Um dos quatro períodos em que se dividiu a literatura védica. Peris (Ár, Per.) — À idéia que fazemos das fadas corresponde em muito àquela que os persas € árabes faziam das Peris. Estas criaturas angelicais são representadas com contornos vagos, vaporosos, uma leveza aérea que dificilmente pode ser expressa com palavras; seu aspecto é belo, gracioso e cheio de uma dignidade celeste da qual só pode- mos ter vaga idéia, Habitam os raios da Lua, alimentam-se do néctar das flores e se mo- vem sobre nuvens embalsamadas. Suas vestimentas são semelhantes ao véu da aurora, seus cabelos brilham como o ouro e, quando agitados pelo vento, exalam deliciosos per- fumes. Tudo nelas enfeitiça. (Christian, História da Magia, pp. 420-421) (Ver ízeds.) Per-M-Rhu (Eg.) — Este nome é a pronúncia admitida do antigo título da coleção de leituras místicas, chamado Livro dos Mortos, Foram encontrados vários papiros quase completos e há inumeráveis cópias de partes da referida obra. (W. W. WJ)
Em Ocultismo - que divide o homem em sete princípios, conside- rando-o sob três aspectos: homem divino, pensador ou racional e animal ou irracional - a Personalidade É o quaternário inferior ou ser puramente astro-físico, Já por Individuali- dade entende-se a Tríada superior considerada como uma Unidade, Assim, a Personali- dade compreende todas as qualidades características e todas as recordações de uma só vida física, enquanto que a Individualidade é o Ego imortal, que se reencarna e se reveste da uma personalidade após outra. [A Personalidade é constituída pelos princípios huma- 480
Em 1751, esta senhora, com seus dois filhos, foi instalar-se em Potsdam, onde, sob a proteção e às expensas do rei Frederico o Grande, dedicou-se a profundas investigações referentes à preparação artificial do ouro por procedimentos al- químicos. Phakkikã (Sânsc.) — Argumento, tese, asserção; exposição lógica. Phala [ou Phakâ] (Sânsce— Retribuição; o fruto ou resultado das causas. [Fruto, prêmio, recompensa; resultado ou consequência; benefício, proveito; ganância; dom, presente,| Phalabhrit (Sánsc.) — Que tem fruto; frutífero; frugívero, Phalabhômi (Sânsc.) — “A terra da recompensa”, isto é, o paraíso ou o inferno. Phalada (Sânsc.) — Que dá fruto; que tem consequências; árvore frutífera, 481
Maturação do fruto ou plenitude das conseqiiências. Phalaprada (Sânsc.) — Que dá fruto ou proveito. Phalaprâpti (Sânsc.) — Obtenção do fruto; obtenção de êxito. Phalârthin (Sânsc.) — Dessjoso de fruto ou recompensa. Fhalasâdhana (Sársc.) — Obtenção de um resultado, Phalâsanga (Sânsc.) —- Apego ao fruto ou à recompensa. Phalasanstha (Sânsc.) — Que obtém sua recompensa; que alcança seu objetivo, Phalasindhi (Sânsc.) — Prosperidade, bom êxito. Phalayoga (Sânsc.) — Remuneração, prêmio, recompensa. Phalâázin (Sânsc.) — Frugivoro, que se alimenta de frutos. Phalgu (Sâánsc.) — Sem medula ou miolo, sem seiva; inútil, vão; débil, diminuto; avermelhado, Phalgâ (Sânsc.) —- Nome de uma mansão lunar. Phalguna (Sânsc.) — Vermelho, avermelhado, Nome de um mês hindu (fevereiro- março), Epíteto de Indra e de Arjuna, Phálguna (Sânsc.) — Epfteto de Arjuna. É também o nome de um mês. Phâlgunânuia (Sânsc.) — Um dos vários nomes com que se designa à primavera, Phalguni (Sânsc.) — Nome de uma constelação,
O décimo primeiro e o décimo segundo asterisinos lunares. O plenilúnio do mês de Phalguna (a grande festa da primavera). Phalodaya (Sânsc.) — Produção do fruto, benefício ou recompensa; alegria, felici- dade, o paraíso. Phalottamô (Sânsc.) — Fruto do estudo do Veda. Phalya (Sânsc.) — Botão, flor. Phanâbhara, Phanâdhara ou Phanâkara (Sânsc.) — Nãga ou serpente de óculos. Phanes (Gr.) — Um da trfada órfica: Phanes, Chaos e Chronos. Era também a trin- dade do povo ocidental, no perfodo pré-cristão, Phanipriya (Sânsc.) — *Agradável aos nâgas': o vento. Phanitalpaga (Sânsc.) — Epíteto de Vishnu (que tem por leito a serpente Ananta). 482
Ver Fantasmas. Pharpharfka (Sânsc.) — Doçura, sabor doce. Phelã, Phelaka ou Pheli (Sâns-o.) — Restos, sobras, migalhas. Phena (Sânsc.) — Espuma. Phenavâhin (Sânsc.) — O raio de Indra, Phenâzani (Sânsc.) -- Indra, que, com a espuma do mar, derrubou como ferido pelo raio o asura Vritra. Pherava (Sânsc.) — Astuto, arteiro, malicioso, pérfido, malfeitor. Phi (Sânsc.) — Paixão, cólera. Phikshukas (Sânsc.) — Servidores pobres. (Bérgua) Phla (Gr.) — Uma pequena ilha do lago Tritonia, nos dias de Heródoto,
Ver Febo-Ápolio. Phoreg (Gr.) — Ver Foreg. Phorminx (Gr.) — À lira de sete cordas de Orfeu. Phoroneda (Gr.) — Poema cujo protagonista é Foroneu, Esta obra desapareceu. Phoroneus (Gr.) — Ver Foroneu. Phosphoros (Gr.) — Ver Fósforo. Phré (Eg.) — Nome do deus Ra precedido do artigo p. Phren (Fren) (Gr.) — Termo pitagórico que designa aquilo que denominamos de Kâma-Manas, também protegido pelo Buddhi-Manas. Phtah (Eg.) - O deus da morte; semelhante a Shiva, o deus destruidor. Na imitologia egípcia posterior, é um deus-sol. É o assento ou localidade do Sol e de seu gênio ou re- gente oculto, na filosofia esotérica. (Ver Ftah.) Pnhta-Ra (Eg.)— Ver Ftah-Ra,
Célebre cabalista e alquimista, autor de um tratado Sobre o Ouro e de outras obras cabalísticas. Desafiou Roma e a Europa in- teira em sua tentativa de provar à divina verdade cristã no Zohar. Nasceu em 1463 e morreu em 1494, [Por seu extraordinário engenho, por seus vastíssimos conhecimentos e por suas altas virtudes, Pico de la Mirandola foi o assombro do mundo. O cardeal Belar- mino qualificou-o de “máximo em engenho e doutrina”; Angelo Policiano, de “superior a qualquer elogio”; Sixto Senense, de “homem de engenho prodigioso é usque ad mira- culum consumadamente perfeito em todas as ciências, artes e línguas”, Foi também cha- mado de “Fênix de seu século e dos seguintes” e Erasmo disse que ele era de “fndole verdadeiramente divina”, Aos dez anos era considerado como um dos poetas e oradores mais eminentes da Itália; aos quatorze, dirigiu-se a Bolonha, onde estudou direito canô- 483
Espíritos dos Elementos da terra. São produtos de um processo de ativi- dade orgânica que se opera neste elemento, pelo qual tais formas podem ser engendra- das. São anões e seres completamente microscópicos, que estão em guerra contínua com os gnomos, (F. Hartmann) (Ver Gnomos.)
O mesmo que “Pilares de Seth" (com os quais são identifica- dos); servem para comemorar acontecimentos ocultos e vários segredos esotéricos sim- bolicamente gravados nos mesmos. lsso era prática universal. Diz-se que Enoch também construiu pilares.
Jakin (ou Jachin) e Boaz estavam na entrada do Templo de Salo- mão, o primeiro à direita e o segundo à esquerda, Seu simbolismo está declarado nos ri- tuais maçônicos. [Ver Jachin e Yakin e Boaz.)
Quando os dez Sephiroth estão ordenados na Árvore da Vida, duas linhas verticais separam-nos em três pilares, que são: o Pilar da Severidade, o Pilar da Misaricórdia e o Pilar da Benignidade. Binah, Geburah e Hod formam o primeiro, o da Severidade; Kether, Tiphereth, Jesod e Malkuth, o Pilar central; Chokmah, Chesed e Netzach, o Pilar da Misericórdia. (W. W. W.) Pillaloo Codi (Tam.) - Sobrenome que, na astronomia popular, é dado às Plêiades e que significa “a galinha e os pintinhos”. Curioso é que os franceses também dão a esta constelação o nome de Poussiniêre [a granjeira].
Ver Pymander. Pinda (Sânsc.) — Torta alimentícia ou pastel confeccionado com arroz e manteiga purificada, que se oferece aos manes ou antepassados. (Ver Bhagavad-Gitá, 1, 42) Sig- nifica também uma atitude piedosa de uma pessoa que medita, 484
Ver Glândula Pineal, Fingala (Sânsc.) — À grande autoridade védica sobre a prosódia e os chhandas [métricas poéticas] dos Vedas. Viveu alguns séculos antes de Jesus Cristo. [É também o nome de um dos reis-serpente,] Pingalâ (Sânsc.) — É o nôdi (nervo ou órgão condutor) e o sistema de nádis que atua na parte direita do corpo; o nervo simpático direito ou as correntes nervosas do lado direito da medula espinhal. “Pelo lado direito estende=se o nâdií Pingalá, brilhante e re- fulgente como um grande círculo de fogo (o Sol); este produto de virtude (o Pingalá) É denominado de “veículo dos deuses *', (Uttara-Gfrá, II, 11) Laheri, em seu comentário, diz: “este nâdi estende-se desde a planta do pé direito diretamente para cima, até a parte superior da cabeça, onde se situa o sahasrára (ou lótus de mil pétalas)”, O Idã e o Pin- galâ correm ao longo da parede curva onde está situado o Suchumná, São semilaterais, positivo e negativo, e colocam em ação a livre e espiritual corrente do Suchumnãá, O Pin- galá, assim como o fdá, parte de um centro sagrado situado sobre a medula oblonga, co- nhecido pelo nome de Triveni (Doutrina Secreta, HI, 547). À parte direita do coração, com todas as suas ramificações, é também chamada de Pingalã. Para maiores detalhes, ver: Râma Prasâd, As Forças Sutis da Natureza, cap. IV. (Ver também Nádi, Idâã e Su- chumnã.)
Árvore favorita de Cibele. É encontrada comumente próximo às ima- gens desta deusa, Em seus Mistérios, os sacerdotes corriam armados com bastões que terminavam em pinhas adornadas com vistosas fitas, No equinócio de primavera, corta- va-se com grande pompa um pinheiro, que era levado ao templo de Cibele, À pinha era empregada também nos sacrifícios de Baco. Pipâsâá (Sâánsc.) — Sede. Pippala (Sânsc.) — Árvore do conhecimento; o fruto místico daquela árvore “sobre o qual acudiam Espíritos amantes da Ciência”. Isso é alegórico e oculto, [Este fruto foi qualificado de proibido. (Doutrina Secreta, IL, 103) Pippala ou Azvattha são os nomes da figueira sagrada (Ficus religiosa). (Ver Haoma.)] Pippalâda (Sânsc.) — Escola de magia fundada por um Adepto que possufa este nome e na qual se explica o Atharva-Veda, 485
Segundo o ilustrado egiptólogo Mariette, as pirâmides são apenas mo- numentos funerários. Às três grandes pirâmides de Gizeh são as tumbas de Cheops, Chefren e Micherinus; as pequenas são os sepuleros dos membros da família destes reis. No conceito de E. de Rougé, as pirâmides funerárias eram monumentos votivos relacio- nados com o culto solar. “O personagem principal - diz - encontra-se geralmente re- presentado em atitude de adoração, com o rosto voltado para o meio-dia e, à sua esquer- da, há as fórmulas de invocação ao Sol nascente e, à sua direita, aquelas dirigidas ao Sol poente.” Estudos novos e mais detalhados vieram a demonstrar que as quatro faces de tais monumentos estão orientadas de modo à que correspondam aos quatro pontos car- deais, obedecendo assim a um fim astronômico. De fato, as pirâmides encontram-se in- timamente relacionadas com a idéia da constelação do Grande Dragão, os “Dragões de Sabedoria” ou os grandes Iniciados da terceira e quarta raças e com aquela das inunda- ções do Nilo, consideradas como uma lembrança do grande dilúvio atlântico. (Doutrina Secreta, 11, 369). Na construção da Grande Pirâmide, baseada no sistema decimal (o nú- mero 10, ou seja, a combinação dos princípios masculino e feminino), observa-se um sistema de ciência exata, geométrica, numérica e astronômica, baseada na razão integral do diâmetro da circunferência do círeulo. À construção das pirâmides constitui uma re- cordação durável e o símbolo indestrutível do curso dos astros, bem como dos Mistérios e iniciações,. De fato: as medidas da Grande Pirâmide coincidem com as do alegórico Templo de Salomão, emblema do ciclo da Iniciação, como coincidem também com as da Arca de Noé e da Arca da Aliança. (Doutrina Secreta, 1, 333-334 e 11, 487) e realmente tal monumento era um santuário majestoso, em cujos recintos sombrios eram celebrados os Mistérios e cujas paredes foram testemunhas mudas das cenas de iniciação de mem- bros da família real. O sarcófago de pórfiro, que Piazzi Smyth tomou por simples depó- sito de grãos, era a pia batismal; ao sair dela, o neófito “renascia” e se tornava Adepto, Usis sem Véu, 1, 519) A Pirâmide era também símbolo do Princípio criador da Natureza, assim como da excelsa hierarquia dos Espíritos (Devas, Pitris etc.), Além disso, simboli- zava o universo fenomenal consumindo-se no universo numenal do pensamento no vérti- ce dos quatro triângulos e, finalmente, simbolizava o mundo ideal e o visível, visto que em suas figuras estão combinados o triângulo dos lados, o quadrado da base e o vértice, ou seja, à Trfada e o Quaternário, o 328 0 4. (Doutrina Secreta, 1, 677) Pirra (Pyrrha) (Gr.) — Filha de Epimeteu e Pandora, que se casou com Deucalião, Depois de um dilávio em que quase toda a humanidade foi aniquilada, Pirra e Deucalião fizeram homens e mulheres das pedras que lançavam atrás deles, [Ver Deucalião é Dilú- vio.)
Filósofo grego que viveu na segunda metade do séc. IV antes de nossa era, Seu sistema consistia em duvidar de tudo, Ào examinar uma proposição qualquer, seu ânimo vacilava entre o pró e o contra, De modo que seu julgamento nunca era decisivo. Sustentava que a justiça ou à injustiça, a bondade ou a maldade das ações humanas de- pendiam unicamente das leis do país, bem como de seus usos é costumes. Este modo de discutir, sem afirmar ou negar, foi chamado de ceticismo ou pirronismo,