Glossário Teosófico

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Verbetes: S

Sat-asat

Ver Sad-asat, Satata (Sânsc.) — Eterno, perpétuo, contínuo, Como advérbio: sempre, constante- mente. Satata-yukta (Sânsc.) — Sempre devoto; em contínuo estado de união mística. Satattva (Sânsc.) — Propriedade natural; essência; natureza. Sat-Chid-Ananda (Sánsc.) — “Existência, inteligência e felicidade”, Satchitânanda [ou Sachehidananda, como se costuma escrever por eufonia] — É usado frequentemente nas Escrituras hindus como nome abstrato de Brahmã, sendo a Trimáúrti as manifestações concretas daqueles três atributos, (A, Besant, Sabedoria An- tuga, 215, nota.) Sati (Eg.) — Esta deusa, juntamente com outra chamada Anouke, forma uma trfada com o deus egípcio Khnoum. Satf ou Satti (Sânsc.) — [Sutfec, em inglês.) — Cremação de uma viúva viva junto com seu marido defunto; costume felizmente abolido na Índia moderna. — Literalmente: “esposa casta e virtuosa”. Satkàra (Sânsc.) — Hospitalidade; agasalho, bom trato, boa acolhida; atenção, res- peito, homenagem, Satkarana (Sânsc.) — Literalmente: “a boa ação”: cremação de um cadáver. Satkriyâ (Sânsc.) — Deveres de hospitalidade; homenagem ou respeito devido; ato virtuoso ou piedoso; ato purificatório, cerimônia funerária, Sâtmatá (Sânsc.) — Ver Sátmya. Sâtmya (Sánsc.) — Unidade de essência com; identidade com. — O sistema terapéuti- co oriental baseia-se no sâtmya, ou seja, a identidade do medicamento com o eu. (Bhaga- vân Dãs, A Ciência das Emoções.) 618

Sattâ (Sânsc)

À “Existência única”, Brahma (neutro). [Ser, existência; bondade, excelência.) Sattama (Sânsc.) — Superlativo de sat. o melhor de todos, o mais excelente etc, (Ver Sac.) Sattâ-sâmânya (Sánsc.) — Ser universal ou comum.

Satti

Ver Saí, Sattra (Sânsc.) — Presente; oferenda, oblação, sacrifício; casa, hospital, casa de be- neficência; albergue; abrigo, vestimenta, Sattva (Sânsc.) — Inteligência, entendimento; repouso no conhecimento divino. Geralmente segue a palavra Bodhi, quando empregada em palavra composta, isto é, Bo- dhisattva. [Satrrva tem numerosas acepções: Ser, existência, realidade; substância, coisa, objeto; estabilidade, equilíbrio; placidez; bondade; pureza; verdade; energia, força, poder, potência vital; luz, poder iluminador; natureza, caráter; firmeza; resolução; harmonia; ritmo; ânimo; coração; mente, alma, pensamento, espírito; vida, conduta. Entre os estu- dantes de Ocultismo da Escola Aryâásanga, dá-se o nome de Sarva à Mônada dual ou Ámma-Buddhi, (Doutrina Secreta, 1, 98, nota, Às vezes equivale a Antahkarana., Em ou- tros casos, é interpretada no sentido de conhecimento puro, Sattva ou Saíwa, como es- crevem alguns incorretamente, é a primeira das três qualidades (gunas) da Prakriti, a qualidade da bondade, da pureza, da harmonia, da luz etc. e que é a causa de todo conhe- cimento e iluminação, (Ver Gunas e Bhagavâd-G&á, XIV,5 e segs.) Sattva-guna (Sânsc.) — À qualidade de Saftva; conhecimento intuitivo consciente. (M. Dvivedi, Comentário ao Aforismo 1, 16.) Sattvakartri (Sánsc.) — Criador de seres. Sattva-loka (Sânsc.) — Ver Satyaloka, Sattvamaya (Sánsc.) — Que consiste ou se compõe de bondade. Sattvâpatti (Sânsc.) — Esta palavra é equivalente a Mokcha ou Kaivalya. (M. Dvi- vedi, Introdução aos Aforismos de Patanjali.) Sattva-pradhâna (Sânsc.) — Predomínio da qualidade sattva. Sattvapradhânmâáyã (Sânsc.) — Natureza com predomínio da qualidade sattva. Sattvastha (Sânsc.) — Firme na qualidade sattva., Devoto da verdade; fixo na Reali- dade; dotado de caráter.

Sattvavat ou Sattvavant (Sânsc,)

Dotado de caráter enérgico; resoluto, animado, valoroso, vivo. Sâttvika (Sânsc.) — Adjetivo derivado de sarrva. Bom, verdadeiro, justo, puro, vir- tuoso, perfeito; enérgico; harmônico etc. (Ver Sattva.) Que tem a qualidade sartva desen- volvida. Satya (Sânsc.) — A Verdade Suprema, [ Verdade; veracidade, sinceridade; fidelida- de; realidade. Como adjetivo: verdadeiro, verídico, sincero; fiel; real, existentes. (Ver Satyas.,)) Satyaka (Sâánsc.) — Verdadeiro, verídico: Nome de homem. Sâtyaki (Sânsc.) — “Filho ou descendente de Satyaka”. Nome patronímico de Yu- yudhãâãna, heróico guerreiro aliado dos Pândavas. (Bhagavád-Gtá, 1, 17) 619

Satyaváz ou Satyavazas

Ver: Satyavádin, = Satyavrata (Sânsc.) — Devoto da verdade. Satyavritta (Sánsc.) — Que atua conforme a verdade, Satya-Yuga (Sânsc.) — À Idade de Ouro ou a Idade da verdade e da pureza; o pri- meiro dos quatro Yugas, também chamado de Krita-Yuga. (Ver: Yugas.) Saubhadra (Sânsc.) — “Filho de Subhadrá.” Nome patronímico de Abhimanyu, fi- lho de Arjuna e Subhadrá. (Bhagavad-Ghã, 1, 6) Saubhâgya (Sânsc.) — Boa fortuna; o quarto yoga astronômico. Saucha (Sânsc.) — Pureza, castidade; honestidade; purificação; limpeza. Sauchthava (Sánsc.) — Excesso, demasia; grande quantidade; excelência, superiori- dade; ligeireza, rapidez. Uma parte do drama, Sauhitya (Sânsc.) — Satisfação, saciedade, plenitude. Sauhrida e Sauhridya (Sânsc.) — Amizade. Saukara (Sânsc.) — Adjetivo derivado de súkara (porco); cínico. Saukchmya (Sânsec.) — Minúcia, sutileza, tenuidade, Saukhya (Sânsc.) — Prazer, gozo, voluptuosidade, Saumadatti (Sânsc.) — Literalmente: “filhos de Somadatta”, Nome patronfímico de um guerreiro aliado dos Kurús. (Ver Somadatta,) Saumedika (Sânso.) — Um sábio; um homem dotado de um poder extraordinário ou sobrenatural, Saumika (Sânsc.) — (De soma, a Lua) — Sacrifício do dia da Lua cheia, Saumya (Sânsc.) — Favorável, propício; aprazível, sereno; doce; grato; benévolo, benigno, amável. Saumyatva (Sânsc.) — Doçura, bondade; amabilidade, suavidade, benevolência; calma, serenidade; placidez. 620

Sauptica (Sânsc,)

Sonffero; relativo ao sono. Saura (Sânsc.) — Mês de trinta dias solares; fogo solar; relativo ao Sol; solar; um adorador do Sol. Saura-Purâna (Sânsc.) — Um dos Purânas menores, (Ver Purânas,) Sauri (Sánsc.) — Regente do planeta Saturno. Saur! (Sânsc.) — Esposa de Sôrya (o Sol), Saurika (Sânsc.) — O paraíso dos deuses. Sauti (Sânsc.) — Nome do sábio que recitou o Mahâbhârata para os ríchis no bosque de Naimicha, ' Sautra (Sânsc.) — Brahmane versado nos Sítras. Sautrântika (Sánsc.) — Seguidor dos Súrras; uma das escolas de filosofia búdica, Sauvastika (Sânsc.) — Referente à cerimônia do svasti; sacerdote familiar; esmo- leiro. : Sava (Sânsc.) — Extração ou expressão do sumo do soma; Soma ou a Lua; geração; certos ritos sacrificiais; sacrifício.

Savaka (Pál,)

Equivalente ao sânscrito Srâvaka, (Ver esta palavra.) Savana (Sânsc.) — Extração do soma; este mesmo sumo e sua libação; sacrifício; geração. Os três savanas (trichavana) são os três tempos do dia: manhã, tarde e noite. (Ver Trichavana.) Savarna (Sânsc.) — Da mesma casta, espécie ou cor, Savarnâá (Sânsc.) — Esposa de Vivasvat (o Sob, Sâvarna (Sânsc.) — O oitavo Manu, Sâvarni (Sânsc.) — Filho de Savarn&, Savichâra (Sánse.) — “Com deliberação”, deliberativo, reflexivo, Intuição meditati- va, (Râma FPrasâd) Savichâra-Samâdhi (Sânsc.) — Meditação ou concentração deliberativa ou reflexi- va, (Aforismos de Patafijali, 1, 17, 44.) Savíja (Sânsc.) — Ver Sablja. Savijiâna (Sa-vijfiâna) (Sânsc.) — Junto com o supraconhecimento,

Savikalpa (Sa-vikalpa) (Sânsc,)

Com consciência; consciente. Savikalpa-Samâdhi (Sânsc.) — Samâdhi consciente. Equivalente ao samprajfiáta- Samâdhi ou com semente (sa-bfja). Savikâra (Sa-vikára) (Sânsc.) — Com modificação, mudança ou alteração. Savitarka (Sa-vitarka (Sânsc.) — Com deliberação, raciocínio ou argumentação; deliberativo, raciocinador, Uma espécie de intuição; a intuição verbal. (Râma Prasâd) Savitarka-Sam&âdhi (Sánsc.) — Meditação ou concentração argumentativa, racioci- nadora ou deliberativa, Quando a mente apreende uma palavra e medita sobre seu signi- ficado e forma, assim como sobre o conhecimento da relação de ambas e, deste modo, absorve no objeto de seu pensamento, efetua-se o savitarka-samâádhi, (Comentário de M. Dvivedi ao Aforismo L, 42.) 621

Sâvitri (Sânsc,

Raio solar ou feixe destes raios; célebre hino de Vizvâmitra em honra do Sol. Sobrenome de Umã ou Pârvati, esposa de Shiva; nome próprio da mulher de Satyavat; o cordão sagrado.

Sâvitrisôtra (Sânsc,

O cordão sagrado. Savya (Sânsc.) — Esquerdo; contrário, adverso, Savyasâchin (Sánsc.) — “Hábil com a mão esquerda”, ambidestro., Epfteto de Arju- na. (Bhagavad-Gtá, XI, 33) Sâyana ou Sâáyanâcharya (Sânsc.) — Célebre comentador do Rig-Veda,

Scaiolae (Lat)

Poderes espirituais, qualidades, virtudes que dependem da qualida- de e quantidade dos elementos que os produzem. Tais poderes são o pensamento, o amor, o ódio, a imaginação, a esperança, o temor etc, (E, Harimann) Scheo (Eg.) — O deus que, juntamente com Tefnant e Seb, habita o Agnru, a região chamada “do renascimento dos deuses”. Schesu-Hor (Schesoo-Hor) (Eg.) — Literalmente: “os servidores de Hórus”; o po- vo primitivo que se estabeleceu no Egito e era ário. Sehetan (Zend.) — Sobrenome de Ahriman. (Zend-Avesta)

Schevá ou Sheva (Hebr,)

São os dois pontos verticais (1), que são colocados sob uma consoante para denotar a ausência de vogal (schevá simples). Algumas vezes não é pronunciado, como no fim de uma sflaba (schevá quiescente) e outras vezes tem o som de um brevíssimo, como no início de uma sflaba. Em certos casos é acompanhado de uma vogal breve (schevá composto).

Schmieder

Distinto professor de filosofia de Halle, que numa obra intitulada História da Alguimia, publicada em 1832, recolheu com o maior cuidado todos os feitos de transmutação de metais e não vacila em declarar que, a menos que se recuse em todos OS casos à autoridade do testemunho humano, é preciso reconhecer que foi encontrado o segredo da fabricação do ouro. (Luis Figuier: L'Alchimie et les Alchimistes, 3º ed., p. 91.) Seb (Eg.) — O Saturno egípcio, pai de Osíris e Ísis. Esotericamente, o único antes da criação e que, por seu significado, está mais próximo de Parabrahm do que de Brahmã. Desde a segunda dinastia já existiam inscrições a seu respeito e nos museus há estátuas de Seb representado com o cisne ou ganso negro, que colocou em sua cabeça o ovo do mundo, Nout ou Neith, a “Grande Mãe" e contudo a “Virgem Imaculada”, é a esposa de Seb; ela é a deusa mais antiga registrada na história e € encontrada em monumentos da primeira dinastia, à qual Mariette Bey datou em aproximadamente 7000 a.C, (Nos tex- tos, Seb é chamado de “pai dos deuses”; estes nasceram de Nout (o céu) e Seb (a Terra). Muitas vezes Seb é representado lançado ao solo, com os membros cobertos de folha- gens, enquanto o corpo de Nout se encurva, formando uma abóbada acima dele, (Pierret, Diet. PArch. Égypl)

Sebek (Egg)

Deus solar egípcio, representado com cabeça de crocodilo, que tem por arremate o disco do Sol e os chifres de carneiro, Secha ou Sesha (Sânsc.) — Ánania, à grande Serpente da Eternidade, o leito de Vishnu, símbolo do Templo Infinito no Espaço. Segundo as crenças exotéricas, Secha É representado como uma serpente de mil cabeças é de sete cabeças, sendo a primeira o rei doa mundo inferior, chamado Párála, e a última, o veículo ou suporte de Vishnu no 622

Segunda Morte

Para compreender de modo devido esta importantíssima e pavo- rosa questão, sobre a qual foram emitidas tantas opiniões, é preciso primeiro alguns pontos capitais. É sabido que o Manas é dual: sua porção superior eleva-se ao Buddhi, enquanto que a inferior gravita para baixo, em direção aos princípios inferiores e mais materiais. Estas duas porções encontram-se unidas pelo Antahkarana, linha imaginária ou ponto de comunicação entre o Manas inferior e o superior, ou seja, entre o Ego hu- mano € o Ego divino, que são dois durante a vida humana, mas convertem-se num só Ego no Devachan ou Nirváâna, Através desta ponte, transmitem-se ao Ego superior as emanações mais nobres e espirituais da alma humana pessoal, as únicas que sobrevivem, e apenas enxertando-se ali solidamente o Ego pessoal na Mônada (verdadeira “Árvore da Vida Eterna”) e fundindo-se a natureza moral com o Ego divino, é que o Ego pessoal adquire a imortalidade. Do contrário, a Alma kâmica humana, a Alma pessoal de um ser humano envelhecido e perverso, que nunca teve outros pensamentos senão os relaciona- dos com o eu animal, não tendo, com a morte do corpo, nada a transmitir para o Ego su- perior nem coisa alguma a acrescentar à soma das experiências colhidas em encarnações passadas, esta Alma pessoal, encontrando estragada a ponte que une o Manas inferior com o superior, fica separada do Ego e condenada a sobreviver como entidade isolada, como kâma-rápa, “casca-vazia" ou criatura “sem alma”, e esta separação é para sempre, a menos que, mediante um supremo e definitivo esforço, o homem consiga estabelecer novamente a ponte de comunicação entre o Ego inferior e o superior. (Doutrina Secreta, III, 523,) — À expressão “segunda morte” aplica-se a várias mortes pelas quais devem passar os “Princípios” durante sua encarnação. Assim temos: 1º) a morte do corpo físico; 2º) a morte da alma animal (ou Manas inferior) no Káma-loka;, 3º) a morte do Linga-shã- rira astral, que segue aquela do corpo e consiste na desintegração e desaparecimento completo de suas partículas astrais e 4º) a morte metafísica do Ego superior, o imortal, cada vez que “cai na matéria” ou se encarna em nova personalidade. Porém, esoterica- mente, a “segunda morte” é a morte da Alma, isto é, sua separação do Ego superior na Terra, durante a vida de uma pessoa, Isso é uma verdadeira morte (embora com possibi- idades de ressurreição), que não deixa marcas numa pessoa, deixando-a porém, moral- mente, como um cadáver vivo. (fbid., 516.) Toda pessoa irrevogavelmente materialista é um Homem morto, um autômato vivo, por maior que seja sua potência cerebral, (Ibid., 513.) — Nos casos de “segunda morte” o Manas inferior, entronizado no Kâma-râpa, vai se aniquilando gradualmente, porém esta aniquilação não significa simplesmente descon- tinuidade da vida humana na Terra, porque a Terra é o Avftchi e o pior Avítchi possível, Expelido para sempre da consciência da Individualidade, o Ego que se reencarna, os átomos físicos e as vibrações psíquicas da então separada personalidade, reencarnam-se imediatamente na própria Terra em uma criatura inferior e ainda mais abjeta, em um ser que de humano só tem a forma, condenado à tormentos kármicos durante toda a sua no- va vida, sofrendo uma série de reencarnações imediatas cada vez piores no plano animal, Se persistir em sua carreira de crime e perversidade. ([bid., 523.) Álguns destes seres de- gradados, aqueles que já nasceram “sem alma”, chegam a converter-se em poderosos vampiros, ainda que invisíveis. (Ibid., 527.) Ver Reencarnação. 623

Segunda Raça

Nasceu sob a influência do planeta Júpiter (Brihaspati). Os espf- ritos da Natureza ou devas inferiores conglomeraram ao redor dos chháyãâs (sombras) películas de matéria mais densa, formando uma espécie de envoltório externo, e o exte- rior (o chháâvá) da Primeira Raça passou a ser o interior (o duplo etéreo) da segunda, Estas formas filamentosas e de cores brilhantes (amarelo-ouro, alaranjado etc.), hetero- gêneas na aparência, de figuras diversas, assemelhavam-se a vegetais ou animais e fre- qientemente apresentavam contornos semi-humanos. Flutuavyam no espaço, subiam, deslizavam de lá para cá e se chamavam entre si com sons aflautados, À consciência da Mônada nesta Raça responde debilmente à consciência búddhica. Adquire um novo sen- tido, o talo, respondendo assim às impressões do ar e do fogo. Esta Raça apresentava dois tipos principais de reprodução: por expansão e brotamento (geração assexuada) e através do suor com indícios de sexualidade, fato este que deu a seus indivíduos o nome de andróginos latentes. Esta Raça passou a residir no segundo Continente, chamado Hi- perbóreo ou Plakcha, que ocupava o atual norte da Ásia, junto com a Groenlândia e à península de Kamschatka. Também faziam parte deste continente a ilha de AÁpnzberg, Suécia e Noruega, estendendo-se pelo Sudoeste até além das Ilhas Britânicas. À bafa de Baffin era então terra firme, O clima era tropical e o solo coberto de vegetação exube- rante.

Seidade (Be-ness, em inglês)

Termo criado pelos teósofos para expressar mais exatamente o significado essencial da intraduzível palavra Sat, Esta palavra [sânscrita] não significa “Ser”, porque pressupõe um sentimento ou alguma consciência de existên- cia. Porém, como o termo Sar aplica-se unicamente ao Princípio absoluto, à Presença Universal, desconhecida e sempre incognoscível, que o panteísmo filosófico postula no Kosmos, denominando-o de base radical do Kosmos e o próprio Kosmos, a palavra “Ser” não era adequada para expressá=lo, De fato, a palavra Sat não é sequer a “Entida- de incompreensível”, como a traduzem alguns orientalistas, uma vez que não é uma En- tidade nem também uma não-Entidade, mas ambas de uma só vez. É, segundo se disse, Seidade absoluta, não-Ser; o Todo único, sem segundo, indiviso e indivisível; a Raiz da Natureza visível e invisível, objetiva e subjetiva, que deve ser percebida através da mais elevada intuição espiritual, porém que jamais deve ser plenamente compreendida, Seidur (Esc.) — Nome que os antigos islandeses davam à mais antiga e terrível for- ma de magia, que se operava sobre o fogo, através da poesia ou de certos cantos. As vf- timas destas práticas execráveis ficavam atormentadas pela idéia de que o resto de suas vidas devia ser uma cadeia de desgraças. . Seir Anpin ou Zauir Anpin (Hebr.) — Na Kabbalah, é “o Filho do Pai oculto”, aquele que reúne em si todos os Sephiroth. Adão Kadmon ou o primeiro “Homem celes- te” manifestado, o Logos,

Sekhem ou Sejem (Es)

O mesmo que Sekten, Sekhet ou Sejet (Egg. — Ver: Pacht, Sekhet-hetepet ou Sejet-hetepet (Eg.) — Os Campos Elíseos. Sekten (Eg.) — O Devachan;, o lugar de recompensa depois da morte; é um estado, não uma localidade, (Ver Devachan.) Selk (Eg.) —- Deusa sobre cuja cabeça figura um escorpião. É uma forma de Ísis.

Selo de Salomão

É o duplo triângulo entrelaçado simbólico adotado pela Socie- dade Teosófica e por muitos teósofos. O porquê chamar-se “Selo de Salomão” é um mistério, a não ser pelo fato de ter chegado à Europa procedente do Irã, onde há tantas histórias a respeito deste personagem mítico e do selo mágico utilizado pelas pessoas da- quele pafs para pegar os djins e aprisioná-los em garrafas velhas. Porém este selo ou du- plo triângulo é designado também na Índia pelo nome de “Signo de Vishnu” e pode ser visto em todas as casas de todas as aldelas como um talismã contra o mal. O triângulo era sagrado e usado como símbolo religioso no Extremo Oriente alguns séculos antes de Pi- tágoras tê-lo proclamado a primeira das figuras geométricas, bem como a mais miste- riosa de todas. É encontrada na pirâmide, no obelisco e está cheio de significado oculto, assim como estão realmente todos os triângulos. Assim, o pentagrama é o triplo triângulo € o de seis pontas é o Healpha., (Ver Pentaclo e Pentagrama.) À direção que um triân- gulo indica determina seu significado. Se está voltado para cima significa o elemento masculino e o /ogo divino; se voltado para baixo, o elemento feminino e as águas da ma- téria; se para cima, mas com um risco ou uma barra que cruza a ponta, significa o ar e à luz astral; se para baixo, com um risco ou uma barra, a terra ou matéria grosseira etc. Quando um sacerdote cristão grego, ao abençoar, junta o polegar, o indicador e o médio, faz simplesmente o símbolo mágico, através do poder do triângulo ou da “trintade”, [O “duplo triângulo” significa as seis direções do Espaço, a união e a fusão do Espírito Puro com a Matéria, do AÁrúpa com o Ripa, dos quais os triângulos e o Zri-Antara dos brah- Manes são um símbolo. (Doutrina Secreta, 1, 143,)] 624

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