Ver Thallath, Thales (Gr.) — O filósofo grego de Mileto (c. 600 anos a.C.), que ensinou que todo o universo foi produzido da água [no que coincide com a doutrina vêdica de que o Uni- verso surgiu das águas], ao passo que Heráclito de Éfeso sustentava que foi produzido pelo fogo e Anaxímenes pelo ar. Thales, cujo nome verdadeiro é desconhecido, tomou seu nome de Thallath, de acordo com a filosofia por ele ensinada, Thallath (Caid.) — O mesmo que Thalassa. À deusa que personifica o mar, idêntica a Tiamat e relacionada com Tamti e Belita. À deusa da qual nasceram todas as varieda- des de monstros primitivos, segundo o relato imaginário Beroso. [Ver Omorôka.) Thammuz (Hebr.) — Divindade falada em Ezequiel € que parece ser idêntica a Adônis, Segundo o rabino Maimônides, era um falso profeta dos idólatras assírios, a quem o rei condenou à morte, Conta-se que, depois de sua morte, ocorreram grandes prodígios; assim é que, todos os anos, os salios pranteavam Thammuz no último dia do mês de mesmo nome. (Noét) Tharana (Sânsc.) — “Mesmerismo” ou, melhor dizendo: êxtase (transe) provocado ou auto-hipnose; um ato que, na Índia, é de caráter mágico e uma espécie de exorcismo. Literalmente: “varrer ou suprimir” (más influências — de tharhn, que significa escova, e thârnhan, espanador); afugentando os maus bhfits (aura daninha e maus espíritos) atra- vês da vontade benéfica do mesmerizador,
Ver Omorôka, Theiohel (Hebr.) — O globo habitável produtor de homens; nossa Terra, segundo o Zohar. Theli (Cald.) — O grande Dragão, que, segundo se diz, circunda simbolicamente o Universo, Em letras hebraicas € T L 1 = 400 + 30 + 10 = 440; quando sua crista (letra inicial) é reprimida, diziam os rabinos, restam 40 ou o equivalente de Mem; M = Água, as águas que estão sobre o firmamento. Evidentemente, é a mesma idéia simbolizada por Zecha — a serpente de Vishnu, Thelima (Alg.) -- Pedra ao rubro perfeito. 691
Um sacerdote de Buddha. Também chamado de Therunnanse. Thiasse (Esc.) — Gigante, pai de Skada, esposa de Nioerd, (Eddas) Thion (Alg.) — Enxofre dos filósofos ao rubro. Thiotvitner (Esc.) — Um dos rios que desembocam no Hvergelmer. (Eddas) Thita (Alg.) — Magistério dos Sábios em sua fixação na cor púrpura. Thohu-Bokhu (Hebr.) — De Thou “o Abismo”, e Bofi “Espaço primitivo” — ou Abismo do Espaço primitivo, livremente traduzido por “Caos”, “Confusão” etc. Tam- bém se escreve e pronuncia “tohu-bohu”. a Thomel (Eg.) — À deusa da Justiça. Tem os olhos vendados e empunha uma cruz, E o mesmo que a deusa grega Themis. Thor (Esc. — De thonar, “troar”., Filho de Odin e Freya [a Terra] e chefe de todos os Espíritos elementais. Deus do trovão, Júpiter tonans. À palavra Thursday (quinta- feira) vem de Thor. Entre os romanos, a quinta-feira era o dia de Júpiter, Jovis dies, Jeudi, em francês — o quinto dia da semana, também consagrado ao planeta Júpiter, [Ver Donar e Martelo de Thor.) Thorah (Hebr.) — “Lei”, redigida pela transposição das letras do alfabeto hebraico, Do “Thorah secreto” diz-se que antes de que ÁAf-tee-kah (o “Ancião dos Anciães”) já estivesse disposto e formado, preparando-se para manifestar-se, quis criar um Thorah e este último, logo que foi produzido, a Ele se dirigiu dizendo estas palavras: “Aquele que deseja ordenar e estabelecer outras coisas, deveria, antes de tudo, ordenar a Si mesmo em sua própria forma." Em outros termos: Thorah, a Lei, repreendeu a seu Criador, desde o momento em que nasceu, segundo o que foi dito anteriormente, o que é uma in- terpolação de algum talmudista posterior. À medida em que foi crescendo e se desenvol- vendo, a mística Lei do cabalista primitivo foi transformada pelos rabinos, que a utiliza- ram para substituir, em sua letra morta, todo o conceito metafísico; assim a Lei rabínica e talmúdica faz de Ain Soph e cada Princípio divino a ela subordinados e se torna a espá- dua das verdadeiras interpretações esotéricas, Thoth (Eg.) - O mais misterioso e menos compreendido de todos os deuses cujo caráter pessoal é inteiramente distinto de todas as demais divindades antigas, Assim co- mo as permutações de Osíris, Ísis, Hórus e outras são tão inumeráveis que sua individua- lidade está quase perdida, Thoth permanece imutável desde o início da última dinastia, É o deus da sabedoria e de autoridade sobre todos os deuses restantes. É o registrador e o juiz. Sua cabeça de fbis, a pena e a tabuinha de escrivão celestial, que anota os pensa- mentos, palavras e ações dos homens e os pesa na balança, o assemelham aos Lipikas esotéricos, Seu nome é um dos primeiros a aparecer nos monumentos mais antigos, Éo deus lunar das primeiras dinastias, mestre do Cinocéfalo — o mono com cabeça de cão, que existia no Egito como símbolo e recordação viva da terceira Raça-Mãe, (Doutrina Secreta, 11, pp. 184-185.) É o “Senhor de Hermópolis”: Jano, Hermes e Mercúrio com- binados, É coroado com um atef e o disco lunar e leva na mão o “Olho de Hórus”, o ter- ceiro olho. É o Hermes grego, o deus de Sabedoria e Hermes Trismegistus, o “Hermes Três Vezes Grande”, o patrono das ciências físicas e o patrono e verdadeira alma do co» nhecimento oculto esotérico, Como belamente expressa Bonwick, membro da Real So- ciedade Geográfica, “Thoth.. exerce poderoso efeito sobre a imaginação... nesta intrin- cada e às vezes bela fantasmagoria do pensamento e sentimento moral daquele passado sombrio. Em vão nos perguntamos como, na infância da humanidade deste mundo, em 692
Seu nome verdadeiro era Zum Lhum. Nasceu na Basiléia no ano de 1530, Médico, astrólogo e artista bermético, gozou de fama invejável na Ale- manha. Publicou várias obras, entre as quais merecem menção o Pison e a Quinta essen- tia, avidamente procuradas em seu país. Depois de obter a confiança e a generosa prote- ção do arquiduque Fernando, foi finalmente perseguido como impostor, Andou algum tempo errantemente e na maior miséria, Morreu num convento, sendo objeto de comi- seração pública. Thursars ou Hrimthursars (Esc.) — Gigantes inimigos dos ásios (deuses). (Eddas)
Associação secreta de fanáticos ladrões e assassinos, que surgiu na Índia no séc, XIII, Estes sectários estavam a serviço de Kâli ou Durgã, esposa de Shiva e deusa da destruição. Matavam traiçociramente suas vítimas, principalmente por motivos religiosos, empregando para isso o estrangulamento, o punhal ou o veneno, Esta seita foi finalmente exterminada em 1826-1835, Thâmi Sambhota (Sársc.) — Um místico e homem de erudição hindu, inventor do alfabeto tibetano. Thummim (Hebr.) — “Perfeições”. Um ornamento do peistoral dos Sumos-sacer- dotes do Judaísmo. Os rabinos e hebraístas modernos podem muito bem dizer que não conhecem os objetos combinados dos Thununim e Urim; porém os cabalistas o sabem, bem como os ocultistas, Eram os instrumentos da adivinhação mágica e da combinação oracular -—- teórgica e astrológica. Isto é bem demonstrado pelos seguintes fatos conheci- dos: 1º) Em cada uma das doze pedras preciosas estava gravado o nome de um dos doze filhos de Jacé, cada um desses “filhos” personificando um dos doze signos do Zodíaco; 2º) Ambos eram imagens oraculares, da mesma forma que os Teraphim, é pronunciavam oráculos através de estado de êxtase aos sacerdotes que os portavam. Os Lrim e o5 FThummim não eram originais entre os hebreus, mas foram tomados, como a maior parte de seus outros ritos, dos egípcios, entre os quais o escaravelho místico, que os Hierofan- tes levavam no peito, tinha as mesmas funções, Estes, pois, eram modos de adivinhação puramente pagãos € mágicos e quando o “Senhor Deus” judeu foi invocado, para mani- Testar sua presença e expressar sua vontade através dos Lírim, graças a encantamentos preliminares, o modus operandi era idêntico àquele utilizado por todos os sacerdotes dos gentios do mundo inteiro.
À alma astral, animal: o Kéâma-Manas., Thumos significa paixão, desejo e confusão e, em tal sentido, é utilizado por Homero, Tal palavra deriva prova- velmente do sânscrito Tamas, que tem o mesmo significado,
Runas extremamente magníficas de uma cidade pré-histórica do Peru, Tiamat (Caiíd.) — Dragão feminino, que personifica o Oceano; a “Grande Mãe” ou princípio vivo do Caos. Tiamat queria devorar Bel, porém este enviou um vento, que pe- netrou na boca aberta do dragão € o matou, 694
Ver Tishya. Tien-Hoang (Chin.) — Às doze hierarquias de Dhyânis. 2, Tien-Sin(Chin.)-— Literalmente: “o céu da mente" ou céu ideal, abstrato, subjetivo. E um termo metafísico aplicado ao Absoluto, Tifacum ou Tifacoum (Alg.) — Mercúrio dos filósofos.
Famoso gigante que tinha cem cabeças de serpente ou dragão e era tido como pai dos Ventos, assim como Shiva era o pai dos Maruts (“ven- tos”, também). Abriu guerra contra os deuses e é idêntico ao Tífon egípcio. Tífon (Eg.) — Um aspecto ou sombra de Osíris, Tífon não é, como afirma Plutarco, o definido “Princípio do Mal" ou o Satã dos judeus, mas antes os princípios cósmicos inferiores do corpo divino de Osíris, o deus que está neles, sendo Osíris o Universo per- sonificado como ideação e Tífon como esse mesmo Universo em sua realização material. Os dois em um constituem Vishnu-Shiva. O verdadeiro significado do mito egípcio é que Tífon é o invólucro terrestre e material de Osíris, que é o espírito que nele reside. No 42º capítulo do Ritual (Livro dos Mortos), Tífon é descrito como“Set, anteriormente chama- do de Thoth”. Os orientalistas ficam muito perplexos ao descobrirem Set-Tífon, invoca- do em alguns papiros como um deus grande e bom” e, em outros, como a encarnação do Mal. Porém, Shiva, uma das pessoas da Trimôrti hindu, não é descrito em algumas partes como “o melhor e mais generoso dos deuses” e, outras vezes, como um “deus sombrio, negro, destruidor, terrível e cruel?” Loki, o Tífon escandinavo, depois de ter sido des- crito emfempos anteriores como um ser benéfico, como o deus do fogo, gênio presi- dente do pacífico lar doméstico, não foi subitamente desprestigiado e convertido em um poder do mal, num Satã do inferno gelado e num demônio da pior espécie? Há uma boa razão para semelhante transformação. Estes deuses duais, símbolos do bem e do mal ne- cessário, da luz e das trevas, permanecem estreitamente unidos, isto é, significam uma combinação de qualidades humanas distintas ou do elemento que elas representam, sendo simplesmente uma personificação do deus pessoal comum. Porém, estando separados em duas entidades, cada uma delas com suas duas qualidades características, convertem-se respectivamente nos dois pólos opostos do bem e do mal, de luz e trevas; numa palavra, tornam-se duas entidades ou, antes, personalidades distintas e independentes. Somente a força da razão sofística das Igrejas conseguiu, até hoje, manter na mente de poucos a di- vindade judia em sha primitiva integridade. Se tivessem sido lógicas, teriam separado Cristo de Jeová, a luz e a bondade das trevas e da maldade. E foi isto que ocorreu a 695
Protogonos ou aquele primeiro nascido da Divindade pas- siva e a primeira manifestação da Sombra da Divindade. (Doutrina Secreta, II, 28.) Ver Tikhun. Tikhun [ou Tikkun] (Cald.) — O Homem manifestado ou Adão Kadmon, o pri- meiro raio do Logos manifestado. O Protogonos. (Ver esta palavra.) 696
Filósofo pitagórico, nascido em Locres no séc. IV a.C. Discordava um pouco de seu mestre acerca da doutrina da metempsicose, Escreveu um tratado sobre a Alma do Mundo, de sua natureza e essência, em dialeto dó- rico. Esta obra ainda existe, (Glossário da Chave da Teosofia.) Tincar ou Tinkcar (Alg.)-- Mercúrio dos Sábios cozido e digerido ao branco. Tiphereth (Hebr.) — Beleza; o sexto dos dez Sephiroth, uma potência ativa masculi- na, correspondente ao Vau, V, do Tetrragrammaton 1 H V H; também chamado de Mele- kh ou Rei, e o Filho. É o Sephira central dos seis que compõe o Zauir Anpin, o Micro- prosopo ou Face Menor. É traduzido no sentido de “Beleza” e “Suavidade”. Tirtha (Sânsc.) — Lugar sagrado ao longo de um rio ou lago, onde os peregrinos vão fazer suas abluções anuais. Esta palavra significa também: ciência sagrada, escola de filosofia, avatara ou descenso de uma divindade, Tirthakas, Tirthikas ou Tirthyas (Sánsc.) — “Mestres heréticos”, Epíteto aplicado pelos ascetas budistas aos brâhmanes e certos yogiês da Índia, [Os rfrthikas são seguidores brahmânicos, que vivem “além” do Himalaia e são chamados de infiéis pelos budistas da região ou terra sagrada, o Tibet; e vice=versa, (Ver Voz do Silêncio, U)) Tirthankara (Tithankara) (Sânsc.) — Santos e chefes jainas, dos quais há vinte e quatro, Pretende-se que um deles foi o guru mestre espiritual de Gautama Buddha, 7fr- thankara é sinônimo de jaina, Tirthankaraja (Sâánsc.) — Sinônimo de Jaina. TirtharAj! (Sânsc.) — Sobrenome de Benares.
Ver Tirthakas. Tiryaksrota (Sânsc.) — De tiryak, torcido, e srotas, “tubo” (digestivo). Nome da “criação” que Brahmâ fez de homens ou seres, cujo estômago, devido à sua posição ereta como bípedes, encontrava-se em posição horizontal, Esta é uma posição purânica, ausente no Ocultismo,
“Os três guias”, Encontram-se expostos na fórmula ou profissão de fé búdica; “Eu sigo a Buda como meu guia; sigo à Lei (ou Doutrina) como meu guia; sigo à Congregação (ou Igreja) como meu guia,” (Ver Buddha-Dharma-Sangha e Triza- rana.) Tishya (Sânsc.) — O mesmo que Kali-yuga, a quarta idade.
Gigantes de origem divina da Mitologia grega, que lutaram contra os deu- ses, Prometeu era um deles. Tithi (Sânsc.) — Um dia lunar, Titikchà (Sánsc.) — Literalmente: “Paciência que sofre longo tempo [paciência, re- signação, renúncia).” Titikchã, filha de Dakcha e esposa de Dharma (a Lei divina), é sua personificação, [Extinção do desejo, acompanhada de uma disposição constante para re= nunciar a todas as coisas deste mundo, à demonstração típica disso é a falta de ressenti- mento por nossos agravos. Quando esta qualidade foi completamente alcançada, sobre- vém na mente uma perpétua primavera de alegria, que apaga todo vestígio de ansiedade e inquietude. (O Homem; Fragmentos de uma Verdade Esquecida, p. 239.) — É um dos atributos mentais exigidos antes que o neófito possa entrar no Sendeiro propriamente dito (do Discípulo), — Ver Sendeiro Probatório.) Titthiya (Pál.) — Escola religiosa da Índia no tempo de Buddha. (Ver Firthika,) 697
O “Ser”, o “Todo Inefável” de Platão. Aquele “a quem ninguém viu, exceto o Filho”. Tope (Anglo-hind.) — Túmulo ou montículo artificial, que protege as relíquias de Buda ou de algum outro grande Arhat. Os topes são também chamados de dagobas. | Ver Dagobas.) Tophet (Hebr.) — Lugar situado no vale do Gehenna, perto de Jerusalém, onde era mantido continuamente aceso um fogo, no qual se imolavam crianças a Baal, Tal lugar é assim o protótipo do inferno cristão, o ardente Gehenna de dor sem fim. [Ver Gehenna.] Tir-nan-Oge (fsland.) — O paraígo celta. (P. Hoult) Torah ou Thorah (Hebr.) — À lei mosaica, o livro da Lei, o Pentateuco.