Glossário Teosófico

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Verbetes: T

Toda

Um raisterioso povo da Índia descoberto nas inexploradas fragosidades das colinas Nilgiri (Azuis), na Presidência de Madras. Sua origem, idioma e religião são até hoje desconhecidos. Do ponto de vista étnico, filosófico e outros, este povo difere com- pletamente dos badagas e dos mulakurumbas, duas outras raças encontradas nas mesmas colinas. [Esta tribo misteriosa pratica a magia negra.)

Todo Absoluto

O Universo, o Cosmosinfinito, o Todo infinito. AQUELE, (Ver Negação Absoluta.)

Todo Abstrato

O ocultista oriental dá este nome à Causa única sem causa, à Raiz sem raiz, e limita a “Primeira Causa” ao Logos, no sentido que Platão dá a este termo. (Doutrina Secreta, 1, 43, nota.)

Tolerância

Lemos no Dhammapada: “Se um homem, seja ou não instrufdo, se considera tão superior a ponto de desprezar os demais, assemelha-se a um cego que porta uma luz; cego como é, ilumina os outros.” “Respeite as religiões dos demais e mantenha-se fiel à sua”, diz o Budismo; porém, fora desta religião, todas as demais são intolerantes. O Cristianismo eclesiástico, considerando como demônios a todos os deuses das outras religiões, quer condenar à perdição eterna toda pessoa que não for cristã (Chave da Teosofia, 62) O abade Martigny, falando da raridade do sentimento de tole- rância entre os cristãos de hoje, atribui isso à estreiteza de espírito por um lado e ao es- quecimento dos direitos de justiça por outro e, em todos os casos, a uma falta de conhe- cimento exato e puro do verdadeiro espírito do Cristianismo. (Dict. des Antiquités Chre- tiénnes, p. 561) A tolerância é uma das principais virtudes que o teósofo deve praticar e, assim, os membros da Sociedade Teosófica estão todos ligados entre si por sólidos laços de respeito mútuo e ampla tolerância. Porém, esta nobre virtude não deve se limitar aos membros de tal sociedade, mas precisa ser extensiva a tado tipo de pessoas e, portanto, o teósofo deve respeitar as idéias e crenças alheias, por mais opostas que sejam às suas, como se encontra consignado no primeiro dos objetivos da Sociedade Teosófica, pre- ciso derrubar fanáticas intolerâncias e antagonismos acirrados, sobretudo em questões religiosas. É preciso ver em toda religião uma expressão da Sabedoria divina. Todas as idéias, especialmente as religiosas, por mais deficientes e errôneas que nos pareçam, es- tão sujeitas à uma lei e têm um lugar especial e próprio no sendeiro da evolução, em consonância com os progressos da humanidade em geral e de todos os indivíduos em particular, Não há, pois, que ser intolerante e intransigente e não se deve ficar alterado diante de opiniões contrárias àquelas professadas. À consigna do teósofo é a Paz, seu objetivo é a Verdade e o meio é a Tolerância. Sem tolerância é impossível, em nosso co- ração, a Fraternidade humana; sem tolerância é impossível a Paz. (M. Trevifio) Ver Orto- doxia,

Tolteca

É a terceira sub=raça da quarta Raça-Mãe, notável por seu alto grau de civilização que alcançou é por seus profundos conhecimentos de magia negra. (Ver Ra- ças Humanas.) 698

Tomás de Aquino

Este exímio personagem, elevado pela Igreja Católica à cate- goria de santo, tomou dos árabes a afeição pelos trabalhos herméticos., Atribuem-se-lhe várias projeções coroadas de êxito. Em seu Tratado da Essência dos Minerais, diz este alquimista: “Se projetais sobre o cobre arsênico branco ou sublimado, vereis o cobre branquear; se acrescentais então a metade de prata pura, transformareis todo o cobre em verdadeira prata.” É preciso advertir, a bem da verdade, que a operação descrita não é uma transmutação verdadeira, mas uma simples aleação de arsênico, prata e cobre. (Fi- guier, L' Alchimie et les Alchimistes, Paris, 1860) Toom [Toum ou Tum] -—- Um deus emanado de Osíris em seu caráter do Grande Abismo, Nut. É o deus proteu, que engendra os demais deuses, “assumindo a forma que deseja”. É Fohat, (Doutrina Secreta, 1, 736.) [Ver Tum]

Tonro da Paz (Pacis Bull)

O touro divino de Hermonthis, consagrado a Amon- Hórus, assim como o Touro Netos de Heliópolis era consagrado a Amon-RÁá, (Ver Cuito do Touro, Toxicum (Alg.) — Veneno. É um dos nomes dados à matéria da Grande Obra, uma vez que, de fato, é um veneno muito perigoso antes de sua preparação e se torna um re- médio para todos os males após a mesma, Este nome é dado também à água mercurial dos filósofos, porque ela dissolve os metais filosóficos e os reduz à sua primeira matéria.

Torraiba, Eugênio

Médico que viveu no séc. XIV e que recebeu como um dom de Frei Pietro, frade dominicano e grande mago, um demônio chamado Zequiel, para ser seu fiel criado. (Ver Ísis sem Véu, 11, 60) To-ser (Eg.) - Nome de uma região do inferno egípcio, que foi traduzido no sentido de terra santa, terra de preparação, Designava também uma parte de Abydos, cidade do Alto Egito, onde, segundo a tradição, encontra-se a tumba de Osíris, (Plerret, Dict. dAr- ch, Égypt.) Toum ou Atoum (Eg,)-- Em oposição a Rá (sol nascente), Toum é chamado de so! poente, Um é o sol diurno e o outro e o sol noturno. É o que diz uma inscrição conserva- da no Louvre: “Toum, posto na montanha da vida (o Ocidente), dá a luz aos habitantes do hemisfério inferior.” Nem por isso Toum é um deus inerte: é o precursor do sol nas- cente. (Pierret, Ob. cit.) Ver Toom e Tum.

Touro

Entre os egípcios e os hindus era o símbolo do Logos. Na filosofia esotéri- ca é o Espírito que vivifica a Natureza criadora, ou seja, o Espírito Santo (Doutrina Se- creta, II, 436); simboliza o poder gerador da Natureza, É também o símbolo mais sagra- do da quinta Raça. (fbid., II, 562) e o é também do número 1 e da primeira letra do alfa- beto hebraico, Aleph (Íbid,, u, 582). Segundo o Dict. dÁrch, Égypt., o Touro servia para simbolizar o papel do macho no ato da geração. Pára expressar o fato de que o Sol suce- de a si mesmo nas diversas fases, os egípcios diziam que se engendra e expressavam tal idéia através de uma imagem enérgica, chamando=o “fecundador (ou touro) de sua mãe”, Esta imagem é materializada pela forma itifálica do deus Khem, O Touro é um dos qua- tro animais sagrados, (Ver Os Quatro Animais Sagrados, ver também Apis, Touro, Ri- chabha, Vaca e Zodíaco.)

Touro (Taurus, em latim)

Uma constelação sumamente misteriosa do Zodíaco re- lacionada com todos os deuses solares “primer-nascidos”. Taurus está sob o asterismo A, que é seu signo representativo no alfabeto hebraico, o de Alefe, portanto, tal conste- lação é chamada “Una”, a “Primeira”, depois de tal letra, Daf o “Primeiro-nascido” para todos aqueles a quem se fez sagrada. O Touro é símbolo da força e potência criadora — o Logos; daf também os chifres da cabeça de Ísis, aspecto feminino de Osfris e Hórus. Os místicos antigos viam a cruz ansata nos chifres de Tauro (a parte superior do Alef he. braico), rechaçando o Dragão, e os cristãos relacionavam o signo e a constelação com Cristo. Santo Agostinho lhe dá o nome de “Grande Cidade de Deus” e os egípcios o de- nominaram de “intérprete da voz divina”, o Apis-Facis de Hermonthis. (Ver Zodíaco.) 699

Trafford

Renomado alquimista que, em 1444, obteve de Henrique VI, da Ingla- terra, o privilégio de fabricar em seus Estados ouro e o elixir da longa vida (L. Figuier) Trai ou Tri (Sársc.) — No início de uma palavra composta, significa três. Traigunya (Sânsc.) — O conjunto dos três modos, atributos ou qualidades (Gunas) da Prakriti (natureza material): sattva, rajas e tamas. Trailokya ou Trilokya ou Tri-lokt (Sânsc.) — Literalmente: as “três regiões” ou os três mundos, o triplo mundo ou o conjunto dos três mundos; a tríada complementar do brahmânico quaternário de mundos, denominado de 8Bhuvanatraya, O budista leigo pro- fano menciona apenas três divisões de cada mundo, enquanto que o brâhmane não Íni- ciado sustentará que tais divisões são quatro. As quatro divisões deste último são pura- mente fisicas e perceptíveis pelos sentidos, assim como os trailoka do budista são pura- mente espirituais e éticas, À divisão brahmânica pode ser encontrada plenamente descrita sob o título de Vyáhritis, sendo que por enquanto basta o paralelo feito abaixo: DIVISÃO BRAHMÁNICA DOS MUNDOS DIVISÃO BÚDICA DAS REGIÕES 1. Bhur, terra 1) O mundo de desejo, KAmadhâtu ou Kâmaloka 2, Bhuvah, céu, firmamento 2) O mundo da forma, Rápadhám 3. Svar, atmosfera, o céu 3) O mundo sem forma, Arfipadhâàtu 4, Mahar, essência luminosa eterna 700

Transe

Éxtase, rapto, arroubo, alienação; um estado hipnótico. (Ver Hipnotismo, Mesmerismo, Magnetismo animal, Samâádhi etc.)

Transformações fundamentais, As sete

As sete transformações fundamentais dos globos ou esferas celestes ou, melhor dizendo, de suas partículas de matéria consti- tuinte, são assim descritas: 1º) a homogênea, 2º) a aeriforme e radiante (gasosa); 3º) a coagulante (nebulosa); 4º) a atômica, etérea, começo de movimento e, portanto, de di- ferenciação; 5º) a germinal, (gnea — diferenciada, porém composta apenas dos germes dos Elementos em seus estados primordiais, tendo sete estados, quando completamente desenvolvidos em nossa Terra; 6º) a quádrupla, vaporosa — a Terra futura; 7º) a fria e dependente do Sol para a vida e a luz. (Doutrina Secreta, 1, 226, 227.)

Transformismo

Doutrina biológica segundo a qual as espécies animais e vegetais se transformam e dão origem a novas espécies sob a influência daadaptação, de tal modo que Os seres vivos atuais derivam, por transições insensíveis e de modo ininterrupto, de um ou de vários tipos primitivos. (Dicionário de Alemany) — Ver Evolução.

Transmutação

Mudança ou alteração da forma de um corpo, de modo que não se assemelhe mais ao que era e que adquira outro modo de ser tanto interior quanto exte- riormente: uma outra cor, uma outra virtude, uma outra propriedade, como quando um metal se torna vida pela ação do fogo; a madeira, o carvão, a argila etc. (Ver Alquimia, Pedra Filosofal etc.) 701

Três sagrado

O Triângulo sagrado, que precede o Dháraná. Cada grau de desen- volvimento é simbolizado, no Rája-Yoga, por uma figura geométrica. (Voz do Silên- cio, Ly) — Ver Triângulo.

Três sendeiros, Os

Chamados de “Sendeiros da Perfeição”. São os seguintes: 1º) Karma-mârga (ou sendeiro de ação); 29) Jiiâna-márga (ou sendeiro do conhecimento); 3º) Bhakti-mârga (ou sendeiro de devoção), — Ver Sendeiros de Perfeição e cada um dos três termos citados acima, Treti- Yuga (Sânsc.) — À segunda Idade do mundo, um período de 1.296.000 anos. (Ver Yugas.)

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