À sede de vida. O desejo de viver e o apego à vida nesta Terra, Este apego é a causa do renascimento ou reencarnação, Esta sede insaciável de existência física é uma força e tem em si mesma uma potência criadora tão poderosa, que atrai o ser novamente à vida, (Olcott, Catec. Búd. Quest., 133) — “Mate o amor à vida, porém se matares o tanhã (a vontade de viver), faça que não seja pela sede de vida eter- na, mas para substituir o passageiro pelo perdurável, (Voz do Silêncio) Ver Trichna. 674
Uma coleção de obras búdicas traduzidas do sânscrito para o tibeta- no e mongólico, É o cânone mais volumoso e compreende 225 grandes volumes sobre assuntos diversos, O Kanjur, que contém os mandamentos ou a “Palavra de Buddha”, tem apenas 108 volumes. Tanmanas (Tat-manas) (Sánsc.) — Que tem a mente dirigida para aquele. Tanmâtras (Sânsc.) — São os tipos ou os rudimentos dos cinco elementos; a essên- cia sutil dos mesmos, desprovida de todas as qualidades e idêntica às propriedades dos cinco Elementos fundamentais: terra, água, fogo, ar e éter; isto é, os tarnmndtras são (em um de seus aspectos): o olfato, o paladar, o tato, à visão e a audição, [Tanmdátra significa forma sutil e rudimentar, o tipo grosseiro dos elementos mais sutis, Os cinco tanmdtras são realmente as propriedades ou qualidades características da matéria e de todos os ele- mentos; o verdadeiro espírito da palavra é “algo” ou “meramente transcendental”", no sentido de propriedades ou qualidades, (Doutrina Secreta, UI, 519, nota) Segundo a filosofia Sânkhya, os tanmátras, elementos sutis ou primários, são produção do ahankára e correspondem aos cinco sentidos, sendo designados por seus nomes. Estes cinco ele- mentos sutis combinam-se entre si, originando os cinco elementos grosseiros ou come= postos (mahâábhitas), os quais, combinando-se entre si, formam o mundo material, (Ver Mahâbhitas.) Tanmátra significa também: partícula sutil, átomo etc.) Tanmâtra-sarga (Sânsc.) — Também chamado Bhfita-sarga, É a segunda das cria- ções dos Purânas, a criação dos Elementos (Tanmátiras, princípios rudimentares), “a primeira diferenciação da substância indiferenciada universal”. (P. Hoult) Tanmaya (Tat-maya) (Sâánsc.) — Que é feito ou composto daquele; que se unifica com (P, Houkt) Tannichtha (Fat-nichtha) (Sâánsc.) — Atento, devoto, dedicado ou entregue a ele, Tantra (Sônsc.) — Literalmente: “regra” ou “ritual””, Certas obras místicas e mági- cas, cuja principal peculiaridade é o culto do poder feminino, personificado em Sakri, Devi ou Durgâ (Kali, esposa de Shiva) é a energia especial relacionada com os ritos se- xuais e poderes mágicos: a pior forma de feitiçaria ou magia negra. [A linguagem em- pregada em tais obras é altamente simbólica e as fórmulas de credo são pouco mais do que expressões algébricas sem qualquer chave proveitosa até o presente (Ráâma Prasâd), é maior parte dos Tantras É dedicado a uma das múltiplas formas da esposa de Shiva e estão escritos sob forma de diálogos entre as duas divindades. Neles encontra-se toda a ciência oculta, porém podem ser divididos em três classes: aqueles que tratam de magia branca, aqueles que versam sobre magia negra e aqueles que podemos chamar de magia cinzenta, uma mistura da primeira e da segunda. Os Tantras contêm tudo o que se refere à Magia, o lado oculto do homem e da natureza, os meios através dos quais pode-se fazer descobertas, os princípios pelos quais o homem pode criar-se novamente: tudo isso se encontra nos Tantras, À dificuldade do caso é que tais livros são muito perigosos, quan- do não se tem um mestre que sirva como guia, sobretudo quando se trata de colocar em prática os métodos neles expostos. Outra dificuldade está em que as obras tântricas con- têm vários “véus”, que impedem a visão nua e crua da verdade, seja no que se refere à exatidão dos chakras e padmas (lótus ou plexos) do corpo humano, seja no que se refere às cores dos diversos rattvas ou ao seu número verdadeiro, (Doutrina Secreta, UI, 509.) Por outro lado, tais obras usam muitas vezes o nome de um órgão do corpo para repre- sentar um centro astral ou mental. Há para isso alguma razão, porque todos os centros dos diversos corpos (físico, astral, mental) encontram-se em mútua relação e correspon- dência; porém, nenhum mestre digno de confiança permitirá que seu discípulo trabalhe sobre seus órgãos corporais até que tenha adquirido certo domínio sobre os centros 675
Sistema religioso fundado pelo filósofo chinês Lao-Tsé (nascido no ano de 604 antes de nossa era) e que, na atualidade, junto com o Confucionismo e o Budis- mo, constitui uma das três religiões que se adotam na China. Seus ensinamentos chega- ram até nós no Tao-te-King. (Ver esta palavra.) Tâo-the-King (Chin.) — “O livro da perfeição da Natureza”, escrito pelo grande filósofo Lao-Tsé. uma espécie de Cosmogonia que contém todas as doutrinas funda- mentais da Cosmogênese esotérica. Ali está dito que no princípio não havia nada mais do que o Espaço ilimitado e infinito. Tudo quanto vive e é, dele nasceu, do Princípio que existe por si mesmo, desenvolvendo-se de si mesmo, isto é, Svabhâvar, Por ser desco- nhecido seu nome e insondável sua essência, os filósofos o denominaram Tao (Anima Mundi), à incriada, inata e eterna energia da Natureza que se manifesta periodicamente. À natureza, tal como o homem, quando alcança à pureza, alcança o repouso, e então tudo chega a ser uno com Tao, que é a fonte de toda bem-aventurança e felicidade. Assim como nas filosofias hindu e búdica, a pureza, assim como a bem-aventurança e a imorta- lidade referidas só podem ser alcançadas por meio da prática da virtude e o perfeito sossego de nosso espírito mundano; a mente humana tem que subjugar e destruir a tur- bulenta ação da natureza física do homem, e quanto mais rápido alcançar o grau requeri- do de purificação moral, tanto mais feliz se sentirá, (Veja Anais do Museu Guimet, 676
O inferno em geral, porém especialmente o lugar de castigo destinado aos ímpios e malfeitores, cujos crimes não podiam expirar, Segundo Homero, tal prisão é tão profunda e se encontra tão distante do Hades, como o céu está da Terra. Tártaro (Alg.) - O Tártaro dos filósofos é a matéria da obra em putrefação, Algu- mas vezes entende=-se por Tártaro o trabalho inútil e fatigante dos maus Artistas e diz-se que estão condenados ao Tártaro,
Este animal era um emblema da morte e trevas, entre os egípcios. Em alguns textos, é substituída pela serpente Apophis. O capítulo XXXVI do Livro dos Mortos tem por objetivo “rechaçar a tartaruga”, (Pierret, Dic, dPArch. Égypt.) Tashilhâmpa (Tib.) — O grande centro de mosteiros e colégios, situado a três horas de distância do Tchigadze, residência do Teshu Lama, Para maiores detalhes, ver "Pan- chen Rimboche"", Foi edificado em 1445, por ordem de Tson-Kha-pa, Tassissudun (7ib.) — Literalmente: “a santa cidade da doutrina”, contudo mais ha- bitada por dugpas do que por santos. É a capital, no Butão, onde reside a cabeça ecle- siástica dos bhons — o Dharma Râja. Este, embora publicamente seja budista do Norte, é 678
Aquele, ele, “Aquele”, o Universo; a Existência una. A palavra tai é usada na sentença Tat tvam asi, “tu eras Aquele”, isto é: Tu (Alma humana ou Espírito individual) eras a Alma ou Espírito universal; fórmula da Escola Vedânia Advaita. Como se lê no Bhagavad-G8Rrá KVIL 23), “OM, TAT, SAT é a tripla designação da Divindade (Brahmã)”, indicando sua Divindade com a sfiaba OM, sua universalidade com a sílaba TAT e sua existência real e eterna com SAT, Áquele a quem a fraseologia moderna se refere como Espírito e Matéria, é UM na eternidade como Causa perpétua e não é Espf- rito nem Matéria, mas Ele, traduzido em sânscrito por Tad [ou Tan, “Aquele”, ou seja, tudo o que é, foi ou será, tudo o que É capaz de ser concebido pela imaginação do ho- mem, (Doutrina Secreta, 1, 3595.) Tat (Eg.) — Símbolo egípcio que consiste numa vara vertical, roliça, adelgaçada no extremo superior, com quatro barras cruzadas dispostas na ponta. Éra usado como um amuleto. À parte superior é uma cruz regular equilátera, Esta, em sua base fálica, repre- sentava os dois princípios da criação, o masculino e o feminino, e estava relacionada com à natureza e o cosmos; porém, quando o ta: estava sozinho, coroado pelo af (ou ate), a tripla coroa de Hórus — duas plumas com o urceus à frente —, representava o homem setenário, figurando a cruz, ou as duas peças em cruz, o quaternário inferior, e o aff a tríada superior, Como bem observa Birch: “as quatro barras horizontais... representam os quatro fundamentos de todas as coisas, sendo o tar um emblema de estabilidade”, Tata (Sânsc.) — Desenvolvido, desenrolado, desenvolto, estendido; produzido; cheio; penetrado, TFâta (Sânsc.) — Pal, Termo carinhoso ou respeitoso, equivalente a: filho meu, amigo meu; querido, amado, venerável, respeitável etc. Tathâgata (Sánsc.) — “Alguém que é como o próximo”; aquele que é como seus predecessores (os Buddhas) e sucessores; o próximo futuro Buddha ou Salvador do mundo, É um dos títulos de Gautama Buddha e o epfteto maior, uma vez que o primeiro e o último Buddhas foram os avataras diretos imediatos da Divindade Una, (“Aquele que segue às pegadas de seus predecessores ou dos que vieram antes dele”: este é 0 ver- dadeiro significado do nome Tathâgata. Voz do Silêncio, ITD) Tathâgatagupta (Sánsc.) — Tathâgata secreto ou oculto ou os Buddhas “guardiães” protetores: título aplicado aos Nimnânakâvas. Tatpara (Sânsc.) — Atento, devoto, aplicado, dedicado, consagrado, entregue por completo (ou sô) a ele. Tatparárana (Tat-para-ayana) (Sánsc.) — Que tem ou considera aquele como objetivo supremo; que faz daquele seu fim supremo,
Ver Tattva jidna e Tatva jãânt. Tattva jáâna (Sânsc.) — Compreensão da verdade, conhecimento da verdadeira natureza dos seres, Tattva jiânf (Sánsc.) — Conhecedor ou disceridor dos Tattvas, ou seja, dos prin- cípios da natureza e do homem, (Voz do Silêncio, L.) Tattva-samôsa (Sánsc.) — Um livro de texto da filosofia sânkhya atribuído a Kapi- la. Tattvatà (Sânsc.) -- Verdade, realidade, Tattvatas (Sânsc.) — Segundo a verdade ou realidade, segundo a verdadeira nature- za das coisas, Tattvâvabodha (Sânsc.) — Percepção da verdade, Tattvavid (Sânsc.) — Conhecedor da verdade, da essência ou verdadeira natureza das coisas. Tau (Hebr.)— Aquela que se tornou agora a letra quadrada hebraica tau, porém que foi, séculos antes da invenção do alfabeto judeu, à cruz com asas egípcia, à cria ansata dos latinos e idêntica ao ankh egípcio, Este sinal pertencia exclusivamente e pertence ainda aos Adeptos de cada país, Segundo Kenneth R. F. Mackenzie, “era um símbolo de salvação e consagração e, como tal, foi adotado como símbolo maçônico no grau do Ár- co Real”. A Tau é também chamada de cruz astronômica e era usada entre os antigos mexicanos (como o prova sua presença em um dos palácios de Palenque), bem como en- tre os hindus, que colocam a tau como um sinal na fronte de seus chelas. [Tau é a cruz em forma de T e é a mais antiga de todas as formas, (Ver Cruz ansata é Cruz do Calvá- rio.) Tau significa também “sendeiro”: “Não entraste no Tau, o “Sendeiro”, que conduz ao conhecimento, a Verdade quarta?” (Voz do Silêncio, 1.)
O fato de operar “milagres” ou prodígios, o poder de efetuar pro- dígios com o auxílio dos deuses, Esta palavra deriva das palavras gregas thauma, “prodf» io”, e theurgia, “obra divina”, Taygete (Gr.) — Uma das sete filhas de Atlas, a terceira, que se tornou mais tarde uma das Plêiades. Diz-se que estas sete filhas representam as sete sub-raças da quarta Raça-Mãe, a dos atlantes.
Sábio alquimista que realizou grandes trabalhos a fim de prosse- guir e desenvolver o sistema de Paracelso. (L. Fíguier) Toya (Sânsc.) — Água. Toyadhi (Sânsc.)- O mar, Toyâm budhi (Sânsc.) — Um país em cuja parte setentrional situa-se a “Ilha Bran- ca”, Sveta Dwipa, um dos sete continentes ou ilhas dos Purâras.
Natureza que, mística e esotericamente, é o mesmo que seus Elo- him personificados, sendo ele próprio, à saber, 86, o valor numérico de ambas as pala- vras: Tebah é Elohim (ou Aleim). Tefuant (Esg.) — Uma das três divindades que habitam “a terra do renascimento dos deuses" e homens bons, isto é, Aamru (Devachân)., As três divindades indicadas são: Scheo, Tefnant e Seb, Tejas (Sânsc.) — Um dos Tattvas: o éter luminífero ou do fogo, correspondente à visão. Este Tattva € também designado pelos nomes de Agni e Raurava. À palavra Tejas significa: luz, brilho, esplendor, glória; fogo, calor; beleza; força, poder; autoridade, dig- nidade, grandeza, nobreza, arrojo, brio etc. Este nome é aplicado igualmente ao halo ou anra humana, Tejasvin (Sânsc.) — Luminoso, resplandecente, radiante, glorioso; ardente; forte; poderoso; nobre, digno,