Glossário Teosófico
Nirákâra (Sânsc
“Privado de forma”. O Espírito Divino; o Não Manifestado. Nirfkriti (Sânsc.) — Sem forma ou figura; não perceptível; não manifestado. Nirálamba ou Nirflambha (Sánsc.) — Sem ajuda, apoio ou sustentação; sustentado por si mesmo, Nirâlamba-samâdhi (Sânsc.) — “Samádhi apoiado por si mesmo.” Sem ajuda, apoio ou sustentação. “Quem contempla o Espírito (Átman) como se nada houvesse aci- ma, nada abaixo, nada no meio, nada ao redor, encontra-se naquela condição denomina- dade Samádhi”. (Isto é, o Nirâlamba-samâdhi,) (Uttara-Gitâ, 1, 33) Niraújana (Sânsc.) — Sem mancha, imaculado, limpo, puro. Niraújand (Sânsc.) — Literalmente, “sem obscuridade”: o dia da Lua cheia. Nirafijanapada (Sánsc.) — Um lugar (loka) do mundo divino; o plano paranirvâni- co. (P. Hoult) Nirankuza (Sánsc.) — Sem freio; livre; dono de si mesmo. Nirantara (Sânsc.) — “Que não oferece intervalo”; contínuo, imediato; cheio, sem vazio, Nirapatrapa (Sánsc.) — Sem pudor; desavergonhado, Nirapâya (Sânsc.) — Que não engana; infalível; certo; indestrutível. Nirarbuda (Sânsc.) - O segundo inferno gelado. Nirargala (Sânsc.) — Não impedido, não obstruído. Nirarthaka (Sânsc.) — Vão; sem valor, significado ou importância, Nirasa (Sânsc.) — Sem sabor, insípido. Nirata (Sánsc.) — Contente, satisfeito, feliz, gozoso, deleitado; dedicado, aplicado, atento, Niravadya (Sânsc.) — Que não se pode desdenhar: belo, apreciável, Niravadya (Sânsc.) — Beleza, valor, bondade, Niravagraha (Sânsc.) — “Que não se pode colher”; independente, livre. Niraya (Sânso.) — “Sem êxito”, Inferno. Nirázis (Sânsc.) — Sem esperanças ou desejos, , Nirâzraya (Sânsc)- Sem refúgio, amparo ou sustentação; sem lar ou abrigo; sem dependência; confiante em si mesmo, Nirbandha (Sânsc.) — Obstinação; inoportunidade, Nirbhara (Sânsc.) — Excessivo, desmedido, sem limites. Nirbhartsana (Sáânsc.) — Ameaça; burla, zombaria, Nirbhaya (Sânsc.) — “Sem medo”; impávido, ousado. Nirbija ou Nirvija (Sânsc.) — Sem semente. Nirbija-Samâdhi (Sánsc.) — Meditação “sem semente” ou inconsciente. É aquela meditação inconsciente ou sem uma consciência definida, em que, pelo efeito da com- pleta suspensão das transformações (vrítfis), a mente ou princípio pensador permanece num perfeito estado de equilíbrio e resta apenas o sempre inalterável vidente (o Espírito ou Purucha), o único percebedor, em perfeito estado de Sartva. Este é o verdadeiro esta- 415