É a base da ordem da Natureza para nosso universo. Assim, há sete globos que constituem a Cadeia Planetária; sete Princípios que integram o homem; sete Raças e sete sentidos, dos quais ainda não apareceram os dois últimos; sete Logoií, sete centros Laya etc. O caráter sétuplo de nosso Cosmos é reproduzido em todas as suas subdivisões em sua ordem descendente. O número sete é o número da Natureza consi- derada do ponto de vista da evolução e basta nos fixarmos um pouco para vermos que é sempre repetido, não só nos livros que se ocupam da ciência oculta em suas múltiplas fases, assim como nas próprias obras da moderna ciência ocidental: esta reconhece sete cores, sete sons. Keely, o grande redescobridor americano da força, que ele chama de 631
Famoso alquimista escocês do séc. XVII, Visitou grande número de cidades européias para demonstrar a verdade de sua arte, de maneira completamente desinteressada, como um verdadeiro apostolado sempre difícil e frequentemente perigoso e no qual Sethon haveria de encontrar o martírio. Em 1602, encontrando-se em Eukhuysen (Holanda), transmutou um pedaço de chumbo em um pedaço de ouro de mesmo peso, De lá foi para Amesterdã e, em seguida, para Rot- terdã, onde embarcou para a ÍItília e percorreu depois a Suíça e a Alemanha,.. Nesta, diante de um professor de Fríburgo, Wolfgang Dienheim e vários personagens ilustres da Basiléia, praticou com pleno êxito uma projeção que, posteriormente, o referido profes- sor descreveu detalhadamente em sua obra De Minerali Medicina, 1610, Antes de aban- donar a Basiléia, Sethon fez um segundo ensaio na casa do ourives André Bletz, onde transformou em ouro várias onças de chumbo, na presença de várias pessoas doutas e fi- dedignas. Da Basiléia foi para Estrasburgo — onde fez outra projeção de grande resso= nância —, para Frankfurt do Mein e para Colônia. Nestas cidades converteu à Alquimia inúmeros incrédulos e adversários, entre eles o cirurgião Meister George, que contestan- 632
Sábio insigne que se dedicou com ardor a continuar e desenvolver O sistema de Paracelso, Sevi ou Sevin (Sánsc.) — Que vive em; que frequenta; que serve, honra ou venera; que busca; que habita, visita, emprega, usa, goza etc. Sevitra (Sâánsc.) — Frequência, residência; retiro, culto, serviço. ” Sezvara (Sa-izvara) (Sânsc.) — Literalmente: “com Senhor", “com Deus"; deísta, É o contrário de anizvara. (Ver esta palavra.) Sezvara sânkhya (Sânsc.) — O sistema de filosofia Sânkhya teísta, isto é, a filosofia yoga de Patafjali, Shabalâshvas (Sánsc.) — Filhos de Dakcha, mil em número. (Doutrina Secreta, II, 288.) Shabda (Sânsc.) — Som, ruído; voz, clamor; palavra, linguagem, nome, título; a pa- lavra revelada ou revelação, Shabdabrabhman (Sânsc. — “A palavra Bralima"; palavra divina; as Sagradas Es- crituras; a teologia; os Vedas. Shaberon (Tib.) — Os Shaberon ou Khubilgan (ou Khubilkhans) mongóis são as re- encarnações de Buddha, segundo os lamafstas; grandes santos e Avatars, por assim dizer. Shaddal, O (Febr.) - Um nome da Divindade hebraica, comumente traduzido como Deus Todo-Poderoso, que se encontra no Gênese, Éxodo, Números, Ruth e Jó. Seu equi- valente em grego é Kurios Pantokrator; porém, pela derivação grega, significa melhor “o derramador”, pois shad expressa “mama” ou “peito” e, de fato, shdi é empregado tam- bém para designar “uma mãe que cria”. (W, W. WJ) Shakti (Sânsc.) — Ver Sakti, Shakya (Sânsc.—- Ver Sákya. Shâlmali (Sânsc.)— Ver Salmall, 633
Será caracterizada por seu desenvolvimento espiritual, pela aquisição do sexto sentido, a clarividência astral, e por suas tendências unitárias, Povoará o conti» nente Zãâha, cuja emersão inicial ocorrerá no ponto onde atualmente se encontra 2a /.mé- rica do Norte, que de antemão será cortada por terremotos e fogos vulcânicos. Sétima Raça -— Será caracterizada por seu completo desenvolvimento espiritual pela aquisição do sétimo sentido, ou seja, a clarividência mental, e pelo pleno reconheci- mento da unidade. Florescerá no sétimo continente, chamado Puchkara, cujo centro es- tará no ponto onde atualmente se encontra a América do Sul. Ao terminar a vida geoló- gica deste continente, sobrevirá o fim de nosso globo, caindo em sono suave, depois de longuíssimo dia de trabalho e vigília. (A. Besant-Schwarz: Genealogia do Homem.) Para conhecer as relações existentes entre as Raças humanas e os diversos Manus, ver Doutri- na Secreta, IL, 321-322. Ver Rondas.
Ver Samaneus, Shammars (Tib. — O mesmo que os Turbantes vermelhos ou Dugpas. (Ver esta palavra.) Shânâh (Hebr.) - O ano lunar, Shangna (Sánsc.) — Nome misterioso aplicado a uma roupagem ou “vestimenta” num sentido metafísico, Colocar a “vestimenta Shagna” significa a aquisição da Sabedo- ria Secreta e a Iniciação, (Ver Glossário de Voz do Silêncio, II.) Literalmente: “ Vesti- menta da Iniciação” dos neófitos. Edkins diz que “este tecido de erva” foi importado do Tibet para a China sob a dinastia Tong. “Quando nasce um Arhan, esta planta brota nu- ma paragem pura”, diz a lenda chinesa, bem como a tibetana. (Op. cit.) Shankara (Sânsc.) — Ver Sankara, Shankârâchârya (Shankara-fchâryd) (Sânse.) — Grande reformador religioso e mestre da filosofia Vedanta, Viveu no século VII ou IX, Seu saber e santidade eram ti- dos em tão alto apreço, que este personagem chegou a ser considerado como uma encar- nação de Shiva e se acreditava que tinha o poder de fazer milagres. Atribuem-se-lhe numerosas obras, sendo as principais seus comentários (Bháchyas) sobre os Aforismo , sobre o Bhagavad-Gitá, Upanichads & outras importantes. No que se refere à debatida questão de se Shankarâchárya foi o próprio Buddha sob um nova forma pessoal, con- sulte a seção do tomo III da Doutrina Secreta referente ao Mistério de Buddha, p. 376 da ed. inglesa, (Ver Srf Shankarâchârvya,.) Shankhâvali (Sânsc,) -- Nome de uma droga. (Râma Prasãd) Shankhini (Sânsc.) — Um nádi, com todas as suas ramificações, que vai ao ânus, (Râma Prasâãd)
Ver Zânt. Sharíra (Sarira) (Sânsc.) — Invólucro ou corpo. À forma visível, Shâstra ou S'âstra (Sânsc.) — Um tratado ou livro; qualquer obra de autoridade aceita ou divina, incluindo os livros de leis. Um shâstrf significa, ainda hoje, na Índia, um homem versado na lei divina e humana, [Shâstra significa também: obra científica ou ca- nônica; escritura; texto sagrado; ensinamento; lei; preceito; instrução; doutrina, regra; as seis escolas de filosofia.)
Ver Siddim. Shekinah (Hebr.) -- Título aplicado pelos cabalistas ao décimo Sephira; porém, para os judeus, é a nuvem de glória que permanecia sobre o lugar de Misericórdia no Santo dos Santos. Não obstante, segundo ensinam todos os rabinos da Ásia Menor, sua nature- za É muito mais elevada, uma vez que Shekinalhré o véu de Ain Soph, o Infinito e o Ab- soluto; portanto é uma espécie de Mâlaprakriti cabalístico. (W. W. W.) Shekinah é tam- bém a Graça divina (Doutrina Secreta, UI, 226), a Luz Primordial, Luz Eterna no mundo do espírito (II, 554); Substância primordial emanada pela Luz infinita (1, 379) etc.] 634
Ver Schevá, Shiae (Hebr.) — Abismo, O mesmo significado de Pátâia. Shibboleth (Hebr.,) — Palavra hebraica que significa espiga, arroio etc, Segundo Juízes, XII, 4-6, “juntando Jefté a todos os varões de Galaad, lutou contra Efraim e os de Galaad feriram Efraim, porque haviam dito: Vós sois fugitivos de Efraim, vós sois galaaditas entre Efraim e Manassés. E os galaaditas ocuparam os vaus do Jordão, por onde Efraim havia de voltar. E quando algum fugitivo de Efraim chegava a eles e dizia: FPeço-vos que me deixais passar; os galaaditas diziam-lhe: Acaso és tu Efrateu? E ele respondendo: Não sou, replicavam-lhe: Dize, pois, Schibboleth, E ele dizia Siboleth, porque não podia pronunciar a palavra daquela maneira. Então o prendiam e o degola- vam, E assim morreram quarenta e dois mil homens de Efraim.
Seita Muçulmana que, rechaçando a tradição ou Sunnahi, coloca o profeta Ali numa posição mais elevada do que a de Maomé, Shfla (Pál.) — À segunda virtude das dez Páramitãs de perfeição, À perfeita harmo- nia nas palavras e ações, [Ver Páramitãs.) [À chave de harmonia na palavra e ação, a chave que contrabalanceia a causa e o efeito e já não deixa lugar para a ação Kármica, (Voz do Silêncio, VI Shila significa também: costume; conduta; natureza, caráter; ten- dência, disposição; virtude; moralidade.) Shinto (Jap.) — À antiga relisião japonesa antes do budismo, baseada no culto dos espíritos e dos antepassados. Shishta (Sânsc.) — Os grandes eleitos ou Sábios, deixados depois de cada Pralaya menor (chamado de “obscuração” no Budismo Esotérico de Sinnett), quando o globo se consome em sua noite ou repouso, para converterem-se, em seu novo despertar, em se- mente da próxima humanidade. Literalmente, sishta significa: remanescente ou resíduo. Shiva ou Siva (Sânsc.) — Terceira pessoa da Trimíirti ou Trindade hindu, É um deus de primeira ordem e, em seu caráter de Destruidor, é mais elevado do que Vishnu, o Conservador, uma vez que destrói apenas para regenerar num plano superior. Nasce co- mo Rudra, o Kumãra, e é o patrono de todos os Yogis, sendo como tal chamado de Mahá Yogk, o grande asceta, Seus títulos são expressivos: Trilochana, “o de três olhos”, Mahâã- deva, “grande deus”, Sankara é muitos outros mais. [Ver Sankara, Shiva-Rudra, Ma- Rezvara, Trimârti, Linga etc.) Shivagâma (Sânsc.) — “Ensinamentos de Shiva.” Título de uma obra antiga, que hoje não É encontrada em lugar algum. O Shivagâma, em seus detalhes, é uma obra pu- ramente tântrika e a prática de seus preceitos só pode resultar em dano, já que a leitura irrefletida desta classe de obras só pode conduzir o noviço em Ocultismo às mais desen- 635
Ver Zravana. Shu (Shoo, na transliteração inglesa) (Esg.) — Uma personificação do deus Rá; re- presentado como o “Grande Gato da bacia de Persea em Anu”, Shôdála Mádan (Tam. — O vampiro ou fantasma de cemitério, Shúdra ou Súdra ou S'udra (Sánsc.) — A última das quatro castas que saíram do corpo de Brahmãâ, À “casta servil”, que surgiu do pé da Divindade, [Servo, criado, indi- víduo da quarta classe, a inferior; indivíduo dedicado à servidão e aos ofícios mais vis.) Shukra ou Sukra (Sânsc.) — Um nome do planeta Vênus, também chamado Uza- nas, Nesta personificação, Uzanas é o Guru € preceptor dos Daityas (os gigantes da Terra) nos Purânas. Shukra- Uzanas (Sárisc.) — Ver Chandra-vanza, Shôle Mâdan (Tem.) — Elemental que, segundo dizem, ajuda os “charlatães” a fazer Créscer a mangueira e executar outras maravilhas.
Ver Sânya. Shutukt (Tib.) — Mosteiro colegiado, de grande fama no Tibet, e que tem mais de trinta mil monges e estudantes. Shvetaketu (Sânsc.) — Nome de um antigo filósofo representado, no Chândogya Upanichad, lendo o Brahmavidyâ com seu pai Gautama. (Râma Prasãd) SI (Ved.) — À Terra, Sibac. (Quíc.) — À cana de cuja medula foi criada a terceira Raça de homens, se- gundo a Escritura dos guatemaltecos intitulada Popol Vuh. 636
Antigamente este nome era dado a certas mulheres às quais se atribufa o conhecimento do futuro e o dom de predição, São mencionadas a de Delfos, a de Eri- tréia, a de Cumas, a da Líbia e outras, Segundo parece, as sibilas profetizaram o grande tremor de terra que abalou 'a ilha de Rodes, uma vez que Pausânias disse, em relação a isso, que era demasiado certa a predição da Sibila.
País do Sicômoro € um dos nomes do Antigo Egito. Em uma destas ár- vores, Nout verteu na alma do defunto a bebida da imortalidade. Siddha (Sânsc.) — Santo, bem-aventurado, afortunado; varão perfeito; ser humano que, por seu alto grau de perfeição, saber e santidade, alcançou uma condição semidivi- na; um ser semidivino, asceta, yogi ou Adepto dotado de poderes extraordinários; vi- dente, adivinho; poder extraordinário ou sobrenatural; arte mágica. Como adjetivo: cum- prido, perfeito, consumado; estabelecido; conhecido; afortunado, feliz; alcançado, obti- do, válido; disposto, santificado. No plural, os Siddhas são santos e sábios que chegaram a uma condição quase divina; dá-se também este nome a uma hierarquia de Dhyân Cho- hans, São popularmente conhecidos como Mahâtmas ou Adeptos elevados. (Ver Aforis- mos de Patafijati, III, 32.) Siddhagangâ (Sânsc.)- O Ganges celeste, Siddhânta (Sânsc.) — Qualquer obra douta sobre astronomia ou matemática, na Ín- dia. Conclusão, demonstração. Siddhântin (Sâánsc.) — Seguidor da doutrina Mímânsã. Siddharasa (Sânsc.) — Alquimista; mercúrio, Metálico, mineral. Siddhârtha (Sânsc.) — Nome de Gautama Buddha, Siddhâsana (Sánsc.) — Uma das atitudes ou posturas prescritas nas práticas do Ha- tha-vyoga. Siddha-Sena (Sânsc.) — Literalmente: “chefe dos Siddhas”. Epíteto de Kârttikeya, o “jovem misterioso” (Kumáâra-guha). Siddhis (Sânsc.) — Literalmente: “atributos de perfeição”; poderes fenomenais que, graças à sua santidade, os yogis adquirem. [Siddhis: faculdades psfquicas, poderes anor- mais ou extraordinários do homem. Um grupo deles compreende as energias psíquicas mentais inferiores, grosseiras; o outro exige a mais elevada educação dos poderes espi- rituais, No Zrimad Bhagavad, Krishna diz: “Aquele que vive consagrado à prática do Yoga, que subjugou seus sentidos e concentrou sua mente em Mim (Krishna), e um Yo no qual todos os siddhis estão prontos para servir”, A palavra sânscrita siddhis é sinôni- ma da palavra páli iddhi. (Voz do Silêncio, 1, nota 1) Em seu comentário aos Aforismos de Pataújali, M, Dvivedi enumera oito síddhis os mais elevados poderes ocultos, que são: animá (o poder de assimilar-se a um átomo), mahimã (o de dilatar-se no espaço), laghimá (o de tornar-se tão leve quanto um floco de algodão), garimã (o de tornar-se tão pesado como o corpo mais pesado da Terra), prápti (o de chegar a qualquer parte, até à Lua), prâkâmya (o de ver todos os desejos realizados), ichatva (a faculdade de criar) e vazitva (o poder de dominar a tudo). (Op. cir., UI, 45) “Estes poderes extraordinários -- acres- centa o mencionado comentarista — não são adquiridos numa só vida e podem ser resul- tado dos efeitos acumulados durante várias existências.” Isto explica o exposto no Afo- rismo 1º do livro IV: “Os poderes anormais são obtidos por nascimento, pela virtude de 637
Qualquer coisa referente aos astros, porém também, em Ocultismo, as di- versas influências emanadas de tais regiões; por exemplo: “força sideral”', tal como a en- sinava Paracelso, e corpo sideral (luminoso), etéreo etc, Sidkaegg (Esc.) — Odin. Si-dzang (Chin.) — Nome chinês do Tibet, mencionado na Biblioteca Imperial da capital de Fo Kien como o “grande centro de Sabedoria Secreta”, em 2207 a.C. (Doutri- na Secreta, 1,271.)