Glossário Teosófico

Mão

Nos monumentos cristãos dos quatro primeiros séculos, a idéia, a ação, a onipotência ou a intervenção da Divindade eram expressas por uma mão isolada, que, em geral, safa de uma nuvem. Assim, então, dava-se a entender que Deus era um Ser incor- póreo e invisível, que só se nos manifesta por suas obras, Tudo quanto se pareça a uma materialização ou personificação de Deus repugnava essencialmente ao espírito cristão e o próprio Santo Agostinho condenava toda prática dessa natureza, com as seguintes pa- lavras: “Tudo aquilo que possa, tratando-se de Deus, despertar a idéia de uma semelhan- ça corpórea, deve ser rechaçado de teu pensamento, deves repudiar, renegar e fugir de- le”. Embora nos primeiros tempos do Cristlanismo não houvesse nascido ainda a heresia dos antropomorfitas, tais prevenções eram, contudo, necessárias contra outros hereges e contra os estóicos, que figuravam um Deus corpóreo. Porém, em vários monumentos cristãos posteriores ao séc. IV vemos já antropomoríizada a figura da Divindade, repre- sentada como um velho, como um homem de idade madura € até um jovem. (Ver Mar- tigny, Diet, des Antig. Chréi,, verbete “Deus” — Dieu.) Maquom (Caid.) — “Lugar secreto”, na fraseologia do Zohar, um lugar oculto, seja referente a um objeto sagrado de um templo, seja a “Matriz do Mundo” ou à matriz hu- mana, E um termo cabalístico. Mar de Fogo -— Com este nome designa-se a Luz superastral (isto é, numenal), a primeira radiação da Raiz Múlaprakriti, Substância cósmica indiferenciada, que passa a ser Matéria astral. O Mar de Fogo é também denominado Serpente Ígnea ou de Fogo. Mãra (Sánsc.) — O Deus da Tentação, o Sedutor, que tratava de afastar Buddha de seu Sendeiro. É denominado “Destruidor” e “Morte” (da Alma). É um dos nomes de Kâma, deus do amor. [O grande Enganador, o Tentador ou Destruidor, Nas religiões exotéricas, Mâra é um demônio, um asura;, porém, na filosofia esotérica, é a Tentação personificada pelos vícios humanos, e traduzindo literalmente esta palavra, temos: “o que mata” a Alma, E representado como um Rei (Rei dos Mãáras), com uma coroa na qual brilha uma jóia com um resplendor tal que cega a todos os que a olham, significando este brilho a fascinação produzida pelo vício sobre certas naturezas. (A Voz do Silêncio, DE o Diabo dos budistas.)

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