Teopneustia
Revelação; algo comunicado ou inspirado por um deus ou ser divino. Inspiração divina [ou, melhor dizendo, o misterioso poder de ouvir os ensinamentos de um deus, (Doutrina Secreta, III, 57]
Glossário Teosófico
Revelação; algo comunicado ou inspirado por um deus ou ser divino. Inspiração divina [ou, melhor dizendo, o misterioso poder de ouvir os ensinamentos de um deus, (Doutrina Secreta, III, 57]
Religião da Sabedoria ou “Sabedoria divina”. O substrato e base de todas as religiões e filosofias do mundo, ensinada e praticada por uns poucos eleitos, desde que o homem se converteu em ser pensador. Considerada do ponto de vista prático, a Teosofia é puramente ética divina. As definições da mesma encontra- das nos dicionários são puros desatinos, baseados em preconceitos religiosos e na igno- rância do verdadeiro espírito dos primitivos rosacruzes e filósofos medievais, que se in- titulavam teósofos. [& palavra Teosofia não significa Sabedoria de Deus, mas Sabedoria dos Deuses ou Sabedoria Universal. Esta Sabedoria é a verdade interna, oculta e espiri- tual, que sustenta todas as formas externas da religião e seu pensamento fundamental é a crença de que o Universo é, em sua essência, espiritual; que o homem é um ser espiritual em estado de evolução e desenvolvimento e que a humanidade pode progredir na via da evolução através do exercício físico, mental, espiritual adequados, fazendo-a desenvol- ver as faculdades e os poderes que a tornarão capaz de ultrapassar o véu externo do que é chamado de matéria e passar a ter relações conscientes com a Realidade fundamental. À grande idéia, que serve de base para a Teosofia, é a Fraternidade universal e esta se encontra fundamentada na unidade espiritual do homem. A teosofia é de uma só vez ciência, filosofia e religião e sua expressão externa é a Sociedade Teosófica. (Pequeno Glossário de Termos Teosóficos de A. Besant e H. Burrows.) Opostamente ao que mui- tos acreditam, a Teosofia não é uma nova religião; é, por assim dizer, a síntese de todas as religiões, o corpo de verdades que constitui a base de todas elas. À Teosofia, em sua modalidade atual, surgiu no mundo no ano de 18675, porém é em si mesma tão antiga quanto a humanidade civilizada e pensadora., Foi conhecida por diversos nomes, que têm o mesmo significado, tais como Brahma-vidyà (Sabedoria Divina), Para-vidyá (Sabedo- ria Suprema) etc. O motivo especial de sua nova proclamação em nossos dias foram os rápidos e perniciosos progressos do materialismo nas nações propulsoras da civilização mundial. Por esta razão, os Guardiães da Humanidade acharam oportuno proclamar as 685
Ver Teósofo. Teósofoa (do grego Thdos, Deus, e sophás, sábio: pessoa que professa a Teosofia) — Com este nome foram designados muitos místicos em vários períodos da história, Os neoplatônicos de Alexandria eram teósofos; os alquimistas e cabalistas, durante os tem- pos medievais, eram também assim chamados, bem como os martinistas, os quietistas e outras classes de místicos, sejam os independentes, sejam aqueles incorporados a uma fraternidade ou sociedade, Todos os verdadeiros amantes da Sabedoria e da Verdade di- vinas tinham e têm direito a tal denominação, melhor do que aqueles que, apropriando-se deste título, vivem uma vida ou executam ações opostas aos princípios da Teosofia. Co- mo disse K. R, Mackenzie, os teósofos dos séculos passados, “inteiramente especulativos e que não fundaram escolas, exerceram sem cessar uma influência silenciosa sobre a fi- losofia e, sem sombra de dúvida, quando chegar o tempo, muitas idéias apresentadas em silêncio poderão, contudo, dar novos rumos ao pensamento humano, Uma das maneiras como estas doutrinas alcançaram não só autoridade, mas também força, foi entre certos entusiastas dos graus superiores da Maçonaria, Esta força, contudo, até um grau consi- derável, desapareceu com os fundadores e a Francomaçonaria moderna contém escassos vestígios da influência teosófica, Swedenborg, Pernetti, Paschalis, Saint Martin, Marco- nis, Ragon e Chastanier têm muito pouca influência direta sobre a sociedade”, Isto é certo, tratando-se dos teósofos dos três últimos séculos, porém não dos posteriores, Por- que os teósofos do século atual fizeram-se sentir já marcadamente na literatura moderna e introduziram o desejo e o afã de uma filosofia no lugar da fé cega e dogmática de ou- tros tempos, entre os segrnentos mais inteligentes da espécie humana, Eis af a diferença existente entre a TEOSOFIA passada e a atual, Até há pouco tempo usavam-se indis- tintamente os termos “teosofista” e “teósofo” e preferencialmente o primeiro, apesar de que a palavra inglesa theosophist, segundo os dicionários desta língua, signifique “teó- sofo”, Para evitar falsás interpretações, é conveniente estabelecer uma distinção entre ambos os termos. Em inglês, as palavras theosoph, theosopher e theosophist têm o mesmo significado, enquanto que em português, teosofista significa “partidário do teosofismo” (ou seja, o sistema de certos filósofos que acreditavam ver as coisas de modo sobrenatu- ral e, segundo Kant, o sistema dos filósofos que crêem ver tudo em Deus); por teósofo entende-se aquele que professa a Teosofia, Esta palavra, portanto, é a que deve ser usa- da na imensa maioria dos casos para traduzir a palavra theosophist. Teotil (Nex.) — Nome que antigamente se dava, no México, ao Espírito Supremo ou Grande Espírito,
Uma escola de esoteristas, que constitufa um grupo interior dentro do judaísmo alexandrino e não, como acreditam geralmente, uma “seita”. Eram “curadores” no sentido que alguns cientistas cristãos” e “mentais”, mem- bros da Sociedade Teosófica, são curadores, sendo ao mesmo tempo bons teósofos e 687
Nome grego inventado por Geoffroi St. Hilaire para designar a for- mação pré-natal de monstros, tanto humanos como animais, De feras, monstro, prodígio, e logos, tratado.
Espécie de adivinhação através de fenômenos tidos por milagrosos.
Oferece três tipos perfeitamente definidos, que cha- maremos pelos nomes de terceira prima, terceira média e terceira última. À terceira pri- ma nasceu sob o império de Zukra (Vênus), graças a sua influência desenvolveram-se os hermafroditas, ficando as raças separadas sob Lohitânga (Marte), que é a encarnação de Kâma ou natureza passional, Como todas as formas existentes na Terra de então, o ho- mem era de estatura gigantesca. Era de cor vermelha com muitas variedades de matizes; tinha a fronte deprimida, o nariz chato e as mandíbulas volumosas e salientes. Os andró- Hinos divinos eram de uma linda e esplêndida cor vermelho-dourado, Nesta Raça desen- volveu-se o órgão da visão; no início, havia um só olho situado no meio da fronte (cha- mado, mais tarde, de terceiro olho), que brilhava como uma jóia em sua órbita, Poste- riormente, surgiram dois olhos, mas estes não tiveram uso completo até a terceira sub- raça da terceira Raça; somente na quarta Raça, quando o terceiro olho retrocedeu para o interior, convertendo-se na glândula pineal, estes dois olhos passaram a ser os órgãos normais da visão, Assim, pois, o homem acrescentou a visão aos dois sentidos que já possufa (o tato e a audição), No que se refere à consciência, a terceira Raça, por seu contato com Atma-Buddhi-Manas, demonstrou trindade. À consciência dos contatos do fogo e do ar, acrescentou à da água. A linguagem passou a ser monossilábica, À repro- dução era de três tipos: na primeira sub-raça, processava-se por gotas de suor e apenas se distinguia o sinal sexual no corpo; gradualmente surgiu a geração ovípara (terceira € quarta sub-raças), produzindo inicialmente seres hermafroditas e mais tarde com pre- domínio de um só sexo, até que, finalmente, nasceram do ovo machos e fêmeas, Na quinta sub-raça, o ovo começou a ficar retido no seio materno e nasceu a criatura débil e desvalida; finalmente, já na sexta e sétima sub-raças, houve a geração pela união dos se- xos, O homem da terceira Raça era contemporâneo do pterodáctilo, do megalossauro e outros animais gigantescos. O berço desta Raça foi a Lemúria de Zâlmali nas histórias antigas, :
Ver Raças humanas. Terceiro (Alg.) — Enxofre dos filósofos digerido e cozido até o rubro, É denomina- do de terceiro porque o vermelho é a terceira das cores principais tomadas pela matéria durante o curso das operações.
À Mente universal, na qual tudo existe arquetipicamente, a ori- gem dos seres, a fonte de energias formadoras, à arca onde se encontram armazenadas todas as formas ideais, que serão produzidas e elaboradas em classes inferiores de maté- ria, durante a evolução do Universo. (A. Besant, Sabedoria Antiga.) — Ver Logos.
Ver Glândula Pineat,
À coroa aspídea da deusa Ísis; é também o nome da legendária filha de Faraon, que, segundo se supõe, salvou Moisés das águas do Nilo.
Opostamente ao Quaternário inferior (ver este termo), existe no homem o Ternário ou Tríada superior, assim chamada por ser integrada pelos três princípios superiores: Atná, Buddhi e Manas superior, formando a individuali- dade imortal, que persiste através das numerosas encarnações humanas. (Ver Princípios e Tríada.)
Segundo o Ocultismo Oriental, a Terra é o quarto globo ou mundo, o infe- rior da cadeia planetária, onde é designada pela letra D. Acima dele, dirigindo-se para cima em ambas as curvas há seis globos, três de cada lado, ou seja, três na curva descen- dente e outros três na curva ascendente. (Ver Cadeia planetária.) à Terra € simbolizada pela “Vaca da Abundância”, Kâmaduh, que dá todos os bens (Bhâgavata Purâna). Eso- tericamente, nossa Terra É a região infernal. (Doutrina Secreta, 1, 501 e 1, 103.) (Ver Naraka.) — De outro ponto de vista, a Terra € um dos cinco elementos compostos da fi- losofia sânkhya (éter, ar, fogo, água e terra), correspondentes aos cinco sentidos, O Ta va da terra (Prithivií Tattva), também chamado de éter odorífero, corresponde, como in- dica este seu último nome, o sentido do olfato. (Ver Elementos, Tattvas, Bhá, Bhâmi, Priíhivt, Myalba etc.)
Nome que os alquimistas ocidentais dão à matéria primordial não manifestada. (Málaprakriti) 688
Com o nome de Imortal Terra Sagrada designa-se o primeiro Continente ou, melhor dizendo, a primeira Terra firme, na qual a primeira Raça foi de- senvolvida pelos divinos Progenitores, À razão de ter se aplicado tal nome a esta Terra não tem nada a ver com a sorte dos demais Continentes, por ser a Terra Sagrada a nica cuja destino é durar do princípio ao fim do Manvantara, através de cada Ronda, É o ber- ço do primeiro homem e a morada do último mortal divino, escolhido como remanes- cente para futura semente da humanidade, (Doutrina Secreta, 1, 6,) Teshu Lama (Tib.) - Uma encarnação de Gautama ou Amitâábha Buddha. (Dourri- na Secreta, 1, 511.) À cabeça da Igreja tibetana (Cinco Anos de Teosofia). Tethis ou Tethys (Gr.) — Esposa do Oceano. Da união de ambos, segundo a mitolo- gia grega, nasceram todos os seres e até os deuses, Nesta alegoria, o Oceano representa o Espaço infinito — Espírito no Caos -— que é a Divindade, e Tethisa Matéria primordial no processo de formação. (Doutrina Secreta, 11, 69.) É Tetoun (Eg.) — Deus adorado em Núbia. É uma forma de Noum, (Dict, dArch. EPL)
Ver Tetraktys. Tetragrammaton (Gr.) — O nome de Deus composto de quatro letras, seu título grego, Tais quatro letras são, em hebraico: yod, hé, vau, hé ou em nossas maiúsculas: 1 H V H. Sua verdadeira pronúncia antiga é agora desconhecida; os judeus sinceros consi- deravam este nome demasiado sagrado para ser proferido e, ao ser lido nas Sagradas Es- crituras, era substituído por “Adonai”, que significa “Senhor”. Na XKabhbalah, o 1 é asso- ciado com Chokmah, o H com Binah, o V com Tiphereth é o H final com Malkuth. Em geral, os cristãos chamam IHVH de Jeová e muitos sábios modernos, versados em estu- dos bíblicos, escrevem Yahveh, Na Doutrina Secreta, 0 nome Jeová está associado ao Sephira Binah apenas, porém esta atribuição não é reconhecida pela Escola Rosacruz de cabalistas nem por Mathers, em sua tradução da Kabbalah Denudata de Knorr von Ro- senroth; certas autoridades cabalistas relacionaram Binah apenas com I H V H, porém unicamente no que se refere ao Jeová do Judaísmo exotérico. O 1 H V H da Kabbalah tem somente uma leve semelhança com o Deus do Antigo Testamento. (W. W. WJ — A Kabbalah de Knorr von Rosenroth não é autoridade alguma para os cabalistas orien- tais, porque é bem sabido que, ao escrever sua Kabbalah Denudata, seguiu mais os ma- nuscritos modernos do que os antigos (caldeus); e é também sabido que aqueles manus- critos e documentos do Zohar, que são classificados como “antigos”, mencionam e até alguns usam à vogal hebraica ou pontos massoréticos, Isso por si só tornaria espúrios estes pretensos livros zoháricos, porque não há vestígios diretos do sistema Massorah antes do séc. X de nossa era nem o mais remoto vestígio dele antes do sétimo. (Ver Te- traktys.) Tetraktys (Gr.) ou Tétrade — O “Quatro” sagrado pelo qual juravam os pitagóri- cos, sendo este seu juramento mais inviolável, Tem significado bastante místico e varia- do, sendo o mesmo que o Tetragrammatom. O primeiro de tudo é sua Unidade ou o “Um” sob quatro aspectos diferentes; logo é o número fundamental Quatro, é a Tétrade contendo a Década ou Dez, o número da perfeição, Finalmente, significa a Trfada primi- tiva (ou Triângulo) fundida na Mônada divina. O jesuíta cabalista Kricher, em seu Edi. pas AEgypricus (11, p. 267), expõe o Nome Inefável IH V H - uma das fórmulas cabalfs- ticas dos 72 nomes -— ordenado na forma Tétrade pitagórica. Myer o apresenta da se- guinte maneira: 689
Uma comunicação com os anjos e espíritos plane- tários — os “deuses de Luz” — e os meios para atraf-los para a Terra. O conhecimento do significado interno das hierarquias de tais espíritos e a pureza de vida são os únicos meios capazes de conduzir à aquisição dos poderes necessários para tal comunicação, Para se atingir uma meta tão sublime, 0 aspirante deve ser absolutamente digno, puro e desinteressado. [A prática da Teurgia é muito pouco conveniente e até perigosa na atua- lidade. O mundo está muito corrompido para praticar aquilo que só homens tão santos e sábios quanto Ammonio, Plotino, Porfírio e Jâmblico (os mais instruídos de todos os teurgistas) podiam tentar com impunidade, Em nossa época, a Teurgia ou Magia divina e benéfica É coisa predisposta a se converter em Goecia ou, em outras palavras, em feijti- çaria, À Teurgia € a primeira das três subdivisões da Magia, que são: Teurgia, Goecia e Magia Natural, (Glossário da Chave da Teosofia.) — Ver Goecia, tâmblico € Teurgista.)
À primeira escola de Teurgia prática (do grego Fhéos, deus, é ergon, obra), no perfodo cristão, foi fundada por Jâmblico entre certos platônicos alexandrinos, Os sacerdotes, contudo, dos templos do Egito, Assíria, Babilônia e Grécia e cujo ofício era evocar os deuses durante a celebração dos Mistérios, também eram designados por este nome ou seu equivalente em outras línguas, desde o primeiro período arcaico, Os espíritos (porém não os dos mortos, cuja evocação se chamava necromantcia) toma- vame-se visíveis aos olhos dos mortais, Ássim, pois, o teurgista devia ser um hierofante e um perito na ciência esotérica dos santuários de todos os grandes países. Os neoplatôni- cos da escola de Jâmblico eram denominados de teurgistas, porque praticavam a chama- da “Magia cerimonial” e evocavam os sémulacra ou imagens dos antigos heróis, “deuses” e daimonia (entidades divinas, espirituais), Nos raros casos em que se exigia a presença de um “espírito”.tangível e visível, o teurgista tinha de administrar à fantástica aparição uma parte de sua própria carne e sangue: tinha de praticar a theopoea ou à “criação de deuses”, através de um procedimento misterioso bem conhecido pelos antigos e talvez por alguns dos modernos tântritas e brabhmanes Iniciados da Índia, É isto o que se diz no Livro de Evocações dos pagodes, Isso prova a perfeita identidade dos ritos e do cerimo- niai entre a antiquíssima teurgia brahmânica e a dos platônicos alexandrinos, Copiamos de Ísis sem Vem: "O brabmane Grifiasta (evocador) deve manter-se em estado de com- pleta pureza, antes de aventurarese a evocar os Pitris, Depois de ter preparado uma lâm- pada, uma quantidade de sândalo-incenso etc., e de ter traçado os círculos mágicos, a ele ensinados pelo Guru superior, a fim de manter afastados os maús espíritos, ele pára de respirar e chama em seu auxílio o /ogo (Kundalini) para dispersar seu corpo,” Pronuncia certo número de vezes a palavra sagrada e “sua alma (corpo astral) escapa de sua prisão, desapareçe seu corpo é a alma (imagem) do espírito evocado desce até dentro de seu 690
Ver Teurgista. Tewnout ( E.) — Deusa com cabeça de leoa, com um disco sobre a mesma. É deno- minada de Filha do Sol e, frequentemente, está associada com Shou, (Pilerret, Diet, dAr- ch. Égyp .) — Ver Tafne. Thalassa (Gr.) - O mar. [A profundeza do Mar, que esotericamente e até exoteri- camente é a Lua, (Doutrina Secreta, 11, 122.) (Ver Thallath.)]
Nome dado antigamente aos pagãos, ou seja, a todos 05 que não eram jJu- deus.