Glossário Teosófico

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Verbetes: P

Poço de Mimir

Este poço, segundo a mitologia escandinava, continha as águas da Sabedoria primitiva, através das quais, ao bebê-las, Odin obteve o conhecimento de to- dos os acontecimentos passados, presentes e futuros. (Ver. Mimir.) 495

Poderes sobrenaturais

Este é o nome que muito impropriamente costuma ser aplicado a certos poderes, que são simplesmente produto do desenvolvimento de forças ou faculdades psíquicas, que existem em estado latente em todos os homens e cuja exis- tência começa a ser reconhecida pela própria ciência oficial. Por mais estranhos e surpre- endentes que pareçam os fenômenos produzidos por tais poderes, é um erro imperdoável] qualificá-los de sobrenaturais, milagrosos e também diabólicos, como fazem aqueles que desconhecem sua causa natural. O sobrenatural e o milagroso não existem nem podem existir, porque não há, na realidade, nada superior ou fora da Natureza e de suas leis. E lógico, portanto, deixar completamente de lado o qualificativo de sobrenatural aplica- do aos poderes em questão, substituindo-o pelo de anormal, maravilhoso, extraordinário ou outros que, embora menos presunçosos, se ajustam melhor à razão e ao critério são, (Ver Milagre, Magia, Yoga, etc.)

Politeísmo (do grego polys, muitos, e theos, deus)

Doutrina sustentada por aque- les que admitem a pluralidade de deuses, ao contrário do monoteísmo, que admite a existência de um Deus único. Por uma falsa interpretação de nomes, a india e alguns po- vos foram injustamente qualificados de politeístas, uma vez que, na realidade, adoram à um Deus único, eterno e infinito (Brahma) e as divindades inferiores (devas) são meras personificações transitórias de astros, elementos, forças ou fenômenos da Natureza. No que se refere ao Egito, Grébaut, em seu notável estudo sobre um hino a Ammon do mu- seu de Bulak, esforça-se em demonstrar claramente que os deuses do panteão egípcio não são nada além do que representações divinas do Ser único, “O conjunto dos deuses — diz — forma a coleção de pessoas divinas, nas quais reside o Deus único.” (Ver Deuses ou divindades inferiores.)

Pombo

Ave sagrada entre os cristãos, para os quais é símbolo do Espírito Santo. Por esta razão os russos se abstêm de comê-lo. (Ver Zoolatria.)

Ponto central

O ponto central do disco, do qual se fala na Cosmogentia, repre- senta a aurora da diferenciação, o Germe contido no Ovo do Mundo e que virá a ser o Universo, o Todo, o Cosmo infinito e periódico; assim como o círculo simboliza a divina Unidade, da qual tudo procede e para a qual tudo retorna. (Doutrina Secreta, LI, 31.) Com este nome também se designa o umbigo de Vishnu, ponto central das águas do Espaço infinito, do qual brota o lótus que contém Brahmã, o Universo. (Ibid., II, 495) Ver Ponto dentro de um círculo,

Ponto dentro de um círculo

Em seu significado esotérico, é o primeiro Logos não-manifestado, que aparece na infinita e ilimitada extensão do Espaço, representada pelo círculo. E o plano da infinitude e do Absoluto. Este é só um dos inumeráveis signifi- cados ocultos de tal símbolo, que é a mais importante de todas as figuras geométricas usadas em metafísica, No que se refere aos maçons, estes fizeram do ponto “um irmão individual”, cujo dever para com Deus e com o homem é limitado pelo Círculo e acres- centaram João Batista e João Evangelista para acompanhar o “irmão”, representando-os sob a forma de duas linhas perpendiculares.

Ponto Laya

Também designado pelo nome de Centro Laya ou centro neutro, La- ya é aquilo que, em linguagem científica, é chamado de “linha ou ponto zero”, o reino da negação absoluta ou a única Força absoluta real, o numeno do sétimo estado, o qual, em 496

Popol-Vuh

Os livros sagrados dos guatemaltecos, Manuscritos quíchuas desco- bertos por Brasseur de Bourbourg.

Porfírio (Porphyrius)

Filósofo neoplatônico e escritor sumamente distinguido, só inferior a Plotino como mestre e filósofo. Nasceu antes da metade do século 111 d.C., em Tiro, razão pela qual era chamado de Tírio e, segundo se supõe, pertencia a uma família judia, Embora completamente helenizado e pagão, seu verdadeiro nome, Melek [ou Ma- lek] (rei) parece indicar que em suas velas corria sangue semita, Os críticos modernos muito justamente o consideram como o mais praticamente filosófico é o mais moderado de todos os neoplatônicos. Escritor eminente, adquiriu renome especial por sua contro- vérsia com Jâmblico no que se refere aos males inerentes à prática da Teurgia. Contudo, acabou por converter-se às idéias de seu adversário, Místico por nascimento, seguiu, como seu mestre Plotino, a disciplina Rája- Yoga pura, que conduz à união da alma com a Superalma ou Eu superior (Buddhi-Manas). Porém lamentou-se de que, apesar de todos os seus esforços, só conseguiu alcançar o estado de êxtase apenas aos sessenta anos, en- quanto que Plotino levava vantagem neste ponto. Provavelmente isso se deve ao fato de que, enquanto seu mestre tinha o maior desprezo pela vida e pelo corpo físico, limitando as investigações filosóficas àquelas regiões em que a vida e o pensamento se tornam eternos e divinos, Porfírio dedicava todo o tempo a considerações sobre a aplicação da filosofia à vida prática. “O objetivo da filosofia é para ele a moralidade”, diz um de seus biógrafos; podemos quase dizer a santidade, a cura das fraquezas humanas, comunicar ao homem uma vida mais pura e vigorosa. O mero saber, por mais verdadeiro que seja, não é suficiente por si mesmo, o saber tem por objetivo à vida em harmonia com o Nous, “razão” — traduz seu biógrafo. Porém, se interpretássemos a palavra Nous, não no senti- do de “razão”, mas no de “mente” (Manas) ou o divino Ego eterno do homem, traduzirí- 497

Porta, João Batista

Alquimista italiano, que, entre outras valiosas descobertas que lhe são devidas, figura a maneira de reduzir os óxidos metálicos e de preparar as flores (óxido) de estanho, bem como a de colorir a prata, a formação da árvore de Diana, etc.

Posseidônias

Festas celebradas pelos gregos antigos em honra de Poss&idon (Ne- tuno).

Posseidônis

Último resto do grande continente atlante. Costuma-se fazer refe- rência à ilha Atlântida de Platão como um termo equivalente em filosofia esotérica. [Posseidônis é a “terceira passagem” de Idaspati ou Vishnu, segundo a linguagem mística dos livros sagrados, (Doutrina Secreta, 11, 809.)]

Possessão

É a posse do ânimo de uma pessoa por um “espírito” geralmente mau, que, atuando sobre ela como agente interno, a influencia de modo persistente e, às vezes, irresistível.

Postel, Guilherme

Adepto francês, que nasceu na Normandia no ano de 1510, Seu grande saber chegou aos ouvidos de Francisco 1, que o enviou ao Oriente em busca de manuscritos secretos. Ali, Postel foi admitido e iniciado numa Fraternidade oriental. Em seu regresso à França, adquiriu grande celebridade. Foi perseguido pelo clero e final- 498

Potier (Poterius), Miguel

Segundo seus biógrafos, era um homem cuja integrida- de é suspeita. Pretendia possuir os mais maravilhosos segredos da Natureza e se lamen- tava de se ver obrigado a ocultar-se para evitar as obsessões dos príncipes, todos eles desejosos de agregá-lo à sua corte. Jactava-se de possuir a pedra filosofal, mas oferecia- se para dar a receita de sua preparação mediante pagamento. O fato de dedicar aos rosa- cruzes, com grandes elogios à sua ciência, o livro Filosofia pura, faz o público pensar que adquiriu os segredos que queria explorar desta ilustre fraternidade. Realmente, se os dados apontados estão certos, há motivo mais do que suficiente para pensar que Potier era um farsante ou impostor. Porém, como muitos sábios alquimistas foram qualificados de charlatães e visionários, resta sempre a dúvida sobre o caráter deste personagem, dú- vida que talvez o tempo se encarregue de esclarecer. Pra-bala (Sânsc.) — Muito forte, poderoso, grande, intenso, violento. Como subs- tantivo: gema, botão, broto. Prabandha (Sânsec.) — Continuidade, coisa contínua, Pra-bara (Sânsc.) — O guna [modo ou qualidade] predominante ou princípio fun- damental do homem, (P. Hoult) (Ver Pravara.) Pra-bhãâ (Sânsc.) — Brilho, esplendor, luz; beleza. Prabbhâ-kara (Sánsc.) — Literalmente: “Causa ou produtor de luz"; o fogo, o Sol, a Lua. Frabhâsa (Sânsc.) — Esplendor. Um dos oito Vasus (ver esta palavra). Nome de um local de peregrinação situado a Oeste da Índia. Prabhâta (Sânsoc.) — À manhã, a aurora,

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