Glossário Teosófico

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Verbetes: P

Prârabdha-Karma f(Sânsc,)

Karma começado, também chamado “maduro” ou “ativo”; aquele cujos efeitos inevitáveis se manifestam durante a vida atual em nossa própria natureza, isto é, aquele que constitui nosso caráter e as múltiplas circunstâncias que nos rodeiam, (Ver Karma € À. Besant, Sabedoria Antiga, pp. 326-342,)

Prasabha (Sânsc)

Violência, força, veemência; ousadia, temeridade; insolência, Prasâda (Sánsc.) — Paz, tranqúilidade, serenidade, placidez; prazer, contentamento; suavidade, doçura; favor, graça; domínio de si mesmo; iluminação, claridade, pureza mental,

Prasakta (Sânsc

Apegado, afeito, devoto; afeiçoado, inclinado; dedicado, con- sagrado. Prasanga (Sânsc.) — Apego, afeição, inclinação; devoção; união, enlace, conexão; oportunidade, ocasião caso, acontecimento, Prasanga Mâdhyamika (Sânsc.) — Uma escola búdica de filosofia do Tibet, Segue (assim como o sistema Yogachârya) o Mahâyvâna ou “Grande Veículo” de preceitos; 5111

Prâyazehitta

Ver Prâyaschitta, Prâvyazchitta- Karma (Sânsc.) — Ver: Prâáyaschitta-Karma. Prayoga (Sânsc.) — Uso, emprego; prática; ato; esforço; conseqiiência, resultado; efeito de uma operação mágica; exemplo; termo de comparação; texto que constitui au- toridade; princípio; execução; plano; representação; recitação, Prayojana (Sânsc.) — Causa, motivo; objeto de uma ação; objetivo; intento; propó- suo. Prayoktri (Sâánsc.) — Ator, comediante, Prayuddha (Sânsc.) — Luta, peleja, combate. Prayuj (Sânsc.) — Impulso, atividade; aquisição. Prayukta (Sânsc.) — Ligado, unido; aderido; induzido, impelido; animado. Prayukti (Sánsc.) — Impulso; enlace; união, consequência, resultado. Prazama (Sânsc.) — Calma, sossego (especialmente mental); cessação; extinção. Prazansâà (Sânsc.) — Elogio, recomendação, Prazânt ou Prazânta (Sânsc.) — Sossegado, aprazível, tranquilo, indiferente. Prazântamanas (Sânsc.) — Que tem a mente sossegada ou trangiiila. Prazântâtman (Sânsc.) — Que tem o ânimo sossegado ou tranquilo. Prazâsitri (Sânsc.) — Sacerdote, arauto do santo sacrifício. 517

Prazraya

Ver: Prashraya, Prazrita (Sânsc.) — Modesto, humilde; secreto, misterioso. Precha (Sânsc.) — Impulso, zelo; envio; pena, aflição. Prechta (Pra-ichta) (Sánsc.) — Desejado, amado, querido, Prechya (Sânsc.) — Servidor; oficial; ministro; serviço; ordem, mandato. Prechyatã (Sânsc.) — Servidão; domesticidade; serviço.

Preexistência

Termo utilizado para indicar que vivemos antes da vida presente, Equivale à reencarnação no passado, Esta idéia é objeto de brincadeiras por parte de al- guns, é rechaçada por outros e qualificada de absurda e irracional por outros mais, Con- tudo, é a crença mais antiga e mais universalmente admitida desde a Antiguidade ime- morial. E se esta crença era universalmente aceita pelas inteligências filosóficas mais su- tis do mundo pré-cristão, certamente não é sem propósito que alguns de nossos intelec- tuais modernos também nela crêem ou, pelo menos, concedam a tal doutrina o benefício da dúvida, À própria Bíblia a ela alude mais de uma vez, como quando São João Batista é considerado como a reencarnação de Elias e como no caso dos discípulos de Jesus ao lhe perguntarem se o homem cego havia nascido cego por causa de seus pecados, o que equivale a dizer que havia vivido e pecado antes de nascer cego. Como diz muito acerta- damente Bonwick, era “a obra de progresso espiritual e de disciplina da alma. Osibarita sensual voltava mendigo; o soberbo opressor, escravo; a egoísta mulher da casa, uma costureira. Uma volta da roda ocasionava o desenvolvimento de uma inteligência e sen- timentos descuidados e corrompidos e daí a popularidade da reencarnação em todos os países e em todos os tempos... Deste modo, a expurgação do mal se efetuava de modo gradual, porém seguro”. Verdadeiramente, “uma obra má segue o homem passando por cem mil transmigrações” (Pafichatantra)., “Todas as almas têm um veículo sutil, imagem do corpo que conduz a alma passiva de uma mansão material para outra”, diz Kapila; as- sim como Basnage diz, falando dos judeus: “Por esta segunda morte não se entende o inferno, mas aquilo que ocorre quando a alma anima pela segunda vez um corpo”. Heró- doto diz que os egípcios “foram os primeiros a falar desta doutrina, segundo a qual a al- ma do homem é imortal e, depois da destruição do corpo, entra em um ser novamente nascido. Segundo dizem, quando passou por todos os animais da terra e do mar e por to- das as aves, voltará a entrar no corpo de um homem nascido de novo”, Isso é a preexis- tência. Deveria demonstrou que os livros funerários dos egípcios dizem claramente: “a ressurreição era, na realidade, apenas uma renovação, que conduzia a uma nova infância e a uma nova juventude”, (Ver Reencarnação.) Prekchã (Sánsc.) — Espetáculo; vista, ação de olhar; consideração, reflexão. S18

Presságio

À gouro, sinal ou sinais de acontecimentos futuros. Aquilo que se veri- fica no mundo dos efeitos existe no mundo das causas e pode, sob certas condições, re- velar-se antes mesmo de entrar no plano dos efeitos. (F. Harmann) Embora sejam ge- ralmente consideradas como sinônimas as palavras presságio e augúrio, há uma diferença entre elas. Entende-se por augúrio os sinais procurados e interpretados segundo as re- gras da arte, presságio é o sinal oferecido fortuitamente e que cada pessoa interpreta de modo vago e arbitrário. (Nõel) Preta (Sânsc.) — Segundo a crença vulgar, os Pretas são “demônios famintos”. “Cascas” ou invólucros de homens avaros e egoístas depois da morte; “elementares” que renascem como pretas no Kâáma-tloka, segundo os ensinamentos esotéricos. (Espectros, fantasmas, sombras ou almas de defuntos, São seres humanos que perderam seu corpo físico, mas que não se despojaram ainda da vestimenta de sua natureza animal, na qual se encontram aprisionados até que ela se desintegre. (A. Besant, Sabedoria Antiga.) Habi- tam as regiões das sombras, estão geralmente associados com os bhfitas e, como estes, costumam frequentar os cemitérios e animar corpos mortos. O culto a tais seres constitui um fetichismo grosseiro. “... Aqueles (homens) cuja natureza é tamásica cultuam as sombras (pretas) e as legiões de espíritos elementais (bhútas).* (Bhagavad-Gitá, 4, XVID] Pretagriha (Sânsc.) — Cemitério, Pretakârya (Sânsc.) — Cerimônia fúnebre ou para conjurar os aparecidos ou as sombras dos mortos. Pretaloka (Sánsc.) — Uma das regiões do mundo astral: o Kâmaloka, Neste mundo, os Pretas experimentam certas mudanças purificadoras antes de entrar na vida própria da alma humana. (À. Besant, Sabedoria Antiga, p. 107) Pretanadi (Sânsc.) — Rio do inferno. Pretapati (Sânsc.) — “Senhor ou rei dos mortos.” Yama. Pretavâhita (Sânsc.) — Possuído, atormentado pelas sombras dos mortos. Pretavana (Sânsc.) — Ver Pretagriha. FPretya (Sânsc.) — Depois da morte; em outro mundo; na vida futura, Pretya-bhâva (Sânsc.) — A condição da alma depois da morte do corpo. 519

Prfapo (do grego Príapos)

Deus do apetite genésico. Este nome também € aplica- do ao falo ou membro viril, Prichthamânsâda (Sânsc.) — Caluniador. (Literalmente; “que lhes come a carne das espáduas”.) Prichti (Sánsc.,) — Raio de luz,

Primeira Raça

Surgiu sob a proteção do Sol (ou melhor, de Urano, que mistica- mente o representa), Pelo fato da consciência residir no plano átmico, estas formas de- nominadas Raça dos Deuses, filhos do Yoga (pois os Pitris emanaram suas sombras (chháâyás) enquanto se encontravam entregues à meditação) e nascidos de si mesmos, por não terem sido procriados por pais humanos, Eram formas enormes, filamentosas, pro- téicas e etéreas, bhfitas sem sexo, exudadas dos corpos etéreos de seus progenitores. Es- tes seres podiam parar, andar, voar, correr; contudo, eram apenas chháâvás, uma soinbra insensível, dotada só de um ouvido rudimentar e de uma vaga consciência do fogo. Esta Raça se reproduzia por excisão ou brotamento: o indivíduo crescia, aumentava em tama- nho e, então, se dividia em duas metades iguais, no início e nas últimas etapas, em por- ções desiguais, das quais derivavam indivíduos menores, que, por sua vez, cresciam € da- vam origem a nova prole, Nesta primeira Raça não houve qualquer sub-raça definida, embora possamos indicar sete etapas de desenvolvimento ou mudanças evolutivas, Ne- nhum desses seres podia morrer, “nem o fogo nem a água podiam destruí-los”, O fogo era seu elemento. Esta Raça residia na primeira terra firme que surgiu no globo, o pico do monte Meru, o extremo do Pólo Norte, o começo da Terra Sagrada, a terra dos de- vas, tanbém chamada Zvetadvípa, a Ilha Branca ou Terra Central, cujo clima era o de uma deliciosa primavera, Esta terra há de ser sucessivamente o berço de cada Raça hu- mana sob o império de Dhruva, o Senhor da Estrela Polar, qualquer que seja o ponto para onde deva dirigir-se após seu nascimento. 545

Primeiro ponto

Metafisicamente, é o primeiro ponto da manifestação, o germe da primeira diferenciação, ou seja, o ponto no círculo infinito, “cujo centro está em todas as partes e à circunferência em nenhuma”. O ponto é o LOGOS,

Princípios

São os elementos ou essências originais, as diferenciações elementais, sobre e das quais formaram-se todas as coisas, Este termo é empregado para designar os sete aspectos individuais e fundamentais da Realidade única universal no Cosmos e no homem. Daí os sete aspectos em sua manifestação no ser humano: divino, espiritual, psí- quico, astral, fisiológico e simplesmente físico. [No homem, assim como no Cosmos ou Universo, há sete Princípios. Cada princípio humano tem correlação com um plano, um planeta, uma raça e os princípios humanos estão, em cada plano, em correlação com as forças ocultas sétuplas, algumas das quais (as dos planos superiores) têm um tremendo poder. (Doutrina Secreta, 1, 19.) Há diversas classificações dos princípios humanos. Em primeiro lugar, temos a vulgaríssima e elementar divisão binária em corpo e alma, sus- tentada ainda hoje por grande número de psicólogos ortodoxos, apesar da divisão terná- ria em corpo, alma e espírito, claramente expressa por São Paulo ([ Tesalon., V, 23; Hfe- br., IV, 22) e por vários Santos Padres (Orfgenes, São Clemente de Alexandria, etc.) Temos, depois, a divisão quaternária, segundo o sistema Târaka-Rája- Yoga, baseada nos quatro estados principais de consciência do homem, isto é: estado de vigília, estado de sono com sonhos, de sono profundo sem sonhos e de êxtase transcendente, que corres- pondem respectivamente aos quatro princípios humanos: corpo físico, alma animal e in- telectual, alma espiritual e Espírito. Há também a divisão quinária ou vedantina, que considera no homem cinco koshas ou invólucros chamados de: Annamaya Kosha (ou corpo físico), Prânamaya Kosha (que compreende a princípio vital ou Prâna e o duplo etéreo ou corpo astral), Manomaya Kosha (alma animal e as porções inferiores do Manas ou princípio intelectual, Vifiânamaya Kosha (alma intelectual ou essência mental) e Anandamaya Kosha (alma espiritual ou Buddhi)., Nesta classificação não está incluído o Atman, que, por ser universal, não é considerado pelos vedantinos como princípio huma- no. Há, finalmente, a classificação esotérica ou, melhor dizendo, semi-esotérica, chama- da setenária, cujos sete princípios, começando pelo superior, são geralmente enumerados da seguinte maneira: 1º) Aran (Espírito); 2º) Buddhi (alma espiritual); 39) Manas (mente ou alma humana); 4º) Kâmarâúpa (alma animal, local dos instintos, desejos e paixões); 5º) Prâána (vida, ou seja, a porção de Jíva de que o corpo físico se apropriou); 6º) Linga-sha- rira (corpo astral ou duplo etéreo, veículo da vida) e 7º) Sthila-sharíra (o corpo físico modelado sobre o Linga-shâárira). (DoutrinaSecreta, 1, 177 e 11, 627) A rigor, só devem ser considerados seis princípios, porque o Ámman ou Ármãâ não deve ser tido comotal, uma vez que é um raio do TODO Absoluto e é a síntese dos outros “seis”. (Ibid., 1, 252, 357) Os materialistas acolhem sem dúvida com um sorriso gozador à afirmação de que existem no homem tantas almas, uma vez que se negar a admitir até mesmo a existência de apenas uma, considerando que o corpo físico constitui a totalidade do ser humano. Esta é apenas uma questão de nome; já que os céticos negam a existência da alma da ma- neira como a expressamos, nenhum deles deixará de admitir que há algo, qualquer que seja seu nome, que é o centro ou assento dos instintos, desejos e paixões (alma animal), ocorrendo o mesmo para o pensamento, a razão ou o gênio (alma humana), etc. Porém, 520

Priya (Sânsc)

Amado, querido; gostoso, doce, prazenteiro; devoto. Como subs- tantivo: gosto, prazer, deleite, contentamente; amor; bondade; favor; pessoa amada; coisa agradável, Priyachikírchu (Sânsec.) — Desejoso de agradar. FPriyvakâma (Sânsc.) — Afetuoso, benévolo. Priyakrit (Sânsc.) — Serviçal, obsequioso; que faz um favor, serviço, graça ou be- nefício, Priyakrittama (Sânsc.) — Superlativo de privakrit: aquele que oferece o mais grato, o maior serviço ou favor. Priyamâna (Sânsc.) — Que é amado; que se compraz ou deleita, Priyamvada (Sánsc.) — Que fala de modo agradável; que tem uma linguagem doce ou afetuosa. Priyatã (Sânsc.)- Amor, carinho, ternura, Priyavâdin (Sánsc.) — Ver Privamvada. Priyavrata (Sânsc.) — Nome do filho de Svâyambhôva Manu, no hinduísmo exoté- rico. Denominação oculta de uma das raças primitivas, em Ocultismo. [Segundo outras versões, era um dos dois filhos de Brahmãâ e Zatarôpã&. “Privavrata, descontente com o fato de que só a metade da Terra estivesse num tempo iluminada pelos raios solares, se- guiu o So] sete vezes ao redor da Terra em seu próprio carro flamígero de igual rapidez, qual outro globo celeste, resolvido a converter a noite em dia,” (Dowson, Dicionário clássico hindu )) Priznt (Sânsc.) — Raio de luz; a Terra; a vaca Prizni dos Vedas. Nome próprio da rainha que chegou a ser Devaki. Priznibhadra (Sánsc.) — Epfteto de Krishna, Priznigarbha (Sánsc.) — Filho de Prizni: nome patronímico de Krishna. 522

Processão

Termo teológico que expressa a ação eterna com que o Pai produz o Verbo e a ação com que estas duas Pessoas produzem o Espírito Santo. E a esta última que mais comumente se dá o nome de processão. Procha (Sânsc.) —- Combustão, Prochita (Sânsc.) — Ausente, desterrado, Prochthapâda (Sânsc.) — O 26º ou 27º asterismo lunar. Proclo (Gr.) — Escritor e filósofo místico grego, conhecido como comentador de Platão. Era designado pelo sobrenome de Diadoco. Viveu no século V e morreu aos 75 anos de idade, em Atenas, no ano de 485 d.C. Seu último fervoroso discípulo e prosélito, tradutor de suas obras, foi Thomas Taylor de Norwich, que, segundo Kenneth Macken- zie, “era um místico moderno, que adotou a fé pagã por ser à única verdadeira e sacrifi- cava pombas a Vênus, um bode a Baco e... se propunha a imolar um touro a Júpiter”, porém sua patroa o impediu. [Proclo, filósofo neoplatônico, estudou com Plutarco e Si- riano, à quem sucedeu na direção da escola de Atenas. Foi tão douto nas ciências naturais quanto na teurgia. Desejoso de elevar o paganismo através de um sistema de interpreta- ção mística, considerava como revelação divina os hinos órficos e os oráculos caldeus. À maior parte de suas obras está perdida, mas são conservados inúmeros tratados filosófi- cos e comentários a Platão.)

Profecia

Predição ou anúncio das coisas futuras, (Ver Manticismo, Oráculos, Si- bilas etc.)

Profeta (do grego prophemi, predizer)

Aquele que é dotado do dom da profecia. No Egito — segundo Clemente de Alexandria — os profetas presidiam os detalhes do culto e tinham de conhecer os dez livros sacerdotais, que tratam dos deuses e dos deveres sa- cerdotais, Cada divindade tinha um profeta ligado a seu culto. (Não se deve tomar esta palavra no sentido hebraico.) Desde as primeiras dinastias havia também profetisas. (Pierret, Dict. d Arch. Egypt.) Proha (Sânsc.) — Douto, instruído, sábio, especialista; lógico, argumentador. Projjâsana (Sânsc.) — Homicídio, assassinato. Projjhita (Sânsc.) — Abandonado, deixado, evitado. Prokchana (Sânsc.) — Aspersão; imolação de uma vítima. Prokchant (Sânsc.) — Á gua para fazer aspersões; água-benta. Prokta (Sânsc.) — Dito, chamado, expressado, pronunciado, declarado, mencionado, anunciado, ensinado.

Prometeu (Gr,)

O Logos grego; aquele que, trazendo para a Terra o fogo divino (a inteligência e a consciência), dotou os homens de razãoe entendimento. Prometeu é o tipo helênico dos Kumâáras ou Egos, aqueles que, encarnando-se em homens, fizeram deles deuses latentes no lugar de animais. Os deuses (ou Elohim) opunham-se a que os homens chegassem a ser “como um de nós” (Gênese, 111, 22) e conhecessem “o beme o mal”, Por esta razão, vemos em todas as lendas religiosas que estes deuses castigam o homem por seu afã de saber. Como expressa o mito grego, por ter roubado do céu o fo- go que trouxe aos homens, Prometeu foi acorrentado, por ordem de Zeus, numa rocha dos montes Caucasianos. [O mito do titã Prometeu tem sua origem na Índia, e na Anti- guidade era o maior e mais misterioso devido a seu significado. À alegoria do fogo de Prometeu é outra versão da rebelião de Lúcifer, que foi precipitado no “abismo sem fundo” (nossa Terra), para viver como homem. Nem é preciso dizer que a Igreja fez dele 523

Propiciatório

Mesa de ouro puríssimo que recobre a Arca da Aliança. Prostituída (Herm.) — À mulher prostituída dos filósofos é sua Lua, seu Saturno vegetal, seu Dragão Babilônico; a arte a purífica de todas as suas manchas e a retorna à sua virgindade. Quando atinge este estado, os filósofos a denominam de virgem. Prota (Sânsc.) — Atravessado, entrelaçado, entretecido, engastado, incrustado. Vestido, tecido.

Proteiforme

Que muda continuamente de forma. Protha (Sânsc.) — Embrião, feto; andrajos, roupas velhas. Como adjetivo: situado, fixo; notório, famoso.

Protilo (do grego prôtos, primeiro, e yle, matéria)

[Neologismo empregado em química para designar a primeira substância primordial, homogênea.] É a matéria primi- tiva hipotética [da qual se formaram os elementos dos corpos. à palavra protilo deve-se a Crookes, que deu tal nome à pré-matéria, se é que se pode chamar assim a substância primordial e puramente homogênea, suspeitada, ainda que não realmente descoberta pela ciência na composição última do átomo. Análoga a protoplasma, à palavra protilo — diz aquele eminente químico — “expressa a idéia da matéria original primitiva, que existia antes da evolução dos elementos químicos”. É a substância indiferenciada. Vibrando no seio da Substância inerte, Fohat a impulsiona para a atividade e dirige suas primeiras 524

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