Glossário Teosófico

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Verbetes: S

Skada (Esc)

Esposa de Nivord, (Eddas) Skaldas (Esc.) — Poetas errantes do Norte, semelhantes aos bardos e trovadores do Ocidente, Seus poemas chamam-se Sagas. (Eddas) 642

Skenfare (Esc)

Segundo os Eddas, é o cavalo do Dia. Skidblaner (Esc.) — O navio dos Ásios(Eddas) Skoegula (Esc.) — Nome de uma das Valquírias. (Eddas, )

Skoeld (Esc)

Descendente de Odin, que deu nome a uma linhagem (Eddas.) Skrymir (Esc.) — Um dos famosos gigantes dos Eddas. Sleipner (Esc. - O cavalo de Odin, engendrado por Loke. (Eddas) Sloka (Sânsc.) — À métrica 6pica sânscrita, formada por trinta e duas sflabas; versos em quatro meias linhas de oito ou em duas linhas de dez e seis sflabas cada, [Um dístico, uma estância heróica,] Smara, Smarana ou Smárana (Sânsc.) — Ação de recordar, recordação, memória, Smãârita (Sânsc.) — Relacionado com o smriti; canônico, legal; que professa ou segue O Ssmriti, Smãârtava (Sânsc.) - Brahmanes smária, Uma seita fundada por Sankarachârya, Smaya (Sânsc.) - Assombro; orgulho, 643

Smriti (Sânsc,)

Da palavra Smriti, “Memória”, uma filha de Dakcha. São rese- nhas tradicionais, comunicadas oralmente. Na atualidade, são os escritos e cerimoniais dos hindus; em oposição e portanto menos sagrado que os Vedas, que são os Sruti ou “revelação”. [Smriti é a faculdade de memória retentiva, (Râma Prasãd) Memória, re- cordação, reminiscência; inspiração; tradição. Qualquer livro que constitua autoridade exceto os Vedas. Na smriti costumam ser incluídos os Puranas e as grandes epopéias. (Bergua, O Râmayâna, 746, nota)] Smritihetu (Sâánsc.) — Causa que produz a recordação, Smritimat (Sâánsc.) — Dotado de boa memória. Smritivibhrama (Sánsc.) — Divagação ou confusão da memória. Smritivibhranza (Sânsc.) — Perturbação da memória, Smritishâstra (Sânsc.) — Tratado ou código que contém a tradição escrita. Smritiviruddha (Sânsec.) — Proibido pelas regras do smriti. Smritiyupasthâna (Sánsc.) — Em linguagem búdica, é a aplicação da memória, Snâna (Sánsc.) — Banho, Snapana (Sánsc.) — Banho, ablução, lavagem, Snitaka (Sânsc.) — Amo da casa que cumpriu a cerimônia do banho, depois de ter- minar seus estudos ou noviciado. Snâtakas (Sânsc.) — Certa classe de brahmanes mendicantes, (Ver: Leis de Manu, kl, l1e2) Snávin (Sânsc.) - Que se banha, que se lava. Snáyu (Sânse.) — Tendão, músculo, Sneha (Sânsc.) — Amor, afeto, ternura; graxa, azeite, Snigdha (Sânsc.) — Oleoso; suave, brando, doce, amável. Snotra (Esc.) — Nome de uma das astanas. (Eddas)

Sobrenatural

Não pode haver na Natureza qualquer coisa sobrenatural, isto É, acima ou fora da Natureza, ou seja, da LEI, que é única e absoluta. Aquilo que as reli- giões chamam de mistérios e milagres são simplesmente aplicações ou manifestações da Lei que superam nosso saber e compreensão atuais, À Teosofia ensina que não existe nem pode existir o milagre e que negar um fato novo simplesmente porque nos parece extraordinário ou declará-lo impossível a priori, € simples prova de ignorância, Às pos- sibilidades não terminam onde nossa ciência e nossos alcances intelectuais se detêm, Aumentemos a primeira e desenvolvamos aos segundos e veremos aumentar indefinida- mente o círculo das possibilidades. (A. Artnould, Crenças Fundamentais do Budismo, UI.) Não existe nada de sobrenatural e por muito estranho e surpreendente que um fe- nômeno possa ser, sempre se efetua segundo as leis da Natureza. Sabemos por experíên- cia que, na atualidade, o homem conhece apenas uma parte mínima destas leis e portanto acontecem muitas coisas que não se consegue explicar. Contudo, através da analogia e da observação direta, temos completa certeza de que as referidas leis são imutáveis e que o44

Sociedade Teosófica ou Fraternidade Universal

Fundada em 1875, em New York, pelo coronel H. S. Olcott e H, P. Blavatsky, auxiliados por W. Q. Judge e várias outras pessoas. Seu objetivo declarado foi, no infcio, a investigação científica dos fenô- menos chamados “espíritas”, depois do que foram expostos seus três principais objeti- vos: 12) À Fraternidade humana, sem distinção de raça, cor, religião ou condição social; 2º) O estudo sério das antigas religiões para fins de comparação e de seleção de uma moral universal e 39) O estudo e desenvolvimento dos poderes divinos latentes no ho- mem, No momento atual (1892), a Sociedade Teosófica tem mais de 250 ramos dissemi- nados em todo o mundo, a maioria dos quais na Índia, onde também se encontra seu Centro principal, Compõe-se de várias grandes Secções: a Hindu, a Americana, a Aus- traliana e as Seções Européias. [Ver Teosofia e Objetivos da Sociedade Teosófica.) Sod (Hebr.) — Um “Arcano” ou Mistério religioso. Os Mistérios de Baal, Adônis e Baco, todos deuses solares, que têm serpentes como símbolos ou, como no caso de Mi- thra, uma “serpente solar”, Os antigos judeus tinham também seus Sod, Símbolos não excluídos, uma vez que tinham à “serpente de bronze” erigida no Deserto, sendo esta serpente particular o Mithra persa, símbolo de Moisés como Iniciado, porém, com toda a certeza, não se pensou nunca em representar o Cristo histórico com ela, (Salmos, XXV, 14) Porém, no original hebraico, se lê: “Sod Ihoh (ou os Mistérios) de Jeová são para aqueles que o temem”. O Antigo Testamento é tão atrozmente mal traduzido que, no versículo 7 do Salmo XXXIX, que diz no original: “Al (Ele) é terrível no grande Sod dos Kedeshim” (os Galli, os sacerdotes dos Mistérios internos judeus), diz assim na mutilada tradução: “Deus é grandemente temido na assembigia dos santos.” Simeão e Levi tinham seu Sod, muitas vezes mencionado na Bíblia, “Oh, alma minha — exclama o moribundo Jacó — não entres em seu segredo (Sod, no original), em sua companhia”, isto é, na Soda- lidade de Simeão e Levi (Gênese, XLIX,6) Ver Dunlap, Sod, Os Mistérios de Adônis. Sodales (Lar.) — Os membros dos Colégios sacerdotais. (Ver Freund, Larin., Lexi- con, IV, 448,) Cícero nos diz também(De Senectude, 13) que “as Sodalidades estavam constituídas nos Mistérios Ídeos da MAE PODEROSA”, Aqueles que eram iniciados no Sod eram designados pelo nome de “Companheiro”,

Sodálico, Juramento

Ver Juramento Sodátlico, Soecgvaback (Esc.) -- Um lugar do céu. (Eddas) Scham [Soº*ham ou So aham] (Sânsc.) — Literalmente: “aquele eu (sou).” Esta ex- pressão mística representa a involução. [É uma fórmula que expressa a identidade do Eu individual com o Eu único universal,] Sokaris (Eg.) — Um deus do fogo; uma divindade solar de muitas formas, É Ptah- Sokaris, quando o símbolo é puramente cósmico, e Ptah-Sokaris-Osfris , quando é fáli- co. Esta divindade é hermafrodita; o sagrado touro Ápis é seu filho, nela concebido por um raio solar. Segundo à História do Oriente de Smith, Ptah é um “segundo demiurgo”, uma emanação do primeiro “Princípio criador dos ovos do Sol e da Lua”. Pierret acha que representa a Força primordial que precedeu aos deuses e “criou os astros e os ovos do Sol e da Lua”. Mariette Bey vê nele a “Sabedoria divina disseminando os astros na imensidão”, o que é corroborado pelo Targumde Jerusalém, que declara que “os egfp- cios chamavam de Ptah à Sabedoria do Primeiro Intelecto”, Sokhit (Eg.)— Uma divindade a quem o gato era consagrado. 645

Sol

Este astro é de uma só vez Espírito e Matéria, (Doutrina Secreta, 1, 521) e é um manancial perene de vida, que, como luz, dele emana sem cessar. Como “doador de vida” que é, conserva e sustenta a todas as criaturas (1, 313) e é o coração de todo o Sis- tema Solar (1, 5390-591), É também fonte de calor e eletricidade. Porém o So! que vemos, a estrela central de nosso sistema, é apenas um reflexo, sombra ou casca do verdadeiro Sol central espiritual (1, 700), Este reflexo, como coisa concreta exterior, é um Kâma- ráúpa, pois todos os sóis formam o Kâma-rúpa do Kosmos. Para seu próprio sistema, o Sol é Buddhi, por ser o reflexo e o veículo do verdadeiro Sol, que é Áfmã, invisível neste plano. Neste reflexo estão todas as forças Foháticas (eletricidade, etc.) (111, 562). Em to- das as religiões populares exotéricas, o Sol tem um aspecto dual, que foi antropomorfi- zado pelos profanos; assim, o Sol era Osíris-Tífon, Ormuzd-Ahrimán, Bel Júpiter, e Ba- al, o luminoso doador de vida e de morte e assim, num mesmo pilar, monolito, pirâmide, torre ou templo, originalmente erigido para glorificar o primeiro princípio ou aspecto, com o passar do tempo, transforma-se em templo de um ídolo ou, o que ainda pior, em emblema fálico, em sua forma mais grosseira e brutal. O Lingam dos hindus tem seu sig- nificado espiritual e altamente filosófico, mas os missionários enxergam nele apenas um “emblema indecente” (III, 288). O Sol é emblema da divindade benfeitora, que dá a vida; é a manifestação exterior do sétimo Princípio de nosso sistema planetário. Jeová é o Sol e portanto é também o Cristo da Igreja romana (III, 323). Por mais que os cristãos qua- lfiquem de idolatria o culto do Sol, sua religião encontra-se inteiramente baseado no culto solar é lunar (1, 417). O jesuíta Cornélio de Lápide, em seu Sermão sobre a Santa Virgem, coloca na boca de São Bernardo as seguintes palavras, dirigidas à Virgem Maria: “O Sol-Cristo vive em ti e tu vives nele.” (1, 431) Ver Dupuis, Origem de todos os cut- tos, capítulos IX e XII, Em todo o Egito o Sol era o símbolo divino por excelência e sua luz era considerada como a manifestação visível e material de Deus. Osíris é chamado de Alma do Sol; a luz solar era, pois, o corpo, isto é, a manifestação sensível da Divindade. O Sol era personoficado de maneira geral pelo deus Rá; o Sol nascente por Hórus, o Sol poente por Toum (ou Tum). Algumas divindades secundárias simbolizavam outros as- pectos do astro, (Pierret, Dict. d Arch. Egypt.). Ver Sárya, Sistema Solar, Solstícios, Pás- coa etc. Sol (Alg.) — Entre os químicos, o Sol é o ouro comum. Os filósofos chamam de Sol O seu enxofre, seu ouro.

Sol Espiritual

O Sol oculto ou invisível, do qual o Sol visível de nosso Sistema Solar é apenas um reflexo ou sombra. Assim como este último dá luz e vida aos planetas que constituem tal sistema, o verdadeiro Sol invisível e espiritual dá vida aos reinos espi- ritual e psíquico de todo o Cosmos ou universo. (Doutrina Secreta, 1, 521.) Este título foi aplicado ao Paramátman (III, 510). Ver Sol, Viril etc. Soliman (Árab.) — Nome que os muçulmanos dão a Salomão. Solsequium (Alg.) — Enxofre dos filósofos,

Solstícioas

O culto cristão — diz E. Burnouf — está distribuído segundo a marcha do Sol e da Lua. O nascimento de Cristo coincide com o solstício de inverno (no Hemisfério Norte); a Páscoa ocorre próxima do equinócio de primavera. No solstício de verão, cele- bra-se a festa do Precursor e são acesas as fogueiras chamadas de fogos de São João. As outras festas estão distribuídas metodicamente nas outras partes do ano, seguindo uma ordem comparável àquela das cerimônias védicas. É preciso observar — diz o mesmo au- tor — que o solstício de inverno ocorre quatro dias antes do Natal e o de verão se dá quatro dias antes da festa de São João. O dia da Páscoa é regulado pelo equinócio, uma vez que ocorre no domingo seguinte ao plenilúdio depois do equinócio de primavera. É, pois, provável que as festas do Natal e de São João sejam muito antigas, e coincidiram 646

Som

À ciência esotérica ensina que cada som no mundo visível desperta seu som correspondente nos reinos invisíveis, impelindo à ação de uma ou outra força no lado oculto da Natureza, Além disso, a cada som corresponde uma cor e um número (uma potência espiritual psíquica ou física) e uma sensação do mesmo plano. Todos eles en- contram eco em cada um dos elementos até aqui desenvolvidos e também no plano ter- restre, nas Vidas que pululam na atmosfera terrestre, incitando-se desse modo à ação, Assim, uma oração, a não ser que seja pronunciada mentalmente e dirigida ao “Pai” de alguém, no silêncio e solidão de seu “retiro”, deve ter mais frequentemente resultados desastrosos do que benéficos, a partir do momento em que se considera que as massas são completamente ignorantes dos poderosos efeitos que assim produzem. Para que pro- duza bons efeitos, a oração deve ser pronunciada por “alguém que saiba o modo de se fazer ouvir em silêncio”, quando, deixando de ser uma oração, se converte em manda- mento, Por que nos ensinam que Jesus proibia seus ouvintes de ir às sinagogas públicas? Devemos supor que tinha algum motivo, o mesmo motivo que induz o ocultista especia- lista a impedir que seus discípulos vão a locais muito concorridos, igrejas, sessões espfri- tas etc., à menos que simpatizem com isso, (Doutrina Secreta, III, 451.) Na mesma obra citada (1, 606), lê-se o seguinte: Dizemos e sustentamos que o som é, entre outros, um poder oculto tremendo, uma força estupenda, cuja potencialidade mais insignificante, di- rígida pelo conhecimento oculto, não poderia ser contraposta pela eletricidade engendra- da por um milhão de Niágaras. Pode produzir um som de tal natureza que levantaria a pirâmide de Queops ou faria reviver um moribundo ou a um homem que fosse exalar o último suspiro, comunicando-lhe novo vigor e energia, Porque o som engendra ou, antes, atrai e reúne os elementos que produzem um ozone, cuja fabricação está acima do poder da química, porém está dentro dos limites da Alquimia, Pode até ressuscitar um homem ou um animal cujo “corpo vital” astral não tenha sido separado irreparavelmente do corpo físico, pela ruptura do cordão ódico ou magnético, Esta que escreve estas linhas foi salva três vezes da morte através deste poder, Por outro lado, o que é a força etérea descoberta por John Worrel Keely, da Filadélfia, e que é chamado motor Keely? O que é que atua como formidável gerador de força tremenda, desse poder capaz de arrastar uma máquina de 25 cavalos, e até de levantá-la ao alto? Tudo isso foi realizado apenas fazen- do-se passar por um diapasão um arco de violino, segundo foi provado inúmeras vezes. Os fenômenos apresentados pelo referido inventor durante estes últimos anos foram maravilhosos, quase milagrosos, no sentido do sobre- humano, (Doutrina Secreta, 1, 606.) Soma (Sânsc.) — À Lua [Chandra] e também a bebida sagrada produzida com o su- mo da planta de mesmo nome, usada nos templos para provocar êxtase, Soma, a Lua, é o símbolo da Sabedoria Secreta, Nos Upanichads, tal palavra é empregada para designar a matéria densa (com uma associação de umidade), capaz de produzir vida sob a ação do calor. [Soma, deus resultante da divinização do soma, o licor sagrado. (Bergua, O Râma- yâna, 7146, nota)

Soma-bebida

Preparada com uma rara planta montanhesa [Asclepias acida ou Sarcostema viminalis, segundo outros] pelos brahmanes Iniciados, Esta bebida sagrada da 647

Soma-vantza (Sânsc,)

À dinastia lunar dos príncipes descendentes de Soma, o primeiro dos quais foi Budha, filho de Soma «e regente do planeta Mercúrio. Segundo o Vishnu-Purâna, à lista de príncipes da raça lunar começa com Átri, o Richi, seguindo depois deste Soma, a Lua, Budha etc. (Ver Chandra-vantza.) Somayajin (Sânsc.) — Que oferece o soma em sacrifício.

Sombra

Este nome é aplicado aos veículos transitórios da Mônada: o corpo físico ou à personalidade, o Manas inferior ou alma animal, sombra do Ego divino etc. (Voz do Silêncio, II, é Doutrina Secreta, 111, 514.) Ver Umbra e Sombras, Sombras (Ocult.) — Aparições astrais que se tornam visíveis e, algumas vezes, tan- gíveis (forma de modernas manifestações espíritas), o Scin-lecca ou espectro ou o Dop- pelgânger alemão de uma pessoa. Podem se tornar visíveis, atraindo elementos materiais etércos do corpo de um médium ou de qualquer outra pessoa em quem haja pouca coesão de seus elementos inferiores, em conseqiiência de alguma enfermidade ou por causa de certas peculiaridades herdadas de sua organização; também podem ser atraídas pelos mé- diuns da atmosfera circundante. Sua vida é tomada do médium e, se essa vida for impe- dida de voltar ao médium, este fica paralisado ou morre. (F. Hartmann) Son (Esc.) — Um dos recipientes onde se encontrava o licor da poesia. (Eddas) Sonaka (Sânsc.) — Nome de um célebre muni mencionado nas Leis de Manu, 111, 16.

Sonambulismo

Literalmente: “andar dormindo”, ou seja, o fato de mover-se, es- crever, ler e executar cada função da consciência em estado de vigília, durante o sono, com esquecimento completo do fato ao despertar. Este é um dos grandes fenômenos psi- cofisiológicos, o menos compreendido, por ser o mais desconcertante e do qual sóo ocultismo tem a chave. Son-kha-pa (Tib.) — Também se escreve Tsong-kha-pa. Célebre reformador tibe- tano do séc. XIV, que introduziu em seu país um Budismo purificado. Era grande 649

Sonhos (Somnia, em latim)

As influências astrais invisíveis que uma pessoa pode exercer sobre outra durante seu sono, Uma pessoa pode, deste modo, fazer com que ou- tra sonhe aquilo que ela quer que a outra perceba; ou os corpos astrais dos vivos podem ser impressionados para que façam a promessa de praticar certos atos ao despertar e, quando despertam, cumprem o prometido. (F. Hartmann, Os Elementais) Ver Espírito.

Sooniam [ou Soonium]

Uma cerimônia mágica, que tem por objetivo fazer pas- sar uma enfermidade de uma pessoa para outra, É magia negra ou feitiçaria, Sopâka (Sánsc.) — Homem de classe abjeta e desprezível, cujo ofício é executar os criminosos, (Leis de Manu, X, 38.) Sophia (Gr.) — Sabedoria, O Logos ferninino dos gnósticos; a Mente universal e o Espírito Santo feminino; segundo outros, os primitivos cristãos (Doutrina Secreta, 1, 219). À Sabedoria Divina personificada, Sophia € também Aditi com seus sete filhos; “a Virgem celestial”. (fbid., III, 158, 192.) Sophia Achamôth (Gr.) — Filha de Sophia. Personificação da Luz astral ou plano inferior do Éter.

Sortes Sanctorum (Lat)

“A prática sagrada de lançar sortes para fins de adivi- nhação”, exercida pelo clero cristão primitivo e medieval. Santo Agostinho, que “não desaprova este método de conhecer o futuro, mas não o utilizando para objetos do mun« do, também o praticava”, (Vida de São Gregório de Tours.) Porém, “se era praticada por leigos, hereges ou pagãos”, de qualquer espécie, O sortes sanctorum convertia-se — se acreditarmos nos bons e piedosos padres — em sortes diabolorum ou sortitlégio (feitiçaria).

Sosiosh [ou Sosiosch] (Zend,)

O Salvador masdefsta, que, como Vishnu, Maitre- ya, Buddha e outros, é esperado montado num cavalo branco, no final do ciclo, para sal- var a humanidade. (Ver Sambhala.) No último ano de sua aparição, o homem viverá sem comer e depois os corpos do mundo serão puros. (Zend-Avesta).) Sothis (Eg.) - Nome da estrela Sírio, consagrada a Ísis. Seu orto helfaco, que mar- cava o começo do ano, era o ponto de partida do ano civil. Sothis era considerada a rai- nha de 36 constelações, que presidiam sucessivamente as 36 décadas, Uma parte do tem- plo de Denderah era consagrada à celebração da safda de Sothis, Havia em Assuan um templo dedicado a Ísis-Sothis. (Pierret, Dict. dArch, Égypt.) Sowan (Pál.) — O primeiro dos “quatro sendeiros”, que conduzem ao Nirvána na prática do Yoga. Sowani (Sowanee, na transliteração inglesa) (Pál.) — Aquele que entrou no sendeiro do Sawan, Spachta (Sânsc.) — Evidente, manifesto, patente, 650

Sparza

Ver Sparsa. Sparzâ (Sânsc.) — Mulher de maus costumes. Sparza devas (Sânsc.) — Devas dotados de tato. (Doutrina Secreta, III, 566) Ver Karatala. Sparzana (Sánsc.) — Tato, contato; dom, presente; o vento. Spenta Armaita (Zend.) — O gênio feminino da terra; a “pura filha de Ahura Mas- da”, Entre os masdefstas, Spenta Armaita é a Terra personificada. [A palavra em questão € também escrita assim: Espendarmad e Sapamdomad, É a mais santa e a mais pura entre as primeiras criaturas puras; humilde, sábia, liberal e torna a terra fértil (Zend-Avesta).) Sphála (Sârnsc.) — Vibração, tremor. Sphâra ou Sphura (Sânsc.) — Ver Sphâla, Sphota (Sánsc.) — O revelado. Uma coisa indescritível que existe eternamente fora das letras que formam uma palavra e, contudo, está inseparavelmente em conexão com a mesma, porque se revela na pronúncia de tal palavra. (M. Dvivedi, Comentário dos Afo- rismos de Patafijali, LIL, 17.)

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