Trevas
Ver Obscuridade. Trevas (Alg.) — Os filósofos comparam sua matéria em putrefação às trevas da noite e àquelas que envolvem a massa confusa do caos antes da manifestação da luz. É por isso que dão o nome de Trevas à sua matéria ao negro,
Glossário Teosófico
Ver Obscuridade. Trevas (Alg.) — Os filósofos comparam sua matéria em putrefação às trevas da noite e àquelas que envolvem a massa confusa do caos antes da manifestação da luz. É por isso que dão o nome de Trevas à sua matéria ao negro,
Como o trevo irlandês, tem um significado simbólico, “o mis= tério três em um”, como o denomina um autor. O trevo coroava à cabeça de Osíris e a coroa caiu, quando Tífon matou o deus radiante. Alguns vêem nisso um significado fáli- co, porém negamos tal idéia no Ocultismo, Era a planta do Espírito, Alma e Vida. Tri (Sânsc.) — Três.
Os dez Sephiroth são considerados como um grupo de três tríadas: Kether, Chochmah e Binah formam a trfada suprema; Chesed, Geburah e Tiphe- reth, a segunda, e Netzach, Hod e Yesod, a trfada inferior. O décimo Sephira, Malkuth, está acima das três trfadas. (W. W. W.) — O que acabamos de dizer é Cabala ortodoxa ocidental, Os ocultistas orientais só reconhecem uma trfíada: a superior, correspondente ao Ármâá-Buddhi, € o “Invólucro” que reflete a luz destes, os três em um, e contam sete Sephiroth inferiores, cada um dos quais representando um “princípio”, começando pelo Manas superior e concluindo com o corpo físico, do qual Malkuth é o representante no Microcosmo e a Terra no Macrocosmo, Em todas as religiões é filosofias, a Tríada ou Trindade é o Três em Um, (Glossário da Chave da Teosofia.) — Ver Tríada superior ou espiritual, Trimárti, trindade etc.
Os três Princípios da constituição humana: Átmá, Buddhi e Manas ou, melhor dizendo, o fruto deste último assimilado pelos dois primei- ros, depois de cada vida terrestre, constituem a Tríada espiritual imortal, a “Chama de três línguas que nunca morre”, (Doutrina Secreta, 1, 257.) À Trfada superior é o que constitui a Individualidade imortal. (Ver Os Sete Princípios, individualidade, Ternário, Quaternário etc.)
Esta figura geométrica, a primeira de todas elas, é o símbolo dos Che- las superiores, enquanto que outro tipo de triângulo é aquele dos altares dos Altos Ini- ciados. (Voz do Silêncio, 1.) O triângulo é o símbolo da Divindade. (Doutrina Secreta, 1, 46.) É também um dos símbolos mais arcaicos do Esoterismo oriental, (d., 1, 341.) Nos antigos monumentos cristãos, encontrou-se, algumas vezes, o triângulo associado com o monograma de Cristo, (Martigny, Dict. des Antiquités Chretiennes, p. 166.) — Ver Três sagrado. Triângulo de Luz -- Termo descritivo aplicado à consciência monádica, objetivada em raios de luz ao redor da Tríada, Amá-Buddhi-Manas. (P. Houh) Triângulo filosófico (Alg.) — É a matéria da obra durante o curso das operações do elixir. É chamada de triângulo, porque é composta de três princípios: sal, enxofre e mer- cúrio, que comporão apenas uma matéria e um único corpo homogêneo. 702
Um dos nomes utilizados para designar os Agnichváttas. Para saber o significado do Duplo triângulo, ver Selo de Salomão e Selo da Sociedade Teosófica (no verbete Teosafia). Tribhijam (Sânsc.) — Triângulo. Tri-bhuvana ou Tri-loka (Sánsc. — Os três mundos: Svarga, Bhâmi e Pártâla, ou Céu, Terra e Inferno, segundo a crença popular, Esotericamente, estas são as regiões es- piritual e psfquica (ou astral) e a esfera terrestre. (Ver Trailokya.) Tricalilibar (Alg.) — Espuma do mar ou matéria da pedra dos filósofos, Trichavana (Sânsc.) — Literalmente: “Os três savanas”, isto é, os três tempos do dia (manhã, tarde e noite) e os três sacrifícios cotidianos a eles correspondentes, Trichavara (Sânsc.) — As três vestimentas dos religiosos budistas.
Ver Trishnd.
Ver Trishndkchaya. Tridanda (Sânsc.) - Nome do cordão brahmânico. Tridandi [ou Tridandin] (Sánsc.) — Nome geralmente dado a uma classe ou seita de sannyâsis, que levam constantemente na mão uma espécie de maça (danda), que se ramifica em três varinhas na extremidade superior. Esta palavra tem diversas etimologias e alguns dão este nome ao triplo cordão brahmânico. Tridaza (Tri-dasha) (Sânsc.) — Três vezes dez ou “trinta”, Esta é, em números re- dondos, a soma do Panteão hindu: os trinta e três crores (1 crore — dez milhões) de di- vindades: os doze Áditvas. os oito Vasus, os onze Rudras e 08 dois-Ázvins, ou trinta e três Kotis, ou seja, 330 milhões de deuses, Tridhã (Sânsc.) — Em três partes, em três vezes; de três modos; sob três aspectos. Tridocha (Sânsc.) — Os três vícios de temperamento. Tridochaja (Sárisc.) — Mal procedente destes três vícios.
Ver Trinshânsha. Trificharitra (Sânsc.) — As três espécies de costumes ou de regras de conduta. Trinshânsha (Sânsc.) — À trigésimaparte de um signo do Zodfaco. (Ráma Prasâd) Trinta e dois Caminhos de Sabedoria, Os (Cab.) - O Zohar diz que Chochmah ou Hokhmah (Sabedoria) engendra todas as coisas “através destes trinta e dois sendei- 08”. (Zohar, UU, 290, a.) À explicação completa dos mesmos encontra-se no Sepher Ye- zirah, onde as letras e os números constituem, como entidades, os Trinta é Dois Sendei- ros de Sabedoria, através dos quais os Elohim construíram todo o Universo. Porque, co- mo já se disse em outro lugar, “o cérebro tem uma saída do Zeir Anpin e é desenvolvido € sai para trinta e dois caminhos”. Zeir Anpin, “Pequena Face” ou “Semblante menor” é o Adão celeste, Adão Kadmon ou Homem. O homem, no Zohar, é considerado como as vinte e duas letras do alfabeto hebraico, às quais se acrescenta a década e daí os trinta e dois símbolos de suas faculdades ou sendeiros.
Divindade provida de numerosas cabeças e adorada pelos vândalos. (Ver Querubins.) Triguna (Sánsc. — As três divisões das qualidades inerentes à matéria diferenciada, isto é, de pura quiescência (sattva), de atividade e desejo (rajas) e de paralisação e deca- dência (tamas), correspondentes a Vishnu, Brabhmãâ e Shiva. (Ver Trimâárti) O conjunto dos três modos ou qualidades (eunas) da Prakriti (Ver Gunas.) Trigunasâmyâvasthã (Sânsc.) — Estado de equilfbrio das três qualidades (gunas), Trijagat (Sânsc.) = Ver Trailokya. Trijõâna (Sânsc.) — Literalmente: “triplo conhecimento”. Consta de três graus: 1º) Crença ou fé; 2º) Crença no conhecimento teórico; 3º) Crença na virtude do conheci- mento pessoal e prático, Trijyô (Sânsc.) — Rádio. Trikála (Sânsc.) — Os três tempos (presente, passado e futuro). Trikáya (Sânsc.) — Literalmente: três corpos ou formas, Este é um ensinamento extremamente oculto, porém que, uma vez compreendido, explica o mistério de cada tríade ou trindade e é verdadeira chave para todo símbolo triplo metafísico. Em sua 703
Todo o mundo conhece o dogma cristão dos “três em um” e do “um em três”. Assim, é inútil repetir o que pode ser encontrado em qualquer catecismo. Ataná- sio, o padre da Igreja que definiu a Trindade como dogma, teve pouca necessidade de buscar inspiração ou de torturar seu próprio cérebro; teve apenas de dirigir-se a uma das inúmeras trindades dos credos pagãos ou aos sacerdotes egípcios, em cujo país teria passado toda a sua vida. Modificou ligeiramente apenas uma das três “pessoas”. Todas as trfades dos pagãos eram compostas do Paí, da Mãe e do Filho, Transformando a tríada em “Pai, Filho e Espírito Santo”, mudou o dogma apenas exteriormente, uma vez que o “Espírito Santo” foi sempre feminino e, segundo os Evangelhos gnósticos, Jesus diri- ge-se ao Espírito Santo como sua “mãe”, [Todas as Trindades, nas religiões antigas, têm uma DEUSA, inseparável das mesmas. O dogma da Imaculada Conceição não é exclusi- vo da Igreja católico-romana; é universal, pois a vemos em todas as teogonias antigas. Apenas quando os estudos de Mitologia comparada e os lingilistas colocaram a desco- berto o conceito arcaico da pura matéria primitiva na qual começa a evolução, graças à ação do Espírito, da qual resulta o Universo manifestado (o filho da mãe virgem), é que a Igreja católico-romana converteu em dogma a concepção imaculada de Maria, para não se ver a descoberto, isto é, sem deusa, como os demais sistemas. Existe apenas uma Vir- gem e esta não é nenhuma mulher: é a pura abstração da Natureza, o NOUMENO, a potencialidade, o protótipo ideal não manifestado, que dorme no selo do ABSOLUTO, cujo raio tanto inícia a evolução como a lança no plano da existência manifestada, onde se converte em fenômenos, ações e reflexos. (F. de Montoliu, Estudos Teosóficos, série 1º, nº 7) Encontramos no Nirukta de Yâska, que os mais antigos autores védicos ad- mitiam apenas três deuses: Savitri, Áeni é Vávu e que todas as outras divindades eram formas e nomes diversos de algum dos três, nomes dados de acordo com à diversidade dos fenômenos naturais e das funções divinas, O nome Savitri significa Produtor ou Pal e, por ser o céu o seu lugar, dá-se-lhe no Veda o nome de Pai Celeste, Materialmente é o Sol, porém este é considerado apenas como o carro ou roda de Savitri, Agni é o fogo; o 7OS
Ver Trfada superior.
“Aquele de três pés”; a febre, personificada como tendo três pés ou estados de desenvolvimento, que são: frio, calor e suor, Tripatâka (Sânsc.) — Fronte marcada por três rugas horizontais, (Ver Tripundra.) Tripitaka (Sânsc.) — Literalmente: “as três cestas” [ou coleções de livros]; nome do cânone búdico. É composto de três divisões: 1º) a doutrina; 2º) as regras e leis para 0 sa- cerdócio e para os ascetas; 3º) as dissertações filosóficas e a metafísica, isto é, o Abhi- dharma, definido por Buddhaghosa como a lei (dharma) que vai além (abhi) da lei, O Abhidharma contém os, ensinamentos filosóficos e metafísicos mais profundos e € o armazém de onde as escolas Mahâyâna e Hinayâna retiraram suas doutrinas fundamen- tais. Há uma quarta divisão, a Samyakta Pitaka, porém, como é uma adição posterior feita pelos budistas chineses, não € aceita pela Igreja do Sul, do Sião e do Ceilão. [Os nomes destes três Pitakas ou grupos de livros são: o Vinâáya Pitaka, o Sutta Pitaka e o Abhidamma Pitaka. O primeiro contém tudo o que se refere à moralidade e às regras de disciplina para o governo do Sangha ou Ordem; o segundo encerra os discursos ins- trutivos sobre ética aplicável a todos; o terceiro explica os ensinamentos psicológicos do Buda, incluindo as vinte e quatro leis transcendentais, que explicam as operações da Natureza. (Olcott, Catecismo Búdico, Quest. 162, 163)
Chaos, Theos, Kosmos, a Tripla Divindade, é tudo em tudo; portanto, diz-se que é masculina e feminina, boa e má, positiva e negativa, todo e qual- quer tipo de qualidades opostas. Quando se encontra em estado latente, em Pralaya, É incognoscível e torna-se a Divindade incognoscível. Só pode ser conhecida em suas 706
Sobrenome de Mercúrio ou Hermes, que significa três ve- zes grande, uma vez que foi grande Filósofo, grande Sacerdote e grande Rei, Trisuparna (Sânsc.) — Certa porção do Yeda que, depois de ter sido completamente estudada por um brâhmane, este é chamado também de trisuparna, Tritão (Gr.) — Filho de Possêidon Netuno e de Anfitrite. Seu corpo, da cintura para cima, era de homem e seus membros inferiores eram de delfim, Segundo a interpretação esotérica, Fritão pertence ao grupo de símbolos de peixes, tais como Oannes (Dagon), o Marsya ou Peixe-avatar e os Peixes, como adotados pelo simbolismo cristão. O Delfim € uma constelação chamada, pelos gregos, de Capricórnio e esta última é o Makara hin- du. Ássim, tem um significado anagramático e sua interpretação é inteiramente oculta e mística, sendo conhecida apenas pelos estudantes avançados de Filosofia Esotérica. Basta dizer que é tão fisiológica quanto espiritual e mística. (Ver Doutrina Secreta, II, 611 da 3º edição inglesa.) [Ver também Makara e Makaram, Matsya é Oannes.) Trituração (Herm.) — Em termos de Ciência Hermética, é a dissolução das partes da matéria do magistério, feita por si mesma dentro do vaso, com o auxílio do fogo e através da putrefação. Trivarga (Sânsc.) — Literalmente: “o triplo objeto” (da vida) ou “o triplo bem”: dharma (dever), artha (riqueza ou interesse) e Káma (prazer). Dá-se também o nome de trivarga às três condições, qualidades ou propriedades de uma determinada coisa. Triveni (Sânsc.) — Um dos três centros sagrados do corpo, situado sobre a medula ublonga, De tal centro partem os cordões simpáticos e também dá e Pingalá., (Doutrina Secreta, III, 547,) — Trivenf é também um epíteto do Ganges por ter três afluentes. Trividha (Sânsc.) — Triplo, trino, de três classes, Trividha-dvâra (Sânsc.) — Literalmente: “as três portas”, que são: o corpo, a boca e a mente, ou seja: pureza do corpo, pureza de linguagem e pureza de pensamento, as três virtudes exigidas para se converter em um Buda. Trividyâ (Sânse.) — Literalmente: “os três conhecimentos” ou ciências; os três axiomas fundamentais no misticismo: 1) a impermanência de toda existência ou Anitya; 2) sofrimento e miséria de tudo o que vive e existe ou Duí(s)kha e 3) toda existência física objetiva, tão irreal como uma bolha d'água num sonho, ou Anárnaá,
Epfteto de Vishnu usado no Rig- Veda, com relação às “três passagens de Vishnu”, À primeira passagem se deu na Terra, sob forma de Agni; a se- gunda na atmosfera, sob forma de Vâyu, deus do ar, e a terceira no céu, na forma de Sirya, o Sol. Triyama (Sânsc.)- À noite (por ter três vigílias), Triyamaka (Sânsc.) — Os três tipos de pecado (de pensamento, palavras e obras). Triyàâna (Sânsc.) — “Os três veículos” através do Sansâára (oceano de nascimentos, mortes e renascimentos) são os veículos chamados de: Zrâvaka, Pratyeka Buddha e Bo- dhisattva, ou seja, os três graus do curso do Yoga, O termo Trivâna É usado também para designar as três escolas de misticismo — as Escolas Maháyâna, Madhyimáyâna e Nínayã- na, das quais a primeira é o Veículo “maior”, a segunda o “médio” e a última o “menor”, Todos e cada um dos sistemas entre os Veículos “maior” e “menor” são considerados 708
Ver Trishitla. Trolde ou Troller (Esc.) -- Na mitologia escandinava, um dos gigantes que, segun- do o Edda, eram os inimigos dos Ases (deuses), Depois da propagação do Cristianismo, este nome foi dado a uma espécie de diabinhos que, segundo se acreditava, tomavam a forma humana.
Ver Troide. Truti (Sâánsc. — Objeto diminuto; pequena quantidade, átomo; tempo brevíssimo: 150 trutis equivalem a um segundo; uma medida de espaço, aquele que é percorrido pelo Sol ou Bela Lua durante um truti, O truti é uma imagem perfeita de todo o oceano de Prâána. o germe astral de cada organismo vivo. (Ráma Prasád) Tryambaka (Sánsc.) — Literalmente: “de três olhos” ou “que tem três esposas ou irmãs”, Epíteto de Shiva; um dos Rudras; nome de um dos doze grandes lingas. (Dow- son, Dicionário Clássico Hindu) Tsanagi-Tsanami (Jap.) — Uma espécie de deus criador, no Japão,
Expansão e contração ou, como o explicam alguns cabalistas, “força centrífuga e centrípeta”, Tziruph (Hebr.) — Uma série de combinações e permutações das letras hebraicas, designadas para mostrar analogias e guardar segredos, Por exemplo, na forma chamada Atbash, o AÀ e o T eram substitutos, B e Sh, G e R, eto. (W. W. W.J [Ver Ziruph,] Tzool-mah (Cabal.) — Literalmente: “Sombra”. Declara-se no Zohar (1, 218, a, L, folha 117, a, col. 466), que durante as sete últimas noites da vida de um homem, o Ne- shamah, seu espírito, o abandona e a sombra Tzool-mah, pára de atuar, uma vez que seu corpo não projeta mais sombra alguma. E quando o Tzool-mah desaparece completa- mente, então Ruach e Nephesh (a alma e a vida) se vão com ele. Insistiu-se muitas vezes que, na filosofia cabalística, não há mais do que três “princípios” e com o corpo (Guff), quatro. Pode-se facilmente provar que são sete e mais várias subdivisões, porque há o Neshamah “superior” e o “inferior” (o Manas dual); Reach, Espírito ou Buddhi; Ne- phesh (Kâma), “que não tem luz de sua própria substância”, porém está associado com o Guff (corpo); Tzelem, “Sombra da Imagem” e D'yooknah, Sombra da imagem ilusória ou Máyãvi Rúpa., Vêm em seguida os Zurath, protótipos, e Tab nooth, a Forma; e final- mente Tzurah, “o Supremo Princípio (Árman), que permanece acima”, etc., etc. (Ver Myer, DOabbalah, p. 400 e segs.)
Ver Nyingpo.