Glossário Teosófico

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Verbetes: T

Tehikitsa Vidyà Shástra

Ver Chikistsâ-vidyâ- shâsira, Tehina (Sônsc.) — Nome da China nas obras búdicas, assim chamando-se desde à dinastia Tsin, que se estabeleceu no ano 349 de nossa era,

Tejo

Ver Tejas. Tejomaya (Sánsc.) — Luminoso, brilhante, resplandecente, glorioso. Tejo-rôpa (Sânsc.) — Cujo corpo é fogo: Brahmãâ (P, Houk)

Telepatia

Esta palavra deriva dos termos gregos rêlé, longe, e pathos, afeto, e significa: percepção extraordinária de um fenômeno ocorrido fora do alcance dos senti- dos. (Dicionário de J. Alemany) Embora o significado literal desta palavra seja “sentir à distância”, atualmente é empregada em geral quase como sinônimo de transmissão de pensamento e pode ser tomada no sentido de que expressa qualquer imagem, pensamento ou sensação transmitidos de uma pessoa para outra através de meios não-físicos, que a ciência comum desconhece, Segundo Leadbeater em seu Vislumbre do Ocultismo, pode- mos em circunstâncias favoráveis, estabelecer uma comunicação direta entre dois corpos mentais, entre dois corpos astrais ou entre dois cérebros etéreos e isso nos fornece três variedades de telepatia, consistindo todas elas na transmissão de vibrações, em seus nf- veis respectivos, expostas talvez a serem confundidas pelo observador superficial, porém claramente distinguíveis pelo clarividente educado, Assim, ao se pensar com insistência em uma forma concreta, emitem-se ondas etéreas, que, ao ferirem o cérebro de outra pessoa, tendem a nele reproduzir a mesma imagem; porém, não é a própria imagem o que 082

Telquinos

São os Cabires e Titãs, em outra forma. São também os Atlantes. O ponto de sua origem é Rodes, ilha de formação vulcânica. (Doutrina Secreta, IL, 408-409,)

Telugu

Uma das línguas dravidianas faladas no Sul da Índia. Temeynchum (Alg.) — Ouro dos filósofos ou seu magistério ao rubro.

Templos

É opinião universal — diz o Dicionário Filosófico — que os cristãos pri- mitivos não tiveram nem templos nem altares, nem cfírios nem incenso, nem água-benta nem qualquer dos ritos que os pastores da Igreja instituíram posteriormente, segundo as exigências dos tempos e circunstâncias e, sobretudo, segundo as necessidades dos fiéis. Orígenes, Atenágoras, Teófilo, Justino e Tertuliano atestam que os cristãos primitivos abominavam os templos e altares. Não pensavam assim unicamente porque os governos não lhes concediam, no início, permissão para edificar templos, mas porque sentiam aversão por tudo o que se relacionasse com as demais religiões e essa aversão foi mantida por 250 anos. Assim o demonstra Minucius Félix, que viveu no séc. III, dizendo: “Acre- ditas (deste modo falava aos romanos) que ocultamos o objeto de nossa adoração, porque não temos templos nem altares. Por que havemos de erigir a Deus um simulacro, quando o próprio homem é seu simulacro? Que templo vamos edificar, se o mundo, que é obra sua, não basta para contê-lo? Como vamos encerrar o poder de sua imensa majestade em uma só casa? preferível que lhe consagremos um templo em nosso espírito e em nosso coração. * Os cristãos começaram a construir templos nos primeiros dias do reinado de Diocleciano. O primeiro a ser edificado foi em Nicomédia; logo outros templos foram levantados em outras cidades, porém os cristãos manifestavam ainda aversão aos círios, ao incenso, à água lustral e aos hábitos pontificais, Este aparato imponente lhes parecia o selo distintivo do paganismo. Taís usos foram sendo adotados pouco a pouco, durante o reinado de Constantino e de seus sucessores; porém foram mudando depois com muita freqilência, (Obra citada, verbete Altares.)

Tempo

É apenas uma ilusão produzida pela sucessão de nossos estados de cons- ciência, em nossa viagem pela Duração eterna e não existe ali, onde nada existe, cons- ciência alguma que possa produzir a ilusão, O Presente é apenas uma linha matemática que separa aquela parte da Duração eterna que chamamos Futuro daquela outra parte que denominamos Passado, Não há nada na Terra que tenha duração verdadeira, porque nada permanece sem mudança ou continua sendo a mesma coisa, durante a bilionésima parte de um segundo, À sensação que temos da realidade da divisão do Tempo que se conhece como Presente vem da confusa impressão do momentâneo vislumbre ou vislum- bres sucessivos das coisas, que nossos sentidos nos comunicam, ao passarem tais coisas da região do ideal, que chamamos de Futuro, para a região das recordações, que denormi- namos de Passado. Do mesmo modo, experimentamos uma sensação de duração no caso da faísca instantânea, pelo fato de continuar na retina tal impressão confusa. À verda- deira pessoa ou coisa não consiste unicamente naquilo que vemos em qualquer momento 683

Teocrasia

Literalmente: “Mistura de deuses”. É o culto de vários deuses, como Jeová e divindades dos gentios, como no caso dos idólatras judeus.

Teodicéia (do grego Theos, Deus e dike, justiça)

“Justiça divina", isto é, o privi- légio de um Deus todo misericordioso e justo de afligir o inocente e condenar os predes- tinados e contudo continuar sendo uma Divindade amorosa e justa. Teologicamente é... um mistério.

Teodidato (do grego Theodidaktos)

Literalmente: “ensinado por Deus”. Título aplicado a À mmonio Saccas, fundador da Escola eclética neoplatônica dos filaleteus, no séc, IV, em Alexandria. [Segundo se crê, a sabedoria divina lhe foi revelada em seus so- nhos e visões, (Chave da Teosofia, 3.)

Teofania (do grego Theophania)

Entre os neoplatônicos, Deus no homem, Deus aconchegando o homem (P. Hoult). Manifestação ou aparição da Divindade ao homem, especialmente a aparição de Deus aos patriarcas, sob forma de anjo ou humana. (Dicio- nário de Chambers, Annandale etc.) Segundo certas confissões de Platão, Proclo e ou- tros autores dignos de nota, os Iniciados gozaram da Teofania, isto é, tiveram visões dos deuses e de verdadeiros Espíritos imortais. Como muito bem diz Taylor: “a parte mais sublime da epopteia ou revelação final consistia na visão dos próprios deuses (os eleva- o pspíritos planetários) revestidos de uma luz refulgente”. (Doutrina Secreta, IM, 684

Teogonia

À gênese dos deuses; aquele ramo de todas as teologias não cristãs que ensina a genealogia das diversas divindades. Um antigo nome grego que foi traduzido posteriormente como “genealogia da geração de Adão e dos Patriarcas”, sendo os últi- mos todos os “deuses e signos zodiacais”.

Teologia

Ciência que trata de Deus e seus atributos e perfeições.

Teomancia

Adivinhação através de oráculos. De theos, Deus, e manteya, adivi- nhação,

Teomaquia

Luta com ou contra os deuses, tal como a “Guerra dos Titãs”, a “Guerra no Céu" e a Batalha dos Arcanjos (deuses) contra seus irmãos arquidemônios (ex-deuses, Asuras etc.)

Teopatia

O fato de sofrer pelo deus de alguém, Fanatismo religioso.

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