À doutrina do ceticismo tal como foi ensinada por Pirron, Seu siste- ma era muito mais filosófico do que a escola da negação de nossos pirronistas modernos. [Ver Pirron.) Pisâchas (Sânsc.) — Segundo os Purânas, são demônios ou maus gênios criados por Brahmã, Segundo a crença popular do Sul da india, são espíritos, fantasmas, demônios, larvas e vampiros, geralmente fêmeas (Pisácht), que aparecem aos homens. Restos in- consistentes de seres humanos, que residem no Kama-ioka como cascas ou elementares. Ordem inferior de demônios ou gênios maléficos, sedentos de sangue, que participam da natureza dos rákchasas, embora inferiores a estes. (Ver. Kâmarápa e Íncubos.) 486
Ver Pitaras. Pitara-devatã (Pitar Devatã) (Sâánsc.) — Os “deuses-pais”; os antecessores lunares da humanidade, [Os Pitara-devatá ou deuses-pitris são também chamados de “Chamas”, Asuras ou Asura-Devatãs (deuses), porque foram primeiro deuses — e dos mais elevados — antes de se tornarem “não deuses”, Espíritos celestes que iriam cair, convertidos em Espíritos da Terra (exotericamente, entenda-se bem, segundo o dogma ortodoxo). (Dou- trina Secreta, 11, 258)] Pitaras (ou Pitara) (Sânsc.) — Nominativo plural de Pitris. Os pais, antecessores [ou pitris]. Os pais das raças humanas, (Ver Pitris.) Pitha (Sânsc.) — O Sol, o fogo, o tempo (que a tudo absorve); água potável,
Ver Pitonisa, Pitonisa ou Pythia (Gr.) — Segundo os dicionários modernos, esta, palavra designa à pessoa que dava os oráculos no templo de Delfos e toda mulher que se supunha dotada do espírito de adivinhação, “uma feiticeira” (Webster), Tal definição não é verdadeira nem exata, Apoilando-nos na autoridade de Jâmblico, Plutarco e outros autores, à Pito- nisa era uma sacerdotisa [de Apolo] escolhida entre as sensitivas, jovens puras e das classes mais pobres e colocada num templo, onde eram exercitados os poderes oracula- res. Ali ela tinha uma residência isolada de todos, exceto do Hierofante ou vídente prin- cipal e, uma vez admitida, ficava, como uma monja, perdida para o mundo, Sentada em 487
Ver Pitris e Pitaras. Pitridâna (Sânsc.) — Oferenda aos manes. Pitri-devas ou Pitri-devatâs (Sânsc.) — Pitris divinos ou Barhichad-Pitris, São dotados do fogo criador físico e são os progenitores ou pais espirituais do corpo físico do homem. Podiam apenas criar ou, melhor dizendo, revestir as Mônadas humanas com seus próprios eus astrais, porém não podiam fazer o homem à sua imagem e semelhança, “O homem não deve ser como um de nós” -- dizem os deuses criadores encarregados da fa- bricação do homem animal inferior —, mas superior, (Doutrina Secreta, 11, 99) Pitri-griha (Sânsc.) — Local de sepultura; tumba, sepulcro, Pitri-jâna (Sânsc.) — Veíeulo dos Pitris, (Ver Uttara-Gitá, 11, 12 e o Comentário de K. Laheri.) Pitrika (Sânsc.) — Relativo aos pitris ou antepassados; paterno. Pitrikânana (Sânxsc.) — “Morada dos pais”; cemitério. Pitrikriyã (Sânsc.) — Oferenda aos manes ou pitris. Pitriloka (Sánsc.) — O mundo ou região dos pitris, richis e prajápatis, um dos oito mundos. Pitripati (Sânsc.) — Rei ou senhor dos pitris: Xama, deus da morte e juiz dos mor- tais, (Doutrina Secreta, 1, 48) Pitriprasô ou Pitrisá (Sánsc.) — O crepúsculo, por ser a hora em que os manes aparecem. Pitripújana (Sânsc.) — Veneração ou culto aos pitris.
Ver Pitripati. Pitrirna (Sânsc.) — Dívida com os pais: aquela contraída pelo fato de os pais terem nutrido o corpo físico de seus filhos. (Bhagavân Dãês, Ciência das Emoções) Pitris [Propriamente Pitaras) (Sânsc.) — Os antecessores ou criadores da humanida- de. São de sete classes, três das quais são incorpóreas (arúpa) e quatro corpóreas, Na teologia popular diz-se que foram criados do costado de Brahmã, No que se refere à sua 488
Os verdadeiros Pirris, geralmente chamados de Barhichads-Pitris, São as entidades mais adiantadas da Cadeia lunar, que, ao término desta, entraram na sé- tima Hierarquia criadora. São os deuses lunares ou Senhores da Lua, que têm como en- cargo guiar a evolução física na Cadeia terrestre, Preparam as formas para as Mônadas exlunares e dão ao homem os quatro princípios inferiores (duplo etéreo, prâna, kâma animal e germe animal da mente, ou seja, o manias inferior). Com eles atuar, de modo secundário, duas classes de Mônadas menos desenvolvidas, indistintamente chamadas Dhyânis inferiores ou Pitris solares (que, na Cadeia lunar, sucedem imediatamente aos Pitris Barhichads). À primeira dessas duas classes já havia desenvolvido seu corpo causal e a segunda estava a ponto de o formar, o que, por sua evolução demasiadamente avan- cada, não lhes permitiu entrar nas primeiras Rondas da quarta Cadeia Planetária (a ter- restre), chegando durante o perfodo intermediário da quarta Ronda, na terceira e quarta Raças-mães. Estes Pitris atuam sob a direção de Yama, deus ou senhor da morte, que, por esta razão, é chamado pelo epíteto de “Senhor dos Pitris” (Pitripati). Por isso os cor- pos e os princípios inferiores que conferem ao homem são mortais, pois Yama não pode conferir a imortalidade, (A. Besant, Genealogia do Homem)
Constituem uma das quatro classes de Mânasa-putras ou Filhos da Mente. São os Dhyânis inferiores, procedentes da Lua e se subdividem em duas espécies. Durante o intervalo entre a Cadeia lunar e a terrestre e o dilatado período das três e meia primeiras Rondas da Cadeia terrestre, estes Pitris permaneceram no Nirvâna lunar. A segunda subdivisão ingressou na humanidade terrestre depois da separação dos sexos na terceira Raça; enquanto que a primeira subdivisão ingressou durante a quarta Raça, a Atlântica. São Mônadas da Cadeia lunar demasiadamente avançadas para entrar na quarta Cadeia planetária (a terrestre) durante as primeiras Rondas, porém não o sufi- ciente ainda para ingressar nas hostes dos Pitris-Barhichads. (A. Besant, Genealogia do Homem) Pitritarpana (Sânsc.) — Ver Pitridâna. Pitritithi (Sânsc.) — Dia de Lua nova, consagrado aos manes. Pitrivana (Sânsc.) — Cemitério; pequeno bosque funerário. Pitrivanechara (Sânsc.) — Shiva (que frequenta os cemitérios). Pitriya (Sânsc.) — Pertencente ou relativo aos Pitris ou Pais, Dia pitríva significa mês lunar, (Râma FPrasâãd) Pitriyajõa (Sânsc.) — Culto ou sacrifício aos Pitris ou manes dos antepassados, Pritiyâna (Sânsc.) — Carro mortuário. À via que a alma percorre ao abandonar o corpo físico. (P. Hoult) Pitta (Sânsc.) — Calor, temperatura. Sinônimo de Agni. (Râma FPrasãd) Significa também bílis. 490
Ver Corpo Pituitário. Piyadazi ou Piyadazit (Piyadasi) (Pál.) - “O Formoso", qualificativo do rei Chan- dragupta (o “Sandracottus” dos gregos) e de Azoka, o rei budista, seu neto. Ambos rei- naram na India central entre os séculos IV e III antes de Cristo, Chandragupta era tam- bém designado pelo epíteto de Devânâm-piya (amado dos deuses). [Ver Azoka e Chan- dragupta.) Píyu (Sânsc.) — Significado idêntico ao de Píru. Piyúcha (Sânsc.) - Ambrosia, néctar, soma. Piyúchamahas e Piyôcharuchi (Sânsc.) -- À Lua,
Há um grande número de planetas, grandes ou pequenos, não desco- bertos ainda, porém cuja existência era conhecida dos antigos astrônomos, todos eles Adeptos Iniciados. À penas sete de nossos planetas encontram-se tão intimamente rela- cionados com nosso globo como se encontra o Sol com todos os corpos a ele submetidos em seu sistema. (Doutrina Secreta, 1, 629) Os autores antigos enumeravam os planetas na seguinte ordem: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno, contando o Sol como planeta para fins exotéricos. É preciso lembrar que a Lua e o Sol são cada um substitutos para seu planeta secreto correspondente. (Ibidem, 1J1, 452) De sua parte, os egípcios e os hindus dividiam seu dia em quatro porções, cada uma das quais se encon- trava sob a proteção e o governo de um planeta. Com o tempo, cada um dos dias passou a ser chamado pelo nome do planeta que regia sua primeira parte, a manhã. Há sete pla- netas principais ou primários (dos quais há três que hão de ficar inonimados), que são as esferas dos sete Espíritos, que neles residem. Todos os demais são mais planetóides do que verdadeiros planetas. (fbidem, 1, 6206-628) Cada um dos planetas — dos quais só sete eram chamados de “sagrados”, por serem regidos pelos Regentes mais elevados ou Deuses — é um setenário como o é também a Cadeia a que nossa Terra pertence. (Doutri- na Secreta, 1, 176) Os Princípios que animam os planetas e outros astros são os Anupha- nim da Cabala, os Anjos das esferas ou Espíritos planetários, que regem os destinos dos homens que nascem sob uma ou outra de suas constelações. Lbidem, 1, 153) Todas as fa- culdades mentais, emocionais, psíquicas e espirituais são influenciadas pelas propriedades ocultas da escala das causas, que emanam das Hierarquias dos Regentes espirituais dos planetas e não dos próprios planetas, Os planetas têm correspondência com os princípios humanos, com os metais, com os dias da semana, os sons é as cores, Assim, Marte cor- 491
Do latim planas. Extensão do espaço ou de algo nele contido, seja no senti- do físico, seja no metafísico, por exemplo um “plano de consciência”, No Gcultismo, tal termo designa o campo ou extensão de algum estado de consciência ou do poder percep- tivo de uma série particular de sentidos ou esferas de ação de uma determinada força ou o estado da matéria correspondente a alzum dos extremos antes indicados, [Assim temos os planos físico, astral, mental, atmico, mayávico, objetivo, subjetivo, fenomenal numé- nico etc, Há no Kosmos sete planos, três dos quais, os superiores, só se revelam aos Ini- clados e os quatro restantes são: o arquetípico, o intelectual ou criativo, o substancial ou formativo e o físico ou material, (Doutrina Secreta, 1, 221) Estes sete planos correspon- dem aos sete estados de consciência no homem, Cada plano subdivide-se em sete e cada um destes, por sua vez, subdivide-se em outros sete, À evolução normal da humanidade executa-se em três destes planos; o planofísico, o astral e o mental, também chamados de “os três mundos”. Nos dois planos superiores a estes três, os planos búddhico e âtmico, continua a evolução própria do Iniciado. Estes cinco planos constituem o campo de evo- lução da consciência até o dia em que a humanidade irá fundir-se com a Divindade, Os dois planos seguintes, os mais elevados, representam a esfera de atividade divina que a tudo envolve e de onde emanam todas as energias divinas que mantêm e vivificam o Universo, Estes dois últimos planos, denominados Anúipâdaka e Ádi, o primeiro, são os planos da consciência divina, aqueles em que apenas o Logos ou à trindade dos Logoi manifesta-se e, portanto, escapam à nosso compreensão, (A, Besant, Estudo Sobre à Cansciência.))
Plano primeiro, primordial ou supremo. À base, fundamento ou sus- tentação do Universo, fonte da qual este recebe a vida, É o plano da Divindade desco- nhecida, plano superior à compreensão humana,
Plano que, em ordem descendente vem depois do plano Ádi, Como este último, é o campo de manifestação exclusiva do Logos e, como seu nome in. dica (“sem receptor”, “que existe por si mesmo” ete.), é aquele em que “não se formou ainda nenhum vefeulo”, (A, Besant, Estudo Sobre a Consciência) Plano astral —» Ver Mundo astral. 492
Plano do Átman, também chamado de nirvânico. É o quinto plano, aquele do aspecto humano mais elevado do Deus que está em nosso interior; o plano de existência pura, de poderes divinos em sua mais plena manifestação em seu quíntuplo universo, À consciência âtmica ou nirvânica, aquela correspondente à vida no quinto plano, é a consciência alcançada por numerosos Seres elevados, entre os quais figuram aqueles primeiros frutos da humanidade que já completaram o ciclo de evolução humana € aos quais dá-se o nome de Mestres, Mahâtrmas ou Jivan-muktas, almas libertadas que continuam unidas a seus corpos físicos, a fim de ajudar o progresso da humanidade, Es- tes Seres elevados resolveram em si mesmos o problema de unir a essência da individua- lidade com a ausência de separatividade e vivem como Inteligências imortais, perfeitas em sabedoria, em poderes e em bem-aventurança. (A. Besant, Sabedoria Antiga, pp. 219-220) A evolução dos planos búddhico e âtmico corresponde a um período futuro de nossa raça; porém aqueles que escolhem a espinhosa e árdua senda do progresso mais rá- pido, podem percorrer antecipadamente tais períodos finais da evolução seguindo o sen- deiro da Iniciação, (Op. cit., pp. 219-221)
Éo quarto plano do Universo, Nele ainda há dualidade, porém não separação. E um estado em que cada um é ele mesmo, como uma claridade e uma intensidade viva, inacessível nos planos inferiores, porém no qual, apesar disto, cada um sente-se incluir a todos os demais e ser uno com eles, não separado e inseparável. (A, Besant, Sabedoria Antiga, p. 217) É o plano do poder e da suprema sabedoria, onde con- tinua a evolução humana supranormal, aquela que é própria do Iniciado depois da pri- meira das grandes Iniciações. (Estudo Sobre a Consciência)
É uma região do plano mental especialmente protegida, da qual todo mal c todo sofrimento cstão inteiramente exclufdos pela ação das grandes ÍInte- ligências espirituais que dirigem a evolução humana, e na qual residem, depois de sua permanência no Kâmaloka, os seres humanos despojados de seus corpos físico e astral. (A. Besant, Sabedoria Antiga, p. 179) (Ver Devachan e Plano mental.)