um dia de oração, mas também de re- gozijo e alegria cristã; assim, em tal dia era proibido jejuar (Tertuliano, Apol., X VD e se ajoelhar para orar (Tertuliano, De Coron,, 11D. Os fiéis oravam de pé todos os dias, des- de o dia de Páscoa da Ressurreição até o de Pentecostes. Esta disciplina vigorava no tempo de Santo Ambrósio (Serm. LXI, De Pentec.) e de Santo Agostinho (Epístola CXIX, 17), e só deixou de vigorar no Ocidente no séc. VII (Martny, Dic. des Antiquités Chrétiennes).

Donar, Thunar ou Thor (Esc)

No Norte, era o Deus do Trovão, o Júpiter To- nante da Escandinávia, Assim como o carvalho era consagrado a Júpiter, também 0 era a Thor, e seus altares eram cobertos ou resguardados por ramos de tal árvore. Thor ou Donar era filho de Odin, “o Deus onipotente dos Céus” e da Mãe-Terra. (Ver Thor.) Dondam-pai-den-pa (Tib.) — Esta palavra tem o mesmo significado do termo sânscrito Paramarthasatya ou “verdade absoluta”, a suprema autoconsciência e percep- ção espiritual, a divina consciência de si mesmo. É um termo altamente místico, Doppelgânger (A!.) — Sinônimo de “Duplo” e de “Corpo astral”, em linguagem oculta. (Com este nome os alemães designam o duplo astral ou etéreo.)

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