Glossário Teosófico

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Verbetes: T

Tsi

O pórtico da assembléia. (Voz do Silêncio, LJ) Tsien Sin (Chin.) — O “Céu da Mente”. A Ideação Universal e Mahar, quando apli- cado ao plano da diferenciação; assim como “Tien Sin”, quando se refere ao Absoluto, Tsien-Tehan (Chin.) — O universo de forma e matéria,

Tsi-tsai (Chin)

O “Existente por si mesmo" ou a “Tenebrosidade Desconheci- da”, a raiz de WwWiang Sheu, “Idade sem limites”, todos eles termos cabalfsticos usados na China séculos antes que os cabalistas hebraicos os adotassem, tomando-os da Caldéia e do Egito.

Tsung-men (Tib,)

Escola esotérica ou Doutrina do Coração, em contraposição ao Kiau-men, Escola Exotérica ou Doutrina do Olho. (Voz do Silêncio, 11.)

Tubal-Cain (Hebr,)

O Cabir bíblico, “instrutor de todo artífice em ferro e bron- ze”, filho de Zillah e Lamech; idêntico ao grego Hefestos ou Vulcano. Seu irmão Jubal, o filho de Adah e do irmão de Jabal, um deles pai “daqueles que tangem a harpa e o ór- gão” e o outro pai “daqueles que têm gado”, são também cabires, uma vez que, segundo está provado por Estrabão, os cabires (ou cfíclopes, em certo sentido) são aqueles que construfram a harpa para Cronos e o tridente para Possêidon, enquanto alguns de seus outros irmãos eram instrutores em agricultura, Tubal-Cain (ou Thubal-Cain) é uma pa- lavra usada no grau de Mestre maçom, no ritual e nas cerimônias dos francomaçons. Tuchagraha (Sánsc.) — À gni, o fogo. Tuchára (Sânsc.) — Frio, glacial; frio, frialdade; gelo, neve; névoa, chuva fina e fria.

Tuchita

Ver Tushita, Túâchanim (Sánsc.) — Silenciosamente, Tuchta (Sânsc.) — Contente, satisfeito, ditoso, feliz, regozijado, 710

Tum [Toom ou Toum]

Os “Irmãos do Tum”, antigúíssima escola de Iniciação no Norte da Índia, nos tempos da perseguição búdica. Os “Tum B'haí' tornaram-se hoje os “Aum B'hai”, escrito contudo de modo diferente na atualidade, tendo se fundido em uma só as duas escolas. À primeira era composta de kshatriyas € a segunda de brâhmanes. À palavra Tum tem duplo significado: aquele de obscuridade absoluta, que como absoluta é a mais elevada do que a mais elevada e pura das luzes, e o outro sentido baseado na sau- dação mística entre os Iniciados: “Tu és tu, tu mesmo”, equivalente ao “Tu és um com o Infinito e o Todo”. [Ver Toom.) Tumula (Sânsc.) — Tumultuado, confuso, revolto, estrondoso, Como substantivo: tumulto, ruído, fragor, estrondo. Tumura (Sânsc.) — Ver Tumula, Tunda (Sânsc.) — Vento, Tund! (Sânsc.) — Umbigo. Tundiká (Sânsc.) — Ver Tundf, Tura (Sânsc.) — Às notas mais altas da música, opostas a Komala. (Râma Prasãd) Târa (Sânsc.)— Instrumento de música em geral, Turaga (Sânsc.) — Literalmente: rápido. Cavalo; Espírito. Turagabrahmacharyaka (Sánsc.) — Celibato sujeito à regra de castidade, Turanga (Sánsc.) -- Ver Turaga. Turanga- vaktra (Sânsc. — Gente com cara de cavalo, (Ver Kinnaras.) (Dowson)

Turanios

Indivíduos pertencentes à quarta sub-raça (Turania) da quarta Raça- Mãe (Atlântica),

Turbantes amarelos

Ver Gelukpa, Turbantes vermelhos -— Ver Dugpas. Turiya (Turya) (Sânsc.) — Um estado do êxtase (transe) mais profundo: o quarto estado do Târaka-Rája-Yoga, que corresponde a Atmdá e, nesta Terra, ao sono sem so- nhos — uma condição causal. [Éo quarto estado de consciência, aquele que excede ao so- no sem sonhos, aquele superior a todos, um estado de elevada consciência espiritual. (Voz do Silêncio, 1.) O Estado de Consciência absoluta, (Ráma Prasâàd) Ver Jâágrat, Svap- na e Suchupti, Turfya significa também: quarto, o quarto; a Alma Universal] 71

Turiva-ká

Ver Turfya, Turiva-tita (Sânsc.) — À consciência do Supremo, (P. Hoult) Turiya-varna (Sânsc.) — Sudra, indivíduo pertencente à quarta casta, Târna (Sânsc.) — Rapidez, prontidão. Târni (Sânsc.)— Ver Trna.

Turya

Ver Turfva e Tura. TFTushita (Sânsc.) — Uma classe de deuses de grande pureza, que figuram no Panteão hindu. No Budismo do Norte exotérico ou popular é um Deva-loka, uma região celeste no plano material, onde os Bodhisattvas renascem antes de descerem a esta Terra como futuros Budas. [No plural, uma classe de divindades, de ordem secundária, identificadas com os Ádityas. (Dowson, Dicionário Clássico Hindu] Tusta e Tôsta (Sânsc.) — Pó, átomo; objeto muito pequeno, Tuttha (Sânsc.) — Fogo. Túvara (Sâánsc.) — Sabor adstringente; homem imberbe, eunuco. Tvachtri (Twashtri) (Sânsc.) — O mesmo que Vizvakarman, “o divino artista”, o carpinteiro e armeiro dos deuses. (Ver Veizvakarman.) [O fogo plástico, um dos aspectos de Agni. “Agni é o Cristo — diz o prof. Joliy —, Mâyâ, Mana, é sua mãe; Tvachtri, São José, o Carpinteiro da Bíblia, é seu paí.” Agni, o divino infante, tem um nascimento mís- tico, pois, embora tenha de certo modo um pai terrestre, chamado Tvachtri, carpinteiro, é concebido no seio materno por obra de Vâyu, que, em seu sentido material, é o ar em movimento, sem o qual o fogo não pode arder e, no sentido metafísico, é o Espírito de vida, O fogo sagrado tem Fvachtri por pai e Maya por mãe, Tvachtri é o carpinteiro que prepara a fogueira e as duas peças de madeira, chamadas de araní, através de cuja fric- ção será engendrado o infante divino (o fogo). Mayá é a personificação da potência pro- dutora sob sua forma feminina. O nascimento de Agni é indicado ao sacerdote astrôno- mo pela aparição de uma estrela, cujo nome é Savanagraha;, no momento em que a vê, o sacerdote anuncia ao povo à boa nova... € os pastores correm para adorar o recém-nasci- do. Os pais colocam o menino sobre a palha (aquela que serve para alimentar a primeira chama), tendo a seu lado a vaca mística (isto é, o leite e a manteiga) ou um asno, que le- vou sobre o lombo o fruto cujo suco deu o licor sagrado, soma, (Burnouf, A Ciência das Religiões, pp. 221-222.) Ver Aranf, Pramantha é Trindade.)

Tvak ou Twak

Ver Tvach. Tyàga (Sânsc.) — Abandono, renúncia, abnegação, desinteresse, desprendimento; li- beralidade; sacrifício, Propriamente, segundo o Bhagavad-G&rá (X VIII, 2), “renúncia ou abandono do fruto de todas as obras”, (Ver Sannyâsa.) Tyâgt ou Tyâgin (Sânsc. — Abandonador, renunciador; liberal.

Tyâgin

Ver Tyãel, Tyakta (Sánsc.) — À bandonado, deixado, renunciado, evitado, liberado. Tyakta-jívita (Sânsc.) — Que abandona, renuncia ou despreza a vida, 712

Tzong-ka-pa

Ver Tsong-ka-pa. Tzuphon (Hebr.) — Um nome de Bóreas, o vento do Norte, deificado e adorado por alguns dos antigos israelitas. Tsurah (Hebr.) — O protótipo divino na Cabala. Em Ocultismo abrange o Árná- Buddhi-Manas, a Tríada Superior; o eterno Indivíduo divino. O plural desta palavra é tzurath. Tzure (Hebr.) — Significado quase idêntico ao de Tzurah; o protótipo da Imagem “trelem”; um termo cabalístico empregado com referência à chamada criação do Adão divino e humano, do qual a Cabala (ou Kabbala) tem quatro tipos, que concordam com as Raças- Mães de homens, Os ocultistas judeus não conheciam Adão algum e, recusan- do-se a reconhecer na primeira Raça a Humanidade, com seu Adão, falavam apenas de “faíscas primordiais”, 713

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