Peregrino maometano, que esteve em Meca; um santo, cujo corpo, após a morte, é colocado num sepulcro aberto erigido sobre o solo, como as demais constru- ções, porém em meio às ruas e praças das cidades populosas. Colocado dentro do único e pequeno recinto da tumba (e muitos destes sepulcros públicos de ladrilho e argamassa podem ser vistos hoje nas ruas e praças do Cairo), a devoção dos transeuntes mantém sempre acesa uma lâmpada sobre a cabeça do santo, Às tumbas de alguns destes mara- hbuts são famosas pelos milagres a elas atribuídos. Mârajit (Sánsc.) — “ Vencedor de Mãra”, Epfteto de Buddha. Mâáraka ou Maraka (Sânsc.) — Destruidor; epidemia, peste, contágio, mortalidade. Marana (Sânsc.) - Morte,
Antiga seita gnóstica [do séc. 11], lundada por Marcion, que foi de- voto cristão, tanto que nenhum dogma de criação humana veio viciar os conceitos pura- mente transcendentais e metafísicos e as criações originais dos primeiros cristãos, Tais crenças primitivas eram de Marcion, Este negava os fatos históricos (tais como hoje se encontram nos Evangelhos) do nascimento, da encarnação e paixão de Cristo, assim co- mo a ressurreição do corpo de Jesus, sustentando que tais afirmações constitulam apenas a carnalização do simbolismo e das alegorias metafísicas e uma degradação da verda- 358
Maria, entre os muçulmanos, Mârichã ou Máricht (Sânsc.) — Filha do sábio Kandu e de Pramlochã, a apsara- demônio do céu de Indra. Foi mãe de Dakcha, E uma alegoria referente ao mistério da segunda e terceira Raças humanas, (Ver Pramlochã.) Maríchi (Mârichi) (Sânsc.) — Um dos filhos nascidos da mente de Brahinã, segundo os Purânas, Os brâhmanes fazem dele a Luz personificada, o pai de Sârya, o Sol, o ante- cessor direto de Mahâkâzyapa. Os budistas do Norte, pertencentes à escola Yogachârya, vêem em Maríchi Deva um Bodhisattva, enquanto os budistas chineses (especialmente os taoístas) fizeram deste conceito a Rainha dos Céus, a deusa de luz, regente do Sol e da Lua, Entre os piedosos e iJetrados budistas, sua fórmula mágica “On Martchi svâha” é muito poderosa, Falando de Márichi, Eitel menciona “Georgi, que explica tal termo co- mo uma transcrição chinesa do nome da santa virgem Maria” (!!). Considerando que Maríchi é o chefe dos Maruts [personificações dos ventos] e um dos sete Richis primiti- vos, aquela suposta derivação parece muito longínqua. [Maríchi significa, literalmente, “raio de luz”. um dos Prajápatis (procriadores) e um dos oito pontos do céu. Esoteri- camente, é um dos antecessores solares da humanidade, os Egos humanos inteligentes,| 359
Uma arma que possufa a forma de cruz svástita e que os maçons e místicos europeus destenavam pelo nome de “Cruz herméti- ca” e também “Cruz jaina”, croix cramponnéêe, E o símbolo mais arcaico e mais sagrado e universalmente respeitado. (Ver Svásiika.) [Ver também sis sem Véu, 1, 160-161, ed. inglesa. |
Professor de filosofia em Heimstadt, célebre por suas críticas severas contra à Alquimia, Um dia, em uma de suas aulas públicas, enquanto vociferava impro- périos contra os pesquisadores da pedra filosofal e lançava argumento após argumento contra suas doutrinas, um cavalheiro estrangeiro, ali presente, interrompeu-o educada- mente e lhe propôs uma discussão pública, Depois de ter refutado um a um todos os ar- gumentos do professor, o cavalheiro pediu-lhe um cadinho, um forninho e chumbo e, ato contínuo, realizou a transmutação: converteu tal metal em ouro e o ofereceu a seu estu- pefato adversário, dizendo-lhe: Domine, solve mi hunc syilogismum (Senhor, resolva=me este silogismo), Esta demonstração tão evidente causou à completa conversão de Martini, que, na edição seguinte de seu Tratado de Lógica, expressa-se nestes termos: “Nada di- rei contra à verdade desta arte, pois não pude rechaçar os testemunhos de tantas pessoas honradas, que asseguram ter visto com seus próprios olhos a sublimação dos metais e de elas próprias a terem realizado, Mentir aqui seria uma loucura, sobretudo para um discf- pulo da Sabedoria”. (Figuier, L' Alchimie et les Alchimistes, p. 240)
Sociedade fundada na França por um grande místico chamado Mar- quês de Saint Martin, discípulo de Martinez Pasqualis, Foi estabelecida primeiramente em Lion, como uma espécie de sociedade maçônica oculta, cujos membros acreditavam na possibilidade de comunicação com os espíritos planetários, os deuses menores e os gê- nios das esferas ultramundanas, Luís Cláudio de Saint Martin, nascido no ano de 1743, começou sua vida como brilhante oficial do exército, porém abandonou à carreira militar para se consagrar aos estudos e às belles letres, tornando-se, afinal, um teósofo fervo- roso e discípulo de Jacobo Boehme. Tratou de fazer à maçonaria retornar a seu primitivo caráter de Ocultismo e Teurgia, porém fracassou em seu desempenho, Em primeiro lu- gar, fez com que seu “Rito retificado” constasse de dez, graus, porém estes ficaram re- duzidos a sete, devido ao estudo das ordens maçônicas originais, Os maçons lamentam o fato de que Saint Martin tenha introduzido certas idéias e adotado certos ritos “que não estão de acordo com a história arqueológica da maçonaria”; porém o mesmo fizeram Ca- gliostro e Saint-Germain antes dele, como todos os outros que conheciam bem a origem da franco-maçonaria,
Ver| Maruts, Maruta ou Mâruta (Sânsc.) — Vento, ar; sopro vital. (Ver Maruis.) Mârut-jivas (Sânsc.) — As Mônadas de Adeptos que alcançaram a libertação final, porém preferem reencarnar-se na Terra, em benefício da humanidade, Contudo, não de- vem ser confundidos com os Nirmânakâávas, que ocupam um lugar muito mais elevado, Marutpâla (Sânse.) — “Senhor dos Maruts”: Indra, deus do firmamento. Maruts [Marutas ou Mârutas] (Sânsc.) — Entre os orientalistas, são os deuses das tormentas, porém, no Veda, são algo muito mais místico. Nos ensinamentos esotéricos, devido ao fato de se reencarnarem em cada Ronda, são simplesmente idênticos a alguns dos Agnichvâtta-Pitris, os Egos humanos inteligentes, Daí a alegoria de que Shiva transformou as massas de carne em crianças e as denominou Maruts, para designar ho- mens desprovidos de sentido, transformados para chegar a ser veículos dos Pitris ou Ma- ruis ígneos e, portanto, seres racionais, [Maru significa: vento, ar, alento, sopro vital, No plural (Maruis ou Marutas), são deuses, gênios ou personificações dos ventos, São filhos de Rudra e de Diti e amigos ou aliados de Indra. São em número de sete (sete vezes sete, Ou quarenta e oito, segundo outros) e seu chefe é Maríchi, (Ver, Diti.)] Masal (Alg.) — Termo empregado em algumas obras Químicas para significar leite azedo ou água mercurial dos filósofos, no princípio da coagulação. Masardegi (Alg.) — Chumbo. Masarea (Alq.) — Pilosela. Masben (Cald.) — Termo maçônico que significa “o Sol em putrefação”., Tem rela- ção direta (talvez esquecida pelos maçons) com sua “Palavra em voz baixa”,
Palavra derivada de (Ahura) Mazda, (Ver: Spiegel, Yasna 1.) Os mas- defstas eram os antigos nobres persas, que adoravam a Ormuzd e, rechaçando as ima- gens, inspiraram aos judeus o mesmo horror a toda representação concreta da Divindade, Parece que, no tempo de Heródoto, foram substituídos pelos que professavam a religião dos magos. Os parsis e guebros (geberim, homens poderosos do Gênese, VI e X, 8) pare- cem ser os magos protestantes, (Ver Isis sem Véu, 1, XXXVI) 361
Sistema religioso do Zend-Avesta, antiga religião dos parsis cuja ori- gem, embora posterior àquela do hinduísmo, remonta à noite dos tempos, pois os histo- riadores gregos remontam os ensinamentos de Zarathustra (ou Zoroastro) a cerca de 9.000 anos antes de nossa era, sendo bastante provável que sejam ainda mais antigos, É a segunda das religiões saídas do tronco ariano. Nela o Fogo é símbolo do Deus supremo, emblema da Vida divina e, portanto, o símbolo sagrado mais venerado pelos masdefstas, O Ser supremo é Ahura-Mazda, “trino diante das outras criaturas”, o supremo, o uni- versal, onipresente, origem é fonte da vida e criador do mundo. A hura- Mazda, por sua vez, surgiu de Zeroana Akerna, o Tempo sem limites ou a Causa desconhecida: Séguem- se as hierarquias das Inteligências celestes, dirigidas pelos sete grandes Espíritos, os Ameshaspentas, 08 sete deuses ou arcanjos presidentes, “Pensamentos puros, palavras puras e obras puras”: eis o famoso axioma da religião dos parses, “A pureza é o melhor dos bens”, diz também um de seus livros sagrados, (Para maiores detalhes, ver Annie Besant, Quatro Grandes Religiões.)
Por tradição, uma palavra atlântida da quarta Raça, usada para ex- pressar um fogo cósmico misterioso ou, melhor dizendo, uma Força, que, segundo se di- zia, era capaz de pulverizar, num segundo, cidades inteiras e destruir o mundo. Masora ou Massorah (Hebr.) — Nome aplicado especialmente a uma coleção de notas explicativas, gramaticais e críticas, que se encontram na margem de antigos ma- nuscritos ou em rolos do Antigo Testamento, [O objetivo dos rabinos ao redigir tais notas era conservar a leitura genuína e a inteligência do sagrado texto hebraico, Há o Grande Masora e o Pequeno Masora, que é um extrato do anterior. Masoretas -— Também denominados meiquitas. [Gramáticos hebreus, que se ocupa- vam da divisão, estudo, acentuação, palavras, letras e formas gramaticais do texto hebreu do Ánrtigo Testamento.)
Ver Pontos masoréticos. Massa de Coquemar (Alg.) — Matéria da Obra. Massalis (Atg.) — Mercúrio dos filósofos. Masserium (Alg.) — Mercúrio hermético. Mastaba (Eg.) — À parte superior de uma tumba egípcia, que, como dizem os egip- tólogos, constava sempre de três partes, a saber: 1º) a Mastaba ou capela comemorativa erguida sobre o solo; 29) uma cova de 20 a 90 pés de profundidade, que conduzia, atra- vés de uma passagem, à 3º) câmara sepulcral, onde se encontrava o sarcófago, que con- tinha à múmia, dormindo o sono de longos séculos, Uma vez enterrada a múmia, fecha- va-se a cova e à entrada ficava oculta. Assim dizem os orientalistas, que dividem a última morada da múmia em quase os mesmos princípios usados pelos teólogos para dividir o homem: corpo, alma e espírito ou mente, Fato é que estas tumbas dos antigos eram sim- bólicas como seus outros edifícios sagrados, e que esta simbologia refere-se diretamente à divisão setenária do homem, Porém, na morte, à ordem inverte-se e, assim como o Mastaba, com suas cenas da vida diária pintadas nas paredes, sua mesa de oferendas, para a larva, à sombra ou linga shârira, era um objeto comemorativo dos dois princípios da Vida que havia abandonado, o que constitufa um frio inferior na Terra, à cova, à pas- sagem e a câmara sepulcral e a múmia do sarcófago eram os símbolos objetivos erigidos aos dois “princípios” perecíveis, a mente pessoal e o Kâma e aos três imortais, a Tríada superior, agora fundidos em um, Este “Um” era o Espírito do bem-aventurado, que des- cansa atualmente no Círculo feliz de Aanru. Mata (Sânsc.) — Pensamento, opinião, crença, doutrina, intenção, consideração, sentença, ditame, Como adjetivo: pensado, considerado, julgado, declarado, conhecido, suposto, aprovado, Matallikàá (Sânsc.) — Excelência. Matanga (Sânsc.) — Uma das castas inferiores da Índia; elefante; nuvem, Nome de um personagem de quem se fala no Mahâbhârata e no Râmâyana. Mátari-svan —Ver Mátarizvan, Mâátarizvan (Mátarishvãà) (Sânsc.) -- Um ser aéreo representado, no Rig-veda, sur- gindo do alto ou produzindo fogo (agni) para os Bhrigus, que são designados pelo nome de “Consumidores” e são descritos, pelos orientalistas, como “uma classe de seres míti- cos, pertencentes à classe média ou aérea de deuses”. No Ocultismo, os Bhrigus são sim- plesmente as “Salamandras” dos rosacruzes e cabalistas, [Mátarizvan: personagem divino 362
Não é necessariamente apenas aquele que não crê nem em Deus nem na alma, nem na sobrevivência desta última, mas também o é toda pessoa que mate- rializa o que é puramente espiritual; aqueles que crêêm numa divindade antropomórfica, numa lama capaz de arder no fogo do inferno, num inferno e num céu como localidades, ao invés de estados de consciência, Os “substancialistas” americanos, que constituem uma seita cristã, são materialistas, bem como os “espiritualistas”, (Glossário da Chave da Teosofia)
No espiritismo, esta palavra significa a aparição objetiva dos chamados “espíritos” dos mortos, que, em certas ocasiões, revestem-se de matéria, isto é, formam-se para si mesmos, utilizando os materiais que têm à mão, que se encontram na atmosfera, e as emanações dos circunstantes, um corpo temporal, que se parece com o defunto, quando este estava vivo, Os teósofos aceitam o fenômeno da “materialização”, porém rechaçam a teoria de que esta seja produzida por “Espíritos”, isto é, os princípios imortais de pessoas desencarnadas, Os teósofos acreditam que, quando o fenômeno é verdadeiro e genuíno — o que é um fato muito mais raro do que geralmente se acredita —, é produzido pelas larvas, formas astrais (eidola), “fantasmas” kâmalókicos das personali- dades mortas. (Ver . Kâámadhâtu, Kâmaloka e Kâmarúpa.) Considerando que o Kâmaloka encontra-se no plano terrestre e difere do grau de materialidade deste apenas no grau de seu plano de consciência, razão pela qual se oculta de nossa visão normal, a aparição fortuita de tais cascas é tão natural quanto a dos globos elétricos e outros fenômenos at- mosféricos. À eletricidade, como matéria fluida ou atômica (visto que os ocultistas sus- tentam com Maxwell que é atômica), embora invisível, existe sempre no ar e se mani- festa sob várias formas, porém apenas quando existem certas condições para “materiali- zar” o fluido, quando este passa de seu próprio plano para o nosso e se torna objetivo, Coisa parecida acontece com as formas astrais dos mortos. Estão presentes ao nosso re- dor, porém, encontrando-se em outro plano, não nos vêem, como nós também não as vemos. Mas, sempre que os desejos veementes das pessoas vivas e as condições adminis- tradas pelas constituições anormais dos médiuns combinam-se, estas formas astrais são atraídas, melhor dizendo, arrancadas de seu plano para caírem no nosso e se tornarem objetivas. Isso é necromancia; não faz nenhum bem aos mortos e sim grave dano aos vi- vos, além do fato de se opor a uma das leis da Natureza. A materialização eventual dos “corpos astrais” ou duplicados de pessoas vivas é uma questão inteiramente diferente, Estes “astrais” muitas vezes são tomados equivocadamente por aparições de mortos, pois, como um camaleão, nossos próprios “elementares”, da mesma forma que os “ele- 364
O Abhidharma ou terceira parte do Tripitaka dos budistas. Mâátripadma (Sáânsc.) — À mãe-lótus; a matriz da Natureza, Mâtris (Sânsc.) — “Mães”: as mães divinas, São em número de sete, São os poderes e aspectos femininos dos deuses como Brahmãânf, de Brahmã; Vaishnavt, de Vishnu; Aindri ou Indrâni, de Indra etc. 365
Derivado de Muni, À condição de um mani; o silêncio, Mauna-vrata (Sânsc.) — Literalmente, “voto do muni”, Voto de silêncio, Maunin (Sânsc.) — Silencioso; asceta; que pratica o silêncio. Mau olhado -— Influência maléfica que uma pessoa pode exercer sobre outra, olhan- do-a de certa maneira e, particularmente, às crianças. Esta crença é extremamente dis- seminada na Espanha, Itália, Alemanha, Grécia e muitos outros países, mas sua origem é oriental, O próprio Thalmud fala dela. As crianças, sobretudo, são as mais expostas a tal ação funesta, Em Ísis sem Vêu (11, 633), relata-se um caso curioso, cujo protagonista foi o padre jesuíta Girad, que, no ano de 1731, foi julgado pelo Parlamento de Aix, por se- duzir sua penitente, à bela e virtuosa Srta. Catalina Cadiêre, de Toulon, e por certos cri- mes repugnantes a ela relacionados. O mau olhado € o efeito do poder que algumas pes- soas têm de comprimir o fluido astral e lançar um raio do mesmo, consciente ou incons- cientemente, contra um objeto determinado, com força fatal. Há pessoas que podem matar aves e sapos com apenas um olhar e, do mesmo modo, podem matar seres huma- nos. À malignidade de seu desejo acumula num foco as forças maléficas, que são dispa- radas como um dardo mortífero. (Ver /sis sem Véu, 1, 380.) 366
Palavra que deriva do sânscrito máãyá e equivale a “ilusório”, Máyâvi-rúpa (Sânsc.) — “Forma ilusória”, o “duplo”, na filosofia esotérica; Dop- pelgánger ou “perispírito”, em alemão e português, respectivamente, [Corpo ou forma de Úusão; o corpo do plano mental inferior, Um veículo ou invólucro artificial formado de elementos mentais e astrais, através de exercício da vontade de um Adepto (isto é, através do Krivâsakti), com o objetivo de funcionar em tais dois mundos ou planos, (P. Hoult) Em outros termos, segundo À. Besant: corpo mental ou ilusório disposto a fun- cionar de modo independente no mundo mental inferior e do qual o chetla se serve, livre temporalmente de seu invólucro físico (Sabedoria Antiga, 150). Este corpo é suscetível de se trasladar a grandes distâncias, em plena consciência.) Maáyâà-sakti (Sânsc.) — Potência ou força ilusória. Máyâ-yoga (Sânsc.) — O yoga da ilusão ou magia, (P, Hoult) Mâyin (Sânsc.) — Mago; que alucina ou causa ilusão. Mazda (Zend.) — Ver Ahura-Mazda.
À inexplicável e ardente inspiração do homem interior pelo Infinito. (H. P. Blavatsky) Nos Aforismos de Patafijali, é assim definida: “Meditação (dhyâna) é a contínua e prolongada corrente de pensamento, dirigida a um determinado objeto até chegar a se absorver nele”. É uma das principais práticas do Rája-yoga e seus resultados são de enorme transcendência, como se pode julgar por estas palavras de À. Besant, re- ferentes à disciplina a que deve se submeter o chela: “O aspirante deverá ser adestrado na meditação e esta prática eficaz, fora do corpo físico. avivará e exercitará ativamente muitas das faculdades superiores. Durante a meditação, chegará às mais altas regiões da existência, aprendendo mais da vida do plano mental, Ser-lhe-á ensinado como utilizar seus poderes crescentes a serviço da humanidade e, durante muitas das horas de sono do corpo, trabalhará com afinco no plano astral, ajudando as almas que a morte tenha leva- do para lá, dando refrigério às vítimas de acidentes, ensinando àqueles menos instruídos do que ele e ajudando de mil maneiras aos que necessitam de seu auxílio, Deste modo, e segundo seus meios humildes, participa da obra benéfica dos Mestres, associado à su- blime Fraternidade, como colaborador, por menor que seja sua participação” (Sabedoria Antiga, 399-400). (Ver Dhyâna.)
É um ser diametralmente oposto ao Adepto. O médium é um instru- mento passivo de influências estranhas, enquanto o Adepto exerce de modo ativo seu poder sobre si mesmo e sobre todas as potências inferiores, (Ísis sem Véu, II, 588) Na mediunidade, o indivíduo, por ser passivo, está exposto à influência de qualquer entidade astral que se encontre nas imediações. Normalmente, é inconsciente; não sabe o que se faz através de seu organismo nem quem o faz; não recorda nada ao despertar de sua es- pécie de sono, Seu estado é aquele de uma verdadeira obsessão. Por outro lado, os me- lhores médiuns físicos são pessoas doentes, neuróticas, histero-epiléticas ou, o que é ain- da pior, propensas a algum vício anormal, À mediunidade, tal como praticada atualmen- te, é talvez um dom menos desejável do que a túnica de Neso, (Ísis sem Véu, 1488-489) (Ver Mediunidade.)