Glossário Teosófico

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Verbetes: G

Gênios

Os caldeus e outros povos da Antiguidade acreditavam na existência de seres espirituais intermediários entre Deus e os homens e que, segundo eles, presidiam o nascimento de cada pessoa, a qual acompanhavam durante toda a vida. Supunham alguns que cada homem tinha dois gênios opostos, um bom, o espírito guardião que o atraía para o bem, e outro mau, que o arrastava para o mal. Às casas, os lugares, as cidades, as na- ções possufam igualmente seu gênio tutelar.

Geônico

Ver Período geônico, Gh (Sânsc.) — Em sânscrito, é a décima oitava letra de seu alfabeto e é pronunciada como o g suave acompanhado de leve aspiração, É símbolo de um dos vasos que partem do coração para se ramificar por todo o corpo, (Râma Prasãd) Ghadol (Hebr.)— “Magno”, o terceiro nome divino, (Ver G,) Gharghara (Sânsc.) — Um dos tons musicais, Ghâri ou Ghati (Sânsc.) - (1) Um período de vinte e quatro minutos; (2) um ghari lunar é um pouco menor, uma sexagésima parte de um dia lunar. (Râma Prasâd) — Gharma (Sânsc.) — [“Calor que faz suar”. Estação quente.) Epíteto de Kârtikeya [ou Skanda], o deus da guerra hindu, e o Kumáâra, nascido da gota de suor de Shiva, que caiu nas águas do Ganges. [E também o planeta Marte.)

Ghati

Ver Ghâári, '— Ghilgal — “Metempsicose”. Entre os judeus modernos, há muitos que acreditam no dogma da metempsicose, isto é, que as almas transmigram de um corpo para outro. Os que têm tal crença não são considerados como hereges, pois fundamentam seu sistema em várias passagens da Escritura, especialmente no Eclesiastes é no Livro de Job. Ghocha (Sânsc.) — Literalmente, “Voz milagrosa”. Nome de um grande Arhazs, au- tor do Abhidharmâmrita-Shástra, Devolveu a visão à um cego, molhando seus olhos com as lágrimas vertidas pela platéia, movida por sua eloquência sobrenatural. Ghora (Sânsc.) — “Espantoso”, Sobrenome de Shiva, Ghrâna (Sânsc.) — Odor, olfato. O órgão do olfato, a modificação odorífera do Prâna. (Râma Prasãd) Ghrânendriza (Sânsc.) — O órgão ou sentido do olfato. Ghrita (Sâánsoc.) — Manteiga clarificada. (Uttara Gi, 1, 28) Giall (Esc. — Rio que serve de limite ao império dos mortos ou inferno escandina- vo. É cruzado por uma ponte chamada Gialiar.

Gigantes

Elementais que têm forma humana, porém de enorme tamanho, Vivem como os homens e são mortais, embora invisíveis nas circunstâncias comuns. (F. Hart mann) São os antecessores da humanidade atual; os habitantes da Atlântida e da Lemú- ria; os daitvas, dânavas etc. (Ver Doutrina Secreta, 11, 74, 367, 452, 456, 465 etc.) Na mitologia grega, mencionam-se alguns gigantes, filhos do céu e da Terra, que guerrea- ram com os deuses e, objetivando destronar Júpiter, amontoaram o monte Osa sobre o Pelion e o Olimpo sobre o Osa, e do cume lançaram pedras de grande tamanho, que, ao cairem no mar, converterarm-se depois em ilhas, e outras, que caíram na Terra, formaram grandes montanhas. Porém, vencidos finalmente por Júpiter, este os precipitou ao fundo do Tártaro ou, segundo outros, sepultou-os vivos, seja sob o Etna, seja sob a Sicília, Candia ou outros países,

Gigantes-demônios

Ver Rákchasas. Gigantes gelados ou Hrimthurses (Esc.) — Os grandes construtores, os cíclopes e titãs dos antigos escandinavos. Desempenham papel importante nos Eddas. Fabricaram o forte muro que circunda o Asgard (o Olimpo escandinavo), para o defender dos Jotuns, os gigantes malvados.

Giges (Gyges, em grego)

“O anel de Giges” tornou-se uma metáfora comum na hteratura européia. Giges era um habitante da Lídia que, depois de assassinar o rei Can- daulo, casou-se com sua esposa. Platão diz que Giges desceu uma vez a uma abertura da terra e ali descobriu um cavalo de bronze, dentro de cujo costado aberto havia um es- queleto de um homem gigantesco, que possuía um anel de bronze no dedo. Este anel, uma vez colocado em seu próprio dedo, tornava-o invisível, Gilgoolem (Hebr.) — O ciclo de renascimento entre os cabalistas hebraicos; entre os cabalistas ortodoxos, é a “rotação da ama”, após a morte, que não encontra descanso até que chegue à Palestina, a “Terra prometida”, e tenha o corpo ali enterrado.

Gimli ou Gimle (Gimil) (Esc)

“A cova de Gimli” ou Wingolf. Uma espécie de céu ou paraíso ou talvez uma Nova Jerusalém, edificada pelo “Deus forte e poderoso”, que permanece sem nome no Edda, por cima do Campo de Ida e depois de surgir das águas da nova Terra. Gimnosofistas (Gymnosophistas) (Gr.) — Nome dado pelos escritores gregos para designar uma classe de mendigos nus ou “vestidos de ar”; ascetas da Índia, sumamente instruídos e dotados de grandes poderes místicos. E fácil reconhecer nestes gimnosofis- tas os antigos âranyakas hindus, os inteligentes yogês e filósofos ascetas, que se retira- vam para as selvas, para ali alcançar, através de austeridades, a experiência e o conheci- mento sobre-humanos. Gimnungagap (Esc.) — Literalmente, “taça ou copo de ilusão”; o abismo da grande profundidade fou Caos), o golfo aberto sem margens, sem princípio nem fim, que, na linguagem esotérica, chamamos de “Matriz do Mundo”, o Espaço vivente primordial, A taça que contém o Universo, e daf seu nome de “copo da ilusão”,

Giôl (Esc)

À Estígia, o rio Giôl, que devia ser atravessado antes de se chegar ao mundo inferior, o frio reino de Hel, Sobre este rio estendia-se uma ponte coberta de ouro, que conduzia à gigantesca vala de ferro, que circunda o palácio de Hal, a deusa do mundo inferior. 208

Giõvana ou Gáyâna

Ver Jiiâna. Gnypa (Esc)- À caverna guardada pelo cão Garm (ver). Go (Sânsc.) — Bol, vaca; em linguagem figurada: a Terra, a nuvem etc.

Glândula pineal

Também chamada de “Terceiro Olho”, É uma pequena massa de substância nervosa, cinza-avermelhada, do tamanho de uma ervilha, aderida à parte posterior do terceiro ventrículo do cérebro. É um órgão misterioso, que, em outros tem- pos, desempenhou papel importantíssimo na economia humana, Durante a terceira Raça e no início da quarta, existiu o Terceiro Olho, órgão principal da espiritualidade no cére- bro humano, local do gênio, o “Sésamo” mágico, que, pronunciado pela mente purificada do místico, abre todas as vias da verdade para aquele que sabe usá-lo (Doutrina Secreta, III, 506). Um Kalpa depois, devido ao gradual desaparecimento da espiritualidade e do aumento da materialidade humanas, substituída a natureza espiritual pela física, o Ter- ceiro Olho foi-se “petrificando”, atrofiando-se gradualmente, começou a perder suas faculdades e a visão espiritual tornou-se obscurecida, O “Olho Divino” (Devátcha, co- mo é chamado pelos ocultistas o Terceiro Olho) já não existe; está morto, deixou de fun- cionar, Porém deixou atrás de si um testemunho de sua existência e este testemunho é a Glândula Pineal, que, com os novos progressos da evolução, voltará a entrar em plena atividade, Em nossos dias, a prática do Rája-yoga conduz ao desenvolvimento das fun- ções do Terceiro Olho, das faculdades de clarividência, transmissão do pensamento e outros poderes ocultos, (Doutrina Secreta, UI, 503, 504, 577 etc) Glâni (Sânsc.) — Decadência, abatimento, debilidade, míngua,

Globo Arquetípico

É o primeiro globo de uma cadeia planetária. Este € o Globo A, no qual se constroem os modelos das formas, que serão elaboradas durante a Ronda, (A, Besant, Sabedoria Antiga, 425)

Globos

Ver Cadeia planetária. Gna (Esc.) — Uma das três servidoras da deusa Freya, É um Mercúrio feminino, que leva mensagens de sua ama para todas as partes do mundo,

Gnatha

Ver Jááta. Gnomos (Alg.) — Nome rosacruz dos elementais minerais e terrestres, [Os gnomos, pigmeus e cubitais são pequenos elementais de forma humana e com poder de a estender. Vivem no elemento da terra, sob a superfície terrestre, em casas por eles construídas. (F. Hartmann) Também são designados pelo nome de Kobolds; vivem em minas e cavernas e são guardiães dos tesouros ocultos nas entranhas da Terra, (Ver Elementais)]

Gnôsis (Gr,

Literalmente: “conhecimento”. Termo técnico empregado pelas es- colas de filosofia religiosa, tanto antes como durante os primeiros séculos do chamado Cristianismo para designar o objeto de suas investigações. Este conhecimento espiritual e sagrado, o Gupta-vidyâ dos hindus, só podia ser alcançado através da Iniciação nos Mis- térios Espirituais, que eram uma representação dos “Mistérios” cerimoniais, [Ver Jfid- na.) , Grosticismo (Gr.) — À doutrina filosófico-religiosa dos gnósticos. 209

Goecia (Goeteia, em grego)

Magia negra, feitiçaria, nigromancia. Árte de fazer malefícios, sortilégios, encantamentos, O oposto à teurgia. (Ver Magia, Magia Negra etc.)

Gof

Ver Guff, Gogard (Zend) —- À Árvore da Vida, no Avesta. [É chamada também de Hom, Or- muzd colocou, no Ferakh Kand, esta árvore junto ao germe de todas as árvores, para alijar o mal da velhice e para que o mundo vivesse em abundância, (Zend-Avesta)) Goghrita (Sânsc.) — Literalmente, “leite de vaca”. Em sentido figurado, é a água das núvens, a chuva. Gokarna (Sáânsc.) — Literalmente, “orelha de vaca”, Local de peregrinação, consa- grado a Shiva, nas proximidades de Mangalore. Gola (Sânse.) — Esfera. É também um epíteto de Durgê. : Gceloka (Sânsc.) — “O lugar das vacas”. Nome dado ao céu de Krishna. Gonpa (Tib.) Um templo ou mosteiro. Gooph (Hebr,) -- O corpo físico, Gopâla (Sânsc.) — Pastor, vaqueiro. Sobrenome de Krishna, por ter vívido entre pastores em sua juventude, Gopatha-Brâbmana (Sânsc.) — Uma parte dos Vedas. Gopis (Sânso.) — Zagais ou pastoras de vacas. Às companheiras de jogos com as quais Krishna viveu, figurando entre elas sua esposa Râdhã. Goptri (Sânsc.) — Guardião, protetor, defensor. Gosava (Sânsc.) — O sacrifício da vaca. Um dos três sacrifícios. (Ver Ayus.) Gossain (Sânsc.) — Nome de certa classe de ascetas da Índia. Goswâmi Mahârâjah (Sânsc.) — Descendentes de Vallabâchârya, fundador de uma seita que praticava, de maneira ignominiosa, o culto fálico. Esta seita é olhada com o maior desprezo por todos os demais hindus. (Ver Vallabâchârya.) Gotama ou Gautama (Sânsc.) — Nome de um Richi, fundador do sistema filosófico nyàya, (Ver Gautama e Filosofia nyâya.) Gotra-bhu (Pál.) — Entre os budistas, é aquele que está disposto para a iniciação na entrada do Sendeiro. (P. Hoult) Gotra-bhúmi (Pál.) — Entre os budistas, um dos períodos da vida de um zrâvaka (discípulo, ouvinte). (P. Houtt) 210

Grande Alento

Este termo simboliza a Realidade Única, considerada sob o as- pecto de Movimento Abstrato absoluto, É “aquela que está sempre indo e vindo"; é fonte e origem da Força e de toda Consciência individual. O aparecimento e desapareci- mento do Universo são expressos como uma cxpiração e inspiração do Grande Alento, que é eterno, e por ser movimento é um dos três símbolos do Absoluto, Quando o Gran- de Alento É projetado, recebe o none de Alento Divino e é considerado como a respira- ção da Divindade incognoscível — a Existência única, que exala um pensamento, que, por assim dizer, passa a ser o Kosmos, €, quando o Álento Divino é inspirado, o Universo desaparece no selo da Grande Mãe (O Caos).

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