Ver Spanda. Sphurti (Sânsc.) — Agitação, tremor, vibração. Sphurtimat (Sánsc.) — Tremulante, palpitante; que tem o coração terno ou sensível, Spiritus animalis (Lat.) — Ver Espírito animal, Spiritus vitae (Lar.)— Ver Espírito de vida. Sprihã (Sânsc.) — Desejo, afã; deleite, prazer. Sraddha, Sraddhã ou Shraddha (Sânsc.) — Devoção à memória e cuidado pelo bem-estar dos manes dos parentes mortos. Um rito post mortem em favor dos parentes recém-falecidos. Serviço fúnebre; cerimônia em honra de dois deuses ou dos manes; oferenda sagrada em honra dos defuntos; a cerimônia na qual se lhes apresenta esta ofe- renda, (Ver Párvana e Leis de Manu, 111, 122-123.) Sraddhã (Sánsc.) — Fé, confiança; respeito; reverência. Srâddhadeva (Sânsc.) — Epíteto de Yama, deus da morte e rei do Hades ou mundo inferior. : Sraddhâmaya (Sánsc.) — Constituído ou cheio de fé, Sraddhâvant (Sânsc.)— Rico de fé; fiel; crente, Sraddhâyopeta (Sraddhâ-upeta) (Sânsc.) — Dotado de fé. Srama (Sânsc.) — Ação, exercício fatigante; lassidão. 651
Ver Sthúla Mâáyá. Sthâman (Sánsc.) — Força, poder. Sthâna (Sânsc.) — O mesmo que Ayâna, Lugar ou mansão de um deus, [Esta palavra tem várias acepções: lugar, mansão em geral; habitação, residência; estação, continuação; duração; estado, condição, posição; categoria, qualidade; forma, aspecto; esfera, domíf- nio; assento, base, fundamento.]
Permanente, estável, fixo, imóvel, Sthâpana (Sánsc.) — Casa, estabelecimento; organização: abstração mental, Sthàâvara (Sânsc.) — De sihá, estar ou permanecer imóvel, Termo aplicado a todo objeto consciente, senciente, privado de poder de locomoção, fixo ou arraigado, como as árvores e as plantas: enquanto que todos os seres sencientes, que acrescentam o movi- mento a certo grau de consciência são denominados de jangama, de gam, ir, mover-se etc, Sthãvara significa também: duradouro, permanente, estável, inanimado; vegetal, montanha etc. Sthâvirâh ou Stháâviranikaya (Sánsc.) — Uma das primitivas escolas filosóficas contemplativas, fundada em 300 a.C. No ano de 247 a.C., dividiu-se em três seções: a Mahâvihãra Vásinâh (Escola dos grandes Mosteiros), Jetavanivâh e Abhayagiri Vási- náh., É um dos quatro ramos da Escola Vaibhâchika, fundada por Kâátyâyana, um dos maiores discípulos de Gautama Buddha, autor do Abhidharma Jíiâna Prasthâna Shástra e que, segundo se espera, reaparecerá como um Buddha, (Ver Abhayagiri etc.) Todas estas escolas são altamente místicas. Literalmente, Stháviranikaya É traduzido no sentido de “Escola do Presidente ou Chairman” (Chohan)d. Sthira (Sâánsc.) — Duro, sólido, firme, forte, tenaz; constante, assíduo; resoluto; fiel; seguro; duradouro; estável, imutável, fixo, permanente; substancioso, nutritivo, Sthira-buddhi (Sânsc.) — De mente ou ânimo firme, resoluto; de entendimento firme. Sthira-chetas (Sânsc.) — Resoluto, decidido, firme, constante, assíduo, Sthirâtman [Sthira-Atman] (Sânsc.) — Eterno, supremo, aplicado à Alma ou Es- pírito Universal, Sthiratva (Sánsc.) — Firmeza, constância, perseverança, fixidez, solidez. 653
Ver Sthâla shárira. Sthúlopâdhi [Sthúla-upâdhi] (Sânsc.) — Um “princípio” que corresponde à tríada inferior do homem, isto é, o corpo, à forma astral e a vida, no sistema Táraka Râja Yoga, que enumera apenas três princípios fundamentais no homem, O Sthálopâdhi corresponde ao estado de jâgrat ou estado consciente de vigília, Stoma (Sânsc.) — Hino, canto de louvor. Stotra (Sânsc.) — Louvor, elogio; hino; certo tipo de recitações. Stotri (Sânsc.) — Panegirista, adorador. Stri (Sâánsc.) — Mulher, fêmea. Stupa (Sânsc.) — Um monumento cônico na Índia e Ceilão, erigido sobre relíquias de Buddha, Arhats ou outros grandes homens, [Também se chama tope, dagoba, túmulo, montículo etc.) Stuti (Sânsc.) — Elogio, louvor, loa; glória, hino, cântico. Su (Sânsc.) — Prefixo equivalente a bem, bom, belo, muito. Expressa também o grau superlativo. É o contrário de dur ou dus. Subhâchita (Sânsc.) — Bem dito, eloquente. Como substantivo: elogiência. Subhadra (Sânsc.) — Próspero, feliz, afortunado. Epfteto de Vishnu. Subhadrãà (Sánsc.) — Literalmente: “Muito propícia”. Irmã de Krishna, que a deu por esposa a Árjuna, seu primo, a fim de estreitar a amizade entre eles. O filho de Su- bhadrâ era Abhimanyu, conhecido também pelo nome patronímico de Saubhardra, (Ver Bhagavad-Gitã, 1, 18.) Subhaga (Sânsc.) — Feliz, afortunado; belo; ilustre, distinto. 654
Relativo a nosso modo de sentir ou pensar e não ao objeto em si mes- mo; realtivo ou pertencente ao sujeito, em oposição ao mundo exterior, (Ver Objetivo.) Sublimação (Herm.) — Purificação da matéria, através da dissolução e da redução aos seus princípios. Consiste em purificar, sutilizar e depurar a matéria de todas as partes terrestres e heterogêneas, dar-lhe um grau de perfeição do qual foi privada ou livrá-la dos laços que a mantêm como numa prisão e a impedem de agir. Sublimar (Alg.) — Purificar, cozer, exaltar, aperfeiçoar a matéria da obra, elevá-la a um grau de perfeição que lhe falta para tornar-se mais excelente do que o próprio ouro e ter a propriedade de transformar os metais imperfeitos em puro. Submersão (Alg.) — É a dissolução da matéria pela putrefação, uma vez que está negra e aquosa e que as matérias se confundem e se submergem uma na outra.
À mais elevada ou Íntima subdivisão de cada plano ou mundo, Denota a matéria no estado de vibração ou substância mais intensa, na forma mais sutil de que é suscetível naquele plano (P. Hoult)
Os teósofos usam esta palavra num sentido dual, qualificando a subs- tância como perceptível e imperceptível e fazendo uma distinção entre as substâncias material, psíquica e espiritual (ver Zudda Sattva), em substância ideal (isto é, existente nos planos superiores) e em substância real, [Algumas vezes substância é sinônimo de matéria, (Doutrina Secreta, 1, 309) Ver Substância e Matéria.)
Freqglientemente estes dois termos são usados como sinô- nimos, Para evitar confusões, a palavra matéria deveria ser aplicada ao agregado de ob- jetos de percepção possível; a palavra substância deveria ser aplicada aos noumenos, (Doutrina Secreta, 1, 350.) Assim, chamaremos de Matéria àquela que corresponde aos planos ou modos inferiores a Anupádaka, reservando o termo substância para os planos Adi e Anupâdaka. (M, Trevito, Metaquímica.)
Esta substância, designada também pelo nome de Milaprakriti, é aquele aspecto do Absoluto que serve de base a todos os planos objeti- vos da Natureza, (Doutrina Secreta, 1, 43.)
Ver Sushama, Suchi (Sânsc.) — Um dos nomes de Indra e também do terceiro filho de Abhimânin, filho de Agni; isto é, um dos quarenta e nove fogos primordiais, [Suchi significa também: limpo, puro, claro, honesto, santo, virtuoso.) Suchiráyus (Sânsc.) — Que vive muito tempo; muito velho; um Deus em geral, 655
Ver Sushupf AvasthÃ, Súcubos (do latim succuba, que está deitado sob.) — Na literatura oculta da Idade Média figuram muitos casos de ficubos e sáícubos, alguns dos quais apareceram de modo visível e tangível; outros, embora invisíveis, foram tocados e sentidos, Estes casos são atualmente muito mais numerosos do que geralmente se acredita, Porém estes espíritos podem “materializar-se” apenas quando ocorrem as condições necessárias. Assim é que são sentidos durante um estado de doença e desaparecem quando o paciente recobra a saúde, porque de uma constituição sã não conseguem extrair os elementos necessários para a sua materialização, Os íncubos e sáócubos são, pois, produtos de um estado físico e moralmente enfermo. À imaginação morbosa cria uma imagem, à vontade da pessoa a torna objetiva e a aura nervosa pode torná-la substancial à visão e ao tato. Além disso, uma vez criada a imagem, esta atrai para si as influências correspondentes da alma do mundo, (F. Hartmann, Os Elementais) (Ver Íncubos e Pizâchas.) Sídana (Sânsc.) — Matador, destruidor. Sudânta (Súnsc.) — Bem dominado; cujas paixões encontram-se dominadas. Um budista. Sudarzana (Sánsc.) — Nome do disco de Krishna; uma arma flamígera que desem- penha papel importante nas biografias de Krishna. [Uma das sete montanhas fabulosas ao redor do Meru, Literalmente; “Formoso à vista"”,.] Sudarzant (Sânsc.) — Feminino de Sudarzana: a cidade de Indra, Amarâvati, Sudasyas (Sánsc.) - Brâhmanes auxiliares, (Bergua, O Râmayâna.) Sudda-Sattva (Sánsc.) — Uma substância não sujeita às qualidades da matéria; uma substância luminífera e invisível (para nós), da qual são formados os corpos dos deuses e dos mais elevados Dhyânis. Filosoficamente, Sudda Sattva é um estado consciente de egoidade espiritual mais do que uma essência, [Ver Paramapada.) | Suddhodana (Sânsc.)— Rei de Kapilavastu; pai de Gautama Buddha. Sudhã (Sânsc.) — Alimento dos deuses, análogo ao amrita, substância que confere a imortalidade, [A água do Ganges; o néctar das flores.) Sudhâkara (Sánsc.) — A Lua, Sudharman (Sánsc.) — Assembléia dos deuses, Sudi (Sánsc.) - À porção clara do mês lunar,
Ver Shudra, Suduchkara (Su-dus-kara) (Sâánsc.) — Muito difícil de fazer ou executar, Suduráchâra (Sâánsc.) — De maus costumes, de péssima conduta; depravado; muito perverso. Sudurdarza (Sânsc.) — Muito difícil de ver ou perceber. Suduriabha (Sânsc.) — Muito difícil de obter ou de encontrar. 656