Glossário Teosófico

Tanjur (Tib,)

Uma coleção de obras búdicas traduzidas do sânscrito para o tibeta- no e mongólico, É o cânone mais volumoso e compreende 225 grandes volumes sobre assuntos diversos, O Kanjur, que contém os mandamentos ou a “Palavra de Buddha”, tem apenas 108 volumes. Tanmanas (Tat-manas) (Sánsc.) — Que tem a mente dirigida para aquele. Tanmâtras (Sânsc.) — São os tipos ou os rudimentos dos cinco elementos; a essên- cia sutil dos mesmos, desprovida de todas as qualidades e idêntica às propriedades dos cinco Elementos fundamentais: terra, água, fogo, ar e éter; isto é, os tarnmndtras são (em um de seus aspectos): o olfato, o paladar, o tato, à visão e a audição, [Tanmdátra significa forma sutil e rudimentar, o tipo grosseiro dos elementos mais sutis, Os cinco tanmdtras são realmente as propriedades ou qualidades características da matéria e de todos os ele- mentos; o verdadeiro espírito da palavra é “algo” ou “meramente transcendental”", no sentido de propriedades ou qualidades, (Doutrina Secreta, UI, 519, nota) Segundo a filosofia Sânkhya, os tanmátras, elementos sutis ou primários, são produção do ahankára e correspondem aos cinco sentidos, sendo designados por seus nomes. Estes cinco ele- mentos sutis combinam-se entre si, originando os cinco elementos grosseiros ou come= postos (mahâábhitas), os quais, combinando-se entre si, formam o mundo material, (Ver Mahâbhitas.) Tanmátra significa também: partícula sutil, átomo etc.) Tanmâtra-sarga (Sânsc.) — Também chamado Bhfita-sarga, É a segunda das cria- ções dos Purânas, a criação dos Elementos (Tanmátiras, princípios rudimentares), “a primeira diferenciação da substância indiferenciada universal”. (P. Hoult) Tanmaya (Tat-maya) (Sâánsc.) — Que é feito ou composto daquele; que se unifica com (P, Houkt) Tannichtha (Fat-nichtha) (Sâánsc.) — Atento, devoto, dedicado ou entregue a ele, Tantra (Sônsc.) — Literalmente: “regra” ou “ritual””, Certas obras místicas e mági- cas, cuja principal peculiaridade é o culto do poder feminino, personificado em Sakri, Devi ou Durgâ (Kali, esposa de Shiva) é a energia especial relacionada com os ritos se- xuais e poderes mágicos: a pior forma de feitiçaria ou magia negra. [A linguagem em- pregada em tais obras é altamente simbólica e as fórmulas de credo são pouco mais do que expressões algébricas sem qualquer chave proveitosa até o presente (Ráâma Prasâd), é maior parte dos Tantras É dedicado a uma das múltiplas formas da esposa de Shiva e estão escritos sob forma de diálogos entre as duas divindades. Neles encontra-se toda a ciência oculta, porém podem ser divididos em três classes: aqueles que tratam de magia branca, aqueles que versam sobre magia negra e aqueles que podemos chamar de magia cinzenta, uma mistura da primeira e da segunda. Os Tantras contêm tudo o que se refere à Magia, o lado oculto do homem e da natureza, os meios através dos quais pode-se fazer descobertas, os princípios pelos quais o homem pode criar-se novamente: tudo isso se encontra nos Tantras, À dificuldade do caso é que tais livros são muito perigosos, quan- do não se tem um mestre que sirva como guia, sobretudo quando se trata de colocar em prática os métodos neles expostos. Outra dificuldade está em que as obras tântricas con- têm vários “véus”, que impedem a visão nua e crua da verdade, seja no que se refere à exatidão dos chakras e padmas (lótus ou plexos) do corpo humano, seja no que se refere às cores dos diversos rattvas ou ao seu número verdadeiro, (Doutrina Secreta, UI, 509.) Por outro lado, tais obras usam muitas vezes o nome de um órgão do corpo para repre- sentar um centro astral ou mental. Há para isso alguma razão, porque todos os centros dos diversos corpos (físico, astral, mental) encontram-se em mútua relação e correspon- dência; porém, nenhum mestre digno de confiança permitirá que seu discípulo trabalhe sobre seus órgãos corporais até que tenha adquirido certo domínio sobre os centros 675

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