Palavra hoje admitida para designar aquele estado anormal psicofi- siológico que leva uma pessoa a considerar como realidades as fantasias de sua imagina- ção, bem como suas alucinações reais ou artificiais. Nenhuma pessoa inteiramente sã, nos planos fisiológico e psíquico, jamais chegará a ser médium, Aquilo que os médiuns vêem, ouvem ou sentem é “real”, porém não verdadeiro; provém ou do plano astral, tão enga- noso em suas vibrações e sugestões, ou de puras alucinações, que só têm existência real para quem as percebe, À “mediunidade” é uma espécie de qualidade vulgarizada de 368
O mundo da Luz astral ou, conforme o explica um maçon, é “um grande mundo, não idêntico ao Macrocosmo, o universo, mas algo situado entre este e o Microcosino, o pequeno mundo”, ou seja, o homem, Megha (Sânsc.) — Nuvem, Nome de um demônio, Meghadvâra (Sânsc.) — À atmosfera, Meghavâhana (Sânsc.) — Levado sobre uma nuvem; um deus (Indra, Shiva etc.) Meghavahni (Sânsc.) — O fogo das nuvens, o raio, Meguila (Hebr.) — Literalmente, roto. Termo aplicado ao Cântico dos Cânticos, Li- vro de Rute, Lamentações, Eclesiastes é Ester (principalmente a este último). Usado atualmente com referência a qualquer narrativa extremamente prolongada. Mehen (Eg.) — Segundo os mitos populares, é a grande serpente que representa a parte inferior da atmosfera, No Ocultismo, é o mundo da Luz astral, simbolicamente de- nominada a Serpente e o Dragão cósmico. (Ver as obras de Eliphas Levi, que denominou esta Luz de Serpente do Mal e outros nomes, atribuindo-lhe todas as más influências na Terra.) [Segundo P, Pierret, Mehen É a serpente mitológica que figura no hemisfério in- ferior e que parece simbolizar as sinuosidades do curso do Sol noturno. (Dict, ePArch, Egypt.)
Sin era o nome assírio da Lua e Sín-ai o Monte, o local de nascimento de Osíris, de Dionísio, Baco e vários outros deuses, Segundo Rawlinson, na Babilônia, a Lua era mais estimada que o Sol, pelo fato de as trevas terem precedido à luz. À meia- Lua era, portanto, um símbolo sagrado em quase todas as nações, antes de chegar a ser a insígnia dos turcos. Como diz o autor de Crença Egípcia; “À meia-Lua... não é essen- cialmente uma insígnia maometana, Pelo contrário, era uma insígnia cristã, derivada, através da Ásia, de Astarté babilônica. Rainha do céu ou da Ísis egípcia... cujo emblema era a meia-Lua, O Império greco-cristão de Constantinopla tinha tal insígnia como seu paládio, No princípio da conquista dos turcos, o sultão maometano adotou-a como sím- bolo de seu poder, Desde então, a meia-Lua foi tomada como contraposição à idéia da cruz”, Mel (Alg.) — Solvente dos filósofos. Mela (Sânsc.) — Reunião, assembléia, Melekh (Hebr.) — Literalmente, “Rei”. Um título do Sephira Tiphereth, a V, ou vau do Tetragrammaton -— o filho do Microprosopo (a Face menor), Melhas (Sânsc.) — Uma classe de deuses do fogo ou Salamandras, Melosinae (Cab.) — Espíritos elementais da água, que aparecem comumente sob a figura de mulher, porém podem tomar a forma de serpentes ou peixes. Têm alma, mas não princípio espiritual; este pode ser adquirido ao se unirem ao homem, (O quarto prin- cípio unindo-se ao quinto.) Sua verdadeira forma é a humana; suas formas animais são emprestadas, São também designadas pelo nome de Ondinas, (F., Hartmann) 369
Em geral, entende-se por memória a faculdade mental de recordar ou reter o conhecimento dos pensamentos, atos e acontecimentos passados; a faculdade de reproduzir impressões anteriores através de associação de idéias sugeridas principal- mente por coisas objetivas ou por alguma ação sobre nossos órgãos sensoriais externos. Esta faculdade depende completamente do funcionamento mais ou menos são ou normal de nosso cérebro físico. Contudo, memória é um nome genérico, pois, além da memória em geral, temos: 1º) a lembrança; 2º) a retenção e 3º) a reminiscência. À lembrança e a retenção são atributos e auxiliares da memória em geral, À reminiscência é coisa intei- ramente diferente; os ocultistas e teósofos definem-na dizendo que é “a memória da al- ma” e, portanto, não é física nem passageira, nem depende das condições fisiológicas do cérebro, À reminiscência dá ao homem a certeza de ter vivido antes e de ter de viver no- vamente. De fato, segundo Wordsworth: “Nosso nascimento é apenas um sono e um es- quecimento; à alma que surge conosco, a estrela de nossa vida, teve seu ocaso em outro local e vem de longe” (Chave da Teosofia, pp. 124 e ss.), Por tudo o que foi dito, expli- ca-se o fato de o homem perder a memória de suas existências anteriores. Os gregos ex- plicavam isso através da engenhosa alegoria do rio Letes, o rio do esquecimento, cujas águas tranquilas e silenciosas tinham a virtude de fazer esquecer o passado, O que desa- parece realmente é a memória física ou cerebral, que dura apenas o tempo de uma exis- tência ou parte dela, restando, porém, a reminiscência, o reflexo dos fatos passados na memória da alma (como o perfume deixado por uma flor, reminiscência bastante vaga e contudo latente na imensa maioria das pessoas, mas que, em determinadas condições — sonambulismo, êxtase etc. —, desperta como recordação viva), até o ponto em que o ho- mem que tenha chegado a uma das etapas superiores da evolução se dê conta da longa série de suas vidas passadas. Memrab (Hebr.) — Na Cabala, é “a palavra da vontade”, isto é, as forças coletivas da natureza em atividade, conhecidas pelo nome de “Palavra” ou Logos pelos cabalistas judeus,
Também denominados sabeus é cristãos de São João. Esta última denominação é incorreta, segundo todas as declarações e mes- mo as próprias, porque não têm absolutamente nada a ver com o cristlanismo, ao qual abominam. A seita moderna dos mendaitas encontra-se extremamente difundida na Ásia Menor e em outras partes, e vários orientalistas acreditam, com razão, que é um sobrevi- vente direto dos gnósticos. Porque, segundo se explica no Dictionnaire des Apocryphes, do abade Migne (verbete Le Code Mazarean, vulgarmente chamado Livro de Adão), tal palavra (que, em francês, se escreve Mandaiítes, nome que pronunciam Mandaí) significa ciência, conhecimento ou gnosis. Assim, pois, mendaitas são equivalentes a gnósticos” (op. cit., nota à p. 3). Segundo retata à obra anteriormente mencionada, embora nume- rosos viajantes tenham falado de uma seita conhecida pelos nomes de sabeus, cristãos de São João e mendaitas, e que se encontram espalhados pelos arredores de Schat-Etarab, na confluência do Tigre com o Eufrates (principalmente em Basora, Hoveiza, Koma etc.), Norberg foi o primeiro a indicar uma tribo pertencente à mesma seita estabelecida na Síria e que é a mais interessante de todas, Essa tribo, composta de 14 ou 15,900 mem- bros, reside cerca de uma jornada de distância a leste do Monte Líbano, principalmente em Elmerkah (Lata-Kieh), Intitulam-se indistintamente nazarenos e galileus, pois origi- nalmente chegaram à Síria procedentes da Galiléia. Pretendem que sua religião seja a mesma de São João Batista e que não mudou nada desde o tempo desse santo. Nos dias festivos, vestem-se de pele de camelo, dormem sobre peles de camelo e comem gafa- nhotos e mel, como fazia seu “Pai, São João Batista”. Contudo, chamaram Jesus Cristo de impostor, falso Messias é Nebso (ou seja, o planeta Mercúrio em sua parte malígna), e 370
Ver Tabuinha de Bembo. Mensambulismo (do latim mensa: mesa) — Palavra inventada por certos cabalistas franceses, para designar o fenômeno das “mesas giratórias”,
O mesmo que “Mente Universal”, Mahar, primeiro produto de Brahmã, ou o próprio. Menyw ou Menyu (Celt.) — É, sem dúvida alguma, o equivalente a Adão Kadmon da Cabala, a Manu Svâyambhuva da Índia. Da mesma forma que os dois últimos, Menyw é testemunha da criação e, daf, seu sobrenome de Filho dos Três Gritos, das Três Vozes, das Três Exclamações: é o Logos (E, Bailly) Meracha phath (Hebr.) — Termo aplicado ao “alento” do Espírito divino, no ato de se mover sobre as águas do espaço, antes da criação, (Ver) Siphra Dzeniutha,) Mercavah ou Mercabah (Cald.) — Um carro. Dizem os cabalistas que o Ser supre- mo, após ter estabelecido os dez Sephiroth [que, em sua totalidade, são Adão Kadmon, o Homem arquetipal ou celeste], utilizou-os como carro ou trono de glória, para descer com ele sobre as almas dos homens. Os rabinos judeus davam à sua série religiosa secular o nome de Mercavah (o corpo exterior, “o vefeulo” ou a coberta que encerra a alma oculta, isto é, sua ciência secreta mais elevada). (Chave da Teosofia, 6)] Merodach (Cald.) — Deus da Babilônia, o Bel dos tempos posteriores, É filho de Davkina, deusa das regiões inferiores ou terra, e de Hea, deus dos mares e do Hades, entre os orientalistas, Porém, esotericamente e entre os acádicos, é o Grande Deus da Sabedoria, “aquele que ressuscita os mortos”. Hea, Ea, Dagon ou Oannes e Merodach são apenas um. 371
O mesmo que Ases (ver); as forças criadoras personificadas. Os deu- ses que criaram os anões negros ou Elfos das Trevas em Asgard. Os /Esir ou Ases divinos são os Elfos da Luz, Alegoria que relaciona as trevas provenientes da luz com a matéria nascida do Espírito,
Famoso médico que redescobriu e aplicou pratica- mente ao homem aquele fluido magnético, que foi designado pelo nome de “magnetismo animal” e, desde então, “mesmerismo”, Nasceu em Schwaben, em 1734, e morreu em 1815, Era membro iniciado da Fraternidade dos Fratres Lucis (Irmãos da Luz] e de Luk- shoor (ou Luxor) ou o ramo egípcio desta última, O Conselho de Luxor elegeu-o — se- gundo as ordens da “Grande Fraternidade” — para atuar, no séc, XVIII, como explora- dor comum, enviado no último quarto de cada século para instruir na ciência oculta uma pequena parte das nações ocidentais. O Conde de Saint-Germain, neste caso, inspecio- nou o desenrolar dos acontecimentos e, mais tarde, Caghiostro foi comissionado para prestar seu concurso, porém, tendo cometido uma série de erros mais ou menos fatais, foi destituído de seu cargo, Destes três personagens, que inicialmente foram considera- dos como charlatães, Mesmer já está vingado, A justificação dos dois restantes ocorrerá no séc. XX. Mesmer fundou a “Ordem da Harmonia Universal”, em 1783, na qual, co- mo era de se supor, ensinava-se apenas o magnetismo animal, porém, na realidade, expu- nham-se as doutrinas de Hipócrates, os métodos dos antigos Asclepieia, os Templos de cura, e muitas outras ciências ocultas,
Termo derivado de Mesmer, que redescobriu a força magnética e suas aplicações práticas. É uma corrente vital, que pode ser transmitida de uma pessoa para outra e através da qual se produz um estado anormal no sistema nervoso, que per- mite exercer uma influência direta sobre a mente e a vontade do indivíduo ou pessoa mesmerizada, (Glossário da Chave da Teosofia) À referida corrente de Prâna é a energia vital, que, especializada pelo duplo etéreo, o mesmerizador emite para restaurar uma pessoa débil e para curar as doenças. (Sabedoria Antiga, 64) O mesmerismo, que em 372
Tradução da palavra sânscrita Guru, “Instrutor espiritual”, adotada pelos teósofos para designar os Adeptos, dos quais receberam seus ensinamentos. (Glossário da Chave da Teosofia) Os Mestres são certos grandes Seres, pertencentes à nossa raça, que completaram sua evolução humana e constituem a Fraternidade da Loja Branca, cujo objetivo é ativar e dirigir o desenvolvimento da raça. Estes grandes Seres encarnam-se voluntariamente em corpos humanos, a fim de formar um laço de união entre a humani- dade e os seres sobre-humanos e permitem que aqueles, que reúnem determinadas condi- ções de virtude, pureza, devoção e trabalho desinteressado em prol da humanidade, che- guem a ser seus discípulos, com o propósito de acelerar sua evolução e se dispor a in- gressar na grande Fraternidade, cooperando no glorioso e benéfico labor em proveito do homem, (A. Besant, Sabedoria Antiga, 388-9) (Ver Mahâumaá,) Metafísica (do grego meta, sobre, além, e phisica, as coisas do mundo material ex- terior) — Traduzir esta palavra no sentido de “além da Natureza” ou sobrenatural é es- quecer o espírito e se ater à língua morta, pois é muito mais do que além do natural, visf- vel ou concreto. A metafísica, em ontologia e filosofia, € o termo comum para designar aquela ciência que trata do ser real e permanente em contraposição ao ser irreal, ilusório ou fenomenal, (Glossário da Chave da Teosofia) & Metafísica é representada sob a figura de uma matrona que, como rainha das ciências, leva um cetro na mão; contempla um globo celeste adornado de estrelas; possui uma venda nos olhos, disposta de maneira tal que, sem privá-la da luz do alto, impede que olhe para baixo, apenas para o globo da Terra, sobre o qual está apoiada e que cobre com parte de sua vestimenta, para ocu- par-se apenas de contemplações mais elevadas. Metal (Alg.) — Os metais dos filósofos são aquela matéria da qual extraem o espíri- to, da qual fazem a pedra ao branco e a pedra ao rubro. Seus metais perfeitos são estas mesmas pedras. Frequentemente eles os denominam de Corpos. Os Químicos antigos deram aos metais os nomes de sete planetas, pois acreditavam encontrar neles proprieda- des e cores análogas àquelas que o Astrólogo reconhece nos Planetas, São, em conse- quência, respectivamente: Saturno — chumbo; Júpiter — estanho; Marte — ferro; Sol — ouro; Vênus — cobre; Mercúrio — mercúrio, e Lua — prata. Distinguem-se os metais em perfeitos (o ouro e a prata) e imperfeitos (cobre, ferro, chumbo, estanho e mercúrio). Os filósofos chamam também de Metais imperfeitos a ma- téria da obra, visto que, durante as operações, é afetada por outras cores além do branco e do vermelho. Estas duas últimas compõem os reinos do Sol e da Lua, os outros são os reinos dos outros Planetas. A maior parte dos químicos não contam o mercúrio entre os metais e pretendem que ele seja apenas a semente; mas a verdadeira matéria dos metais é, propriamente dita, ape- nas um vapor, um espírito que se corporífica nas entranhas da Terra, à medida que o fo- go central a sublima em direção à superfície; torna-se uma água viscosa, que se une a diferentes enxofres; coze-se e se digere com eles, de uma maneira mais ou menos per- feita, de acordo com a maior ou menor pureza da matriz onde os metais se formaram,
Transformação de uma pessoa ou coisa em outra ou mudança do estado de uma pessoa ou coisa para outro distinto. À meta- morfose é expressa em egípcio com a palavra vir a ser, transformar-se, e é simbolizada pelo escaravelho, Khepra, um atributo divino, um privilégio prometido aos justos. Em todos os capítulos do Livro dos Mortos, o defunto pede a faculdade de revestir todas as formas que lhe aprouverem, (P. Pierret, Dict.Arch, Égypt.) (Ver Metempsicose.) 373
Palavra grega que significa, literalmente, “Cara pequena” ou “Fa- ce menor”, Em seu sentido metafísico mais elevado, Microprosopo é Adão Kadmon, o Homern celeste ou arquétipo; o veículo de Ain Suph. Este termo aplica-se igualmente ao Microcosnto (Doutrina Secreta, 1, 235) e à Tétrade (Idem, 11, 663), (Ver: Face inferior, Faces ou Rostos Cabalísticos, Macroprosopo, Tetragrammaton etc.) Micha (Sânsc.) — Inveja, engano, fraude, Middha (Sânsc.) — Sonolência, entorpecimento, estupidez.
À grande Serpente dos Eddas, que rói as raízes de Igdrasil, a Ár- vore da Vida e do Universo, segundo a lenda dos antigos escandinavos. Midgard é a Ser- pente do Mal, Sob outro ponto de vista, Midgard é a Terra, mansão do homem, em con- traposição a Asgard, morada dos deuses, e Urtgard, residência dos gigantes. Une-se ao Asgard pela ponte do arco-fris, Midgard é também a Serpente do mundo, oculta no oceano, cujos anéis ou espirais circundam todo o nosso planeta. Midrash (Hebr.) Outro nome do Zohar. (Doutrina Secreta, III, 167) Midrashim (Hebr.) — “Antigo”; o mesmo que Purâna, Os antigos escritos dos ju- deus, como os Purânas, são designados pelo nome de “Antigas” (Escrituras da Índia). Migmar (Tib.) — O planeta Marte. É simbolizado por um Olho, “Contempla como Migmar, com seu “Olho” coberto por um véu carmesim, passa majestosamente acari- ciando a Terra adormecida”, (A Voz do Silêncio, ID.
É o Metatron dos cabalistas judeus, Foi designado por numerosos títulos: Miguel-Jehovah. Anjo da Face, Príncipe das Faces do Senhor, Glória do Senhor, Guia de Israel, Caudiho dos Exércitos do Senhor etc. Os católicos romanos identificam Cristo com Miguel que é seu Ferouer (ver). Segundo a alegoria primitiva arcaica, Miguel luta com Satã 5 Dragão, e o vence bem como a seus anjos. (Doutrina Secreta, II, 503, UI, 388 et)
Segundo Chambers, é todo fenômeno que excede o poder do homem e se afasta da ação comum das leis da Natureza, Webster diz, mais acertadamente: “Um des- vio das leis conhecidas da Natureza”. Sabemos por experiência — diz Leadbeater — que, atualmente, o homem conhece apenas uma parte mínima das leis naturais e que, portanto, ocorrem muitas coisas que não consegue explicar, Porém, apoiando-nos na analogia, bem como na observação direta, estamos completamente certos de que tais leis são imutáveis e que, sempre que ocorre um fenômeno para nós inexplicável, a falta de tal explicação deve-se à nossa ignorância dessas leis e não a nenhuma contravenção das mesmas. As- sim, à medida que se vai alargando o círculo de nossos conhecimentos, proporcional- mente se redus o campo do milagroso, Aquilo que chamamos de “milagres” não são fa- tos que estão supra vires naturae (acima das forças da Natureza), mas constituem sim- plesmente efeitos ou manifestações da Lei, que está acima de nosso saber e compreensão atuais. Assim, pois, a Teosofia ensina que não existe nem pode existir o milagre e que negar um fato que nos pareça extraordinário ou o declarar impossível, a priori, é prova simples de ignorância. Tudo o que acontece é resultado da Lei eterna e imutável e muitos ignoram que há leis outrora conhecidas e que hoje são desconhecidas pela ciência oficial. Não concluem as possibilidades ali onde terminam nosso saber e nosso alcance intelec- tual, por maiores que nos pareçam, Muitas novidades, que nossos avós qualificariam de sobrenaturais ou milagrosas, constituem para nós fatos completamente naturais, pela simples razão de conhecermos os seus mecanismos, Tendo em vista os surpreendentes 375
Um sábio gigante, nos Eddas. Um dos Jotuns ou Titãs, Tomava conta de um poço (Poço de Mimir), que continha as águas da Sabedoria primitiva, bebi- das por Odin para adquirir o conhecimento dos acontecimentos passados, presentes e futuros. Mina (Minas) (Sânsc.) — O mesmo que Meenam, Décimo segundo signo do Zodíaco hindu, correspondente ao nosso Peixes.