Glossário Teosófico

Mestre

Tradução da palavra sânscrita Guru, “Instrutor espiritual”, adotada pelos teósofos para designar os Adeptos, dos quais receberam seus ensinamentos. (Glossário da Chave da Teosofia) Os Mestres são certos grandes Seres, pertencentes à nossa raça, que completaram sua evolução humana e constituem a Fraternidade da Loja Branca, cujo objetivo é ativar e dirigir o desenvolvimento da raça. Estes grandes Seres encarnam-se voluntariamente em corpos humanos, a fim de formar um laço de união entre a humani- dade e os seres sobre-humanos e permitem que aqueles, que reúnem determinadas condi- ções de virtude, pureza, devoção e trabalho desinteressado em prol da humanidade, che- guem a ser seus discípulos, com o propósito de acelerar sua evolução e se dispor a in- gressar na grande Fraternidade, cooperando no glorioso e benéfico labor em proveito do homem, (A. Besant, Sabedoria Antiga, 388-9) (Ver Mahâumaá,) Metafísica (do grego meta, sobre, além, e phisica, as coisas do mundo material ex- terior) — Traduzir esta palavra no sentido de “além da Natureza” ou sobrenatural é es- quecer o espírito e se ater à língua morta, pois é muito mais do que além do natural, visf- vel ou concreto. A metafísica, em ontologia e filosofia, € o termo comum para designar aquela ciência que trata do ser real e permanente em contraposição ao ser irreal, ilusório ou fenomenal, (Glossário da Chave da Teosofia) & Metafísica é representada sob a figura de uma matrona que, como rainha das ciências, leva um cetro na mão; contempla um globo celeste adornado de estrelas; possui uma venda nos olhos, disposta de maneira tal que, sem privá-la da luz do alto, impede que olhe para baixo, apenas para o globo da Terra, sobre o qual está apoiada e que cobre com parte de sua vestimenta, para ocu- par-se apenas de contemplações mais elevadas. Metal (Alg.) — Os metais dos filósofos são aquela matéria da qual extraem o espíri- to, da qual fazem a pedra ao branco e a pedra ao rubro. Seus metais perfeitos são estas mesmas pedras. Frequentemente eles os denominam de Corpos. Os Químicos antigos deram aos metais os nomes de sete planetas, pois acreditavam encontrar neles proprieda- des e cores análogas àquelas que o Astrólogo reconhece nos Planetas, São, em conse- quência, respectivamente: Saturno — chumbo; Júpiter — estanho; Marte — ferro; Sol — ouro; Vênus — cobre; Mercúrio — mercúrio, e Lua — prata. Distinguem-se os metais em perfeitos (o ouro e a prata) e imperfeitos (cobre, ferro, chumbo, estanho e mercúrio). Os filósofos chamam também de Metais imperfeitos a ma- téria da obra, visto que, durante as operações, é afetada por outras cores além do branco e do vermelho. Estas duas últimas compõem os reinos do Sol e da Lua, os outros são os reinos dos outros Planetas. A maior parte dos químicos não contam o mercúrio entre os metais e pretendem que ele seja apenas a semente; mas a verdadeira matéria dos metais é, propriamente dita, ape- nas um vapor, um espírito que se corporífica nas entranhas da Terra, à medida que o fo- go central a sublima em direção à superfície; torna-se uma água viscosa, que se une a diferentes enxofres; coze-se e se digere com eles, de uma maneira mais ou menos per- feita, de acordo com a maior ou menor pureza da matriz onde os metais se formaram,

Círculo de leitura

Receba novos textos e percursos de estudo.