Senhor de Sabedoria
Budha ou Mercúrio; Amun. (Ver Filhos da Vontade e do Yoga.)
Glossário Teosófico
Budha ou Mercúrio; Amun. (Ver Filhos da Vontade e do Yoga.)
Título aplicado aos diversos deuses criadores & também aos Se- nhores do Universo, cujo símbolo é tal planta. (Ver Lótus.) [Também se aplica o qualfi- cativo de “Senhor do Lótus” (Kumuda-peti) à Lua, Mãe da Terra, Segundo os ensina- 627
Mencionado no Livro de Enoch, Os cristãos vêem nele o Cristo, porém os ocultistas orientais nele reconhecem o Hierofante vítima, cujo nome — diz H, P. Blavatsky — não nos atrevemos a dar em sânscrito, (Doutrina Secreta, 111, 88.)
Epíteto de Krishna, (Bhagavad-G2&á, X VIL, 78.)
Um dos títulos do Jeová judeu,
O Logos planetário.
Izvara ou Logos solar,
Título da deusa egípcia Neith, a qual é fregilentemente re- presentada como aparecendo numa árvore e nela colhendo o fruto da Arvore da Vida, como também à Á gua da Vida, para seus adoradores. [Ver Caos.)
Os Agnichvâtias,
Ver Barhichads ou Pitris lunares. Senhores da Tenebrosa Sabedoria -— Asuras, Filhos da Noite, o fruto da primeira Cadeia planetária, (Estâncias de Dzyan, p. 83.) i
Nirmânakâyas ou Adeptos que renunciam à felicidade nirvânica e fazem parte daquela Hoste invisível, que vela sobre a humanidade e a protege dentro dos limites kármicos, (Ver Nirmânakâyas.)
Os Pitris Barhichads,
São as grandes Inteligências espirituais, que guardam os registros e ajustam as complicadas operações da lei kármica, São também designados pelos nomes de Lipikas e Mahárâájas. (Ver estes nomes.)
Os asuras que se encarnaram na quarta Ra- ça e se rebelaram contra o branco Imperador da “Cidade das Portas de Ouro” (P. Hoult)
Os sete Logos planetários. Às divindades presidentes das Cadeias planetárias. Os arcanjos criadores dos cristãos; os ameshaspentas dos zo- roastrianos. (Estâncias de Dzyan, p. 19.)
Os dez órgãos do homem, No Panteão exotérico e nas alegorias do Oriente, são as emanações dos dez deuses menores, os Prajâpatis ou “progenitores” terrestres, Dá-se=-lhes o nome de “sentidos elementares” em contraposição aos cinco sentidos físicos e aos sete suprafísicos, Em Ocultismo estão estreitamente relacionados com várias forças da Natureza e com nossos organismos internos, chamados em fisiolo- gia de células. [Os sentidos são as faculdades através das quais o homem se coloca em relação com o mundo exterior, recebendo as impressões das qualidades dos corpos. Como se viu no estudo das Raças humanas, cada Raça desenvolveu seu sentido correspondente; assim é que a Raça atual, a quinta, possui cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). À sexta Raça desenvolverá o sexto, ou seja, a clarividência astral ou visão psíquica, cujo órgão material será o corpo pituitário, e a sétima desenvolverá o sétimo, a clarividência espiritual ou visão espiritual inferior, cujo órgão será a glândula pineal. (Ver: Indriyas e Raças Humanas.) Senzar -— Nome místico da linguagem secreta sacerdotal, ou seja, da “linguagem do Mistério” dos Adeptos Iniciados em todo o mundo. [A língua sacerdotal (senzar), além de ter seu alfabeto próprio, pode ser expressa através de vários sistemas de escrita cifra- da, cujos caracteres participam mais da natureza do ideograma do que das sflabas. Outro método (lug, em tibetano) consiste no emprego de números e cores, cada um dos quais 628
À idéia errônea de que a Alma ou Eu é distinta e independente do Eu único, universal e infinito. Esta ilusão foi qualificada de “Grande Heresia”, (Ver Voz do Silêncio, 1; ver também Sakhâvaditthi,) Sepher habahir (Hebr.) — Livro cabalístico atribuldo a Nechonia ben Hakana, contemporâneo de Herodes o Grande. Ainda hoje se fazem passar por extratos deste li- vro diversos fragmentos evidentemente não autênticos, Tais são os fragmentos reunidos sob o título de O Fiel Pastor, comumente impressos com o Zohar, em forma de comen- tário. (Franck: À Cabala, tradução francesa, p. 55.) Sepher Sephiroth (Hebr.) — Tratado cabalístico relativo à evolução gradual da Di- vindade, desde o repouso negativo até a emanação ativa e criação, (W, W, W) Sepher Yetzirah (Hebr.) — “O Livro da Formação.” Obra cabalística antiquíssima atribuída ao patriarca Abraão. Esclarece a criação do Universo por analogia com as vinte € duas letras do alfabeto hebraico, distribuídas em uma trfada, uma héptada e uma déca- da, correspondendo com as três letras mães (A. M. S). aos sete planetas e aos doze signos do Zodfaco. Está escrita em neo-hebraico do Mishnah, (W. W, WJ [Ver Yetzirah Se- pher.) Sephira (flebr.) - Uma emanação da Divindade, à geradora e a síntese dos dez Se- phiroth, quando se encontra na cabeça da Arvore Sephirothal; na Kabbalah, Sephira, ou a “Sagrada Anciã”, é a Inteligência Divina (o mesmo que Sophia ou Metis), a primeira emanação do “Infinito” ou Ain-Soph. [Sephira é o singular de Sephiroth. Aditi € o origi- nal de Sephira, (Doutrina Secreta, 111, 91] Sephiroth (Hebr.) — [Plural de Sephira.] — São as dez emanações da Divindade; a mais elevada é a formada pela concentração do Ain-Soph Aur ou Luz infinita e cada Se- phira produz, por emanação, outro Sephira. Os nomes dos dez Sephiroth são: 19) Kether, à Coroa; 2º) Chokmah, Sabedoria; 3º) Binah, Inteligência; 4º) Chesed, Misericórdia; 5º) Geburah, Poder; 6º) Tiphereth, Beleza; 7º) Netzach, Vitória; 8º) Hod, Esplendor; 9º) Jesod, Fundamento; 109) Maikuth, Reino. O conceito da Divindade contido nos dez 629
Seres celestiais descritos por Isaías (VI, 2) como de forma humana, com a adição de dois pares de asas. À palavra hebraica é SRRPIM e fora do caso citado anteriormente, é traduzida como “serpentes” e está relacionada com a raiz verbal S h R P, consumir, Diz-se que Moisés erigiu no deserto um S h RP ou Se- rafim de bronze, como um símbolo. Esta brilhante serpente é também usada como em- blema da Luz, Compare-se o mito de Esculápio, a divindade curadora que, segundo di- zem, foi trazida a Roma, desde Epidauro, como uma serpente e cujas estátuas o repre- sentam empunhando uma vara na qual há uma serpente enroscada, (Ver Ovídio, Meta- morfose, livro XV.) Os Serafins do Antigo Testamento parecem estar relacionados com os Querubins. (Ver esta palavra.) Na Cabala, os Serafins constituem um grupo de po- deres angélicos atribuídos ao Sephira Geburah, severidade. (W. W. W.)
Como todo defunto se convertia num Osíris, o Ápis morto chamava-se Osor-Ápi, expressão que os gregos transformaram, por aferese, em Serápis. Serapeum era o nome que se dava à tumba de Ápis. (Plerret, Dict. dArch. Égypr. Ver Serapis.) Serapis (Eg.) — Um grande deus solar que substituiu Osíris no culto popular e em honra do qual se cantavam as sete vogais. Em muitas de suas representações surgia como uma serpente, um “Dragão de Sabedoria”, Era o deus maior do Egito durante os pri- meiros séculos do cristianismo. [Ver Serapeum e Osor-Ápis.]
O primeiro símbolo da Serpente representava a Perfeição e a Sabedoria Divinas e representou sempre a Regeneração psíquica e a Imortalidade, Daí o fato de Hermes ter chamado a serpente de o mais espiritual de todos os seres; Moisés, Iniciado na sabedoria de Hermes, seguiu seu exemplo no Gênese; sendo a Serpente dos gnósticos, com as sete vogais sobre sua cabeça, o emblema das sete Hierarquias dos Criadores sete- nários ou planetários, Daf também a serpente hindu Secha ou Ananta, o Infinito, um no- me de Vishnu e primeiro veículo deste deus nas Águas Primordiais. Contudo, assim co- mo os Logoi e as Hierarquias de Poderes, estas serpentes devem ser dintinguidas umas das outras, Sesha ou Ananta, o “Leito de Vishnu”, é uma abstração alegórica, que sim- boliza o Tempo Infinito no Espaço, que contém o Germe e lança periodicamente a flo- rescência deste Germe, o Universo manifestado; o Ophis gnóstico contém o mesmo tri- plo simbolismo em suas sete vogais, como o Oeahoo de 1, 3 e 7 slabas da doutrina arcai- ca, à saber: o primeiro Logos não-manifestado, o segundo manifestado e o Triângulo condensando-se no Quaternário ou Tetragrammaton e os raios deste no plano material. Contudo, todos eles estabelecem uma diferença entre a Serpente boa e a má (a Luz As- tral dos cabalistas); a primeira é encarnação da Sabedoria divina na região do Espiritual; a segunda, o Mal, no plano da Matéria. Pois a Luz Astral ou Éter dos antigos pagãos é Espírito- Matéria. Começando no puro plano espiritual, torna-se mais grosseira à medida em que desce, até que se converte em Máyá ou tentadora e enganosa serpente em nosso 6230