Glossário Teosófico

Anão da Morte

No Edda dos antigos escandinavos, LIwaldi1, o Anão da Morte, es- conde a Vida nas profundezas do grande oceano e a faz subir à terra em seu devido tem- po. Esta Vida é Iduna, formosa donzela, filha do “Anão”. É a Eva dos cantos escandina- vos, pois dá aos deuses do Asgard as maçãs da eterna juventude; porém, ao invés de se- rem castigados por as terem comido e serem condenados à morte, conferem todos os anos uma renovada juventude à Terra e aos homens, após cada breve e doce sonho nos braços do Anão. Iduna é retirada do oceano, quando Bragi (ver), o Idealizador da Vida, sem marcas nem imperfeições, cruza dormindo a silenciosa imensidão das águas. Bragi é a ideação divina da Vida e Iduna € a Natureza viva, Prakriti, Eva, (Ver Bragi e Iwaldi.) Anastasis (Gr.) — À existência continuada da alma, [Literalmente, anastasia signifi- ca levantamento, ressurgimento, ressurreição; daí a supravivência da alma após a morte do corpo.) Anâtmã ou Anâtman (Sánsc.)- O não-Eu, em contraposição ao Eu (ou Ármô). Anâtmaka (Sânsc.) — Entre os budistas, irreal, ilusório, puramente fenomenal, Anatu (Cald.) — O aspecto feminino de Anu e Representa a Terra e o Abismo, enquanto seu esposo representa o Céu e a Altura, a mãe do deus Hea e produz o Céu e a Terra. Em Astronomia, é Ishtar, Vênus, o Ashroreth dos judeus. Anaxágoras (Gr.) — Célebre filósofo jônico, que viveu há 500 anos a.C. Foi discf- pulo de Anaxímenes de Mileto e estabeleceu-se em Atenas, no tempo de Péricles, Entre seus discípulos encontramos Sócrates, Eurípedes, Arquelau e outros filósofos e homens eminentes. Sábio astrônomo, foi um dos primeiros a explicar publicamente o que Pitá- goras ensinava em segredo, ou seja, o movimento dos planetas, os eclipses do Sol e da Lua etc. Foi quem ensinou a teoria do Caos, baseando-se no princípio de que “nada sur- ge do nada” (ex níhilo nihil fit), ensinou também a teoria dos átomos, considerando-os como a essência e substância fundamental de todos os corpos e “com a mesma natureza dos corpos que formam”. Estes átomos — dizia — foram colocados inicialmente em mo- vimento pelo Nous (Inteligência Universal, o Maha: dos hindus), uma entidade imaterial, eterna, espiritual. Graças a esta combinação, formou-se o mundo, fundindo-se os corpos materiais grosseiros, elevando-se e estendendo-se às mais altas regiões celestes os áto- mos etéreos (ou éter ígneo), Adiantando-se à ciência moderna em mais de dois mil anos, ensinava que os astros eram formados pela mesma matéria de nossa Terra e o Sol uma massa incandescente; que a Lua era um corpo opaco, inabitável, que recebe sua luz do Sol; os cometas eram astros errantes e, adiantando-se ainda mais à ciência, declarou-se inteiramente convencido de que à existência real das coisas percebidas por nossos senti- dos não pode ser provada de modo demonstrável. Morreu desterrado em Lampsaaco, aos setenta e dois anos.

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