Glossário Teosófico

Morte

Para aqueles que estão plenamente convencidos de que a entidade humana não é constituída principalmente pelo corpo físico e que este nada mais é que o envoltó- rio passageiro do homem cterno, ou seja, da individualidade, a morte não existe, é um sonho; é a maior das ilusões da Terra porque nada mais é que uma mudança nas condi- ções da vida perene e incessante, uma mudança de existência que dá ao homem uma li- beração parcial, posto que, com o abandono e desintegração do corpo grosseiro, liber- ta-se da mais pesada das cadeias que o escravizam, O que chamamos “morte” é um nas- cimento para outra vida superior, mais ampla; um retorno à verdadeira pátria da alma, depois de um breve desterro na Terra, a passagem da prisão do corpo à liberdade do ar do alto. À morte, enfim, é o trânsito da vida material, objetiva, à vida subjetiva, isto é, à verdadeira vida da alma. Nada, pois, mais ilógico, mais absurdo que este aparato fúnebre, tétrico, com que se costuma revestir a morte em nossos tempos excessivamente materia- listas, ( Sabedoria Antiga, pp. 206-207.) (Ver Kâmaloka, Devachán ett.) De acordo com uma fórmula que se encontra nas inscrições funerárias, os egípcios “amavam a vida e detestavam a morte”. Assim, tinham muito cuidado em afastar a idéia da morte, até o extremo de, nos textos, não figurar tal palavra, À aniquilação era consi- derada como o supremo castigo dos malvados; os justos desciam à tumba apenas para ali Se prepararem para novas existências. À região infernal é a Terra dos viventes e, nas ins- crições tumulares, o nome do defunto, muitas vezes, é seguido pelo epíteto: revivente. (Pierret, Diet. d Arch. Égypr.) (Em termos da Alquimia, é o estado atual da putrefação dos mistos, Há dois estados de morte, em verdade. Um estado acidental e um estado es- sencial. A morte essencial é aquela em que o germe foi destrufdo, O misto perdeu suas raízes e sua forma Íntima. À morte acidental é aquela que se processa a fim de se produ- zir à regeneração, À semente morre para que a planta nasça. O homem morre para que seu Espírito viva. O minério morre para que seu Espírito seja aperfeiçoado.) (Azlux, De Alchimia).

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