Glossário Teosófico
Thero (Pá)
Um sacerdote de Buddha. Também chamado de Therunnanse. Thiasse (Esc.) — Gigante, pai de Skada, esposa de Nioerd, (Eddas) Thion (Alg.) — Enxofre dos filósofos ao rubro. Thiotvitner (Esc.) — Um dos rios que desembocam no Hvergelmer. (Eddas) Thita (Alg.) — Magistério dos Sábios em sua fixação na cor púrpura. Thohu-Bokhu (Hebr.) — De Thou “o Abismo”, e Bofi “Espaço primitivo” — ou Abismo do Espaço primitivo, livremente traduzido por “Caos”, “Confusão” etc. Tam- bém se escreve e pronuncia “tohu-bohu”. a Thomel (Eg.) — À deusa da Justiça. Tem os olhos vendados e empunha uma cruz, E o mesmo que a deusa grega Themis. Thor (Esc. — De thonar, “troar”., Filho de Odin e Freya [a Terra] e chefe de todos os Espíritos elementais. Deus do trovão, Júpiter tonans. À palavra Thursday (quinta- feira) vem de Thor. Entre os romanos, a quinta-feira era o dia de Júpiter, Jovis dies, Jeudi, em francês — o quinto dia da semana, também consagrado ao planeta Júpiter, [Ver Donar e Martelo de Thor.) Thorah (Hebr.) — “Lei”, redigida pela transposição das letras do alfabeto hebraico, Do “Thorah secreto” diz-se que antes de que ÁAf-tee-kah (o “Ancião dos Anciães”) já estivesse disposto e formado, preparando-se para manifestar-se, quis criar um Thorah e este último, logo que foi produzido, a Ele se dirigiu dizendo estas palavras: “Aquele que deseja ordenar e estabelecer outras coisas, deveria, antes de tudo, ordenar a Si mesmo em sua própria forma." Em outros termos: Thorah, a Lei, repreendeu a seu Criador, desde o momento em que nasceu, segundo o que foi dito anteriormente, o que é uma in- terpolação de algum talmudista posterior. À medida em que foi crescendo e se desenvol- vendo, a mística Lei do cabalista primitivo foi transformada pelos rabinos, que a utiliza- ram para substituir, em sua letra morta, todo o conceito metafísico; assim a Lei rabínica e talmúdica faz de Ain Soph e cada Princípio divino a ela subordinados e se torna a espá- dua das verdadeiras interpretações esotéricas, Thoth (Eg.) - O mais misterioso e menos compreendido de todos os deuses cujo caráter pessoal é inteiramente distinto de todas as demais divindades antigas, Assim co- mo as permutações de Osíris, Ísis, Hórus e outras são tão inumeráveis que sua individua- lidade está quase perdida, Thoth permanece imutável desde o início da última dinastia, É o deus da sabedoria e de autoridade sobre todos os deuses restantes. É o registrador e o juiz. Sua cabeça de fbis, a pena e a tabuinha de escrivão celestial, que anota os pensa- mentos, palavras e ações dos homens e os pesa na balança, o assemelham aos Lipikas esotéricos, Seu nome é um dos primeiros a aparecer nos monumentos mais antigos, Éo deus lunar das primeiras dinastias, mestre do Cinocéfalo — o mono com cabeça de cão, que existia no Egito como símbolo e recordação viva da terceira Raça-Mãe, (Doutrina Secreta, 11, pp. 184-185.) É o “Senhor de Hermópolis”: Jano, Hermes e Mercúrio com- binados, É coroado com um atef e o disco lunar e leva na mão o “Olho de Hórus”, o ter- ceiro olho. É o Hermes grego, o deus de Sabedoria e Hermes Trismegistus, o “Hermes Três Vezes Grande”, o patrono das ciências físicas e o patrono e verdadeira alma do co» nhecimento oculto esotérico, Como belamente expressa Bonwick, membro da Real So- ciedade Geográfica, “Thoth.. exerce poderoso efeito sobre a imaginação... nesta intrin- cada e às vezes bela fantasmagoria do pensamento e sentimento moral daquele passado sombrio. Em vão nos perguntamos como, na infância da humanidade deste mundo, em 692