Glossário Teosófico
Sicêmoro
País do Sicômoro € um dos nomes do Antigo Egito. Em uma destas ár- vores, Nout verteu na alma do defunto a bebida da imortalidade. Siddha (Sânsc.) — Santo, bem-aventurado, afortunado; varão perfeito; ser humano que, por seu alto grau de perfeição, saber e santidade, alcançou uma condição semidivi- na; um ser semidivino, asceta, yogi ou Adepto dotado de poderes extraordinários; vi- dente, adivinho; poder extraordinário ou sobrenatural; arte mágica. Como adjetivo: cum- prido, perfeito, consumado; estabelecido; conhecido; afortunado, feliz; alcançado, obti- do, válido; disposto, santificado. No plural, os Siddhas são santos e sábios que chegaram a uma condição quase divina; dá-se também este nome a uma hierarquia de Dhyân Cho- hans, São popularmente conhecidos como Mahâtmas ou Adeptos elevados. (Ver Aforis- mos de Patafijati, III, 32.) Siddhagangâ (Sânsc.)- O Ganges celeste, Siddhânta (Sânsc.) — Qualquer obra douta sobre astronomia ou matemática, na Ín- dia. Conclusão, demonstração. Siddhântin (Sâánsc.) — Seguidor da doutrina Mímânsã. Siddharasa (Sânsc.) — Alquimista; mercúrio, Metálico, mineral. Siddhârtha (Sânsc.) — Nome de Gautama Buddha, Siddhâsana (Sánsc.) — Uma das atitudes ou posturas prescritas nas práticas do Ha- tha-vyoga. Siddha-Sena (Sânsc.) — Literalmente: “chefe dos Siddhas”. Epíteto de Kârttikeya, o “jovem misterioso” (Kumáâra-guha). Siddhis (Sânsc.) — Literalmente: “atributos de perfeição”; poderes fenomenais que, graças à sua santidade, os yogis adquirem. [Siddhis: faculdades psfquicas, poderes anor- mais ou extraordinários do homem. Um grupo deles compreende as energias psíquicas mentais inferiores, grosseiras; o outro exige a mais elevada educação dos poderes espi- rituais, No Zrimad Bhagavad, Krishna diz: “Aquele que vive consagrado à prática do Yoga, que subjugou seus sentidos e concentrou sua mente em Mim (Krishna), e um Yo no qual todos os siddhis estão prontos para servir”, A palavra sânscrita siddhis é sinôni- ma da palavra páli iddhi. (Voz do Silêncio, 1, nota 1) Em seu comentário aos Aforismos de Pataújali, M, Dvivedi enumera oito síddhis os mais elevados poderes ocultos, que são: animá (o poder de assimilar-se a um átomo), mahimã (o de dilatar-se no espaço), laghimá (o de tornar-se tão leve quanto um floco de algodão), garimã (o de tornar-se tão pesado como o corpo mais pesado da Terra), prápti (o de chegar a qualquer parte, até à Lua), prâkâmya (o de ver todos os desejos realizados), ichatva (a faculdade de criar) e vazitva (o poder de dominar a tudo). (Op. cir., UI, 45) “Estes poderes extraordinários -- acres- centa o mencionado comentarista — não são adquiridos numa só vida e podem ser resul- tado dos efeitos acumulados durante várias existências.” Isto explica o exposto no Afo- rismo 1º do livro IV: “Os poderes anormais são obtidos por nascimento, pela virtude de 637