Uma seita mística da Pérsia, algo seme- lhante àquela dos vedantinos, Embora com numerosos seguidores, aderem a ela apenas homens muito inteligentes. Tais seguidores pretendem, muito justamente, a posse da doutrina e filosofia esotéricas do verdadeiro maometismo, A doutrina sufi (ou sof) é em grande parte relacionada com a teosofia, porque não só prega um único credo universal, tnas também o respeito exterior e a tolerância em favor de toda fé popular exorérica. Tem igualmente contato com à maçonaria. Os sufis têm quatro graus e quatro períodos de Iniciação: 1º) probatório, com uma estrita observância dos ritos muçulmanos, porém explicando ao candidato o significado oculto de cada dogma e cerimônia; 2º) de entrete- nimento metafísico; 3º) o grau de “Sabedoria”, no qual o candidato é iniciado na mais Íntima natureza das coisas; 4º) a Verdade final, em que o Adepto alcança poderes divinos e a completa união com a Divindade única universal no êxtase ou Samádhi, Sugata (Sánsc.) — Um dos títulos do Senhor Buddha, título que tem numerosos sig- nificados [sendo um deles o de “Bem-vindo” (8urnouf)), Sughocha (Sânse.) — Melodioso, que soa forte ou bem, Nome do caracol de Nakula, (Bhagavad-Giã. 1, 16.) Sugriva (Su-griva) (Sânsc.) — Literalmente: “de belo pescoço”. Um rei-demônio que, destronado por seu irmão, foi instalado novamente em seu trono por Râma, Sugri- va, com seu conselheiro Hanuman e um exército de símios, foram os fiéis aliados de Râ- ma na guerra contra Râvana, rei de Lankâ (Ceilão) e raptor da bela Sã, esposa de Râ- ma, Suhrid (Sânsc.) —- Amigo, aliado, Sujana (Sânsec.) — Bem nascido, de boa família; respeitável, bom, honrado, Sujanatva (Sânsc.) — Bondade, generosidade.
Fácil, cômodo, Sukarman (Sâánsc.) — Que atua bem; virtuoso, justo, honrado, Um dos yogas astro- nômicos. Súkchma (Sânsc.) — Sutileza, tenuidade, finura, pequenez; sutil, tênue, fino, peque- no. Súkchma Sârira (Sânsc.) — O corpo ilusório, como em estado de sonho, análogo ao Manasarâpa ou corpo mental. É a vestimenta dos deuses ou dos dhyânis e devas. Escre- ve-se também Sukshama Sharira e é chamado Sukchmopâdhi pelos yogis da Escola Tá- raka-Râja-Yoga. Súkchma Sartra significa literalmente “corpo sutil ou astral”. Sikchmatva (Sânsc.) — Significado idêntico ao de Sfikchima, Súkchmopâdhi (Sânsc.) — O sistema Târaka-Rája-Yoga € o “princípio” que con- tém o Manas superior e inferior e o KAma, Corresponde ao Manomaya-Kosha da classi- ficação vedantina, e ao estado de Svapna, (Ver Svapna.) 657
Ver Shukra. Sukrit (Sânsc.) — “Que atua bem”; virtuoso, justo; feliz, afortunado. Sukrita (Sánsc.) — Boa obra ou ação, virtude, mérito, ato meritório ou virtuoso. Como adjetivo: bem-feito, bom, justo, virtuoso, meritório, formoso. Sukriti (Sânsc.) — Boa conduta, bom proceder. Sukritin (Sânsc.) — Que atua bem; benfeitor, virtuoso, justo, honrado; prudente; afortunado, feliz, Sulabha (Sánsc.) — Fácil de obter, alcançar ou realizar. Sulakchana (Sônsc.) — Que tem sinais de bom augúrio, Suma (Sânsc.) — Flor. Su«-mahat (Sánsc.) — Muito grande. Sumana (Sâánsc.) — Agradável, que deleita o ânimo, Sumanas (Sánsc.) — Que deleita o pensamento; que tem o coração bom ou feliz; um deus, um sábio ou pandita, Sumangala (Sánsc.) — De muito bom augúrio; muito feliz. Sumata (Sánsc.) — Bem pensado; amistoso.
Ver Suras. Surâbhâga (Sânsc.) — Levedura, fermento. Surabhi (Sânsc.) — À “Vaca da abundância”; uma criação fabulosa, uma das qua- torze coisas preciosas produzidas pelo oceano de leite, quando foi batido pelos deuses [para extrair o amrital. À vaca em questão concede tudo o que apetece a seu possuidor. [Ver Kâma-dhu ou Kâma-dhenu e Nandint.) Surâchârya (Sánsc.) — O mestre dos deuses; Vrihaspati. Suradhanus (Sânsc.) — Arco-fris. Suradirghikâ (Sânsc.) — O Ganges celeste. Suradvich (Sânsc.) -- Inimigo dos deuses, Suradvipa (Sánsc.) — Elefante divino. Suraguru (Sánsc.) — Ver Surâchárya. Surája (Sánsc.) — Uma divindade. Surajant (Sânsc.)— À noite. Surajyechtha (Sânsc.,) --O primeiro dos deuses: Brahmã, Suralã (Sânsc.) — O Ganges; nome de outro rio, Surâlaya (Sânsc.) - O monte Meru, o Svarga, céu ou paraíso, Suraloka (Sânsc.) — O mundo dos deuses, o Svarga ou paraíso. Suramâna (Sânsc.) — Um método de calcular o tempo. Suranadi (Sânsc.) — O tio dos deuses, o Ganges celeste. Surâpa (Sânsc.) -- Que bebe líquidos espirituosos; que fala bem; instruído. Surâpagâ (Sânsc.) — O rio dos deuses: o Ganges. Surâpâna (Sânsc.) — Os habitantes da Índia Oriental, 660
Literalmente: “Fio do Espírito"; o Ego imortal; a Individualidade que se reencarna no homem, vida após vida, suas inumeráveis personalidades enfileiradas como contas de um rosário num cordão. O ar universal que sustenta a vida, Samashti pran; a energia universal. [É o “fio” argênteo que “se reencar- na" do princípio ao fim do manvantara, enfileirando em si mesmo as personalidades da existência humana ou, em outros termos, o aroma espiritual de cada personalidade, que segue de um extremo a outro a peregrinação da vida, (Doutrina Secreta, UI, 446) Ver Ovo áureo e Prandiman.)
O filho do gigante Giling que, para vingar a morte de seu pai, exe- cutada por Fialar e Galar, retirou-lhes o licor da poesta. (Eddas) Suvachana (Sânsc.) — Linguagem bela, fácil; eloqGência, Suvachas (Sânse.) — Eloqiente, Suvaha (Sânsc.) — Que suporta bem, paciente, Suvana (Sânsc.) — O fogo; o Sol, a Lua. Suvarchas (Sánsc.) — Muito brilhante, muito glorioso. Suvarna (Sânsc.) — De bela cor; de boa casta; ouro, riqueza; uma espécie de sacrifí- cio; peso de ouro de 12 a 15 gramas. Suvasanta (Sânsc.) — O dia do plenitónio do mês de Chaitra. Suvasantaka (Sánsc.)- À festa de primavera, Suvela (Sânsc.) — Submisso, humilde, Suvid (Sânsc.) — Sábio, douto, instruído, Suvidhi (Sânsc.) — Boa regra, bom preceito, Suvintta (Sânsc.) — Bem-educado. Suvirôdha (Sánsc.) — Bem-crescido; fixo; profundo. Suvirâdhbamdla (Sánsc.) — Que tem as raízes muito longas ou profundas. Suvrata (Sánsc.) — Que observa bem seus votos; que cumpre bem seus deveres; piedoso, virtuoso; um noviço, um estudante, Suzarman (Sânsc.) — Muito feliz; nome próprio de um rel, Suzikha (Sánsc.) — Agni, o fogo. 663
O grande vidente e místico sueco, Nasceu no dia 29 de ja- neiro de 1688 — filho do Dr, Gaspar Swedenborg, bispo de Skara, na Gocia Ocidental (Suécia) — e morreu em Londres, em Great Bath street, Clerken well, no dia 29 de março de 1772. De todos os místicos, Swedenborg foi o que mais influenciou a “Teosofia”, porém deixou impressão mais profunda na ciência oficial, porque, como astrônomo, ma- temático, fisiólogo, naturalista e filósofo, não tinha rival; no que se refere à psicologia e metafísica, estava certamente além de seu tempo. Aos 46 anos, chegou a ser “teósofo” e “vidente”; porém, embora sua vida tenha sido irreprovável e digna de respeito, nunca foi um verdadeiro filantropo ou um asceta. Suas faculdades de clarividente, contudo, eram notáveis, mas não passaram deste plano da matéria. Tudo o que disse dos mundos subje- tivos e dos seres espirituais é evidentemente muito mais um produto de sua exuberante imaginação do que de sua penetração espiritual. Deixou numerosas obras, que, infeliz- mente, são mal interpretadas por seus partidários. Syamantaka (Sánsc.) — A jóia de Krishna. 0o7