Glossário Teosófico

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Verbetes: P

Plano etéreo

O éter dos físicos, éter inferior, constitui um dos subplanos ou sub- divisões de nosso plano ou mundo físico; subplanos correspondentes aos quatro diversos estados do éter, análogos e bem definidos como os quatro diferentes estados da matéria: sólido, líquido, gasoso etc., e denominados respectivamente: primeiro subplano etéreo ou atômico, segundo subplano etéreo ou subatômico, terceiro etéreo ou superetéreo e quarto etéreo ou etéreo propriamente dito e coletivamente pelo nome de plano etéreo, (P. FHoult),

Plano físico

É o plano inferior, aquele da matéria mais ou menos densa, também chamado de plano material ou terrestre, que é o plano em que existe o mundo que habi- tamos e ao qual pertence o nosso corpo carnal.

Plano mental

É aquele que corresponde à consciência, quando atua como pensa- mento, Não é o plano da mente tal como esta funciona através do cérebro, mas tal como atua em seu próprio mundo, livre de todas as travas da matéria física, O plano mental se- gue em ordem ascendente o plano astral; reflete a Mente universal da Natureza e é o pla- no que, em nosso pequeno sistema, corresponde àquele da grande Mente do Cosmos. Em suas regiões mais elevadas, existem todas as idéias-arquétipos que se encontram atual- mente em vias de evolução concretas enquanto que, em suas regiões inferiores, tais idéias 493

Plano súkchma

É o plano da matéria sutilíssima dos vedantinos, equivalente aos planos astral e mental.

Plaster ou Plantal

Termo platônico que expressa o poder que molda as substân- cias do Universo, dando-lhes formas apropriadas, (Cinco Anos de Teosofia)

Plástico

Qualificativo empregado em Ocultismo com relação à natureza e essên- cia do corpo astral ou “alma proteica”, Ver Alma plástica. (Glossário da Chave da Feosofia)

Platão

Um Iniciado nos Mistérios e o mais eminente filósofo grego, cujos escritos são conhecidos no mundo inteiro. Foi discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles. Vi- veu no séc, IV antes de nossa era, [Desde pequeno dedicou-se às belas artes, à geometria e nele os cálculos matemáticos uniram-se ao entusiasmo pelo belo. As lições de Sócrates despertaram sua vocação filosófica. Com a morte de seu mestre, foi para a escola de Eu- clides, em Megara; visitou os filósofos da Magna Grécia e os sacerdotes do Egito e, mais tarde, fundou em Atenas uma escola, centro Jjuminoso cujo resplendor atingiu grande distância. Considera Deus como causa e substância, como o Logos ou Verbo, que contém as idéias eternas, tipos de todas as coisas. Admite que as idéias são inatas na alma huma- na, Demonstra que a alma é de origem divina e participa da substância divina; que é imortal, que recebe o prêmio ou castigo que merece por seu proceder e sustenta, além disso, que sai repetidas vezes desta vida, para a ela voltar outras tantas vezes. À moral de Platão distingue-se por sua grande pureza. Escreveu numerosas obras, entre as quais Ti- meu, Fédonr ou a imortalidade da alma, Fedro, O Banquete, Geórgias, Eutifron, Pitágo- ras, as Leis, a República, importante tratado sobre política, cujas regras tenta-se algumas vezes colocar em prática, Morreu no ano de 348 a.C.)

Plotino

O maior, mais ilustre e mais eminente de todos os neoplatônicos depois de Ammonio Saccas, fundador de tal escola. Era o mais entusiasta dos filaleteus ou “aman- tes da verdade”, cujo objetivo era fundar uma religião baseada num sistema de abstração intelectual, o que é verdadeira Teosofia, ou toda a essência do neoplatonismo. Se acre- ditarmos em Porfírio, Plotino jamais revelou o local de seu nascimento nem sua filiação, seu país natal nem sua linhagem. Até os vinte e oito anos não encontrou um mestre ou uma doutrina que o satisfizasse ou preenchesse suas aspirações. Então acertou ao ouvir Ammonio Saccas e, desde aquele dia, continuou a frequentar sua escola, Aos trinta e no- ve anos acompanhou o imperador Giordano à Pérsia e à Índia, com o objetivo de apren- der a filosofia destes países. Morreu aos sessenta e seis anos, depois de escrever cin- quenta e quatro livros sobre filosofia. Diz-se que era tão púdico que “se ruborizava ao pensar que tinha corpo”, Alcançou o samádhi (o supremo êxtase ou “união com Deus”, o Ego divino) várias vezes durante sua vida. Como diz um de seus biógrafos, “levava a tal ponto seu desprezo por seus órgãos corporais, que se negou a usar um remédio, achando que era indigno de um homem empregar meios deste tipo”. Lemos também que “quando morreu, um dragão (ou serpente), que estava sob seu leito, escapou por um bu- raco da parede e desapareceu”, o que é um fato significativo para o estudante de simbo- lismo. Plotino ensinou uma doutrina idêntica à dos vedantinos, isto é, que o Espírito-Al- ma, que emana do Princípio- Uno deffico, a Ele se reunia depois de sua peregrinação. [Expressou claramente esta id&ãa, ao morrer, pronunciando s seguintes palavras: “Vou levar o que há de divino em nós ao que há de divino no Universo”. Acreditava tambéro na reencarnação e, embora no início rechaçasse a teurgia, acabou por admiti-la plena- mente, Foi um homem universalmente respeitado e estimado, cuja instrução e integridade eram enormes, Clemente de Alexandria o elogia muito e vários Padres da Igreja eram se- cretamente seus discípulos. Suas obras foram recormpiladas por seu discípulo Porfírio, que as distribuiu em seis partes chamadas Eneadas, porque cada uma constava de nove livros.]

Plumas

As plumas na cabeça são atributo das Musas. Ísis levava, como símbolo de dignidade, uma coroa de plumas de avestruz. (Nõel)

Pluvio ou Pluvialis (do latim pluvis, chuva)

Eplteto dado a Júpiter quando era in- vocado a fim de fertilizar a terra através da chuva. Numa antiga medalha vê-se este deus empunhando um raio com a mão direita, enquanto que da esquerda cai a chuva, Nas épo- cas de grandes secas, os etruscos imploravam sua proteção, levando pedras consagradas em procissão. (Ver Chuva.)

Pneuma (Gr,)

Alento; vento; ar, alma, espírito; voz; a síntese dos sete sentidos.

Po

Entre os diversos povos da Polinésia, é a Noite, mãe de todos os deuses.

Pó de Projeção

Um dos vários nomes com que se designa a pedra filosofal. (Ver: Busardier, Pedra Filosofal.) [Resultado da obra Hermética ou pó que, lançado sobre os metais imperfeitos, em fusão, os transmuta em ouro ou prata, segundo a obra tenha atin- gido o branco ou o vermelho.)

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