Glossário Teosófico

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Verbetes: M

Mônada Dual

Este termo, empregado entre os estudantes de Ocultismo da escola Áryâsanga, aplica-se ao Átma-Buddhi.

Mônada espiritual

É una, universal, infinita e indivisível, cujos Raios, entretanto, formam aquilo que, em nossa ignorância, chamamos “Mônadas individuais” dos homens. (Doutrina Secreta, 1, 200) Só existe num estado latente por completo. (Doutrina Secreta, 1,83) Mônada Humana —- É o conjunto de Árma-Buddhi-Manas. Estes três princípios constituem a parte imortal do homem, o Eu superior, que transmigra sucessivamente de um corpo para outro, até alcançar a liberação final, ou seja, sua completa emancipação da matéria. (Ver Mônada.)

Mônada Universal

O Logos, do qual emanam, como Centelhas ou raios, as Mô- nadas individuais.

Mônadas ex-lunares

Nome introduzido pela senhora Besant (Genealogia do Homem) para diferenciar dos Seres mais avançados (os Barhishads e os Pitris solares) as sete classes inferiores de entidades da Cadeia lunar, a que se alude freqlientemente, na Doutrina Secreta, com o nome de “Pitris lunares”. (P. Hoult)

Monádica, essência

Ver Essência Monádica. Monas (Gr.) — O mesmo que Mônada: “Um”, uma unidade. No sistema pitagórico, a dfada emana do Monas superior e único que, portanto, é a “Causa primeira”,

Monismo

O Monismo, ou doutrina da Substância única, é a mais sutil forma de psicologia negativa, que um de seus defensores, o professor Bain, denomina acertada- mente “materialismo disfarçado”, Esta doutrina, que admite o pensamento e os fenôme- nos mentais como radicalmente diferenciados da matéria, considera-os como dois lados ou aspectos de uma só e única substância em algumas de suas condições. (Doutrina Se- creta, 1, 149-150) Também se chama de Monismo ou Advaitismo (não-dualismo) uma das escolas da filosofia Vedânta. Esta escola admite a doutrina da unidade ou identidade do Átmã humano com o Paramáâámaá, isto é, a identidade do Espírito individual com o Es- pírito universal; doutrina que se acha resumida e formulada nas palavras: “Tu és Aquilo (Brahman)(Tat twan asi), (Ver Advaita.)

Monjas

Havia monjas no antigo Egito, assim como no Peru e na antiga Roma pa- gã. Eram as “esposas virgens” de seus respectivos deuses (solares). Como diz Heródoto: “as esposas de Ammon são exclufdas de todo trato com os homens”; são as “esposas do céu” e virtualmente vêm a ser mortas para o mundo, exatamente como o são agora. No Peru eram “puras virgens do Sol” e em algumas inscrições fala-se das pallakistas de Ammon Ra, dizendo que são as “esposas divinas”. À irmã de Un-nefer, primeiro profeta de Osfris durante o reinado de Ramsés II, é descrita como “Taia, senhora abadessa de Monjas”. (Marietie Bey)

Mono

Contrariamente ao que afirmam vários naturalistas modernos, o homem não descende do mono ou macaco, ou de qualquer antropóide da presente espécie animal, O mono é um homem degenerado. (Ver Doutrina Secreta, 1, 212, 11, 757 etc.) Monogenes (Gr.) — Literalmente, “unigênito”; um nome de Prosérpina e de outros deuses e deusas,

Monogênese

Literalmente, “geração única”, Geração direta, em que todos os se- res vivos se reproduzem diretamente e com fases de desenvolvimento idênticas, por ovo ou por óvulo, em oposição à digênese ou geração alternante, (Van Beneden)

Monogenismo

Doutrina antropológica segundo a qual toda a família humana des- cende de um tipo primitivo e único,

Monstros

Seres não naturais, geralmente invisíveis, que podem provir da corrup- ção ou de uma união sexual contranatural, da putrefação (astral) do esperma ou dos efeitos de uma imaginação mórbida. Todas estas coisas e outras parecidas podem passar do estado simplesmente subjetivo ao estado objetivo, posto que “objetivo” e “subjetivo” são termos relativos e se referem mais à nossa capacidade para perceber tais seres que 383

Montanismo

Heresia que apareceu na igreja cristã na última metade do séc. 1, fundada pelo profeta e “enviado de Deus” Montano de Frígia, que promoveu uma rea- ção em favor da antiga severidade ascética e disciplina eclesiástica,

Moral egípcia

Os egípcios eram amáveis, benévolos, caridosos, São conhecidos vários tratados de moral daquele país: as Máximas de Ftá-hotep, as Máximas do Escriba Ani etc. O papiro demótico do Louvre apresenta, também, excelentes máximas morais. Moral iraniana -—- O pequeno livro, que tem por título Antiga Moral Iraniana e Zo- roastriana, compilado por Dhunjibhoy Jansetjee Medhora, teósofo parsi de Bombaim, é um excelente tratado repleto dos mais sublimes ensinamentos morais, em inglês e gujera- ti, e fará conhecer ao estudante, melhor que muitas outras obras, a ética dos antigos ira- nianos.

Morte

Para aqueles que estão plenamente convencidos de que a entidade humana não é constituída principalmente pelo corpo físico e que este nada mais é que o envoltó- rio passageiro do homem cterno, ou seja, da individualidade, a morte não existe, é um sonho; é a maior das ilusões da Terra porque nada mais é que uma mudança nas condi- ções da vida perene e incessante, uma mudança de existência que dá ao homem uma li- beração parcial, posto que, com o abandono e desintegração do corpo grosseiro, liber- ta-se da mais pesada das cadeias que o escravizam, O que chamamos “morte” é um nas- cimento para outra vida superior, mais ampla; um retorno à verdadeira pátria da alma, depois de um breve desterro na Terra, a passagem da prisão do corpo à liberdade do ar do alto. À morte, enfim, é o trânsito da vida material, objetiva, à vida subjetiva, isto é, à verdadeira vida da alma. Nada, pois, mais ilógico, mais absurdo que este aparato fúnebre, tétrico, com que se costuma revestir a morte em nossos tempos excessivamente materia- listas, ( Sabedoria Antiga, pp. 206-207.) (Ver Kâmaloka, Devachán ett.) De acordo com uma fórmula que se encontra nas inscrições funerárias, os egípcios “amavam a vida e detestavam a morte”. Assim, tinham muito cuidado em afastar a idéia da morte, até o extremo de, nos textos, não figurar tal palavra, À aniquilação era consi- derada como o supremo castigo dos malvados; os justos desciam à tumba apenas para ali Se prepararem para novas existências. À região infernal é a Terra dos viventes e, nas ins- crições tumulares, o nome do defunto, muitas vezes, é seguido pelo epíteto: revivente. (Pierret, Diet. d Arch. Égypr.) (Em termos da Alquimia, é o estado atual da putrefação dos mistos, Há dois estados de morte, em verdade. Um estado acidental e um estado es- sencial. A morte essencial é aquela em que o germe foi destrufdo, O misto perdeu suas raízes e sua forma Íntima. À morte acidental é aquela que se processa a fim de se produ- zir à regeneração, À semente morre para que a planta nasça. O homem morre para que seu Espírito viva. O minério morre para que seu Espírito seja aperfeiçoado.) (Azlux, De Alchimia).

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