Glossário Teosófico

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Verbetes: S

Siebenfreund, Sebastian

Alemão do séc. XVI. Foi iniciado nos procedimentos herméticos por um frade ancião de um convento de Verona, o qual, ao morrer, comuni- cou-lhe o segredo de certo pó para a transmutação dos metais e para à cura das enfermi- dades, como teve ocasião de comprová-lo, em Hamburgo, curando como que por magia um nobre escocês atormentado por um violento ataque de gota. Operou várias transmu- tações de metais, entre elas a que executou diante de dois estudantes de Wittembera; para isso, tomou uma colher de zinco, esfregou-a com seu pó de projeção, aquecendo-a num forninho e transformou-a em colher de ouro, Morreu assassinado por alguns inve- josos que pretendiam apoderar-se de seu pó maravilhoso, Sifa (Esc.) — No Edda de Sturleson dá-se este nome a uma adivinha ou sibila, avó de Odin. Thor é chamado de esposo de Sifa, Sige (Gr.) — “Silêncio”. Nome adotado pelos gnósticos para significar a raiz de onde procedem os Eons da segunda série, (Ver Eon.) Sighra ou Sighraga (Sânsc.) — Pai de Moru, “que vive ainda graças ao poder do Yoga e se menifestará no inícia da idade Krita, a fim de restabelecer os Kshattrivas no décimo nono Yuga”, segundo dizem as profecias purânicas, “Moru” significa aqui “Morya”, a dinastia dos soberanos budistas do Pataliputra, que começou com o grande rei Chadragupta, avô do rei Azoka. É a primeira dinastia búdica, (Doutrina Secreta, L, 378.)

Signo da Cruz

Martillet provou em seu livro O Signo da Úruz antes do Cristia- nismo (Faris, 1866) que este sinal era usado como emblema religioso antes do cristianis- mo. O sétimo rei do nono ki na China, segundo a obra de Pauthier, chamou-se Hien Yuen por ter feito a balança “pondo juntos os dois pedaços de madeira, cruzados em ân- gulo reto, a fim de honrar o Altíssimo”, “O símbolo, diz Cantu em seu História Univer- sal, foi sempre a cruz; esta é encontrada muito fregilentemente no Egito como signo 638

Silfos

Nome rosacruz dos elementais do ar. [Elementais que residem nas regiões montanhosas (não no ao). (F. Hartmann) Ver Elementais.)

Silvanos

Termo genérico que compreende os faunos, os sátiros, silenos e outras divindades campestres. (Noel) 639

Silvestres

Elementais que residem nos bosques: os Dusú de Santo Agostinho; faunos, (F. Hartmann)

Simbolismo

Expressão pictórica de uma idéia ou pensamento, A escrita primitiva não tinha no princípio caracteres, mas símbolos que representavam toda uma frase ou sentença. O símbolo, pois, é uma parábola registrada e a parábola um símbolo falado, À linguagem escrita chinesa nada mais é do que escrita simbólica, sendo cada uma de suas milhares de letras um símbolo. (Ver Krâmo)

Simeão-ben-Jochai

Adepto rabino autor do Zohar. [Ver Rabino Simeão-ben-do- char.) Simha (Sênsec.)— Ver Sinha.

Simon Mago

Um gnóstico e teurgo samaritano muito grande, chamado "o grande Poder de Deus”, Simorgh (Pers.) - O mesmo que o Siorgh alado, espécie de grifo, meio fênix, meio leão, que, segundo as lendas iranianas, é dotado de poderes oraculares. Simorgh era o guardião dos antigos Mistérios persas. Espera-se que ressurja no final do ciclo em forma de ave-lefio, de proporções gigantescas, Esotericamente, figura como símbolo do ciclo manvantárico, Seu nome árabe é Rakshi. Sin (Cald.) — Nome caldeu da Lua ou Deusa Lunus, uma vez que, na Babilônia, este astro era uma divindade masculina, que presidia a cidade de Ur. Sin é também idêntico ao deus Anu da trindade caldéia. (Doutrina Secreta, 11, 65.) Em inglês, a palavra sin signifi- ca pecado. (Ver Bel, Astrologia, Meia-Lua e Sinai.) Sinai (Hebr.) - O monte Sinai, o Nissi do Exodo (XVII, 15), lugar de nascimento de quase todos os deuses solares da Antiguidade, tais como Dionysos, nascido em Nissa ou Nysa, Zeus de Nysa, Baco e Osíris. (Ver estas palavras.) Alguns povos antigos acredita- vam que o Sol era filho da Lua, que por sua vez foi um Sol em outro tempo. Sin-ai é o *Monte da Lua” e daf a conexão,

Sing-Bonga

O Espírito do Sol, entre as tribos Kolarianas.

Singha

Ver Sinha. Sinha ou Simha (Singha) (Sáânsc.) — Leão; a constelação do Leão. O quinto signo do Zodíaco hindu, correspondente ao nosso Leão. Para se ter uma pequena idéia do grande significado oculto desta palavra, consulte o artigo “Os Doze Signos do Zodfaco”, publicado por T. Subba Row em Cinco Anos de Teosofia. Sinika (Sânsc.) — Sinita e Sanika, como variações desta palavra, O Vishnu-Purâna apresenta-o como o nome de um futuro sábio que será instruído por aquele que chegará a ser Maitreya, no fim do Káli-Yuga e acrescenta que este é um grande mistério. Siniválf (Sânsc.) — O primeiro dia da Lua nova, muito relacionado com as práticas ocultas da Índia. Sin- Yin (Chin.) — Selo ou Doutrina do Coração, a doutrina esotérica, a única ver- dadeira. (Doutrina Secreta, UI, 425 e Voz do Silêncio, 11. Ver Doutrina do Olho.) Sioefna (Esc.) -- Nome de uma das asianas, (Eddas)

Siorgh

Ver Simorgh. Siphra Dtzeniouta (Cald.) — O Livro do Mistério Oculto: uma das divisões do Zo- har, (Ver Mathers, Kabbalah Unveiled,) 640

Sirenas ou Sereias

Elementais que cantam, Melusínae. São metade mulheres e metade peixes (sereias) e são atraídas pelas águas, vivendo nelas com fregqiiência, (F. Hartmann) Estas ninfas do mar, das quais comumente se contam três, tinham de mu- lher a cabeça ou à parte superior do corpo e de ave o restante. E assim são representadas nos antigos monumentos e assim também são descritas pelos mitólogos. Outras vezes, embora impropriamente, são pintadas como monstros, cuja parte superior é de mulher e a inferior de peixe. Viviam nas rochas escarpadas da orla marítima, entre a Ilha de Capri e a costa italiana, Com seus cantos melodiosos e o encanto de suas palavras, as astutas sirenas atrafam os viajentes é navegantes para fazerem-nos perderem-se, A terra daque- les arredores era toda branca, devido aos ossos dos infelizes que assim pereceram. Vários comentaristas acreditam que a fábula do doce canto das sirenas representa os perigos do sensualismo e, por isso, sem dúvida, foi retirada a etimologia do nome Sirena do grego seira, que significa cadeia. Sírio fdo latim Sirius ou do grego Seirios, ardente.) — Em egípcio, Sothis. À estrela do Cão; adorada pelos egípcios e venerada pelos ocultistas; pelos primeiros porque sua helfaca saída com o Sol era um sinal da benéfica inundação do Nilo e pelos últimos por- que está misteriosamente associada com Toth-Hermes, deus da Sabedoria, e Mercúrio, em outra forma, Assim, Sothis-Sírio tinha, e tem ainda, uma mística e direta influência sobre todo o céu vivo e está relacionada com quase todos os deuses e deusas. Era “fsis no céu” e chamada Ísis-Sothis, porque Ísis estava “na constelação do Cão”, como se declara em seus monumentos, “Acredita-se que à alma de Osfris residia num personagem que anda a grandes passos diante de Sothis, cetro na mão e com um látego no ombro,” Srio é também Anúbis e se encontra diretamente relacionado com o anel “Não passes além de mim”, e, além disso, idêntica a Mithra, o deus persa do Mistério, e a Hórus e até a Há- thor, denominada algumas vezes de deusa Sothis. Estando em conexão com a Pirâmide, Sírio encontrava-se portanto relacionado com as iniciações que nela eram efetuadas, Dentro do grande templo de Denderah existia antigamente um templo consagrado a Sf- rio-Sothis. Em resumo, nem todas as religiões derivam de Sírio, a estrela do Cão, como pretendia provar o egiptólogo francês Dufeu, porém Sfírio-Sothis encontra-se indubita- velmente relacionado com as religiões da Antiguidade,

Sistema Solar

Todos os planetas visíveis colocados pelos astrônomos em nosso sistema solar pertencem a ele, exceto Netuno, Também pertencem a ele alguns outros desconhecidos da ciência, bem como “todas as luas, que não sao ainda visíveis por obje- tos imediatos”. Os planetas só atuam em nossa consciência, Os Regentes dos sete plane- tas secretos não têm influência alguma nesta Terra, como esta Terra tem sobre outros planetas. O Sol e a Lua são os que realmente produzem não só um efeito mental, mas também físico. O efeito do Sol sobre a humanidade está relacionado com o Kâma-Prâna, com os elementos mais físicos que existem em nós; é o princípio vital que favorece o desenvolvimento. O efeito da Lua é principalmente Kâma-Manâsico ou psicofisiológico; atua sobre o cérebro fisiológico ou a mente cerebral, (Doutrina Secreta, III, 563.) 641

Sistro [do grego seístron e do latim sistrum])

Em egípcio, Ssesh ou Kemken, Ins- trumento musical, feito comumente de bronze, porém, às vezes, de ouro ou prata, de forma circular, provido de um cabo e quatro varinhas metálicas que passam por uns agulheiros, em cuja extremidade estão presas algumas peças também metálicas, que soam como cascavéis, Na parte alta possufa, como adorno, uma figura de Ísis ou de Hathor. Era um instrumento sagrado utilizado nos templos para produzir, através de sua combi- nação de metais, sons e correntes magnéticas. Até hoje sobrevive na Abissínia cristã com o nome de Sanasel e os bons sacerdotes o empregam para “expelir demônios das casas e outros lugares”, ato muito compreensível para os ocultistas, por mais que provoque o riso dos céticos orientalistas. À sacerdotisa tinha comumente tal instrumento na mão di- reita durante a cerimônia da purificação do ar ou “conjuração dos elementos”, como di- ria E. Levi, enquanto que os sacerdotes empunhavam o sistro com a mão esquerda, utili- zando a direita para manipular a “chave da vida": a cruz ansata ou Tau. Sisumara (Sánsc.) — Um cinturão rotatório imaginário sobre o qual se movem todos os corpos celestes. Esta multidão de astros e constelações é representada sob a figura de Sisumara, uma tartaruga (alguns dizem que é uma toninha!), dragão, crocodilo etc. Po- rém, como é um símbolo da meditação do Yoga do santo Vâsudeva ou Krishna, tem de ser um crocodilo ou, melhor, um delfim, uma vez que é idêntico ao Makâra do Zodíaco. Dhruva, a antiga estrela polar, está na ponta da cauda deste monstro sideral, cuja cabeça dirige-se para o Sul e cujo corpo se dobra formando um anel. Mais acima, ao longo da cauda, estão Prajâpati, Agni etc, e em sua raiz estão Indra, Dharma e os sete Richis (a Ursa Maior) etc. Seu significado é, naturalmente, místico.

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