Dontrina da Emanação
Ver Emanação.
Glossário Teosófico
Ver Emanação.
Há três tipos de dor (du(s)kha): 1º) Adhyâtmika-du(s)kha, produzida pelo Eu, ou seja, pelo próprio homem; 2º) Adhibhautika-du(s)kha, procedente dos seres ou coisas exteriores; e 3º) Adhidaivika-du(s)kha, procedente de causas divinas ou justo castigo kármico. 150
Às duas escolas da doutrina de Buddha, a esotérica e a exotérica, são chamadas respectivamente de “Doutrina do Coração” e “Doutrina do Olho”, O grande Arhar Bodhidharma denominou-as na China de Tsung-men (escola esotérica) e Kiau-men (escola exotérica). À primeira assim se chamaem razão de serem os seus ensinamentos emanados do coração de Gautama Buddha, enquanto a “Doutrina do Olho” foi obra de sua cabeça ou cérebro, A “Doutrina do Coração" é também deno- minada de “Selo da verdade” ou “Selo verdadeiro”, símbolo que encabeça quase todas as obras esotéricas (A Voz do Silêncio, ID. À “Doutrina do Coração” ou “Selo do Coração” (o Sin Yim É a única doutrina verdadeira. (Doutrina Secreta, III, 425)
À doutrina exotérica, em contraposição à esotérica, ou “Dou- trina do Coração”. “Doutrina do Olho” significa dogma e forma da letra morta, ritua- lismo eclesiástico, destinados àqueles que se contentam com as fórmulas exotéricas (Doutrina Secreta, III, 425), (Ver Doutrina do Coração.)
Nome geral utilizado para designar os ensinamentos secretos da Antiguidade. [Sua denominação correspondente em sânscrito é Gupta Vidyá.)
Nominativo de drachtri (ver). Drachtri (Sânsc.) — Vidente, espectador, observador, experimentador, juiz. Dracontia (Gr.) — São templos dedicados ao Dragão, emblema do Sol, símbolo da Divindade, da Vida e da Sabedoria. O Karnac egípcio, o Carnac da Bretanha e o Stone- henge são dracontia conhecidos em todo o mundo.
Considerado em nossos dias como um monstro “míf- tico”, perpetuado no Ocidente apenas em selos, escudos etc., como um grifo heráldico e como o diabo morto por São Jorge etc. Na realidade, é um monstro antediluviano extin- to. Nas antiguidades babilônicas, alude-se a ele em sua qualidade de “escamoso” e, na multidão de pedras preciosas, está relacionado com Tiamat, o mar. “O Dragão do Mar" é mencionado com freqiiência, No Egito, é a estrela do Dragão (depois da Estrela do Pólo Norte), origem de quase todos os deuses com o Dragão. Bel e o Dragão, Apolo e Píton, Ostris e Tifon, Krishna e Kâliya, Sigurd e Fafnir, e, finalmente, São Jorge e o Dragão, 151
É o Um (Eka ou Saka); o Dragão doe divino sacrifício; o Logos, o Mundo, “o Filho idêntico a seu Pai”, Todos os Logode todos os antigos sis- temas religiosos estão relacionados com ele e simbolizados por serpentes. Sob outro as- pecto, tal Dragão representa a Sabedoria divina ou Espírito e também o Manas, a alma humana, a Mente, o Princípio inteligente, chamado na filosofia esotérica de o quinto Princípio. É símbolo do Conhecimento oculto. No plural, tal termo significa geralmente os grandes Iniciados da terceira e quarta Raças, aqueles grandes Seres procedentes do planeta Vênus, que vieram a este Globo durante o período da terceira Raça, como ins- trutores da nascente humanidade, Com frequência são chamados de “Filhos do Fogo”, porém é preciso lembrar que esta expressão é aplicada também aos Agnichvátta Pitris, (P. Houk) Draupadeya (Sânsc.) — Nome patronímico equivalente a “filho de Draupad?”. Draupadi (Sânsc.) — Nome patronítnico da filha do rei Drupada, esposa comuro dos cinco príncipes pândavas. Era belíssima e, devido à cor de sua pele, tinha o sobrenome de Krishná (de Krishna, negro, escurecido). Com ela quis-se representar o Buddhi, porém não é assim, porque Draupadi simboliza a vida terrestre da personalidade e, como tal, re- cebia pouca consideração; por isso se explica o fato de que Yudhichthira, o maior dos príncipes pândavas e seu principal senhor (que representa o Ego superior com todas as suas qualidades), permita que seja insultada e também reduzida à escravidão, Draupnir (Esc. — O bracelete de ouro de Wodan ou Odin, companheiro da lança Gungnir, que este deus empunha com sua mão direita. Tanto o bracelete como a lança são dotados de virtudes mágicas maravilhosas, Dravidas (Sânsc.) — Raças ou castas de Kshatriyas que, por degeneração, passaram à condição de Sudras. (Leis de Manu, X, 43-44.)
Formam um grupo de tribos que habitam o Sul da Índia; os aborfei- nes. Dravya (Sânsc.) — Substância (metafisicamente). [Propriedade, riqueza, substância, coisa, objeto, matéria; especialmente: objeto digno, pessoa adequada ou idônea, Os nove elementos enumerados na filosofia Nyâáya de Kanada: 1º) terra; 2º) água; 3º) luz; 4º) ar; 52º) éter (ou Akáza); 6º) tempo; 7º) lugar ou espaço; 8º) alma e 9º) mente,] Dravyamaya (Sânsc. — Substância, material.
À terceira parte de um signo do Zodíaco, (Râma Frasãàãd) Dríadas ou Dríades (do grego dryás, que, por sua vez, deriva de drys, árvore, car- valho) — Ninfas dos bosques, conhecidas também pelo nome de durdales (ver). Eram as divindades que presidiam os bosques e árvores em geral. À sorte das Dríadas era mais 152
Modelo, exemplo, ilustração, precedente; objeto da ciência; fim do mundo visível; morte. Drichtavân (Sânsc.) — Visto antes; previsto. Drichtavân (Sânsc.) — Aquele que viu. Drichti (Drishti) (Sânsc.) — Ceticismo, incredulidade. Vista, visão; olho, olhar; vi- são incompleta ou falsa; opinião errônea, modo de ver, opinião, idéia. Dridha (Sânsc.) — Firme, forte, perseverante, duradouro; seguro, poderoso, Dridhamati (Sânsc.) — De ânimo firme, de vontade enérgica. Dridhanizchaya (Sáânsc.) — De propósito ou resolução firmes. Dridhavrata (Sânsc.) — Firme em suas resoluções, votos ou desígnios; constante nas práticas pledosas; de vontade firme.
Ver Dricht. Droha (Sânsc.) — Hostilidade, inimizade; ofensa, injúria; dano; perfídia, Drohachintana (Sânsc.) -- Intenção de prejudicar, Drohãâta (Sánsc.) — Hipócrita, falso devoto. Drona (Sânsc.) — Sábio brâhmane muito versado na arte da guerra; preceptor mili- tar dos príncipes Kurus e Pândavas (daí seu qualificativo Dronâchârya) e um dos princi- pais caudilhos da hoste Kurava, da qual foi o primeiro chefe, depois da morte de Bhich- ma. (Ver Bhagavad-Gftá, 1, 2 e 11, 4.) Drona é também uma medida de capacidade, um cubo etc.
Os Druidas eram uma casta sacerdotal que fioresceu na Bretanha e na Gália, Eram Iniciados, que admitliam mulheres em sua ordem sagrada e as iniciativas nos mistérios de sua religião. Nunca escreveram seus versos e textos sagrados, mas, do mesmo modo que os brâhmanes da Antiguidade, confiaram-nos à memória, fato que, segundo a afirmação de César, necessitou de vinte anos para se cumprir. Como os parsis, não tinham imagens nem estátuas de seus deuses, À religião celta considerava como Ímpia reverência representar um deus qualquer, mesmo os de menor importância, em forma de figura humana, Teria sido bom se os cristãos gregos € romanos houvessem aprendido esta lição dos druidas “pagãos”. Os três principais mandamentos de sua religião eram: “obediência às leis divinas; interesse pelo bem da humanidade; sofrer com fortaleza todos os males da vida”, Druma (Sânse.) — Árvore, árvore do paraíso. Sobrenome de Kuvera, Drupada (Sânsc.) — Rei de Paúchãla e um dos chefes do exército pândava, (Ver Bhagavad-Gitá, 1, 3) : Drusos ou Druzos (Druzes) - Uma seita numerosa, que conta com cerca de cem mil seguidores [segundo outros autores, duzentos mil] e vive no monte Líbano (Síria). 153
Mandrágoras. À planta Atropa mandragora € mencionada no Gênese (XXX, lá) e no Cântico dos Cânticos. Tal nome corresponde, em hebraico, às palavras que significam “seios” e “amor”, Tal planta era famosa, porque com ela prepa- ravam-se bebidas ou filtros amorosos e era muito empregada em magia negra, (W, W,. W.) Dudaim, em linguagem cabalística, é a Alma e o Espírito; duas coisas quaisquer uni- das em amor e amizade (dodim)., “Feliz aquele que mantém inseparável seu dudaim (Mea- nas superior e inferior)" [Ver Mandrágoras.] Duendes ou Elfos de Luz— Ver Asir e Asgard. Duenech (Alg.) — Nome que alguns Químicos Herméticos deram à sua matéria ao negro e denominam ainda de Antimônio. Pugpa: .) — Literalmente: “Turbantes Vermelhos”, uma seita do Tibet. Antes do advento de Tsong-ka-pa, no séc, XIV, os tibetanos, cujo budismo, deteriorado por eles havia sido horrivelmente adulterado com as doutrinas da antiga religião dos Bhons, eram todos dugpas. Seja como for, desde aquele século e depois das rígidas leis impostas aos gelukpas (“Turbantes Amarelos”) e da reforma e depuração do budismo (ou La- maísmo), os dugpas entregaram-se mais do que nunca à feitiçaria, à imoralidade e à em- briaguez. Desde então a palavra dugpa tornou-se sinônimo de “feiticeiro”, “Adepto da magia negra” e de toda coisa vil, No Tibet oriental há poucos dugpas, se é que há algum, porém se congregam no Bhutão, Sikkim e países limítrofes em geral, Como não se per- mite aos europeus penetrar além daquelas fronteiras e como os orientalistas núnca estu- daram o Budo-Lamaísmo propriamente dito no Tibet, mas dele sabem apenas de ouvir dizer e porque Cosme di Kôros, Schlagintweit e alguns outros poucos dele aprenderam através dos dugpas, confundem ambas as religiões e as juntam sob um só título, Assim, expõem ao público o Dugpaísmo puro ao invés de Budo-Lamaísmo, Numa palavra, o budismo do Norte em sua forma purificada, metafísica, é quase inteiramente desconheci- do. [Os Dugpas ou Bhons, a seita dos “Turbantes Vermelhos”, são tidos como os mais versados em feitiçaria. Habitam o Tibet Ocidental, o pequeno Tibet e o Butão, Todos eles são tantrikas (gente que pratica a pior forma de Magia Negra), É extremamente ridf- culo ver alguns orientalistas, que visitaram as fronteiras do Tibet, tais como Schlagint- weit é outros, confundindo os ritos e práticas repugnantes dos dugpas com as crenças 154
Ver Duís)kha, Dumah (Hebr,)- O Anjo do Silêncio (Morte), na Cabala.
Nome que os cabalistas judeus dão ao Ego dual, cujas duas partes chamam-se respectivamente: Metatron, à superior, e Samael, a inferior, Figuram alegori- camente como os dois companheiros inseparáveis do homem durante toda a vida, sendo um seu Anjo da Guarda e o outro seu Demônio mau. Durâchâra (Sânsc.) — Depravado, perverso, de maus costumes, de má conduta, que segue uma regra heterodoxa. Durâsada (Sânsc.) — Inacessível, impraticável; indômito; de difícil ou perigosa aproximação ou acesso, Duratyaya (Sânxsc.) — Diffcil de ser sobreposto ou alcançado; difícil de atravessar. Durbuddhi (Sânsc.) - Néscio, insensato; malvado, perverso, mal-intencionado,
Significa o mesmo que Duplo Astral, corpo astral, double dos franceses e Doppelgánger, dos alemães.
Ver Corpo Astral.
À parte imortal do indivíduo, o Fravarshi do Vendidade; o Ego superior dos ocultistas. (Doutrina Secreta, II, 503)
A Mônada, (Doutrina Secreta, 1I, 60)